Óleos essenciais brasileiros: copaíba, pau-rosa, breu-branco e o que a ciência diz - Camila Castellan

Os óleos essenciais brasileiros vêm de plantas nativas da Amazônia, do Cerrado, da Caatinga e da Mata Atlântica, como o breu-branco, a copaíba, o pau-rosa, a priprioca, o alecrim-pimenta, a erva-baleeira e a candeia[1][2][4][7][8][10][12]. A maior parte dos estudos com esses óleos foi feita em laboratório e em animais: eles sugerem efeitos anti-inflamatórios, antimicrobianos e calmantes, e mais estudos são necessários em pessoas[4][7][10]. Já existem alguns estudos em humanos, como o enxaguante bucal de alecrim-pimenta na gengivite[8], e um anti-inflamatório tópico feito com o óleo da erva-baleeira foi aprovado pela Anvisa como fitoterápico. Usar óleos brasileiros também é uma escolha ambiental: o pau-rosa foi explorado a ponto de correr risco de extinção[5], e a origem do óleo importa tanto quanto a qualidade.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 3 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

O que sãoÓleos de plantas nativas do Brasil, da floresta ao sertão.
Os mais conhecidosBreu-branco, copaíba, pau-rosa, priprioca, alecrim-pimenta e erva-baleeira.
O que os estudos mostramMuitos resultados em laboratório e em animais; poucos estudos em pessoas.
DestaqueA erva-baleeira deu origem a um anti-inflamatório tópico aprovado pela Anvisa.
SustentabilidadeO pau-rosa quase desapareceu; hoje o comércio do óleo é controlado.
AtençãoCapim-limão e cravo-da-índia são cultivados aqui, mas não são nativos.

Neste artigo você vai conhecer os principais óleos essenciais brasileiros, de onde vêm, o que têm de especial na composição, o que a ciência já mostrou sobre cada um, por que a sustentabilidade faz parte da escolha e como usar esses óleos com segurança no uso pessoal e familiar.

Por que falar de óleos essenciais brasileiros

Quando se fala em aromaterapia, os óleos que vêm à cabeça costumam ser europeus ou asiáticos: lavanda, hortelã-pimenta, eucalipto, melaleuca. Mas o Brasil tem uma das floras mais ricas do planeta, e muitas plantas aromáticas daqui são usadas há gerações por povos indígenas, ribeirinhos e comunidades tradicionais.

A copaíba é um bom exemplo. Uma pesquisa que analisou livros publicados no Brasil entre 1576 e 2011 confirmou que a oleorresina de copaíba é usada há séculos para tratar feridas e lesões de pele e de mucosa[3]. Esse tipo de uso tradicional não prova eficácia, mas mostra por onde a ciência deve começar a investigar.

Nativo ou só cultivado no Brasil?

Um cuidado importante: nem todo óleo produzido no Brasil vem de planta nativa. O cravo-da-índia (Syzygium aromaticum) é originário das Ilhas Molucas, na Indonésia, e chegou aqui pelo comércio de especiarias. O capim-limão (Cymbopogon citratus) também veio da Ásia. Os dois são muito cultivados no Brasil e fazem parte da nossa cultura, mas não são plantas da nossa biodiversidade original. Neste artigo, o capim-limão entra porque tem estudo brasileiro em humanos[9], e não porque seja nativo.

Outra confusão comum é com a candeia. O nome popular é usado para mais de uma planta, mas a candeia que fornece óleo é uma árvore do gênero Eremanthus, do Cerrado e das serras de Minas Gerais, conhecida pelo alfa-bisabolol[12][13].

Os principais óleos brasileiros, um a um

Cada planta tem uma composição química própria, e é ela que ajuda a entender o uso de cada óleo. Para saber mais sobre a ideia de composição e quimiotipo, veja o que é quimiotipo.

