Alecrim e memória: o estudo que mediu o aroma no sangue - Camila Castellan

Em 2012, dois pesquisadores ingleses fizeram uma pergunta ousada: quando a gente inala o aroma do alecrim, alguma molécula dele chega ao sangue e ajuda o cérebro a trabalhar? Eles mediram no sangue o 1,8-cineol, principal componente do óleo essencial de alecrim, e viram que quem tinha mais cineol no sangue acertava mais contas e respondia mais rápido[1]. Esse estudo veio depois de outro, de 2003, em que o aroma de alecrim melhorou a qualidade da memória de adultos, enquanto a lavanda deixou as pessoas mais lentas[2]. Anos depois, crianças de 9 a 11 anos foram melhor em jogos de memória numa sala com aroma de alecrim[3]. O mecanismo proposto envolve a acetilcolina, mas por enquanto ele vem de testes de laboratório, que sugerem esse caminho e precisam ser aprofundados[5]. O alecrim não cura problemas de memória nem demência: é um apoio interessante, com estudos pequenos e promissores.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 9 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

O estudoEm 2012, o cineol do alecrim foi medido no sangue de 20 adultos que fizeram testes num ambiente com o aroma.
O achadoMais cineol no sangue andou junto com mais acertos e respostas mais rápidas.
Antes deleEm 2003, o aroma de alecrim melhorou a qualidade da memória; a lavanda deixou as respostas mais lentas.
Depois deleCrianças e pessoas idosas também foram estudadas, com resultados promissores e amostras pequenas.
O mecanismoTestes de laboratório sugerem que o cineol freia uma enzima que degrada a acetilcolina.
O limiteCorrelação não prova causa. O alecrim é apoio, não tratamento para demência.

Este é um post da série Por dentro do estudo. Você vai ver qual era a pergunta dos cientistas, como o estudo foi feito, o que eles encontraram, o que isso pode significar dentro do cérebro, o que veio depois com crianças e pessoas idosas e, principalmente, o que esses resultados significam e o que eles não significam na prática.

A pergunta dos cientistas

“Alecrim é bom para a memória” é uma fama antiga. Na ciência, a pergunta é mais específica: se o aroma de alecrim melhora mesmo o desempenho mental, como isso acontece?

Existem três explicações possíveis, e os pesquisadores as conhecem bem[1][13]:

A terceira hipótese era a que o psicólogo Mark Moss e a pesquisadora Lorraine Oliver queriam testar. Já se sabia que, em camundongos, o 1,8-cineol aparecia no sangue depois da inalação do óleo de alecrim, e que os níveis no sangue acompanhavam o aumento da atividade dos animais[1][4]. Faltava ver isso em pessoas: quem tem mais cineol no sangue vai melhor nos testes? Se sim, ficaria difícil explicar tudo só pela expectativa[1].

Como o estudo foi feito

O desenho foi simples e inteligente[1]:

Esse estudo foi construído sobre um anterior, do mesmo grupo. Em 2003, 144 adultos fizeram uma bateria de testes de memória e atenção numa sala com aroma de alecrim, com aroma de lavanda ou sem aroma[2]. O alecrim melhorou a qualidade geral da memória e a memória de longo prazo, mas deixou as respostas de memória um pouco mais lentas. A lavanda piorou a memória de trabalho e deixou as respostas mais lentas. Depois dos testes, quem estava no alecrim se sentia mais alerta do que os outros dois grupos[2]. Cada aroma teve um perfil próprio. Para entender a lavanda, veja óleo essencial de lavanda.

O que encontraram

O resultado principal do estudo de 2012: quanto mais 1,8-cineol no sangue, melhor o desempenho[1].

Moss e Oliver, 2012: cineol no sangue e desempenho

TesteO que aconteceu com mais cineol no sangue
Subtrair de 3 em 3Mais respostas certas e respostas mais rápidas
Subtrair de 7 em 7Respostas mais rápidas; os acertos subiram, mas sem chegar à significância estatística
Atenção com números na telaRespostas mais rápidas, sem mudar o número de acertos
Humor: contentamentoQuem tinha mais cineol relatou menos aumento de contentamento

A melhora apareceu na velocidade e na precisão: as pessoas ficaram mais rápidas sem errar mais[1].

O tamanho do efeito também conta. A relação entre o cineol no sangue e o desempenho foi significativa, mas modesta. É um efeito real, mas pequeno.

