Aromaterapia ajuda a engravidar? O que a ciência diz sobre fertilidade e tentantes - Camila Castellan

A aromaterapia não cura a infertilidade e não aumenta, por si só, a chance de engravidar. O que ela pode fazer é ajudar a cuidar do estresse e da ansiedade, que são muito comuns em quem está tentando engravidar e em quem faz reprodução assistida[1][2]. Pequenos ensaios clínicos mostraram menos ansiedade com lavanda durante a inseminação[7] e menos estresse com o aroma de melissa durante a FIV[6]. Na tentativa e no início da gestação, alguns óleos devem ser evitados[14]. O tratamento da fertilidade é sempre com o especialista em reprodução humana, e a aromaterapia entra como tratamento complementar.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 12 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

O que a aromaterapia não fazNão cura infertilidade e não aumenta a chance de gravidez por si só.
O que ela pode fazerAjudar no estresse e na ansiedade da tentativa e da FIV.
O que os estudos mostramMenos ansiedade e estresse em ensaios pequenos com lavanda e melissa.
Estresse e culpaO sofrimento emocional não reduziu a chance de gravidez na FIV.
SegurançaNa tentativa, já cuide como se pudesse estar grávida: alguns óleos ficam de fora.
HormôniosÓleo que “regula hormônio” é mito: há só estudos em células.

Neste artigo você vai entender por que a tentativa de engravidar mexe tanto com as emoções, o que os estudos mostram sobre aromaterapia na fertilização in vitro, quais óleos evitar na tentativa e no início da gestação, de onde vem a ideia de que óleos “regulam hormônios” e como usar os aromas com segurança.

Por que a tentativa de engravidar mexe tanto com as emoções

Quem está tentando engravidar há algum tempo conhece bem a rotina: contar os dias do ciclo, esperar o resultado, lidar com a frustração a cada mês e ainda responder às perguntas da família. Quando a gravidez demora, a ansiedade costuma crescer junto.

Os números confirmam essa experiência. Uma meta-análise de 2025 encontrou ansiedade em 41% e depressão em 42% das mulheres com infertilidade[1]. O tempo de tentativa, a idade, os gastos com o tratamento e a falta de informação sobre a reprodução assistida aumentaram o risco de ansiedade[1]. Durante a reprodução assistida, outra meta-análise encontrou sintomas de ansiedade em 48% das mulheres e em 28,4% dos homens[2].

Os homens também sofrem. Uma revisão com mais de 21 mil pessoas mostrou que a infertilidade gera estresse nos dois parceiros, um pouco maior nas mulheres[3]. Por isso, cuidar das emoções do casal faz parte do caminho, e não é frescura.

E a ansiedade nem sempre acaba com o teste positivo. Uma revisão mostrou que mulheres que engravidaram por FIV tiveram um pouco mais de ansiedade na gestação do que as que engravidaram de forma espontânea[9]. Ou seja, o cuidado emocional pode continuar depois da notícia tão esperada. Veja óleo essencial para estresse.

O estresse impede a gravidez?

Esta é uma das perguntas mais dolorosas, porque muitas mulheres ouvem “relaxa que vem” e acabam se sentindo culpadas pela demora. A ciência traz uma resposta que alivia.

Uma meta-análise publicada no BMJ reuniu 14 estudos com 3.583 mulheres em tratamento de reprodução assistida. A ansiedade e a depressão antes do tratamento não se associaram à chance de engravidar naquele ciclo[4]. Os autores concluíram que esse resultado deve tranquilizar as mulheres e os médicos: o sofrimento emocional causado pela infertilidade não compromete a chance de gravidez[4].

Então, por que cuidar do estresse? Porque ele pesa na qualidade de vida, no relacionamento, no sono e na capacidade de seguir com o tratamento. Uma meta-análise de 2025 mostrou que intervenções psicológicas, como a terapia cognitivo-comportamental e o aconselhamento, reduzem a ansiedade e a depressão de mulheres com infertilidade[5]. O objetivo é sofrer menos durante o processo, e não “relaxar para engravidar”.

A aromaterapia pode entrar justamente aqui, como mais um recurso de bem-estar, junto com o acompanhamento psicológico quando ele é necessário.