Óleos essenciais brasileiros: origem e composição

PlantaDe onde vemComponentes principais
Breu-branco (Protium heptaphyllum)Resina que escorre do tronco, na Amazônia e em outras regiõesTerpinoleno na resina fresca; p-cimeno na resina envelhecida[1]
Copaíba (Copaifera spp.)Oleorresina retirada do tronco, na Amazônia, Mata Atlântica e CerradoBeta-cariofileno e outros sesquiterpenos[2]
Pau-rosa (Aniba rosaeodora)Madeira e folhas, na AmazôniaLinalol, em torno de 89% a 94%[4][6]
Priprioca (Cyperus articulatus)Rizoma (raiz), na AmazôniaMistura de sesquiterpenos e monoterpenos[7]
Alecrim-pimenta (Lippia sidoides)Folhas, no NordesteTimol e carvacrol[8]
Erva-baleeira (Varronia curassavica)Folhas, na Mata Atlântica e no litoralAlfa-humuleno e beta-cariofileno[10][11]
Candeia (Eremanthus erythropappus)Madeira dos galhos, no Cerrado e em Minas GeraisAlfa-bisabolol[12]

Breu-branco. É a resina perfumada de árvores do gênero Protium, muito usada na Amazônia em defumações e como incenso. Um estudo brasileiro mostrou que a composição muda com o tempo: a resina fresca é rica em terpinoleno, e a resina envelhecida passa a ter mais p-cimeno[1]. Na prática, isso significa que dois óleos de breu-branco podem ser bem diferentes, dependendo da idade da resina.

Copaíba. Aqui é preciso separar duas coisas. A oleorresina é o líquido que se tira do tronco e contém, além da parte volátil, ácidos diterpênicos que não evaporam. O óleo essencial é a parte volátil, obtida por destilação, rica em beta-cariofileno[2]. Os estudos e os usos não são iguais. Veja tudo sobre ela no artigo sobre o óleo essencial de copaíba.

Pau-rosa. É um dos óleos mais ricos em linalol que existem, com cerca de 89% a 94% de linalol nas amostras analisadas[4][6]. O linalol é o mesmo componente que aparece em grande quantidade na lavanda e que é estudado pelos efeitos calmantes. Por isso o pau-rosa tem um aroma floral, suave e amadeirado.

Priprioca. É uma planta de raiz perfumada, usada no Pará em banhos de cheiro e perfumes caseiros, e hoje também na perfumaria[7]. O óleo vem do rizoma e tem aroma terroso e amadeirado.

Alecrim-pimenta. Apesar do nome, não é o alecrim europeu. É um arbusto do Nordeste, rico em timol e carvacrol, os mesmos componentes do tomilho e do orégano[8]. Por isso é um óleo forte, com ação antimicrobiana, que pede cuidado na pele. Se você procura o alecrim comum, veja o óleo essencial de alecrim.

Erva-baleeira. Arbusto do litoral e da Mata Atlântica, usado popularmente para dores e inflamações. É a planta brasileira com a história mais completa da bancada até a farmácia, como você vai ver adiante[10][11].

Candeia. Árvore do Cerrado e das serras mineiras. O óleo dos galhos é rico em alfa-bisabolol, o mesmo componente calmante da pele que existe na camomila-alemã[12][13].

Infográfico: os principais óleos essenciais brasileiros, de onde vêm e o que têm de especial
Óleos essenciais brasileiros: origem e componentes principais.

O que os estudos mostram

A pesquisa com óleos brasileiros é promissora, mas está em fases diferentes para cada planta. A tabela resume os principais estudos e o nível de evidência de cada um:

Óleos brasileiros: o que foi testado

EstudoQuem ou o quêResultadoNível
Alecrim-pimenta em enxaguante bucal[8]55 pessoas com placa e gengiviteReduziu placa e inflamação da gengiva, com resultado parecido ao da clorexidinaEnsaio em humanos
Capim-limão inalado[9]40 voluntários saudáveis em teste de estresseMenos ansiedade e tensão logo após inalar; recuperação mais rápidaEstudo em humanos, pequeno
Erva-baleeira[10][11]Ratos e camundongosO óleo e o alfa-humuleno reduziram inflamação e inchaçoAnimais
Pau-rosa[4]RatosEfeito do tipo antidepressivo, sem prejudicar a memóriaAnimais
Priprioca[7]Células e camundongosMenos inflamação e menos dorCélulas e animais
Pau-rosa e linalol[6]Bactérias em laboratórioAção contra bactérias e ação antioxidanteLaboratório
Candeia[12]Microrganismos em laboratórioAção contra bactérias e fungosLaboratório

O que esse conjunto mostra: os estudos em células e em animais sugerem efeitos anti-inflamatórios, antimicrobianos e calmantes, e mais estudos são necessários em pessoas. Os poucos estudos em humanos são pequenos, mas apontam na mesma direção[8][9].