Agora, a figura. Ela não é do estudo de 2012, mas de um estudo posterior do mesmo grupo, feito com crianças de 9 a 11 anos numa sala silenciosa da escola[3]. Vinte crianças fizeram jogos de memória com aroma de alecrim no ambiente, e vinte fizeram sem aroma. O gráfico mostra um dos jogos:

Gráfico do estudo com crianças: média de acertos na tarefa de contagem com aroma de alecrim e sem aroma
Crianças de 9 a 11 anos com aroma de alecrim no ambiente acertaram, em média, mais contagens do que as crianças sem aroma. Fonte: Moss M, Earl V, Moss L, Heffernan T. Adv Chem Eng Sci. 2017;7(4):450-63. doi:10.4236/aces.2017.74032. Licença CC BY 4.0. Tradução e adaptação do painel.

No grupo do alecrim, as crianças foram melhor em três de cinco tarefas de memória: lembrar palavras na ordem, lembrar a última palavra de frases e guardar contagens de pontos. Em outras duas, lembrar números e lembrar palavras depois de um tempo, a diferença foi pequena e pode ter sido acaso[3]. Os efeitos foram maiores do que os vistos em adultos, mas o estudo foi pequeno[3].

O que isso muda no corpo e no cérebro

O caminho que os autores propõem é este[1]:

  1. Inalação: o 1,8-cineol é uma molécula pequena e volátil. Ela chega ao nariz e aos pulmões com o ar.
  2. Absorção: pela mucosa do nariz e dos pulmões, parte dela passa para o sangue. Isso já tinha sido medido em camundongos[4] e, em 2012, foi medido em pessoas[1].
  3. Cérebro: moléculas como o cineol atravessam com facilidade a barreira que protege o cérebro.
  4. Acetilcolina: ali, a hipótese é que o cineol atue sobre a acetilcolinesterase, a enzima que “desliga” a acetilcolina, um mensageiro químico ligado à atenção e à memória.

De onde vem essa última hipótese? De testes de laboratório. Num estudo em tubo de ensaio, com a enzima de células humanas, o 1,8-cineol e o alfa-pineno, que também estão no alecrim, inibiram a acetilcolinesterase de forma fraca. O óleo testado nesse estudo foi o de sálvia espanhola, que também contém cineol, e o óleo inteiro foi bem mais potente do que cada componente sozinho, o que sugere uma ação em conjunto[5]. Os próprios autores lembram que ainda não se sabe se isso acontece dentro do cérebro de uma pessoa[5]. Alguns medicamentos usados na demência agem justamente inibindo essa enzima, e é por isso que a ideia chama a atenção[1].

Infográfico: o caminho proposto do 1,8-cineol do alecrim, do nariz ao cérebro
O caminho proposto do 1,8-cineol: do aroma ao cérebro.

Esse é o mecanismo proposto: os testes em tubo de ensaio e em animais sugerem esse caminho e precisam ser aprofundados em pessoas. O olfato tem ligação direta com áreas de emoção, memória e alerta, e um aroma pode mudar o alerta por essa via, sem passar pelo sangue[3][13]. Para entender esse caminho do olfato, veja como a aromaterapia age no cérebro e memória olfativa.

O grupo de Moss continuou investigando o alecrim por outras vias. Num estudo com 80 adultos, beber 250 mL de uma água com extrato e hidrolato de alecrim trouxe pequenos efeitos positivos na cognição e mudanças na oxigenação do cérebro durante as tarefas[10]. Em outro, com 48 adultos, uma bebida de alecrim aumentou sinais elétricos do cérebro ligados à atenção[11]. Atenção: eram bebidas preparadas para o estudo, e não óleo essencial ingerido.

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E nas pessoas idosas?

Os estudos com pessoas idosas são poucos e diferentes entre si:

Alecrim e memória em pessoas idosas: o que foi testado

EstudoQuem participouO que aconteceu
Folha de alecrim em pó, em cápsulas[6]28 idosos, média de 75 anosA dose mais baixa melhorou a velocidade da memória; a dose mais alta piorou
Alecrim e limão de manhã, lavanda e laranja à noite[7]28 idosos, 17 com AlzheimerMelhora na orientação pessoal após 28 dias; sem grupo controle separado
Inalação de lavanda, alecrim ou laranja[9]86 pessoas em hemodiáliseLavanda e alecrim reduziram queixas de memória ao longo do tempo, mas sem diferença clara entre os grupos
Revisão Cochrane sobre aromaterapia na demência[8]13 estudos, 708 pessoasSó três estudos olharam a cognição, e não encontraram melhora clara

O estudo das cápsulas traz uma lição preciosa: mais não é melhor. A dose próxima do uso culinário ajudou; a dose oito vezes maior atrapalhou[6]. E foi a folha seca do alecrim, padronizada e dosada para o estudo, e não óleo essencial. A via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Veja óleo essencial pode ser ingerido?.

