Expectativa e placebo nos aromas: o que os estudos mostram sobre o efeito da aromaterapia - Camila Castellan

A expectativa muda a resposta do corpo a um aroma. Num estudo com 90 mulheres, o simples aviso de que um aroma era “relaxante” ou “estimulante” mudou a frequência cardíaca e o suor da pele na direção anunciada[1]. Em outro, o que as participantes esperavam explicou a resposta fisiológica melhor do que o próprio óleo de lavanda[2]. Mas a expectativa não explica tudo: o aroma de limão melhorou o humor mesmo em quem não sabia o que estava inalando[4], e camundongos, que não têm expectativa nenhuma, também respondem a aromas[12]. Para a aromaterapia, a conclusão é equilibrada: a expectativa não “anula” o efeito do aroma, ela faz parte do cuidado. Por isso o aroma precisa agradar e ser bem explicado.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 15 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

A perguntaQuanto do efeito de um aroma vem do óleo e quanto vem do que a pessoa espera?
O estudo-chaveDizer que o aroma era relaxante ou estimulante mudou o coração e a pele.
A surpresaEm outro estudo, a expectativa pesou mais do que a lavanda na resposta do corpo.
O outro ladoO limão melhorou o humor mesmo sem a pessoa saber o que inalava.
Placebo abertoMesmo sabendo que tomavam placebo, pacientes relataram melhora.
Na práticaExpectativa faz parte do cuidado: o aroma precisa agradar e ser bem explicado.

Neste artigo da série Por dentro do estudo, você vai entender qual era a pergunta dos cientistas, como os estudos sobre expectativa e aroma foram feitos, o que o famoso estudo do placebo aberto mostrou, o que acontece no cérebro quando esperamos algo de um aroma e o que isso muda, e não muda, para quem usa aromaterapia.

A pergunta dos cientistas

Você provavelmente já ouviu alguém dizer: “aromaterapia funciona porque a pessoa acredita”. Na ciência, essa frase vira uma pergunta séria, que dá para testar: quanto do efeito de um aroma vem das moléculas do óleo, e quanto vem do que a pessoa espera sentir?

Toda a saúde tem essa pergunta. Remédios e terapias também têm uma parte do efeito que vem do contexto: confiança, explicação e ritual. A neurociência chama isso de efeito placebo, e hoje se sabe que ele envolve aprendizado, expectativa e relação social, com participação de sistemas cerebrais reais, como os opioides naturais e a dopamina[7].

Com aromas, a pergunta é ainda mais interessante, porque quase todo mundo já tem uma ideia pronta: “lavanda acalma”, “alecrim desperta”. Em 2009, a pesquisadora Rachel Herz, da Universidade Brown, revisou os estudos sobre aromas, humor, corpo e comportamento. Ela concluiu que existe evidência confiável de que os aromas mudam o humor e a fisiologia, e que boa parte desses efeitos é mais bem explicada por mecanismos psicológicos, como expectativa, experiência e cultura, do que só por ação farmacológica[3].

Este post disseca uma linha de estudos, e não um único artigo. Para a visão geral de como os estudos de aromaterapia são avaliados, veja aromaterapia tem base científica?.

Como os estudos foram feitos

Para separar o aroma da expectativa, os cientistas usaram uma ideia simples: mudar o que a pessoa ouve sobre o aroma, sem mudar o aroma, ou mudar o aroma, sem mudar o que ela ouve.

1. O estudo de Campenni (2004). A psicóloga Estelle Campenni e colegas, nos Estados Unidos, colocaram 90 universitárias em uma sala com aroma de lavanda, de neroli ou um placebo sem aroma de óleo essencial. Ao mesmo tempo, cada participante recebia uma sugestão: que o aroma era relaxante, que era estimulante ou nenhuma informação. Os pesquisadores mediram a frequência cardíaca, a condutância da pele (um sinal do suor ligado à ativação do sistema nervoso) e o humor por questionário[1].

2. O estudo de Howard e Hughes (2008). Na Irlanda, 96 jovens mulheres fizeram uma tarefa mental estressante e depois tiveram dez minutos para relaxar, com aroma de lavanda, com um aroma placebo ou sem aroma. Quem recebia um aroma também recebia uma instrução sobre o que esperar dele. O estudo foi duplo-cego e mediu a condutância da pele minuto a minuto, além da ansiedade relatada[2].