Erva-baleeira: da planta à farmácia

A erva-baleeira é o caso mais avançado. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina mostraram, em ratos e camundongos, que o óleo essencial reduz o inchaço e a inflamação e diminui substâncias inflamatórias como o TNF-alfa[10]. Depois, identificaram que o alfa-humuleno e o beta-cariofileno, dois componentes do óleo, têm efeito anti-inflamatório próprio[11].

Esse trabalho deu origem a um anti-inflamatório tópico em creme, feito com o óleo da erva-baleeira, aprovado pela Anvisa em 2004, com pesquisa feita inteiramente no Brasil, da agronomia à formulação, segundo reportagem da revista Pesquisa FAPESP. É um medicamento fitoterápico, com dose padronizada e bula, e não a mesma coisa que o óleo essencial comprado para uso em casa.

Copaíba e beta-cariofileno

O beta-cariofileno, principal componente do óleo de copaíba, atua no receptor CB2, um receptor do sistema endocanabinoide ligado à inflamação da pele. Uma revisão de 2025 reuniu estudos em células e em animais com resultados anti-inflamatórios consistentes, mas lembrou que a evidência em humanos ainda é limitada a poucos estudos com oleorresina de copaíba[15].

Infográfico: o nível de evidência dos estudos com óleos essenciais brasileiros
Óleos brasileiros: do laboratório aos estudos em pessoas.
Para uso pessoal e familiar
Quer começar na aromaterapia do jeito certo?
No curso Aromaterapia Segura você aprende as vias de uso, a diluição por idade e os cuidados com os 20 óleos essenciais mais usados.

Conhecer o curso

Sustentabilidade: o que o pau-rosa ensinou

Durante décadas, o óleo de pau-rosa foi tirado da madeira, e para isso a árvore era cortada. O óleo, rico em linalol, era muito procurado pela perfumaria. O resultado foi o desaparecimento de populações inteiras da árvore e o risco de extinção[5].

Por causa disso, o pau-rosa foi incluído no Apêndice II da CITES, a convenção internacional que controla o comércio de espécies ameaçadas. Desde julho de 2010, a comercialização e a exportação do óleo de pau-rosa ficaram restritas a áreas de manejo autorizadas, segundo a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. A espécie também está na lista oficial brasileira de plantas ameaçadas.

Uma alternativa estudada é extrair o óleo das folhas e dos galhos finos, sem derrubar a árvore. Um estudo comparou o óleo das folhas com o da madeira e concluiu que as folhas são uma fonte possível e mais sustentável de linalol natural[5].

Candeia e copaíba

A candeia passa por um problema parecido. O alfa-bisabolol usado em cosméticos vem, em grande parte, da destilação da madeira da candeia, e pesquisadores apontam que esse modelo não é sustentável[13]. Já a copaíba, quando bem manejada, permite tirar a oleorresina por um furo no tronco, sem derrubar a árvore, o que faz dela um bom exemplo de produto florestal que pode manter a floresta em pé[2].

Como escolher com responsabilidade

Veja mais em como saber se o óleo essencial é puro e entenda as regras de venda em óleo essencial e Anvisa.

Como usar os óleos brasileiros com segurança

A forma de uso depende do óleo e da pessoa. Para adultos sem contraindicações, no uso pessoal e familiar, estas são as orientações gerais[14]:

Óleos brasileiros: formas de uso e cuidados

ÓleoUso mais comumCuidado principal
Pau-rosaInalação e massagemÓleo suave, mas o linalol oxidado pode sensibilizar a pele: guarde bem fechado
Breu-brancoDifusor e inalaçãoResinas oxidam com o tempo: use óleo dentro da validade
CopaíbaPele, bem diluídaNão confundir óleo essencial com oleorresina
PripriocaPerfumes e inalaçãoPoucos dados de segurança: use pouca quantidade
Alecrim-pimentaUso local, muito diluídoTimol e carvacrol irritam pele e mucosas[14]
Capim-limãoInalaçãoCitral pode sensibilizar a pele; evitar em pele sensível[14]
Erva-baleeiraPele, bem diluídaO creme da farmácia é medicamento: siga a bula e o médico

Via oral: a copaíba é muito usada por via oral na cultura popular, mas isso não vale para o óleo essencial comprado para aromaterapia. A via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Criança nunca ingere óleo. Veja óleo essencial pode ser ingerido?.