O que os estudos mostram sobre aromaterapia na fertilização in vitro

Os estudos de aromaterapia em reprodução assistida ainda são poucos e pequenos, mas os resultados são animadores para a ansiedade e o estresse. Veja o que foi testado:

Aromaterapia e massagem na reprodução assistida

EstudoQuem participouO que aconteceu
Lavanda durante a inseminação intrauterina[7]62 mulheresA ansiedade caiu durante o procedimento com lavanda e não mudou com água; a taxa de gravidez não teve diferença
Melissa inalada durante a FIV[6]86 mulheresDuas semanas de inalação, duas vezes ao dia, reduziram o estresse ligado à infertilidade em comparação ao placebo
Massagem abdominal antes das injeções[8]149 mulheresMenos dor na aplicação das injeções de hormônio da FIV
Aromaterapia na gestação (revisão)[13]21 estudosMenos ansiedade materna, menos enjoo e melhor sono

Repare no que esses estudos mediram: ansiedade, estresse, dor e bem-estar. No estudo com lavanda, a taxa de gravidez foi parecida nos dois grupos, e o estudo não foi feito para responder a essa pergunta[7]. Até o momento, não encontramos ensaios clínicos que mostrem que um óleo essencial aumente a chance de engravidar. O que existe de mais sólido é o efeito sobre a ansiedade, que tem muitos estudos com lavanda em outras situações[16].

Outro ponto que chama a atenção: no estudo da inseminação, 93% das mulheres que usaram lavanda ficaram satisfeitas, e a maioria das que receberam água disse que preferiria usar o aroma[7]. Para quem passa por tantos procedimentos, ter um recurso simples e agradável faz diferença.

Infográfico: o que a aromaterapia pode e não pode fazer na tentativa de engravidar e na FIV
Aromaterapia na tentativa de engravidar: o que os estudos mostram.

Como a aromaterapia pode ajudar na tentativa

Na prática, a aromaterapia pode ser uma aliada em momentos específicos da jornada:

Os aromas agem no cérebro pelo olfato, que tem ligação direta com as áreas das emoções e da memória. Num estudo com mulheres na fase pré-menstrual, dez minutos de inalação de lavanda aumentaram a atividade do sistema nervoso parassimpático, que é o “freio” do estresse, e melhoraram o humor[15]. Veja mais sobre óleo essencial para ansiedade.

Uma observação importante: a aromaterapia é tratamento complementar, não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico. Ela não substitui os exames, a investigação do casal nem as medicações prescritas pelo especialista em reprodução humana.

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Segurança na tentativa e no início da gestação

Aqui está o cuidado mais importante deste artigo. Durante a tentativa, a mulher pode estar grávida sem saber, principalmente nas duas semanas entre a ovulação e o atraso menstrual. Por isso, vale usar os óleos como se já houvesse uma gestação inicial.

O livro de referência em segurança de óleos essenciais, de Tisserand e Young, lista óleos que devem ser evitados na gestação por qualquer via, por conterem substâncias com risco para o embrião ou para a gestação[14]:

Óleos a evitar na tentativa e na gestação

Óleo essencialPor que evitar
Poejo, arruda, tuia, artemísiaContêm substâncias com risco para a gestação[14]
Sálvia (Salvia officinalis) e hissopoRicos em cetonas com risco de toxicidade[14]
Gaultéria e bétula-doceRicas em salicilato de metila, parente da aspirina[14]
Salsa (semente) e cânforaComponentes tóxicos em doses altas[14]
Qualquer óleo por via oralNão usar na tentativa nem na gestação

Além da lista, algumas regras simples valem para todo uso pessoal e familiar nessa fase:

Uma boa notícia: a revisão sobre aromaterapia na gestação considerou a prática segura e eficaz para alguns sintomas, como enjoo e ansiedade, quando bem orientada[13]. Para o detalhe por trimestre, veja óleo essencial na gestação.

E os óleos que “regulam hormônio”?

Nas redes sociais, é comum ver listas de óleos que “equilibram os hormônios”, “regulam a ovulação” ou “preparam o útero”. Essa ideia tem uma origem científica, mas foi muito exagerada.

Em 2007, pesquisadores descreveram três meninos com crescimento das mamas que usavam produtos com lavanda e melaleuca. Em testes com células humanas em laboratório, os dois óleos mostraram uma ação parecida com a do estrogênio e contrária à dos hormônios masculinos[10]. Uma revisão posterior dos mesmos pesquisadores colocou esses óleos ao lado de outras substâncias capazes de interferir no estrogênio[11].

Mas há limites importantes. Uma revisão de 2023 mostrou que a pele absorve pouco de alguns desses componentes, que não se sabe quanto óleo havia nos produtos e que esse tipo de alteração nas crianças muitas vezes regride sozinho. Por isso, não é possível afirmar que os óleos foram a causa[12].

Resumindo: os estudos em células sugerem que alguns componentes de óleos essenciais interagem com receptores de hormônios, e mais estudos são necessários em pessoas. Isso não significa que um óleo vá regular o ciclo, provocar ovulação ou ajudar a engravidar. Não encontramos ensaios clínicos que mostrem esse efeito. Quem tem alteração hormonal, ovários policísticos, endometriose ou ciclos irregulares precisa de investigação e tratamento médico.

