Óleo essencial de ylang-ylang: para que serve, frações, estudos e cuidados - Camila Castellan

O óleo essencial de ylang-ylang é extraído das flores da árvore Cananga odorata e é rico em linalol, germacreno D, acetato de benzila e benzoato de benzila[1]. Em estudos com voluntários, a inalação do aroma aumentou a sensação de calma[3] e reduziu a pressão arterial e a frequência cardíaca[4][5]. Ao mesmo tempo, ele diminuiu o alerta e deixou o raciocínio mais lento[3], o que conta na hora de escolher quando usar. O principal cuidado é com a pele: o ylang-ylang é um alérgeno de contato conhecido[12][13] e deve ser bem diluído, abaixo do limite indicado por Tisserand e Young[14]. É tratamento complementar e não substitui o tratamento médico.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 3 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

O que éÓleo das flores de Cananga odorata, de aroma floral, doce e intenso.
O que os estudos mostramMais calma, menos alerta e queda da pressão e do pulso em voluntários.
Para que é mais usadoTensão, irritabilidade, estresse e momentos de desacelerar.
O principal cuidadoÉ um alérgeno de pele conhecido: sempre bem diluído.
Em excessoO aroma forte pode incomodar; pouca quantidade funciona melhor.
Quem precisa de orientaçãoGestantes, crianças, quem tem pressão baixa ou pele sensível.

Nesta ficha você vai entender de onde vem o ylang-ylang, o que são as frações extra, I, II, III e completo, o que os estudos mostram sobre calma, pressão arterial e autoestima, como usar com segurança, quem precisa de cuidado e como ele se compara a outros óleos calmantes.

De onde vem o ylang-ylang e qual a sua composição

O ylang-ylang é uma árvore tropical da família Annonaceae, a Cananga odorata, nativa do Sudeste Asiático e cultivada em ilhas do Oceano Índico, como Comores, Madagascar e Mayotte. O óleo essencial é obtido por destilação a vapor das flores frescas e maduras, de cor amarelo-esverdeada. Ele é uma matéria-prima importante da perfumaria e também é usado na indústria de cosméticos e de alimentos[1].

Na aromaterapia, o óleo ganhou fama para tensão, estresse, pressão alta e ansiedade[1]. Parte dessa fama tem respaldo em estudos com pessoas; parte ainda depende de estudos em animais.

Os principais componentes

O óleo de ylang-ylang é uma mistura complexa. Os componentes que mais aparecem nas análises são[1]:

A proporção entre eles muda conforme a origem das flores e, principalmente, conforme o tempo de destilação[2]. É aqui que entram as frações.

Extra, I, II, III ou completo: o que significam as frações

O ylang-ylang é vendido em “graus” de destilação: o óleo é recolhido em etapas. As primeiras horas dão o óleo mais leve e mais perfumado; as etapas seguintes dão óleos cada vez mais pesados, com mais sesquiterpenos. Um estudo que analisou amostras de várias origens confirmou que a composição muda de forma clara com o aumento do grau, e usou a norma internacional ISO 3063 como referência de qualidade[2].

As frações do óleo de ylang-ylang

FraçãoQuando é recolhidaPerfil do aroma
ExtraPrimeiras horas da destilaçãoMais floral e mais rico em ésteres e linalol; o preferido da perfumaria
ILogo depois do extraFloral, um pouco menos intenso
IIEtapa intermediáriaMais suave e mais herbáceo
IIIFim da destilaçãoMais pesado, rico em sesquiterpenos, menos floral
CompletoDestilação contínua, sem cortesReúne todas as etapas; aroma mais redondo

Na aromaterapia, o extra e o completo são os mais usados, porque mantêm o perfil aromático inteiro. O ylang-ylang III costuma ser mais barato e aparece em produtos de perfumaria. Ao comprar, confira no rótulo o nome científico, a fração e, de preferência, o laudo de composição. Veja como saber se o óleo essencial é puro.