Quem precisa de mais cuidado

Quando procurar ajuda

Os óleos brasileiros podem ajudar como tratamento complementar, mas não substituem o tratamento médico e não fazem diagnóstico médico. Procure o médico se houver:

Se você usa algum medicamento, inclusive anti-inflamatório, ele só se reduz ou se suspende junto com o médico. E, se a ansiedade ou a tristeza estão pesadas a ponto de surgir ideia de morte, ligue para o CVV no 188, procure o médico ou um serviço de emergência.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Gosto muito de trabalhar com óleos brasileiros, e não só por orgulho da nossa biodiversidade. Eles ampliam as opções: o pau-rosa, por exemplo, é um aroma de linalol que muitas pessoas que não gostam de lavanda aceitam bem, e a copaíba entra com frequência quando o foco é a pele.

Na consulta, a escolha começa pela pessoa e não pelo óleo. Pergunto sobre alergias, pele sensível, gestação, medicamentos e preferência de aroma, porque um óleo que a pessoa rejeita dificilmente vai ajudar. Depois, olho a composição do lote, a parte da planta e a origem. Quando o óleo é de uma espécie ameaçada, prefiro alternativas de manejo autorizado ou de folhas, ou troco por outro óleo com composição parecida.

No retorno, avaliamos juntas o que mudou, se houve alguma reação e se o aroma continua agradável. Ajustamos o óleo, a diluição e a forma de uso até encontrar o que funciona. Sempre como tratamento complementar, junto com o médico e os outros profissionais que acompanham a pessoa.

Se você quer um plano com óleos essenciais, inclusive os brasileiros, para o seu caso, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

Camila Castellan

Curso Aromaterapia Segura · Uso pessoal e familiar
Use seus óleos com segurança, para você e sua família
  • ✓Como escolher um óleo de qualidade e ler o rótulo
  • ✓A via de uso e a diluição certa para cada idade
  • ✓Os cuidados com os 20 óleos essenciais mais usados
  • ✓Quando não usar e quando é hora de procurar o médico
Biomédica e neurocientista+10 anos de atendimento clínicoAulas online e curtasGarantia de 7 dias
Conhecer o curso Aromaterapia SeguraPrefere um plano feito para você? Agende uma consulta →
A consulta é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe. É profissional da área? Conheça a Mentoria ATP.

Perguntas frequentes

Quais são os óleos essenciais brasileiros?

Os mais conhecidos são breu-branco, copaíba, pau-rosa, priprioca, alecrim-pimenta, erva-baleeira e candeia, de plantas nativas da Amazônia, do Cerrado, da Caatinga e da Mata Atlântica[1][2][4][7][8][10][12].

Óleo essencial de copaíba é o mesmo que óleo de copaíba?

Não. O óleo de copaíba vendido em farmácia costuma ser a oleorresina, que tem ácidos diterpênicos. O óleo essencial é a parte volátil, destilada, rica em beta-cariofileno[2].

O pau-rosa está em extinção?

O pau-rosa foi tão explorado que corre risco de extinção[5]. Ele está no Apêndice II da CITES desde 2010, e o comércio do óleo é restrito a áreas de manejo autorizadas.

Para que serve o óleo essencial de pau-rosa?

É rico em linalol[4][6]. Estudos em ratos sugerem efeito do tipo antidepressivo[4], e mais estudos são necessários em pessoas. Na aromaterapia, é usado em inalação e massagem.

A erva-baleeira é anti-inflamatória?

Estudos em animais mostraram efeito anti-inflamatório do óleo e do alfa-humuleno[10][11], e um creme com o óleo da planta foi aprovado pela Anvisa como fitoterápico.

O que é priprioca?

É uma planta amazônica de raiz perfumada. O óleo reduziu inflamação e dor em camundongos[7]; ainda não encontramos estudos em pessoas.

Alecrim-pimenta é o mesmo que alecrim?

Não. O alecrim-pimenta (Lippia sidoides) é do Nordeste e é rico em timol e carvacrol. Um enxaguante com ele reduziu placa e gengivite[8].

Capim-limão é uma planta brasileira?

Não é nativo: veio da Ásia, mas é muito cultivado aqui. Um estudo brasileiro mostrou menos ansiedade em voluntários que inalaram o óleo[9].

Óleo essencial de candeia tem bisabolol?

Sim. O óleo dos galhos da candeia é rico em alfa-bisabolol[12], mas a extração da madeira levanta preocupação ambiental[13].