Infográfico: níveis de evidência sobre óleos essenciais, hormônios e fertilidade
Óleos que “regulam hormônio”: o que é fato e o que é exagero.

Passo a passo para usar com segurança

  1. Converse com o seu especialista em reprodução. Conte que quer usar aromaterapia e quais óleos escolheu.
  2. Escolha aromas suaves e bem estudados, como lavanda, laranja-doce ou melissa, que você ache agradáveis[6][7][13]. Um aroma de que você não gosta não acalma.
  3. Prefira a inalação: uma ou duas gotas num inalador pessoal ou num lenço. Veja inalador pessoal de aromaterapia.
  4. Junte o aroma à respiração lenta: puxe o ar em 4 tempos e solte em 6, por alguns minutos.
  5. Use nos momentos certos: antes dos procedimentos, na espera do resultado e antes de dormir.
  6. Observe o corpo: enjoo, dor de cabeça ou irritação são sinal para parar.

Se você usa remédios para ansiedade, depressão ou insônia, mantenha. A medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico. O mesmo vale para os hormônios e as medicações da reprodução assistida: tudo é decidido pelo especialista.

Quando procurar ajuda

Procure a sua clínica de reprodução ou um serviço de emergência se, durante o tratamento ou no início da gestação, surgir:

No campo emocional, procure ajuda psicológica se a tristeza não passa, se a ansiedade atrapalha o trabalho e o sono, ou se a tentativa virou o centro de toda a vida. Se surgirem pensamentos de morte, ligue para o CVV no 188, que atende de graça e a qualquer hora, ou procure um serviço de emergência. Veja também tristeza, desânimo ou depressão.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Quando uma mulher que está tentando engravidar chega para a consulta, a primeira coisa que eu faço é ouvir. Muitas chegam cansadas de ouvir “relaxa que vem” e carregando uma culpa que não é delas. Explico com calma que o estresse não é o culpado pela demora[4] e que o nosso objetivo é que ela atravesse esse caminho com menos sofrimento.

Depois, pergunto em que fase do tratamento ela está, quais medicações usa, se pode estar grávida e quem a acompanha. A escolha dos óleos leva em conta a segurança para uma possível gestação inicial, as preferências de aroma e os momentos mais difíceis da semana. Muitas vezes montamos um inalador para os dias de procedimento e para a espera do resultado, e um ritual simples para a noite, que pode incluir o parceiro.

No retorno, conversamos sobre o que ajudou, o que não ajudou e como está o sono. Se percebo sinais de ansiedade intensa ou de depressão, encaminho para o psicólogo ou o psiquiatra. Ao longo de mais de 10 anos de atendimento clínico, aprendi que a aromaterapia funciona melhor quando trabalha junto com a equipe de reprodução, e nunca no lugar dela.

Se você quer um plano de aromaterapia para atravessar a tentativa ou a reprodução assistida com mais calma, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

Camila Castellan

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Perguntas frequentes

Aromaterapia ajuda a engravidar?

A aromaterapia não cura a infertilidade e não aumenta, por si só, a chance de engravidar. Ela pode ajudar no estresse e na ansiedade da tentativa e da reprodução assistida[6][7].

Qual óleo essencial ajuda na fertilidade?

Não encontramos ensaios clínicos que mostrem que algum óleo essencial aumente a fertilidade. Lavanda e melissa reduziram a ansiedade e o estresse em estudos com mulheres em tratamento[6][7].

O estresse atrapalha a FIV?

Uma meta-análise com 3.583 mulheres mostrou que a ansiedade e a depressão antes do tratamento não se associaram à chance de engravidar[4]. Cuidar das emoções é importante para o bem-estar, e não para “liberar” a gravidez.

Posso usar óleo essencial na transferência embrionária?

A inalação de um aroma suave pode ajudar a acalmar, desde que a clínica permita. Não use óleo na região íntima nem por via oral.

Quais óleos evitar quando estou tentando engravidar?

Entre os que Tisserand e Young contraindicam na gestação estão poejo, arruda, tuia, artemísia, sálvia, hissopo, gaultéria e bétula-doce[14]. Como a gravidez pode existir antes do teste, vale evitar já na tentativa.

Lavanda atrapalha os hormônios?

Estudos em células mostraram ação parecida com a do estrogênio[10], mas a pele absorve pouco de alguns componentes e não há prova de efeito em pessoas[12]. Mais estudos são necessários.

Sálvia-esclareia ajuda a engravidar?

