Solidão em idosos: um problema de saúde e como a aromaterapia pode ajudar - Camila Castellan

A solidão em idosos não é só um sentimento ruim: é um problema de saúde. Duas grandes meta-análises mostraram que relações sociais fracas, solidão e isolamento aumentam o risco de morte precoce, num nível comparável a fatores de risco já conhecidos[1][2]. Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que a solidão está ligada a mais de 871 mil mortes por ano no mundo[3]. Ela também se associa a mais depressão, pior sono e mais risco de declínio cognitivo[5][6][7]. A aromaterapia não cura a solidão, mas pode ser uma ponte para o vínculo: aromas despertam lembranças e conversas[10], a massagem com óleos diluídos oferece toque e atenção[12][13] e oficinas de aromas reúnem pessoas. Tristeza persistente ou falas sobre morte pedem ajuda: médico, CVV (188) ou emergência.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 15 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

O tamanho do problemaA OMS estima que 1 em cada 6 pessoas no mundo sente solidão.
Por que importaSolidão e isolamento aumentam o risco de morte precoce e de doenças.
Humor, sono e memóriaIdosos solitários têm mais depressão, pior sono e mais declínio cognitivo.
Onde o aroma entraAromas despertam lembranças e conversas: é a reminiscência com aromas.
Toque e grupoMassagem com óleo diluído e oficinas de aromas criam momentos de vínculo.
Quando procurar ajudaTristeza que não passa ou falas sobre morte: médico ou CVV 188.

Neste artigo você vai entender a diferença entre solidão e isolamento, o que a ciência mostra sobre os efeitos no corpo e na mente, como a aromaterapia pode ajudar a criar conexão (com memória olfativa, toque e atividades em grupo), os cuidados de segurança com idosos e os sinais de que é hora de procurar ajuda.

Solidão e isolamento: não são a mesma coisa

Muita gente usa as duas palavras como sinônimos, mas os pesquisadores separam:

Essa diferença importa porque os dois fazem mal, por caminhos parecidos. Na meta-análise de 2015, o isolamento social, a solidão e o fato de morar sozinho aumentaram o risco de morte precoce em 29%, 26% e 32%, respectivamente, e não houve diferença entre a medida objetiva e a subjetiva[2].

Na terceira idade, vários fatores se somam: aposentadoria, perda do cônjuge e dos amigos, filhos morando longe, dificuldade para andar, perda de audição e de visão. Uma meta-análise com 17 estudos estimou que cerca de 1 em cada 5 idosos vive uma solidão crônica, que dura no tempo, um pouco mais frequente entre as mulheres, e apontou a viuvez como um dos fatores que podem levar a ela[4].

O olfato também tem relação com a vida social. Num estudo com 1.447 idosos americanos, quem tinha redes sociais maiores e mais variadas tinha melhor olfato, e perder contatos ao longo do tempo se associou a mais perda olfativa[15]. Ou seja: conviver também estimula os sentidos. Veja mais em olfato e Alzheimer.

Solidão é um problema de saúde: o que os estudos mostram

A virada no modo de ver a solidão veio com a pesquisadora Julianne Holt-Lunstad. Em 2010, ela reuniu 148 estudos, com mais de 300 mil pessoas, e mostrou que quem tinha relações sociais mais fortes tinha 50% mais chance de sobreviver ao longo do acompanhamento[1]. Os autores concluíram que o efeito era comparável ao de fatores de risco bem estabelecidos para a mortalidade[1].

Em 2023, a OMS criou a Comissão sobre Conexão Social, e em 30 de junho de 2025 ela publicou o relatório global “From loneliness to social connection” (da solidão à conexão social)[3]. Segundo a OMS, 1 em cada 6 pessoas no mundo é afetada pela solidão, que está ligada a cerca de 100 mortes por hora, mais de 871 mil por ano, e o isolamento social pode atingir até 1 em cada 3 idosos[3]. A OMS pede que a conexão social seja tratada como prioridade de saúde pública[3].