O que os estudos mostram sobre o ylang-ylang

O ylang-ylang tem um conjunto pequeno, mas interessante, de estudos em pessoas. A maioria é com voluntários saudáveis ou com grupos pequenos, e parte usou o óleo misturado com outros. Por isso, a tabela traz também o nível de evidência:

Ylang-ylang: o que foi testado

EstudoQuem participouResultadoNível de evidência
Moss e colegas, 2008[3]144 voluntários saudáveisMais calma e menos alerta; memória e velocidade de raciocínio mais lentasModerado: ensaio randomizado
Inalação, 2004[4]24 voluntários saudáveisQueda da pressão arterial e do pulso, com mais atenção percebidaBaixo: estudo pequeno
Aplicação na pele, 2006[5]40 voluntários saudáveisQueda da pressão, pele mais quente, pessoas mais calmas e relaxadasBaixo: estudo pequeno
Adesivo com lavanda e ylang, 2024[6]34 pessoas com pressão altaPressão sistólica e pulso mais baixos do que com placebo em 14 diasModerado: randomizado, mistura de óleos
Mistura com limão e lavanda, 2010[7]42 pessoas com hipertensãoPressão sistólica e atividade simpática mais baixasBaixo: mistura de óleos
Antes de procedimento, 2023[8]44 pacientes internadosMenos marcador de estresse na saliva e mais queda da ansiedadeModerado: randomizado com placebo
Autoestima, 2011 e 2014[9][10]43 e 34 profissionais de saúdeSem diferença em relação ao placeboBaixo: estudos-piloto
Camundongos, 2016[11]Animais de laboratórioMenos comportamento ansioso, com mudança em serotonina e dopaminaPré-clínico

Calma e redução do alerta

O estudo mais citado é o de Moss e colegas. Os 144 voluntários foram divididos em três grupos: aroma de ylang-ylang, aroma de hortelã-pimenta ou nenhum aroma. O ylang-ylang aumentou a calma, mas diminuiu o alerta, piorou a memória e deixou o processamento mais lento. A hortelã fez o contrário[3]. Ou seja: o ylang-ylang é um aroma para desacelerar, e não para estudar, dirigir ou fazer uma prova.

Pressão arterial e frequência cardíaca

Os estudos de Hongratanaworakit e Buchbauer mediram sinais do corpo. Na inalação, o ylang-ylang reduziu a pressão arterial e o pulso em comparação com um placebo sem aroma, mas as pessoas se sentiram mais atentas, e os autores falaram em efeito de “harmonização”, e não de sedação[4]. Na aplicação na pele, sem inalar o aroma, a pressão também caiu e os voluntários se sentiram mais calmos e relaxados[5].

Em pessoas com pressão alta, um adesivo com lavanda e ylang-ylang preso à roupa por 14 dias baixou a pressão sistólica e o pulso mais do que o placebo, sem efeitos adversos importantes[6]. Uma mistura de limão, lavanda e ylang-ylang inalada por três semanas teve resultado parecido[7]. São resultados promissores, mas com misturas e grupos pequenos. A pressão alta tem tratamento médico, e a medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico.

Infográfico: o que os estudos mostram sobre o óleo essencial de ylang-ylang, com nível de evidência
Ylang-ylang: o que os estudos mostram, do mais forte ao mais fraco.

Ansiedade antes de procedimentos

Num ensaio, pacientes que fariam pela primeira vez um procedimento de neurorradiologia dormiram com papel perfumado com ylang-ylang preso à roupa. Na manhã seguinte, tinham menos alfa-amilase na saliva, um marcador de estresse, e uma queda maior na ansiedade do que o grupo placebo. Pressão, pulso e cortisol não mudaram de forma diferente entre os grupos[8].

E a autoestima?

Muitos textos dizem que o ylang-ylang “eleva a autoestima”. Dois estudos brasileiros, da Escola de Enfermagem da USP, testaram isso. No primeiro, nem rosa nem ylang-ylang mudaram a percepção de autoestima[9]. No segundo, a autoestima melhorou nos três grupos, inclusive no placebo, o que não permite atribuir a melhora ao óleo[10]. Ou seja: hoje, a autoestima é mais uma promessa do que um resultado.

Estudos em animais

Em camundongos, a inalação do ylang-ylang reduziu comportamentos de ansiedade e alterou serotonina e dopamina em áreas do cérebro; três componentes, benzoato de benzila, linalol e álcool benzílico, tiveram efeito isolado[11]. Esses dados sugerem um mecanismo e precisam ser aprofundados em estudos com pessoas. Para entender como o aroma chega ao cérebro, veja como a aromaterapia age no cérebro.

