Aromaterapia, fitoterapia e cromoterapia: qual a diferença? - Camila Castellan

Aromaterapia, fitoterapia e cromoterapia são três práticas integrativas diferentes, que muita gente confunde. A aromaterapia usa os óleos essenciais, que são a fração volátil e aromática de algumas plantas[2][3]. A fitoterapia usa a planta medicinal em suas várias formas, como chá, tintura e extrato padronizado[1]. A cromoterapia usa as cores[2]. As três estão na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS[1][2], mas o nível de evidência é bem diferente: a fitoterapia e a aromaterapia têm ensaios clínicos e meta-análises para alguns usos[5][6][9][10], enquanto os estudos de cromoterapia ainda são poucos e pequenos[11][12][13]. Nenhuma delas substitui o tratamento médico.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 19 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

AromaterapiaUsa óleos essenciais, concentrados voláteis das plantas, inalados ou diluídos na pele.
FitoterapiaUsa a planta medicinal inteira ou seus extratos: chás, tinturas, cápsulas padronizadas.
CromoterapiaUsa as cores, em luzes, ambientes ou objetos, com foco em bem-estar.
EvidênciaFitoterapia e aromaterapia têm meta-análises; a cromoterapia tem poucos estudos pequenos.
No SUSFitoterapia entrou na PNPIC em 2006; aromaterapia e cromoterapia, em 2018.
SegurançaPlanta e óleo essencial podem interagir com remédios. Natural não é sinônimo de inofensivo.

Neste artigo você vai entender o que cada prática usa, o que os estudos mostram sobre cada uma, se o óleo essencial é um fitoterápico, como as três aparecem nas portarias do SUS, qual a diferença entre cromoterapia e fototerapia médica e como a aromaterapia clínica trabalha.

O que é cada uma, em poucas palavras

As três nasceram do mesmo desejo antigo de usar recursos da natureza para cuidar da saúde, e por isso costumam aparecer juntas em cursos, feiras e consultórios. Mas cada uma tem matéria-prima, forma de uso e base científica próprias.

Fitoterapia é o uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas. A Portaria 971/2006, que criou a política de práticas integrativas no SUS, define a fitoterapia como uma terapêutica “sem a utilização de substâncias ativas isoladas”[1]. Ou seja, o que se usa é a planta, ou um extrato dela, com o conjunto de substâncias que ela contém.

Aromaterapia é, nas palavras da Portaria 702/2018, o uso intencional de “concentrados voláteis extraídos de vegetais”, os óleos essenciais, para promover ou melhorar a saúde[2]. O óleo essencial é obtido quase sempre por destilação e reúne só as moléculas pequenas e voláteis da planta, como terpenos e fenóis[3]. Para saber mais, veja o que é aromaterapia.

Cromoterapia é descrita na mesma portaria como a prática que utiliza as cores com o objetivo de harmonizar o corpo[2]. Na prática, ela aparece em luzes coloridas, ambientes, roupas, água e alimentos de determinadas cores[11].

Um exemplo ajuda a separar as três. Pense na camomila. O chá das flores secas é fitoterapia. O óleo essencial de camomila, destilado das flores, é aromaterapia. Uma sala iluminada de azul para relaxar é cromoterapia. A planta é a mesma nos dois primeiros casos, mas o produto, a dose, a via de uso e os cuidados mudam completamente.

O que cada uma usa: planta, óleo essencial e cor

A diferença mais importante está no que vai dentro do frasco, da xícara ou da lâmpada:

Aromaterapia, fitoterapia e cromoterapia: comparação

AromaterapiaFitoterapiaCromoterapia
O que usaÓleos essenciais (fração volátil)Planta medicinal e extratosCores e luz colorida
Como se usaInalação e pele, diluídoPrincipalmente via oral: chá, tintura, cápsulaLuz, ambiente, objetos, alimentos
ConcentraçãoMuito altaVariável; extratos padronizados têm dose definidaNão se aplica
Evidência em pessoasEnsaios e meta-análises em ansiedade e dor[9][10]Ensaios e meta-análises para algumas plantas[5][6]Poucos estudos, pequenos[11][12][13]
Principal riscoIrritação, alergia, intoxicação se ingerido sem orientação[4]Interações com remédios[7]Baixo; atenção a quem é sensível à luz
No SUS (PNPIC)Portaria 702/2018[2]Portaria 971/2006[1]Portaria 702/2018[2]