O que a solidão faz com a saúde do idoso

ÁreaO que os estudos encontraram
MortalidadeRelações fortes: 50% mais chance de sobrevivência[1]. Solidão: 26% mais risco de morte precoce[2]
HumorA solidão está ligada diretamente à depressão em idosos, em 53 estudos com mais de 40 mil pessoas[5]
SonoIdosos solitários têm mais chance de dormir mal (razão de chances de 1,75)[6]
Memória e raciocínioMais risco de comprometimento cognitivo leve em estudos de acompanhamento[7]
Pensamentos de morteA solidão prevê ideação e comportamento suicida, em parte por meio da depressão[8]

São estudos de associação: eles mostram que a solidão anda junto com esses problemas e muitas vezes vem antes deles, mas o caminho é de mão dupla. A depressão afasta as pessoas, o sono ruim tira a energia para sair de casa, e a dificuldade de memória deixa a conversa mais difícil. Por isso, cuidar de um ponto ajuda os outros.

Infográfico: o que a solidão faz com a saúde do idoso, segundo os estudos
Solidão em idosos: o que os estudos mostram sobre saúde, humor, sono e memória.

Como a solidão afeta humor, sono e memória

Humor. Na meta-análise de 2024, a solidão teve efeito direto sobre a depressão de idosos, e o apoio social e a resiliência funcionaram como “amortecedores” desse efeito[5]. Na prática, isso quer dizer que fortalecer a rede de apoio e as habilidades para lidar com a perda protege o humor. Tristeza que não passa, perda de interesse e isolamento não são “coisa da idade”. Veja tristeza, desânimo ou depressão.

Sono. Quem se sente só tende a dormir pior: mais dificuldade para pegar no sono, mais despertares e sensação de sono que não descansa[6]. Os autores sugerem que reduzir a solidão faça parte de qualquer programa para melhorar o sono de idosos[6]. A aromaterapia tem estudos com idosos justamente no sono, como mostramos em aromaterapia para idosos.

Memória e raciocínio. Em 8 estudos de acompanhamento, com mais de 45 mil pessoas, a solidão se associou a um risco maior de comprometimento cognitivo leve[7]. Conversar, lembrar, discutir e aprender são exercícios para o cérebro, e quem vive isolado tem menos dessas oportunidades.

O que funciona contra a solidão? Uma meta-análise clássica de intervenções encontrou quatro estratégias: melhorar habilidades sociais, aumentar o apoio social, criar oportunidades de contato e trabalhar a forma como a pessoa interpreta as relações. Nos estudos randomizados, as que mais funcionaram foram as que trabalharam esses pensamentos, como “ninguém quer saber de mim”[9]. É aí que a psicoterapia tem papel central, e a aromaterapia pode entrar como apoio, criando momentos de contato.

Onde a aromaterapia entra: memória olfativa e reminiscência

A terapia de reminiscência é uma conversa guiada sobre lembranças da vida da pessoa, muito usada com idosos. Ela costuma usar fotos, músicas e objetos. E os aromas?

Um ensaio clínico randomizado publicado em 2025, no Japão, testou exatamente isso. Setenta e nove idosos que moravam na comunidade participaram de 8 encontros semanais de reminiscência, de 40 minutos. Um grupo usou aromas como gatilho das lembranças; o outro conversou sobre os mesmos temas, sem aromas[10]. O grupo dos aromas teve redução maior da solidão, medida por uma escala validada. Os sintomas depressivos não mudaram de forma diferente entre os grupos[10]. Um detalhe importante: o efeito foi maior em quem achou que os aromas realmente ajudavam a lembrar, o que mostra que escolher aromas com significado para a pessoa faz diferença[10].

Em pessoas com Alzheimer, um estudo francês mostrou que as lembranças evocadas por aromas foram mais específicas, mais “revividas” e vieram mais rápido do que as lembranças sem aroma[11]. Os autores sugerem usar a estimulação olfativa em instituições de longa permanência para ajudar a preservar o senso de identidade[11]. É um estudo pequeno e precisa ser repetido, mas aponta para algo que vemos na prática.

Por que os aromas funcionam tão bem como gatilho? O olfato tem uma ligação direta com as áreas do cérebro que cuidam da emoção e da memória. Por isso, um aroma de infância pode trazer de volta uma cena inteira, com emoção. Entenda melhor em memória olfativa.

Consulta de aromaterapia online
Quer um plano de aromaterapia para você ou para alguém da família?
Avaliação individual, com retornos para ajustar, sempre junto com o médico.

Ver como funciona a consulta

Toque e vínculo: a massagem aromática

Muitos idosos passam dias sem receber um toque de carinho. A massagem com óleo diluído é, antes de tudo, um momento de atenção: alguém senta ao lado, conversa, cuida das mãos.