3. O estudo de Kiecolt-Glaser (2008). Na Universidade Estadual de Ohio, 56 adultos saudáveis inalaram lavanda, limão ou água, em três visitas diferentes, antes e depois de um estresse físico (mão na água gelada). Metade não recebia nenhuma informação sobre os aromas; a outra metade era avisada de qual aroma iria inalar e de quais mudanças esperar. Os pesquisadores mediram humor, hormônios do estresse, pressão, frequência cardíaca, dor e respostas do sistema imune[4].

Os estudos que separaram aroma e expectativa

EstudoQuem participouO que mudaramO que encontraram
Campenni, 2004[1]90 universitáriasAroma (lavanda, neroli ou placebo) e sugestão (relaxante, estimulante ou nenhuma)A sugestão mudou coração e pele na direção anunciada
Howard e Hughes, 2008[2]96 jovens mulheresAroma (lavanda, placebo ou nenhum) e instrução sobre o efeitoA lavanda não mudou a pele; a instrução mudou
Kiecolt-Glaser, 2008[4]56 adultosAroma (lavanda, limão ou água) e informação (sim ou não)O limão melhorou o humor com ou sem informação
Kaptchuk, 2010[5]80 pessoas com síndrome do intestino irritávelPílula de placebo dita como placebo, ou nenhum tratamentoMais melhora global com o placebo aberto

São estudos pequenos, em laboratório ou num único centro. Mas, juntos, mostram as duas faces da pergunta.

O que encontraram

A expectativa muda o corpo. No estudo de Campenni, as medidas fisiológicas seguiram a sugestão: quando o aroma era apresentado como relaxante, a frequência cardíaca e a condutância da pele caíam; quando era apresentado como estimulante, subiam, nas mesmas condições[1]. Os autores concluíram que a expectativa tem um papel importante nas mudanças de humor provocadas por aromas[1].

Às vezes, ela pesa mais do que o óleo. No estudo de Howard e Hughes, a lavanda não mudou a condutância da pele durante o relaxamento, mas a instrução mudou. E o resultado veio numa direção curiosa: quem esperava que o aroma atrapalhasse relaxou mais, e quem esperava que ajudasse relaxou menos. O efeito não apareceu na ansiedade relatada, e não dependeu do que as participantes achavam da aromaterapia[2]. Os autores concluíram que parte dos efeitos atribuídos à lavanda pode ter vindo da expectativa, e que essa expectativa é muito fácil de mudar[2].

Mas o aroma também age sozinho. No estudo de Kiecolt-Glaser, o limão melhorou o humor de forma consistente, comparado com a água e com a lavanda, tanto em quem foi avisado quanto em quem não sabia o que estava inalando[4]. Depois do estresse, a noradrenalina ficou mais alta com o limão. Já a lavanda, nesse estudo, não se diferenciou da água na maioria das medidas, e nenhum aroma mudou o cortisol, a pressão ou a dor[4].

E o placebo aberto? O estudo que mais chamou atenção sobre expectativa não foi com aromas. Em 2010, Ted Kaptchuk e colegas, da Universidade Harvard, deram a pessoas com síndrome do intestino irritável uma pílula de placebo, explicando com todas as letras que era um placebo, feito de substância inerte, como pílulas de açúcar. O outro grupo não recebeu tratamento, com o mesmo atendimento. Em três semanas, quem tomou o placebo aberto teve mais melhora global, menos intensidade dos sintomas e mais relatos de alívio adequado[5]. A figura abaixo, do artigo original, mostra esses resultados.

Gráficos do estudo de Kaptchuk e colaboradores (2010): pessoas com síndrome do intestino irritável que tomaram placebo aberto tiveram mais melhora global, menos sintomas, mais alívio e tendência de melhor qualidade de vida do que o grupo sem tratamento
Figura 2 de Kaptchuk et al., PLoS One, 2010 (domínio público, CC0): mesmo sabendo que era placebo, os pacientes melhoraram mais do que sem tratamento.