Repare na concentração. Um óleo essencial não é um “chá forte”. Ele concentra só uma parte das substâncias da planta, em quantidade muito maior. Por isso, 1 gota de óleo essencial não equivale a uma xícara de chá, e os cuidados de segurança são outros[4]. Quem confunde óleo essencial com essência sintética também se engana: veja óleo essencial ou essência.

Já a planta inteira, ou um extrato dela, carrega também substâncias que não evaporam e que não passam para o óleo essencial na destilação. É por isso que uma mesma planta pode ter usos diferentes como chá e como óleo. O hidrolato, a água aromática que sobra da destilação, fica no meio do caminho e tem uso próprio. Veja o que é hidrolato.

Infográfico: diferenças entre aromaterapia, fitoterapia e cromoterapia
Aromaterapia, fitoterapia e cromoterapia: o que cada uma usa.

O que os estudos mostram sobre cada uma

Fitoterapia. É a das três com mais tempo de pesquisa clínica. Uma revisão sistemática de ervas usadas em saúde mental encontrou evidência de alta qualidade para algumas plantas, como kava e passiflora na ansiedade e hipérico e açafrão na depressão[5]. Uma revisão de 35 estudos com 6.993 pacientes concluiu que o extrato de hipérico foi melhor que placebo na depressão leve e moderada, com resultado parecido ao dos antidepressivos e menos efeitos adversos, embora com limitações na qualidade dos estudos[6]. Num ensaio com extrato padronizado de camomila em cápsulas, pessoas com ansiedade generalizada mantiveram sintomas mais baixos do que com placebo ao longo do acompanhamento[8]. São resultados com extratos de dose definida, e não com qualquer chá caseiro.

Aromaterapia. Também tem ensaios clínicos e meta-análises. Uma meta-análise sobre lavanda mostrou redução da ansiedade, tanto inalada quanto por via oral, em preparações estudadas[9]. Outra, com 12 estudos, encontrou redução da dor quando a aromaterapia foi somada ao tratamento convencional, com resultados mais consistentes na dor aguda e no pós-operatório do que na dor crônica[10]. Para entender o quadro geral, veja a base científica da aromaterapia.

Cromoterapia. Aqui é preciso ser honesta: os estudos são escassos e ainda frágeis. Uma análise crítica da cromoterapia descreve uma tradição longa e um sistema de uso detalhado, mas aponta a falta de estudos quantitativos sobre seus mecanismos[11]. Os ensaios clínicos que encontramos são pequenos e feitos em um único centro. Num deles, com 90 pacientes em tratamento de canal, quem passou por uma sessão com luz azul ou rosa relatou menos ansiedade do que o grupo controle[12]. Em outro, com 60 pessoas com hipertensão, 20 minutos de luz do sol filtrada por vidro azul reduziram a pressão sistólica logo após a sessão[13]. São resultados interessantes, que pedem estudos maiores e mais bem controlados.

Isso não quer dizer que a cor não mexa com a gente. Um estudo com 4.598 pessoas de 30 países mostrou que associamos cores a emoções de forma muito parecida no mundo todo, com variações de cultura e de língua[14]. A cor faz parte da experiência, do ambiente e do acolhimento. O que ainda falta é saber, com bons estudos, quanto ela muda sintomas de saúde.

Nível de evidência, de forma simplificada

PráticaO que existeComo ler
FitoterapiaRevisões sistemáticas e ensaios com extratos padronizados[5][6][8]Evidência boa para algumas plantas e usos, não para todas
AromaterapiaMeta-análises em ansiedade e dor[9][10]Evidência moderada como tratamento complementar
CromoterapiaPoucos ensaios pequenos[12][13] e uma revisão crítica[11]Evidência inicial: promissora em bem-estar, precisa de mais estudos

Cromoterapia não é fototerapia médica

Uma confusão comum é misturar cromoterapia com a fototerapia usada nos hospitais. São coisas diferentes.