Para que o ylang-ylang é mais usado

Com base nos estudos e na prática clínica, o ylang-ylang costuma entrar nestas situações:

Para uso pessoal e familiar
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Como usar o óleo essencial de ylang-ylang

O ylang-ylang tem aroma muito forte. Por isso, a regra de ouro é: menos é mais. Para uso pessoal e familiar, em adultos sem contraindicações:

Ylang-ylang: como usar por via

ViaComo fazerAtenção
Inalação direta1 gota no algodão, lenço ou inalador pessoal; inalar devagar por alguns minutosA alguns centímetros do nariz; afastar se incomodar
Difusor1 a 2 gotas, de preferência junto com um óleo cítrico, por 30 a 60 minutosAmbiente ventilado; desligar se der dor de cabeça
PeleSempre diluído em óleo carreador, abaixo do limite de Tisserand e Young[14]Teste numa área pequena antes; nunca puro
Via oralNão usar por conta própriaVeja o aviso abaixo

Na pele, Tisserand e Young indicam um limite máximo baixo para o ylang-ylang, de 0,8%, por causa do risco de sensibilização[14]. Na prática, isso significa algo como 1 gota em 10 ml de óleo carreador, o que fica abaixo desse limite. Veja como diluir óleo essencial.

Sobre a via oral: a via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. O ylang-ylang é usado como aromatizante de alimentos em quantidades mínimas, mas isso é muito diferente de tomar gotas de óleo essencial[1]. Veja óleo essencial pode ser ingerido?.

Infográfico: como usar o óleo essencial de ylang-ylang com segurança, passo a passo
Ylang-ylang com segurança, passo a passo.

Segurança: pele, dor de cabeça, gestação, crianças e pets

Pele: um alérgeno conhecido

Este é o ponto mais importante da ficha. O ylang-ylang é um dos óleos essenciais que mais causam alergia de contato. Numa grande rede de clínicas dermatológicas da Europa Central, 10.930 pacientes com dermatite fizeram teste de contato com 12 óleos essenciais, e o ylang-ylang foi o que mais deu reação positiva: 3,9%. Massoterapeutas e esteticistas, que manuseiam óleos todos os dias, tinham risco maior[12]. Uma revisão sobre o tema aponta que a alergia ao ylang-ylang está ligada a componentes conhecidos como alérgenos de fragrância, como o isoeugenol, o geraniol e o salicilato de benzila, que também são limitados pela indústria de perfumes[13][14].

Na prática:

Se aparecer vermelhidão, coceira ou bolhas, lave com sabão neutro, suspenda o uso e procure o médico se não melhorar. Veja quem não pode fazer aromaterapia.

Dor de cabeça e enjoo com excesso

Na prática clínica, o relato mais comum com o ylang-ylang é de dor de cabeça ou enjoo quando o aroma está forte demais, num ambiente fechado ou por muito tempo. Não encontramos estudos que medissem isso diretamente, mas faz sentido: é um aroma muito intenso. A solução é usar menos e por menos tempo. Quem tem enxaqueca deve testar com muito pouco. Veja óleo essencial para dor de cabeça.

Pressão baixa e medicamentos

Como o ylang-ylang reduziu a pressão e o pulso em estudos[4][5][6], quem tem pressão baixa ou usa remédio para pressão deve usar com orientação e observar tontura ou fraqueza.

Gestação

Tisserand e Young não colocam o ylang-ylang entre os óleos proibidos na gestação[14]. Num ensaio com 45 mulheres em trabalho de parto, a inalação de ylang-ylang reduziu a percepção da dor, sem mudar a ansiedade[15]. Por outro lado, um estudo em células da placenta mostrou que o óleo alterou a liberação de hormônios[16]; é um dado de laboratório, que sugere cautela e precisa ser aprofundado. Por isso, na gestação, use só por inalação leve e com orientação. Veja óleo essencial na gestação.

Crianças, bebês e pets

Recém-nascido não usa óleo essencial. Em crianças, só difusão leve ou diluição ainda menor do que a do adulto, com orientação, e criança nunca ingere óleo. Veja óleo essencial para crianças. Com gatos e cachorros em casa, use o difusor por pouco tempo, com porta aberta para o animal sair. Veja óleo essencial faz mal para gatos e cachorros?.

O ylang-ylang não é fototóxico, então não mancha a pele com o sol como alguns cítricos[14].

Ylang-ylang, lavanda ou laranja-doce?