O estudo japonês com Alzheimer é muito citado, mas é pequeno e não teve um grupo comparação separado[7]. E a revisão Cochrane concluiu que os dados ainda são fracos e inconsistentes, com estudos pequenos e mal relatados[8]. A aromaterapia não cura a demência. Ela pode entrar como cuidado complementar, para conforto, rotina e bem-estar, junto com o tratamento médico. Veja aromaterapia para idosos e olfato e Alzheimer.

O que isso significa na prática (e o que não significa)

O que esses estudos permitem dizer:

O que eles não permitem dizer:

Na prática, para uso pessoal e familiar, o jeito mais parecido com os estudos é o difusor por pouco tempo antes e durante uma tarefa que exige atenção, como estudar, ler ou trabalhar. Use pouco: uma a duas gotas num difusor pequeno, ou difusor intermitente, num ambiente arejado. Veja como usar o óleo essencial no difusor e óleo essencial para memória e foco.

Cuidados

O óleo essencial de alecrim é muito usado, mas pede atenção[14]:

Alecrim: cuidados

SituaçãoO que fazer
Crianças menores de 6 anosÓleos ricos em 1,8-cineol não devem ser usados perto do rosto: podem irritar as vias aéreas[14]
Crianças maioresSó difusor, por pouco tempo e com orientação; nunca ingerir
EpilepsiaAlguns tipos de alecrim têm muita cânfora: evite e converse com o médico[14]
GestaçãoUse apenas com orientação profissional
AsmaAromas fortes podem irritar: só com orientação
PeleNunca puro: sempre diluído em óleo vegetal
Gatos em casaEvite o difusor no ambiente do gato

O tipo de alecrim também importa. Existem alecrins ricos em cineol, em cânfora ou em verbenona, e o rótulo deveria informar isso. Os estudos de memória usaram óleo essencial de alecrim de uso comum, e o cineol foi o componente medido[1]. Veja o que é quimiotipo e a ficha completa do alecrim.

Atenção aos sinais de alerta. Esquecimentos que pioram mês a mês, se perder em lugares conhecidos, dificuldade nova para lidar com dinheiro, remédios ou conversas pedem avaliação com o médico, de preferência neurologista ou geriatra. Confusão súbita, fala enrolada, boca torta ou fraqueza num lado do corpo são emergência: procure atendimento imediato. A aromaterapia é tratamento complementar, não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico. Se a pessoa usa medicação para memória, atenção ou humor, ela só se reduz ou se suspende junto com o médico.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Quando alguém me pede “um óleo para a memória”, primeiro entendo que memória é essa. Muitas vezes, a memória ruim é cansaço, ansiedade, sono picado ou excesso de tarefas. Nesses casos, o alecrim sozinho pode até piorar, porque é um aroma de alerta. Primeiro cuidamos do sono e da ansiedade; depois pensamos em foco.

Quando o objetivo é concentração para estudar ou trabalhar, o alecrim costuma entrar no plano exatamente como nos estudos: por pouco tempo, no ambiente ou num inalador pessoal, ligado a um momento específico do dia. Uso o mesmo aroma sempre na mesma tarefa, para que ele vire uma âncora de concentração. Também pergunto sobre epilepsia, pressão alta, asma, gestação, crianças em casa e os medicamentos em uso. No retorno, vemos juntas se a pessoa sentiu mais clareza, se teve dor de cabeça ou agitação e se o aroma ainda faz sentido.

Com pessoas idosas, o olhar é outro: o aroma entra para dar ritmo ao dia, estimular o olfato e trazer conforto, sempre junto com o médico que acompanha a memória. Leio esses estudos como uma pista séria da ciência, para usar com cuidado e sem promessas. Sempre como tratamento complementar.

Se você quer um plano para a sua concentração ou para a memória de alguém da família, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

Camila Castellan

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Perguntas frequentes

O que é o 1,8-cineol?

É o principal componente do óleo essencial de alecrim e também está no eucalipto. É uma molécula pequena e volátil, que foi medida no sangue depois da inalação do aroma[1].

Alecrim melhora a memória?

Em estudos com adultos e crianças, o aroma de alecrim melhorou o desempenho em algumas tarefas de memória, com efeitos modestos e de curto prazo[2][3].

O que o estudo de Moss e Oliver mostrou?

Em 20 adultos, quem tinha mais 1,8-cineol no sangue depois de inalar alecrim acertou mais contas e respondeu mais rápido. É uma correlação, não prova de causa[1].

Como o alecrim agiria no cérebro?

A hipótese é que o cineol iniba a enzima que degrada a acetilcolina, ligada à memória e à atenção. Isso foi visto em tubo de ensaio, com componentes que também existem no alecrim, e precisa ser confirmado em pessoas[5].

Alecrim ou lavanda para estudar?