A fototerapia médica usa luz com comprimento de onda, intensidade e tempo definidos para um efeito físico conhecido. O exemplo clássico é o bebê com icterícia: a luz azul transforma a bilirrubina na pele em formas que o corpo elimina com mais facilidade, e o tratamento segue protocolos pediátricos bem estabelecidos[15]. Outro exemplo é a terapia com luz intensa, branca e brilhante, usada como complemento no tratamento da depressão: uma meta-análise de 11 ensaios com 858 pacientes encontrou mais remissão dos sintomas no grupo que recebeu a luz[16].

A cromoterapia trabalha com outra lógica: a cor como estímulo de bem-estar e equilíbrio, com intensidades baixas e foco na experiência da pessoa[2][11]. Ela pode ser agradável e relaxante, e é segura para a maioria das pessoas. Mas os resultados da fototerapia médica não podem ser usados para justificar a cromoterapia, e vice-versa. Um bebê com a pele amarelada, por exemplo, precisa de avaliação do pediatra, e não de luz colorida em casa.

Para uso pessoal e familiar
Quer começar na aromaterapia do jeito certo?
No curso Aromaterapia Segura você aprende as vias de uso, a diluição por idade e os cuidados com os 20 óleos essenciais mais usados.

Conhecer o curso

Óleo essencial é fitoterápico?

Esta é uma das perguntas mais comuns, e a resposta depende de como o produto é regularizado.

Para a Anvisa, medicamento fitoterápico é um produto industrializado feito só com matérias-primas ativas vegetais, com segurança e eficácia baseadas em evidências e qualidade constante, conforme a RDC nº 26/2014. A mesma norma define “derivado vegetal” como o produto da extração da planta, e cita entre os exemplos o “óleo fixo e volátil”. Ou seja, um óleo essencial pode ser o princípio ativo de um medicamento fitoterápico, desde que esse produto seja registrado como medicamento, com dose, via e estudos.

Na prática, porém, o frasco de óleo essencial que se compra para uso pessoal e familiar não é um medicamento fitoterápico. Em geral, ele é regularizado como cosmético ou produto de higiene, e por isso não pode prometer tratar doença no rótulo. Explicamos isso em detalhe em óleo essencial e Anvisa.

No SUS, as duas práticas também ficaram separadas. A fitoterapia foi incluída em 2006, junto com as plantas medicinais[1], e a aromaterapia ganhou descrição própria em 2018[2]. A aromaterapia tem raiz botânica, como a fitoterapia, mas é uma prática com matéria-prima, vias de uso e cuidados próprios.

Um ponto de segurança importante: a fitoterapia é muito usada por via oral, e isso não autoriza ingerir óleo essencial. A via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Criança nunca ingere óleo essencial. Veja óleo essencial pode ser ingerido?.

As três no SUS: o que dizem as portarias

A Portaria nº 971, de 3 de maio de 2006, aprovou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Entre as práticas que ela trouxe estão a medicina tradicional chinesa e acupuntura, a homeopatia, as plantas medicinais e fitoterapia e o termalismo social[1]. A fitoterapia, portanto, está na política desde o início.

A Portaria nº 702, de 21 de março de 2018, ampliou a lista. Ela incluiu, entre outras, a aromaterapia, a cromoterapia, a apiterapia, a bioenergética, a constelação familiar, a geoterapia, a hipnoterapia, a imposição de mãos, a ozonioterapia e a terapia de florais[2].

Estar na PNPIC significa que a prática pode ser oferecida nos serviços do SUS e que o Ministério da Saúde reconhece seu uso como cuidado complementar. Não significa que todas tenham o mesmo nível de evidência, nem que a portaria tenha avaliado a eficácia de cada uma. Também não transforma nenhuma delas em substituta do tratamento médico. Para entender como isso funciona na rede pública, veja aromaterapia no SUS.