O ylang-ylang costuma ser comparado com outros óleos de relaxamento. Cada um tem um perfil:

Ylang-ylang e óleos parecidos

ÓleoPerfilQuando costuma ser escolhido
Ylang-ylangFloral intenso; mais calma e menos alerta[3]Tensão, irritabilidade, fim do dia; atenção à pele[12]
LavandaFloral herbáceo, mais suaveAnsiedade e sono; é o óleo calmante mais estudado
Laranja-doceCítrico, leve e alegreAnsiedade com desânimo; boa dupla com o ylang-ylang
Hortelã-pimentaFresco; mais alerta e memória[3]Foco e cansaço; o oposto do ylang-ylang

Na prática, o ylang-ylang raramente é usado sozinho. Uma gota dele junto com lavanda ou laranja-doce dá uma sinergia mais equilibrada, e foi assim, em misturas, que ele apareceu em parte dos estudos de pressão[6][7]. Veja as fichas da lavanda e da hortelã-pimenta.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

O ylang-ylang é um óleo que eu uso com carinho e com cuidado. Quando a pessoa chega muito tensa, irritada, com a sensação de estar “ligada no 220” no fim do dia, ele costuma ser uma boa escolha, em pouca quantidade e quase sempre numa sinergia. Mas antes eu pergunto sobre alergia a perfumes, pele sensível, pressão baixa, enxaqueca, gestação e os medicamentos em uso.

Também olho para a rotina. Se a pessoa precisa de foco e dirige muito, o ylang-ylang fica para a noite. Se ela já tem dermatite ou trabalha com massagem, prefiro a inalação e evito a pele. No retorno, pergunto como se sentiu, se o aroma agradou, se deu dor de cabeça e se a tensão diminuiu. Se o aroma incomodou, trocamos.

Sempre como tratamento complementar: a aromaterapia não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico. Se houver pressão alta, ansiedade intensa ou sintomas de depressão, o acompanhamento médico e psicológico continua. Em caso de ideia de morte, ligue para o CVV no 188 ou procure atendimento de emergência.

Se você quer um plano com o ylang-ylang e outros óleos para o seu caso, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

Camila Castellan

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Perguntas frequentes

Para que serve o óleo essencial de ylang-ylang?

É mais usado para tensão, estresse e irritabilidade. Em estudos, aumentou a calma[3] e reduziu a pressão e o pulso de voluntários[4][5]. É tratamento complementar e não substitui o tratamento médico.

Qual a diferença entre ylang-ylang extra, I, II, III e completo?

São frações da destilação. O extra sai primeiro e é o mais floral; o III é o mais pesado; o completo reúne todas as etapas. A composição muda com o grau[2].

Qual fração de ylang-ylang usar na aromaterapia?

O extra e o completo são os mais usados, por manterem o perfil aromático inteiro. Confira no rótulo o nome científico, a fração e o laudo.

Ylang-ylang baixa a pressão?

Em estudos pequenos, houve queda da pressão e do pulso[4][5][6]. Mas ele não substitui o remédio, e a medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico.

Ylang-ylang pode ser usado na pele?

Só bem diluído, abaixo do limite de 0,8% indicado por Tisserand e Young[14], e com teste numa área pequena. É um dos óleos que mais causam alergia de contato[12].

Ylang-ylang dá dor de cabeça?

Em excesso, o aroma forte pode dar dor de cabeça ou enjoo. Não encontramos estudos que medissem isso, mas o relato é comum. Use pouco e por pouco tempo.

Ylang-ylang ajuda na ansiedade?

Pode ajudar como complemento. Em pacientes antes de um procedimento, reduziu um marcador de estresse e a ansiedade[8]. Em camundongos, reduziu comportamentos de ansiedade[11].

Ylang-ylang aumenta a autoestima?

Os dois estudos brasileiros sobre isso não mostraram diferença em relação ao placebo[9][10]. Hoje, é mais uma promessa do que um resultado.

Grávida pode usar ylang-ylang?

Tisserand e Young não o colocam entre os óleos proibidos na gestação[14], e ele foi testado no trabalho de parto[15]. Mesmo assim, use só por inalação leve e com orientação.

Ylang-ylang é bom para dormir?

Ele reduz o alerta[3] e pode entrar num ritual de relaxamento à noite, em pouca quantidade e de preferência em sinergia com lavanda ou laranja-doce.