O que os estudos mostram, com honestidade:

Toque, aroma e bem-estar em idosos

EstudoQuem participouO que aconteceu
Massagem tátil nas mãos[12]55 idosos de 3 instituições de longa permanência15 minutos, 2 vezes por semana, por 4 semanas: mais conforto e relaxamento; a solidão não mudou
Massagem aromática[13]38 idosos de casas de repousoLavanda, camomila e alecrim diluídos, 3 vezes por semana: menos ansiedade e depressão
Reminiscência com aromas[10]79 idosos da comunidade8 encontros: menos solidão do que a reminiscência sem aromas
Treino olfativo[14]6 ensaios, 302 pessoas de meia-idade e idosasPequena melhora na memória e nos sintomas depressivos

Repare no primeiro estudo: a massagem nas mãos deixou os idosos mais confortáveis e relaxados, com queda da pressão sistólica, mas não reduziu a solidão em 4 semanas[12]. Isso faz sentido: o toque ajuda, mas a solidão pede vínculo continuado, e não só uma sessão. Os autores recomendam que a família faça essa massagem nas visitas[12], e essa é uma ideia bonita: transformar a visita num ritual de cuidado.

No estudo com massagem aromática[13], parte do efeito certamente vem do toque e da atenção. É isso que buscamos: aroma, toque e presença juntos.

Atividades em grupo: oficinas de aromas e treino olfativo

Uma terceira porta de entrada é a atividade em grupo. Oficinas de reconhecimento de aromas reúnem pessoas em torno de algo simples e curioso: “que aroma é este?”, “onde você sentia isso quando era criança?”. A conversa nasce sozinha.

Essas oficinas também funcionam como treino olfativo, que é inalar alguns aromas todos os dias, com atenção, por algumas semanas. Uma meta-análise de 2025 reuniu 6 ensaios randomizados com 302 pessoas de meia-idade e idosas: o treino olfativo não melhorou a cognição global, mas trouxe pequena melhora na memória e nos sintomas depressivos[14]. São resultados iniciais, e os autores pedem mais estudos[14].

Infográfico: passo a passo de uma oficina de aromas e lembranças com idosos
Oficina de aromas e lembranças com idosos, passo a passo.

Passo a passo: um ritual de aroma e lembrança em casa

Para uso pessoal e familiar, este é um jeito simples de começar, com um idoso da família:

  1. Escolha 3 ou 4 aromas com história. Laranja, cravo, canela, eucalipto, alecrim, lavanda. Pergunte antes quais aromas ele gosta.
  2. Use fitas de papel ou algodão, com uma gota cada. Nada de passar óleo puro na pele.
  3. Ofereça um de cada vez, a alguns centímetros do nariz, e pergunte: “o que isso te lembra?”.
  4. Escute sem pressa. O objetivo é a conversa, não acertar o nome do aroma.
  5. Feche com um toque, se a pessoa gostar: uma massagem leve nas mãos com óleo vegetal e o óleo essencial bem diluído.
  6. Repita toda semana, no mesmo dia. A previsibilidade dá algo para esperar.

Se o idoso não sentir o aroma, não aumente as gotas: o olfato diminui com a idade e isso é comum. Troque por outro aroma ou use a conversa sobre a lembrança, que é o que importa. Para escolher os óleos, veja aromaterapia para idosos.

Segurança: cuidados com idosos

Aromaterapia em idosos: cuidados

SituaçãoO que fazer
Pele fina e frágilDiluir menos do que para um adulto jovem: Tisserand e Young recomendam concentrações mais baixas para pele frágil[16]
Vários remédiosLevar a lista de medicamentos à aromaterapeuta; alguns óleos interagem com anticoagulantes[16]
Risco de quedasNunca massagear os pés e deixar a pessoa andar descalça: o óleo deixa o chão e a sola escorregadios
SonolênciaAromas mais calmantes à noite podem somar com remédios para dormir; observe tontura ao levantar
Asma, bronquite, DPOCDifusor por pouco tempo, em ambiente ventilado, só com orientação
DemênciaFrascos fora do alcance: podem ser confundidos com bebida

Via oral: a via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Veja óleo essencial pode ser ingerido? e interações entre óleos essenciais e medicamentos.