Infográfico: nível de evidência de aromaterapia, fitoterapia e cromoterapia e as portarias do SUS
Nível de evidência e lugar de cada prática no SUS.

Natural não é sinônimo de seguro

As três práticas costumam ser vistas como “naturais” e, por isso, inofensivas. Não é bem assim.

Gestantes, bebês, crianças, idosos com muitos remédios e pessoas com doenças no fígado ou nos rins pedem cuidado extra com plantas e óleos. Recém-nascido não usa óleo essencial. Veja quem não pode fazer aromaterapia.

Quando procurar ajuda médica

Nenhuma das três práticas faz diagnóstico médico. Procure um médico se houver:

As práticas integrativas entram como tratamento complementar, junto com o acompanhamento médico, e não no lugar dele.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Muitas pessoas chegam até mim achando que aromaterapia é “colocar um cheirinho no ambiente”, ou que é a mesma coisa que tomar chá de ervas. Eu explico que, na aromaterapia clínica, o óleo essencial é escolhido como se escolhe qualquer recurso terapêutico: pela composição química, pela via de uso, pela dose e pelo histórico da pessoa.

Antes de qualquer óleo, faço uma anamnese completa. Pergunto sobre diagnósticos, remédios em uso, fitoterápicos e suplementos, gestação, alergias, asma e sensibilidade a aromas. Se a pessoa já usa uma planta medicinal, isso entra no raciocínio, porque plantas e óleos podem somar efeitos ou interagir com medicamentos. Depois, montamos juntas um plano com objetivo claro, por exemplo melhorar o sono ou diminuir a tensão do dia, e acompanhamos o que mudou nos retornos.

Respeito muito quem trabalha com fitoterapia e com cromoterapia, e não vejo as práticas como rivais. Mas acredito que cada uma deve ser apresentada com honestidade, dizendo o que a ciência já mostrou e o que ainda está em estudo. Em mais de 10 anos de atendimento clínico, aprendi que essa clareza dá segurança a quem nos procura. E sempre como tratamento complementar, junto com o médico, sem substituir o tratamento médico e sem fazer diagnóstico médico.

Se você quer um plano de aromaterapia pensado para você, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

Camila Castellan

Curso Aromaterapia Segura · Uso pessoal e familiar
Use seus óleos com segurança, para você e sua família
  • ✓Como escolher um óleo de qualidade e ler o rótulo
  • ✓A via de uso e a diluição certa para cada idade
  • ✓Os cuidados com os 20 óleos essenciais mais usados
  • ✓Quando não usar e quando é hora de procurar o médico
Biomédica e neurocientista+10 anos de atendimento clínicoAulas online e curtasGarantia de 7 dias
Conhecer o curso Aromaterapia SeguraPrefere um plano feito para você? Agende uma consulta →
A consulta é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe. É profissional da área? Conheça a Mentoria ATP.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre aromaterapia e fitoterapia?

A aromaterapia usa óleos essenciais, a fração volátil e concentrada da planta, inalados ou diluídos na pele[2][3]. A fitoterapia usa a planta medicinal ou seus extratos, principalmente por via oral[1].

Óleo essencial é fitoterápico?

Pode ser o princípio ativo de um medicamento fitoterápico registrado na Anvisa, mas o frasco vendido para uso pessoal e familiar em geral é regularizado como cosmético e não é um fitoterápico.

O que é cromoterapia?

É a prática que usa as cores, em luzes, ambientes ou objetos, com foco em bem-estar e equilíbrio. Está na PNPIC desde 2018[2].

Cromoterapia funciona?

Os estudos ainda são poucos e pequenos. Há ensaios com redução de ansiedade no dentista[12] e da pressão logo após a sessão[13], mas faltam estudos maiores para confirmar.

Cromoterapia é a mesma coisa que fototerapia?

Não. A fototerapia médica usa luz com dose definida, como no bebê com icterícia[15] e na terapia com luz intensa para depressão[16].

As três práticas estão no SUS?

Sim. A fitoterapia entrou na PNPIC pela Portaria 971/2006[1]; a aromaterapia e a cromoterapia, pela Portaria 702/2018[2].