Referências

  1. Tan LT, Lee LH, Yin WF, Chan CK, Abdul Kadir H, Chan KG, et al. Traditional Uses, Phytochemistry, and Bioactivities of Cananga odorata (Ylang-Ylang). Evid Based Complement Alternat Med. 2015;2015:896314. doi:10.1155/2015/896314
  2. Lebanov L, Chatterjee S, Tedone L, Chapman SC, Linford MR, Paull B. Comprehensive characterisation of ylang-ylang essential oils according to distillation time, origin, and chemical composition using a multivariate approach applied to average mass spectra and segmented average mass spectral data. J Chromatogr A. 2020;1618:460853. doi:10.1016/j.chroma.2020.460853
  3. Moss M, Hewitt S, Moss L, Wesnes K. Modulation of cognitive performance and mood by aromas of peppermint and ylang-ylang. Int J Neurosci. 2008;118(1):59-77. doi:10.1080/00207450601042094
  4. Hongratanaworakit T, Buchbauer G. Evaluation of the harmonizing effect of ylang-ylang oil on humans after inhalation. Planta Med. 2004;70(7):632-6. doi:10.1055/s-2004-827186
  5. Hongratanaworakit T, Buchbauer G. Relaxing effect of ylang ylang oil on humans after transdermal absorption. Phytother Res. 2006;20(9):758-63. doi:10.1002/ptr.1950
  6. Napavichayanun S, Sujarit AS, Pienpinijtham P, Sarikaphuti A, Aramwit P. Effect of Lavandula angustifolia and Cananga odorata on decrease of blood pressure in high blood pressure volunteers: A randomized controlled trial. Explore (NY). 2024;20(4):520-526. doi:10.1016/j.explore.2023.11.013
  7. Cha JH, Lee SH, Yoo YS. Effects of aromatherapy on changes in the autonomic nervous system, aortic pulse wave velocity and aortic augmentation index in patients with essential hypertension. J Korean Acad Nurs. 2010;40(5):705-13. doi:10.4040/jkan.2010.40.5.705
  8. Sriboonlert J, Munkong W, Rintawut S, Paladkhua S, Suwongsa R, Kirisattayakul W, et al. Aromatherapy Reduces Anxiety in Unexperienced Patients Hospitalized for Interventional Neuroradiology Procedures: A Randomized Control Trial. J Evid Based Integr Med. 2023;28:2515690X221150527. doi:10.1177/2515690X221150527
  9. Gnatta JR, Zotelli MF, Carmo DR, Lopes CL, Rogenski NM, Silva MJ. The use of aromatherapy to improve self-esteem. Rev Esc Enferm USP. 2011;45(5):1113-20. doi:10.1590/s0080-62342011000500012
  10. Gnatta JR, Piason PP, Lopes CL, Rogenski NM, Silva MJ. Aromatherapy with ylang ylang for anxiety and self-esteem: a pilot study. Rev Esc Enferm USP. 2014;48(3):492-9. doi:10.1590/s0080-623420140000300015
  11. Zhang N, Zhang L, Feng L, Yao L. The anxiolytic effect of essential oil of Cananga odorata exposure on mice and determination of its major active constituents. Phytomedicine. 2016;23(14):1727-1734. doi:10.1016/j.phymed.2016.10.017
  12. Geier J, Schubert S, Reich K, Skudlik C, Ballmer-Weber B, Brehler R, et al. Contact sensitization to essential oils: IVDK data of the years 2010-2019. Contact Dermatitis. 2022;87(1):71-80. doi:10.1111/cod.14126
  13. de Groot AC, Schmidt E. Essential Oils, Part VI: Sandalwood Oil, Ylang-Ylang Oil, and Jasmine Absolute. Dermatitis. 2017;28(1):14-21. doi:10.1097/DER.0000000000000241
  14. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.
  15. Sirkeci I, Cagan O, Koc S. The effect of ylang oil and lemon oil inhalation on labor pain and anxiety pregnant women: A randomized controlled trial. Complement Ther Clin Pract. 2023;52:101748. doi:10.1016/j.ctcp.2023.101748
  16. Fouyet S, Olivier E, Leproux P, Dutot M, Rat P. Evaluation of Placental Toxicity of Five Essential Oils and Their Potential Endocrine-Disrupting Effects. Curr Issues Mol Biol. 2022;44(7):2794-2810. doi:10.3390/cimb44070192