Pode tomar óleo de copaíba?

O uso oral é popular, mas a via oral é a mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Criança nunca ingere óleo.

Referências

  1. Albino RC, Oliveira PC, Prosdocimi F, et al. Oxidation of monoterpenes in Protium heptaphyllum oleoresins. Phytochemistry. 2017;136:141-146. doi:10.1016/j.phytochem.2017.01.013
  2. Arruda C, Aldana Mejía JA, Ribeiro VP, et al. Occurrence, chemical composition, biological activities and analytical methods on Copaifera genus: A review. Biomed Pharmacother. 2019;109:1-20. doi:10.1016/j.biopha.2018.10.030
  3. Ricardo LM, Dias BM, Mügge FLB, Leite VV, Brandão MGL. Evidence of traditionality of Brazilian medicinal plants: The case studies of Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville (barbatimão) barks and Copaifera spp. (copaíba) oleoresin in wound healing. J Ethnopharmacol. 2018;219:319-336. doi:10.1016/j.jep.2018.02.042
  4. Dos Santos ÉRQ, Maia CSF, Fontes Junior EA, Melo AS, Pinheiro BG, Maia JGS. Linalool-rich essential oils from the Amazon display antidepressant-type effect in rodents. J Ethnopharmacol. 2018;212:43-49. doi:10.1016/j.jep.2017.10.013
  5. d’Acampora Zellner B, Lo Presti M, Barata LES, Dugo P, Dugo G, Mondello L. Evaluation of leaf-derived extracts as an environmentally sustainable source of essential oils by using gas chromatography-mass spectrometry and enantioselective gas chromatography-olfactometry. Anal Chem. 2006;78(3):883-90. doi:10.1021/ac051337s
  6. Teles AM, Silva-Silva JV, Fernandes JMP, et al. Aniba rosaeodora (Var. amazonica Ducke) Essential Oil: Chemical Composition, Antibacterial, Antioxidant and Antitrypanosomal Activity. Antibiotics (Basel). 2021;10(1):24. doi:10.3390/antibiotics10010024
  7. Ferreira JCC, Pereira AMN, Aranha ESP, et al. Cyperus articulatus: Anti-inflammatory and antinociceptive activity of a medicinal plant from the Amazon. J Ethnopharmacol. 2025;337(Pt 3):118947. doi:10.1016/j.jep.2024.118947
  8. Botelho MA, dos Santos RA, Martins JG, et al. Comparative effect of an essential oil mouthrinse on plaque, gingivitis and salivary Streptococcus mutans levels: a double blind randomized study. Phytother Res. 2009;23(9):1214-9. doi:10.1002/ptr.2489
  9. Goes TC, Ursulino FR, Almeida-Souza TH, Alves PB, Teixeira-Silva F. Effect of Lemongrass Aroma on Experimental Anxiety in Humans. J Altern Complement Med. 2015;21(12):766-73. doi:10.1089/acm.2015.0099
  10. Passos GF, Fernandes ES, da Cunha FM, et al. Anti-inflammatory and anti-allergic properties of the essential oil and active compounds from Cordia verbenacea. J Ethnopharmacol. 2007;110(2):323-33. doi:10.1016/j.jep.2006.09.032
  11. Fernandes ES, Passos GF, Medeiros R, et al. Anti-inflammatory effects of compounds alpha-humulene and (-)-trans-caryophyllene isolated from the essential oil of Cordia verbenacea. Eur J Pharmacol. 2007;569(3):228-36. doi:10.1016/j.ejphar.2007.04.059
  12. Silvério MS, Del-Vechio-Vieira G, Pinto MAO, Alves MS, Sousa OV. Chemical composition and biological activities of essential oils of Eremanthus erythropappus (DC) McLeisch (Asteraceae). Molecules. 2013;18(8):9785-96. doi:10.3390/molecules18089785
  13. Son YJ, Kwon M, Ro DK, Kim SU. Enantioselective microbial synthesis of the indigenous natural product (-)-α-bisabolol by a sesquiterpene synthase from chamomile (Matricaria recutita). Biochem J. 2014;463(2):239-48. doi:10.1042/BJ20140306
  14. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.
  15. Bagher AM. Topical β-Caryophyllene for Dermatologic Disorders: Mechanisms, Human Evidence, and Clinical Translation. Pharmaceuticals (Basel). 2025;18(11):1605. doi:10.3390/ph18111605