Qual tem mais evidência científica?

A fitoterapia, para algumas plantas e usos[5][6], seguida da aromaterapia como complementar em ansiedade e dor[9][10]. A cromoterapia tem evidência inicial[11].

Posso tomar chá e usar óleo essencial da mesma planta?

Em geral sim, mas os efeitos podem se somar. Quem usa remédios deve conversar com o médico, porque plantas podem interagir com medicamentos[7].

Posso pingar óleo essencial no chá?

Não por conta própria. A via oral é a mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica[4].

Fitoterápico pode substituir o remédio?

Não por decisão própria. Medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico, mesmo quando a planta tem bons estudos[6].

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 971, de 3 de maio de 2006. Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. bvsms.saude.gov.br
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 702, de 21 de março de 2018. Altera a Portaria de Consolidação nº 2/GM/MS para incluir novas práticas na PNPIC. bvsms.saude.gov.br
  3. Bakkali F, Averbeck S, Averbeck D, Idaomar M. Biological effects of essential oils: a review. Food Chem Toxicol. 2008;46(2):446-75. doi:10.1016/j.fct.2007.09.106
  4. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.
  5. Sarris J. Herbal medicines in the treatment of psychiatric disorders: 10-year updated review. Phytother Res. 2018;32(7):1147-62. doi:10.1002/ptr.6055
  6. Apaydin EA, Maher AR, Shanman R, et al. A systematic review of St. John’s wort for major depressive disorder. Syst Rev. 2016;5(1):148. doi:10.1186/s13643-016-0325-2
  7. Markowitz JS, Donovan JL, DeVane CL, et al. Effect of St John’s wort on drug metabolism by induction of cytochrome P450 3A4 enzyme. JAMA. 2003;290(11):1500-4. doi:10.1001/jama.290.11.1500
  8. Mao JJ, Xie SX, Keefe JR, et al. Long-term chamomile (Matricaria chamomilla L.) treatment for generalized anxiety disorder: a randomized clinical trial. Phytomedicine. 2016;23(14):1735-42. doi:10.1016/j.phymed.2016.10.012
  9. Donelli D, Antonelli M, Bellinazzi C, et al. Effects of lavender on anxiety: a systematic review and meta-analysis. Phytomedicine. 2019;65:153099. doi:10.1016/j.phymed.2019.153099
  10. Lakhan SE, Sheafer H, Tepper D. The effectiveness of aromatherapy in reducing pain: a systematic review and meta-analysis. Pain Res Treat. 2016;2016:8158693. doi:10.1155/2016/8158693
  11. Azeemi ST, Raza SM. A critical analysis of chromotherapy and its scientific evolution. Evid Based Complement Alternat Med. 2005;2(4):481-8. doi:10.1093/ecam/neh137
  12. Saklecha P, Kishan KV, Savaliya K. Effect of chromotherapy on the anxiety level in the patients undergoing endodontic treatment: a randomized clinical study. J Conserv Dent. 2022;25(4):398-402. doi:10.4103/jcd.jcd_381_21
  13. Yoganathan D, Kuppusamy M, Christa E, et al. Immediate effect of sunlight exposure through blue glass on blood pressure in hypertensive patients: a randomized controlled trial. J Basic Clin Physiol Pharmacol. 2024;35(6):371-4. doi:10.1515/jbcpp-2024-0081
  14. Jonauskaite D, Abu-Akel A, Dael N, et al. Universal patterns in color-emotion associations are further shaped by linguistic and geographic proximity. Psychol Sci. 2020;31(10):1245-60. doi:10.1177/0956797620948810
  15. Maisels MJ, McDonagh AF. Phototherapy for neonatal jaundice. N Engl J Med. 2008;358(9):920-8. doi:10.1056/NEJMct0708376
  16. Menegaz de Almeida A, Aquino de Moraes FC, Cavalcanti Souza ME, et al. Bright light therapy for nonseasonal depressive disorders: a systematic review and meta-analysis. JAMA Psychiatry. 2025;82(1):38-46. doi:10.1001/jamapsychiatry.2024.2871