Uma meta-análise de 2021 reuniu 11 ensaios de placebo aberto, em condições como dor nas costas, cansaço ligado ao câncer, depressão, rinite alérgica e intestino irritável. Os autores encontraram um efeito significativo, com risco de viés moderado, e escreveram que essa área de pesquisa ainda está na infância[6].

O que isso muda no corpo e no cérebro

Expectativa não é “imaginação”: ela muda a forma como o cérebro processa o que chega pelos sentidos.

O nome muda o aroma. Rachel Herz deu aos mesmos voluntários o mesmo aroma em duas sessões, com uma semana de intervalo, uma vez com um nome positivo e outra com um nome negativo. A percepção mudou com o rótulo, e em alguns casos se inverteu: o mesmo aroma foi agradável numa sessão e desagradável na outra. Os autores chamaram isso de ilusão olfativa[8].

O cérebro acompanha o rótulo. Num estudo de ressonância magnética em Oxford, o mesmo odor foi apresentado com a legenda “queijo cheddar” ou “odor corporal”. Com o nome de odor corporal, as pessoas o acharam mais desagradável. E o córtex orbitofrontal e o cíngulo anterior, áreas que avaliam o quanto algo é agradável, ativaram mais com o nome de queijo. Até o ar limpo, com a legenda de queijo, ativou mais essas áreas[9].

O aroma aprende. Além da expectativa, existe o condicionamento, o mesmo aprendizado descrito por Pavlov. Crianças de 5 anos que passaram por uma tarefa frustrante numa sala perfumada foram pior num teste seguinte quando o mesmo aroma estava no ar, mas não com outro aroma ou sem aroma[10]. Ou seja, um aroma ligado a uma emoção passa a trazer essa emoção de volta. Pesquisas sobre a resposta imune aprendida mostram que um sabor, um odor ou um ambiente associados a um remédio podem, depois, reativar parte do efeito desse remédio. Os pesquisadores tratam isso como um “placebo aprendido”[11]. Veja mais em memória olfativa e em como a aromaterapia age no cérebro.

Infográfico: as partes do efeito de um aroma, das moléculas detectadas pelo nariz à expectativa e às memórias associadas
As partes do efeito de um aroma: molécula, expectativa e memória.

E a biologia do aroma continua lá. Em camundongos, que não sabem o que é aromaterapia, o linalol inalado, componente da lavanda, reduziu a ansiedade, e o efeito sumiu quando os animais estavam sem olfato[12]. Em pessoas, o linalol em concentração bem baixa, quase imperceptível, diminuiu a frequência cardíaca e aumentou a atividade do lado calmante do sistema nervoso[13]. Esses estudos sugerem que existe um efeito do aroma que não depende só da crença, e mais estudos são necessários para medir o tamanho de cada parte em pessoas.

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O que isso significa na prática (e o que não significa)

Por que é tão difícil fazer ensaio com aroma. Com remédio, dá para fazer uma pílula placebo idêntica. Com aroma, não: quem inala lavanda sabe que inalou alguma coisa. Por isso os ensaios usam estratégias como aroma placebo (um aroma neutro, água ou óleo vegetal sem óleo essencial), avaliadores que não sabem o grupo do paciente, medidas objetivas como frequência cardíaca e hormônios, e perguntas sobre o que a pessoa esperava antes do estudo[2][3]. Mesmo assim, o cegamento perfeito é quase impossível. Uma meta-análise sobre lavanda e ansiedade encontrou redução da ansiedade com a inalação, mas apontou que a maioria dos estudos tinha alto risco de viés[14].

O que os estudos sugerem. Que o efeito de um aroma tem pelo menos três partes: as moléculas que o nariz detecta[12][13], a expectativa sobre o aroma[1][2] e as memórias e associações que a pessoa já tem com ele[10][11]. Elas se somam, e às vezes competem. Isso também ajuda a entender por que o mesmo óleo essencial pode acalmar uma pessoa e agitar outra.

O que NÃO significa:

Quanto tempo leva? A expectativa age desde a primeira inalação; o condicionamento se forma com a repetição. Veja em quanto tempo o óleo essencial faz efeito.

Cuidados

Entender a expectativa não muda as regras de segurança.