A aromaterapia é um tratamento complementar, não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico. Se o idoso usa antidepressivo ou remédio para dormir, a medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico.

Quando procurar ajuda

Procure o médico, de preferência um geriatra, e apoio psicológico se o idoso:

Sinais de alerta: falas como “eu só dou trabalho”, “seria melhor eu não estar aqui” ou qualquer ideia de morte precisam ser levadas a sério. A solidão é um fator que prevê pensamentos e comportamento suicida[8]. Nessas situações, procure o médico ou a emergência e ligue para o CVV, no 188, que atende 24 horas, de graça. Não deixe a pessoa sozinha.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Quando atendo um idoso, ou a família que procura ajuda por ele, a solidão quase nunca chega com esse nome. Chega como insônia, como “ele anda desanimado”, como “ela não quer mais sair de casa”. Por isso, pergunto sobre a rotina da semana: com quem a pessoa conversa, quem a visita, o que ela gostava de fazer e deixou de fazer.

Depois, escolho os aromas junto com ela, a partir das lembranças boas que ela traz. Em vez de pensar só em “qual óleo acalma”, penso em quem pode fazer o ritual com ela: a filha que visita no domingo, a neta que pode fazer a massagem nas mãos, o grupo da igreja. O aroma vira um motivo para o encontro. No retorno, pergunto não só como está o sono e o humor, mas se o ritual aconteceu e com quem.

Em mais de 10 anos de atendimento clínico, aprendi que a aromaterapia funciona melhor quando conecta pessoas. Sempre como tratamento complementar, junto com o médico e, quando necessário, o psicólogo.

Se você quer um plano para você ou para um idoso da sua família, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

Camila Castellan

Consulta de aromaterapia online
Um plano de aromaterapia feito para você
  • ✓Avaliação individual: sono, rotina, emoções, medicamentos e exames que você já tem
  • ✓Plano por escrito: quais óleos, por qual via, em que diluição e em que horários
  • ✓Acompanhamento em fases, com retornos para ajustar
  • ✓Segurança para quem usa medicamentos, sempre junto com o seu médico
Online para todo o Brasil+10 anos de atendimento clínicoBiomédica e neurocientistaFoco em saúde mental
Agendar minha consultaComo funciona a consulta →
Atendimento com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe. Tratamento complementar: não substitui o tratamento médico. Quer aprender a usar os óleos sozinha? Conheça o curso Aromaterapia Segura. É aromaterapeuta? Conheça a Mentoria ATP.

Perguntas frequentes

Solidão faz mal à saúde do idoso?

Sim. Meta-análises mostram que solidão e isolamento aumentam o risco de morte precoce[1][2] e se associam a depressão, pior sono e declínio cognitivo[5][6][7].

Qual a diferença entre solidão e isolamento social?

Isolamento é ter poucos contatos; solidão é sentir que as relações não bastam. Os dois se associam a mais risco de morte precoce[2].

Quantos idosos sentem solidão?

Uma meta-análise estimou que cerca de 1 em cada 5 idosos vive solidão crônica[4]. A OMS estima que o isolamento social pode atingir até 1 em cada 3 idosos[3].

O que a OMS diz sobre a solidão?

Em 2025, a Comissão sobre Conexão Social da OMS estimou que a solidão está ligada a mais de 871 mil mortes por ano e pediu que a conexão social seja prioridade de saúde pública[3].

Aromaterapia ajuda na solidão?

Não cura, mas pode ajudar como ponte para o vínculo. Num ensaio, a reminiscência com aromas reduziu mais a solidão do que a conversa sem aromas[10].

O que é reminiscência com aromas?

É uma conversa guiada sobre lembranças usando aromas como gatilho. Em pessoas com Alzheimer, as lembranças trazidas por aromas foram mais específicas e vívidas[11].

Massagem com óleo essencial ajuda idosos?

Em casas de repouso, a massagem aromática reduziu ansiedade e depressão[13], e a massagem nas mãos trouxe conforto e relaxamento[12]. Sempre com óleo bem diluído.

Treino olfativo ajuda a memória do idoso?

Resultados iniciais mostram pequena melhora na memória e nos sintomas depressivos, mas não na cognição global[14]. Mais estudos são necessários.

Solidão atrapalha o sono?

