
Sim, a aromaterapia faz parte do SUS. Desde 2018, ela integra as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), incluída pela Portaria nº 702 na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).[3] Hoje o SUS reconhece 29 práticas integrativas, oferecidas de forma complementar ao cuidado convencional, e a disponibilidade de cada uma varia de município para município.[4] E a procura cresce: em 2024, a aromaterapia teve 106.077 atendimentos registrados no SUS, alta de 181% em relação a 2022.[5]

Resumo rápido
O que são as PICS
As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde são recursos terapêuticos que olham para a pessoa como um todo, considerando aspectos físicos, emocionais, mentais e sociais. Elas não substituem o tratamento convencional: somam a ele.[4]
Entre as 29 práticas reconhecidas pelo SUS estão a aromaterapia, a acupuntura, a homeopatia, a fitoterapia, a meditação e a arteterapia, entre outras.[4]
Como a aromaterapia entrou no SUS
A política nasceu em 2006,[1] foi ampliada em 2017[2] e, em 2018, passou a incluir a aromaterapia, junto com outras práticas.[3]
Como a aromaterapia é oferecida na rede pública
As PICS são oferecidas principalmente na atenção primária, como nas Unidades Básicas de Saúde, e sempre de forma complementar. Cada município decide quais práticas implantar, de acordo com a sua estrutura e os profissionais disponíveis.[4] Por isso, a aromaterapia pode estar disponível em uma cidade e não em outra.
Para saber se há oferta perto de você, pergunte na sua Unidade Básica de Saúde ou na secretaria municipal de saúde.
Pesquisas mostram que a oferta ainda é desigual. Um estudo nacional com dados de gestores e profissionais encontrou PICS na Estratégia Saúde da Família em cerca de um quarto dos municípios pesquisados, com mais oferta em cidades pequenas e com boa cobertura de atenção básica.[6] Outro estudo, em Campinas, Florianópolis, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, descreveu formas diferentes de organizar essas práticas: com profissionais das próprias equipes de saúde da família, com profissionais dedicados ou em serviços de referência.[7]
Quantos atendimentos a aromaterapia tem no SUS
Os números mais recentes do Ministério da Saúde, divulgados pela Fiocruz em 2025, mostram que a aromaterapia registrou 106.077 atendimentos em 2024, um crescimento de 181% em relação a 2022.[5] É um sinal de que gestores, profissionais e usuários estão descobrindo a prática, e de que há espaço para crescer com profissionais bem formados.

O que dizem os estudos
A inclusão no SUS conversa com a pesquisa. Uma meta-análise com 44 ensaios clínicos mostrou que os óleos essenciais reduzem a ansiedade[10], e outra, com 30 estudos, mostrou melhora da qualidade do sono.[11] Um mapa de evidências feito para o sistema de saúde dos veteranos dos Estados Unidos apontou benefícios potenciais para dor, sono, estresse e ansiedade.[12]
No Brasil, enfermeiros da Universidade Federal do Rio Grande do Norte testaram a inalação de lavanda em 52 pacientes depois de cirurgia cardíaca: a dor diminuiu, a pressão e a respiração ficaram mais tranquilas, e os pacientes relaxaram e dormiram melhor. Os autores destacaram que é uma ferramenta de baixo custo e fácil de usar pela equipe de enfermagem.[8] Veja mais em aromaterapia tem base científica?.
O SUS no contexto mundial
O Brasil não está sozinho. A Organização Mundial da Saúde acompanha a integração das medicinas tradicionais e complementares aos sistemas de saúde, e o relatório sobre a estratégia de 2014 a 2023 mostrou avanço desse movimento em muitos países.[9] Com a PNPIC, o Brasil se tornou uma das referências em oferta pública dessas práticas.
Como procurar aromaterapia no SUS
Se a sua cidade ainda não oferece, vale perguntar e registrar o interesse: a demanda dos usuários também ajuda os gestores a planejar.
Como a aromaterapia costuma ser usada na rede pública
| Situação | Como costuma entrar |
|---|---|
| Ansiedade e estresse | grupos e atendimentos individuais com inalação[10] |
| Sono | orientações de rotina e inalação à noite[11] |
| Dor | junto com outras práticas, como massagem e auriculoterapia[8][12] |
| Gestantes | orientação segura, com doses menores e vias suaves |
| Saúde do trabalhador | cuidado com as próprias equipes de saúde |
| Saúde mental | como apoio complementar, junto com o acompanhamento psicológico e médico |
A forma de oferta muda de cidade para cidade, conforme os profissionais formados e a estrutura disponível.[6][7]