Não encontramos ensaios clínicos que mostrem que a sálvia-esclareia aumente a fertilidade. Qualquer alteração hormonal precisa de investigação médica.

Posso tomar óleo essencial para fertilidade?

A via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria.

A ansiedade continua depois do positivo da FIV?

Pode continuar. Mulheres que engravidaram por FIV tiveram um pouco mais de ansiedade na gestação do que as que engravidaram de forma espontânea[9].

Aromaterapia substitui o tratamento de fertilidade?

Não. A aromaterapia é tratamento complementar e não substitui o tratamento médico. Medicações só se reduzem ou se suspendem junto com o médico.

Referências

  1. Hu L, Yuan Y, Li Y, Cai M, Yin J, Zhu L. Prevalence and risk factors of negative emotions in infertile women: a systematic review and meta-analysis. Front Public Health. 2025;13:1701381. doi:10.3389/fpubh.2025.1701381
  2. Gu X, Si JJ, Shan X, Gao WY, Liu XQ. Prevalence of psychological problems among individuals and couples during assisted reproductive technology (ART) treatment: a systematic review and meta-analysis. J Assist Reprod Genet. 2025;42(9):2805-2816. doi:10.1007/s10815-025-03526-1
  3. Simbar M, Rashidi F, Taherian R, et al. Is stress different in infertile women and men? A systematic review and meta-analysis. BMC Public Health. 2025;25(1):3725. doi:10.1186/s12889-025-24964-7
  4. Boivin J, Griffiths E, Venetis CA. Emotional distress in infertile women and failure of assisted reproductive technologies: meta-analysis of prospective psychosocial studies. BMJ. 2011;342:d223. doi:10.1136/bmj.d223
  5. Jackson PL, Saunders P, Mizzi S, Hallam KT. The efficacy of psychological interventions for infertile women: a systematic review and meta-analysis. BMC Womens Health. 2025;25(1):506. doi:10.1186/s12905-025-04054-x
  6. Senu NA, Salari R, Ghavami V, Mirzakhani K. The effect of inhalation aromatherapy with lemon balm essential oil on perceived stress in infertile women undergoing in vitro fertilization: An RCT. Int J Reprod Biomed. 2025;23(7):577-586. doi:10.18502/ijrm.v23i7.19490
  7. Jones T, Purdy M, Stewart EA, et al. Lavender Aromatherapy to Reduce Anxiety During Intrauterine Insemination: A Randomized Controlled Trial. Glob Adv Health Med. 2021;10:21649561211059074. doi:10.1177/21649561211059074
  8. Ku JO, Park YJ, Kim JW, et al. Effect of Abdominal Massage before In Vitro Fertilization Injection on Alleviating Pain among Infertile Women. Korean J Women Health Nurs. 2016;22(2):78-85. doi:10.4069/kjwhn.2016.22.2.78
  9. Nemcova H, Blaskova T, Horakova A, Kuklova M, Hrdlickova K, Sebela A. Effects of in vitro fertilization and intracytoplasmic sperm injection treatment on female patients’ perinatal mental health: systematic review and meta-analysis. Front Reprod Health. 2025;7:1668831. doi:10.3389/frph.2025.1668831
  10. Henley DV, Lipson N, Korach KS, Bloch CA. Prepubertal gynecomastia linked to lavender and tea tree oils. N Engl J Med. 2007;356(5):479-85. doi:10.1056/NEJMoa064725
  11. Henley DV, Korach KS. Physiological effects and mechanisms of action of endocrine disrupting chemicals that alter estrogen signaling. Hormones (Athens). 2010;9(3):191-205. doi:10.14310/horm.2002.1270
  12. Braunstein EW, Braunstein GD. Are Prepubertal Gynaecomastia and Premature Thelarche Linked to Topical Lavender and Tea Tree Oil Use? touchREV Endocrinol. 2023;19(2):60-68. doi:10.17925/EE.2023.19.2.9
  13. Mascarenhas VHA, Caroci-Becker A, Nick JM, et al. Effectiveness of aromatherapy on physiological and psychological symptoms during pregnancy: a systematic review and meta-analysis. Complement Ther Med. 2025;95:103279. doi:10.1016/j.ctim.2025.103279
  14. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.
  15. Matsumoto T, Asakura H, Hayashi T. Does lavender aromatherapy alleviate premenstrual emotional symptoms?: a randomized crossover trial. Biopsychosoc Med. 2013;7:12. doi:10.1186/1751-0759-7-12
  16. Donelli D, Antonelli M, Bellinazzi C, et al. Effects of lavender on anxiety: A systematic review and meta-analysis. Phytomedicine. 2019;65:153099. doi:10.1016/j.phymed.2019.153099