Sim. Idosos solitários têm mais chance de dormir mal[6]. Cuidar da solidão faz parte do cuidado com o sono.

Quando a solidão do idoso é sinal de alerta?

Tristeza por mais de duas semanas, perda de interesse ou qualquer fala sobre morte pedem médico. Em risco, emergência e CVV 188. A solidão prevê ideação suicida[8].

Referências

  1. Holt-Lunstad J, Smith TB, Layton JB. Social relationships and mortality risk: a meta-analytic review. PLoS Med. 2010;7(7):e1000316. doi:10.1371/journal.pmed.1000316
  2. Holt-Lunstad J, Smith TB, Baker M, Harris T, Stephenson D. Loneliness and social isolation as risk factors for mortality: a meta-analytic review. Perspect Psychol Sci. 2015;10(2):227-37. doi:10.1177/1745691614568352
  3. World Health Organization. From loneliness to social connection: charting a path to healthier societies. Report of the WHO Commission on Social Connection. Genebra: OMS; 2025. who.int
  4. Hajek A, Sutin AR, Posi G, et al. Chronic loneliness and chronic social isolation among older adults. A systematic review, meta-analysis and meta-regression. Aging Ment Health. 2025;29(2):185-200. doi:10.1080/13607863.2024.2385448
  5. Wen Z, Wang H, Liang Q, et al. Mediating effect of social support and resilience between loneliness and depression in older adults: A systematic review and meta-analytic structural equation modeling. J Affect Disord. 2024;365:246-257. doi:10.1016/j.jad.2024.08.062
  6. Deng M, Qian M, Lv J, et al. The association between loneliness and sleep quality among older adults: A systematic review and meta-analysis. Geriatr Nurs. 2023;49:94-100. doi:10.1016/j.gerinurse.2022.11.013
  7. Fan K, Seah B, Lu Z, et al. Association between loneliness and mild cognitive impairment in older adults: a meta-analysis of longitudinal studies. Aging Ment Health. 2024;28(12):1650-1658. doi:10.1080/13607863.2024.2358079
  8. McClelland H, Evans JJ, Nowland R, Ferguson E, O’Connor RC. Loneliness as a predictor of suicidal ideation and behaviour: a systematic review and meta-analysis of prospective studies. J Affect Disord. 2020;274:880-896. doi:10.1016/j.jad.2020.05.004
  9. Masi CM, Chen HY, Hawkley LC, Cacioppo JT. A meta-analysis of interventions to reduce loneliness. Pers Soc Psychol Rev. 2011;15(3):219-66. doi:10.1177/1088868310377394
  10. Hanaoka H, Yamamoto M, Tsubouchi Y, et al. Investigating the effects of reminiscence using smells on loneliness and depressive symptoms in community-dwelling older adults: a randomised controlled trial. Psychogeriatrics. 2025;25(4):e70037. doi:10.1111/psyg.70037
  11. Glachet O, Gandolphe MC, Gallouj K, Antoine P, El Haj M. Effects of olfactory stimulation on autobiographical memory in Alzheimer’s disease. Geriatr Psychol Neuropsychiatr Vieil. 2018;16(3):311-320. doi:10.1684/pnv.2018.0748
  12. Huang PH, Chien WP, Lin YC, et al. Effects of Tactile Massage in Improving Older Residents’ Psychological Health in Long-Term Care Facilities: A Randomised Controlled Trial. Int J Older People Nurs. 2024;19(5):e12652. doi:10.1111/opn.12652
  13. Mehrabian S, Tirgari B, Forouzi MA, et al. Effect of Aromatherapy Massage on Depression and Anxiety of Elderly Adults: a Randomized Controlled Trial. Int J Ther Massage Bodywork. 2022;15(1):37-45. doi:10.3822/ijtmb.v15i1.645
  14. Chen K, Yu S, Jiang X, et al. Effectiveness of Olfactory Training for Cognition and Depressive Symptoms in Middle-Aged and Elderly Adults: A Systematic Review and Meta-Analysis. Psychogeriatrics. 2025;25(5):e70093. doi:10.1111/psyg.70093
  15. Goldman AW. Olfaction in (Social) Context: The Role of Social Complexity in Trajectories of Older Adults’ Olfactory Abilities. J Aging Health. 2023;35(1-2):108-124. doi:10.1177/08982643221108020
  16. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.