SUS ou consulta particular: qual a diferença
| No SUS | Consulta particular | |
|---|---|---|
| Custo | gratuito onde é oferecido | pago |
| Acesso | depende do município e da agenda[6] | agenda combinada com o profissional |
| Formato | muitas vezes em grupo ou junto com outras práticas | individual, com plano personalizado |
| Retornos | conforme a organização do serviço | acompanhamento próximo para ajustes |
| Profissional | em geral da equipe de saúde, com formação[7] | aromaterapeuta com formação clínica |
As duas formas se complementam. Quem é atendido no SUS também pode buscar um plano individual, e quem faz consulta particular continua usando a rede pública para o restante do cuidado. Conheça a consulta de aromaterapia online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.
Segurança vale em qualquer lugar
No SUS ou fora dele, as regras de segurança são as mesmas: diluição correta na pele, cuidado com crianças, gestantes, idosos, asma e epilepsia, atenção a medicamentos e nada de via oral por conta própria. A aromaterapia é um tratamento complementar e não substitui o tratamento médico. Veja quem não pode fazer aromaterapia.
Outras PICS que conversam com a aromaterapia
| Prática | Como se combina com a aromaterapia |
|---|---|
| Fitoterapia | também usa plantas, mas por chás, extratos e medicamentos fitoterápicos |
| Meditação e práticas de respiração | o aroma ajuda a criar um ritual de calma |
| Reflexologia e massagem | óleos diluídos durante o toque |
| Auriculoterapia | muito oferecida nas UBS, pode ser combinada no mesmo atendimento |
| Musicoterapia | em estudos, música e aroma juntos reduziram o estresse de enfermeiras |
| Yoga | aromas no início e no fim da prática |
Essas combinações são comuns na rede pública porque as PICS são pensadas para olhar a pessoa como um todo.[4]
Mitos sobre a aromaterapia no SUS
| Afirmação | O que é verdade |
|---|---|
| Se está no SUS, é profissão regulamentada | não; o reconhecimento é da prática, não da profissão. Veja aromaterapia é profissão regulamentada? |
| Toda UBS tem aromaterapia | não; depende de cada município[4][6] |
| No SUS, aromaterapia substitui remédio | não; é sempre complementar |
| Ninguém usa | os atendimentos cresceram 181% entre 2022 e 2024[5] |
| Não tem estudo | há meta-análises com resultados favoráveis em ansiedade e sono[10][11] |
O que isso muda para quem quer ser aromaterapeuta
O reconhecimento pelo SUS mostra que a aromaterapia é uma prática aceita pela política pública de saúde. Ele não transforma, porém, a aromaterapia em profissão regulamentada nem cria exigência de diploma. Entenda os detalhes em aromaterapia é profissão regulamentada?.
Para atender com segurança, dentro ou fora do SUS, o que faz diferença é uma formação sólida. Veja como ser aromaterapeuta e conheça a Mentoria ATP.
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Aromaterapia como tratamento complementar
No SUS e fora dele, a aromaterapia atua como tratamento complementar: soma ao cuidado médico, psicológico e terapêutico, com benefícios mais estudados em ansiedade, sono e bem-estar. Saiba mais em o que é aromaterapia.

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Perguntas frequentes
A aromaterapia é reconhecida pelo SUS?
Sim. Ela faz parte da PNPIC desde 2018, pela Portaria nº 702.[3]
Quantas práticas integrativas o SUS oferece?
O Ministério da Saúde informa 29 práticas integrativas e complementares.[4]
Posso fazer aromaterapia de graça pelo SUS?
Depende do município. As PICS são oferecidas de forma gratuita onde foram implantadas; pergunte na sua Unidade Básica de Saúde.[4]
O reconhecimento pelo SUS regulamenta a profissão?
Não. A aromaterapia continua sem lei própria de regulamentação profissional.
Quem pode aplicar aromaterapia no SUS?
Em geral, profissionais que já fazem parte da equipe de saúde e têm formação em aromaterapia, conforme a organização de cada município.
Quantos atendimentos de aromaterapia o SUS fez?
Em 2024, foram 106.077 atendimentos, alta de 181% em relação a 2022.[5]
Enfermeiro pode fazer aromaterapia no SUS?
Enfermeiros estão entre os profissionais que mais aplicam aromaterapia, conforme a organização de cada município e a formação na prática.[7][8]
A aromaterapia no SUS tem base científica?
Há estudos e meta-análises com resultados favoráveis em ansiedade, sono e dor.[8][10][11]
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 971, de 3 de maio de 2006. Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS.
- Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 849, de 27 de março de 2017. Inclui novas práticas na PNPIC.
- Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 702, de 21 de março de 2018. Inclui a aromaterapia e outras práticas na PNPIC.
- Brasil. Ministério da Saúde. Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). Acesso em 30 set. 2026.
- IdeiaSUS Fiocruz. Práticas Integrativas e Complementares em Saúde crescem 70% e ampliam o acesso ao cuidado integral no SUS. 7 mar. 2025. Dados do Núcleo Técnico de Gestão da PNPIC, Ministério da Saúde.
- Barbosa FES, Guimarães MBL, Santos CR, et al. Oferta de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde na Estratégia Saúde da Família no Brasil. Cadernos de Saúde Pública. 2019;36(1):e00208818. doi:10.1590/0102-311X00208818
- Sousa IMC, Tesser CD. Medicina Tradicional e Complementar no Brasil: inserção no Sistema Único de Saúde e integração com a atenção primária. Cadernos de Saúde Pública. 2017;33(1):e00150215. doi:10.1590/0102-311X00150215
- Silva LCMA, Santos KVG, Santos JJS, et al. Efficacy of aromatherapy with Lavandula angustifolia oil on postoperative pain after cardiac surgery: a randomized clinical trial. Explore (NY). 2024;20(6):103034. doi:10.1016/j.explore.2024.103034
- Zhang Q, Sharan A, Espinosa SA, Gallego-Perez D, Weeks J. The path toward integration of traditional and complementary medicine into health systems globally: the World Health Organization report on the implementation of the 2014-2023 strategy. Journal of Alternative and Complementary Medicine. 2019;25(9):869-871. doi:10.1089/acm.2019.29077.jjw
- Tan L, Liao FF, Long LZ, et al. Essential oils for treating anxiety: a systematic review of randomized controlled trials and network meta-analysis. Frontiers in Public Health. 2023;11:1144404. doi:10.3389/fpubh.2023.1144404
- Her J, Cho MK. Effect of aromatherapy on sleep quality of adults and elderly people: a systematic literature review and meta-analysis. Complementary Therapies in Medicine. 2021;60:102739. doi:10.1016/j.ctim.2021.102739
- Freeman M, Ayers C, Peterson C, Kansagara D. Aromatherapy and Essential Oils: A Map of the Evidence. Washington (DC): Department of Veterans Affairs; 2019. PMID 31851445