No estudo de 2003, o alecrim melhorou a memória e a lavanda deixou as respostas mais lentas[2]. A lavanda é mais útil para acalmar e dormir.

Alecrim ajuda no Alzheimer?

Um estudo pequeno no Japão mostrou melhora na orientação[7], mas a revisão Cochrane não encontrou melhora clara da cognição na demência[8]. Pode ser cuidado complementar, nunca substituto do tratamento.

Criança pode usar alecrim para estudar?

Um estudo com crianças de 9 a 11 anos teve bons resultados com difusor[3]. Menores de 6 anos não devem usar óleos ricos em cineol perto do rosto[14]. Criança nunca ingere óleo essencial.

Quantas gotas de alecrim no difusor?

Os estudos usaram quatro a seis gotas num difusor, numa sala, por poucos minutos[1][3]. Em casa, uma a duas gotas num difusor pequeno e por pouco tempo costumam bastar.

Chá ou cápsula de alecrim funciona para memória?

Bebidas e cápsulas de folha de alecrim foram testadas em estudos com doses controladas[6][10]. Dose alta piorou a memória em idosos[6]. Óleo essencial não deve ser ingerido por conta própria.

Quem não deve usar óleo de alecrim?

Pessoas com epilepsia, gestantes, crianças pequenas e pessoas com asma precisam de orientação. Na pele, sempre diluído[14].

Referências

  1. Moss M, Oliver L. Plasma 1,8-cineole correlates with cognitive performance following exposure to rosemary essential oil aroma. Ther Adv Psychopharmacol. 2012;2(3):103-13. doi:10.1177/2045125312436573
  2. Moss M, Cook J, Wesnes K, Duckett P. Aromas of rosemary and lavender essential oils differentially affect cognition and mood in healthy adults. Int J Neurosci. 2003;113(1):15-38. doi:10.1080/00207450390161903
  3. Moss M, Earl V, Moss L, Heffernan T. Any sense in classroom scents? Aroma of rosemary essential oil significantly improves cognition in young school children. Adv Chem Eng Sci. 2017;7(4):450-63. doi:10.4236/aces.2017.74032
  4. Kovar KA, Gropper B, Friess D, Ammon HP. Blood levels of 1,8-cineole and locomotor activity of mice after inhalation and oral administration of rosemary oil. Planta Med. 1987;53(4):315-8. doi:10.1055/s-2006-962725
  5. Perry NS, Houghton PJ, Theobald A, Jenner P, Perry EK. In-vitro inhibition of human erythrocyte acetylcholinesterase by Salvia lavandulaefolia essential oil and constituent terpenes. J Pharm Pharmacol. 2000;52(7):895-902. doi:10.1211/0022357001774598
  6. Pengelly A, Snow J, Mills SY, Scholey A, Wesnes K, Butler LR. Short-term study on the effects of rosemary on cognitive function in an elderly population. J Med Food. 2012;15(1):10-7. doi:10.1089/jmf.2011.0005
  7. Jimbo D, Kimura Y, Taniguchi M, Inoue M, Urakami K. Effect of aromatherapy on patients with Alzheimer’s disease. Psychogeriatrics. 2009;9(4):173-9. doi:10.1111/j.1479-8301.2009.00299.x
  8. Ball EL, Owen-Booth B, Gray A, Shenkin SD, Hewitt J, McCleery J. Aromatherapy for dementia. Cochrane Database Syst Rev. 2020;8(8):CD003150. doi:10.1002/14651858.CD003150.pub3
  9. Dehghan N, Azizzadeh Forouzi M, Etminan A, Roy C, Dehghan M. The effects of lavender, rosemary and orange essential oils on memory problems and medication adherence among patients undergoing hemodialysis: A parallel randomized controlled trial. Explore (NY). 2022;18(5):559-566. doi:10.1016/j.explore.2021.10.004
  10. Moss M, Smith E, Milner M, McCready J. Acute ingestion of rosemary water: Evidence of cognitive and cerebrovascular effects in healthy adults. J Psychopharmacol. 2018;32(12):1319-1329. doi:10.1177/0269881118798339
  11. Riby LM, Edwards S, McDonald H, Moss M. The impact of a rosemary containing drink on event-related potential neural markers of sustained attention. PLoS One. 2023;18(6):e0286113. doi:10.1371/journal.pone.0286113
  12. Köteles F, Babulka P. Role of expectations and pleasantness of essential oils in their acute effects. Acta Physiol Hung. 2014;101(3):329-40. doi:10.1556/APhysiol.101.2014.3.8
  13. Herz RS. Aromatherapy facts and fictions: a scientific analysis of olfactory effects on mood, physiology and behavior. Int J Neurosci. 2009;119(2):263-90. doi:10.1080/00207450802333953
  14. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.