Expectativa e segurança: o que fazer

SituaçãoO que fazer
Aroma que a pessoa não gostaTrocar. Aroma desagradável tende a trazer resposta pior[8][9]
Aroma ligado a uma lembrança ruimEvitar; o aroma pode trazer de volta aquela emoção[10]
“Se é natural, quanto mais, melhor”Mito. Use poucas gotas, em ambiente ventilado e por períodos
PeleSempre diluído em óleo vegetal, com teste numa área pequena
CriançasSó com orientação; recém-nascido não usa óleo essencial e criança nunca ingere óleo
Gestação, asma ou alergiasSó com orientação profissional
Quem usa remédioMedicação só se reduz ou se suspende junto com o médico

Sobre a via oral: a via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria.

Para escolher um aroma com qualidade, veja como escolher óleo essencial. Se a pessoa é muito sensível a aromas, veja sensibilidade a cheiros.

Quando procurar ajuda. Ansiedade, tristeza ou insônia que atrapalham o trabalho, as relações ou o sono por semanas pedem avaliação médica e psicológica. Se surgirem pensamentos de morte ou de se machucar, procure ajuda imediatamente: ligue para o CVV no 188 (ligação gratuita, 24 horas) ou vá a um serviço de emergência.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Quando alguém me pergunta se aromaterapia é “só psicológico”, eu gosto de mostrar esses estudos. Eles não diminuem a aromaterapia: explicam como ela funciona. Expectativa e memória fazem parte de qualquer cuidado em saúde, e com o olfato pesam ainda mais.

Na prática, isso muda três coisas no meu atendimento. A primeira é que a pessoa sempre participa da escolha: eu levo algumas opções que fazem sentido para o quadro, ela sente cada aroma, e só seguimos com os que ela gosta. Se um aroma lembra algo ruim, ele sai do plano, mesmo que seja o mais estudado. A segunda é que eu explico o que esperar, sem prometer milagre: o que o aroma pode ajudar, em quanto tempo e o que ele não faz. A terceira é o ritual: usar o mesmo aroma, no mesmo momento, junto com a respiração lenta, para que o cérebro aprenda a associar aquele aroma à calma. Muitas vezes isso é feito com um inalador pessoal.

No retorno, vejo o que mudou e, se o aroma incomodou, trocamos. Se a pessoa usa medicação, nada muda sem o médico. A aromaterapia entra como tratamento complementar, junto com o acompanhamento médico e psicológico. Para conhecer os óleos mais estudados para ansiedade, veja óleo essencial para ansiedade.

Se você quer um plano de aromaterapia pensado para você, com aromas que você gosta e bem explicados, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

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Perguntas frequentes

Aromaterapia é só efeito placebo?

Não. A expectativa influencia a resposta[1][2], mas há efeitos que aparecem sem ela, como o do limão no humor[4] e os estudos em animais[12].

O que mostrou o estudo de Campenni?

Que dizer que um aroma era relaxante ou estimulante mudou a frequência cardíaca e o suor da pele na direção anunciada, em 90 universitárias[1].

O que mostrou o estudo de Howard e Hughes?

Que, durante o relaxamento após um estresse, a instrução recebida mudou a resposta da pele, e a lavanda não[2]. Os autores concluíram que a expectativa é fácil de mudar.

O que é placebo aberto?

É um placebo dado sem enganar: a pessoa sabe que é placebo. No estudo com intestino irritável, mesmo assim houve mais melhora do que sem tratamento[5].

O placebo aberto funciona em outras condições?

Uma meta-análise de 11 ensaios encontrou efeito significativo em várias condições, mas a pesquisa ainda é recente[6].

Por que o nome do aroma muda o que sentimos?

Porque o cérebro usa o rótulo para avaliar o aroma. O mesmo odor ativou mais as áreas de prazer com o nome “queijo” do que com “odor corporal”[9].

Um aroma pode ficar ligado a uma emoção?

Pode. Crianças foram pior num teste quando estava no ar o mesmo aroma de uma experiência frustrante anterior[10].

Como os ensaios de aromaterapia controlam a expectativa?

Com aroma placebo, avaliadores cegos, medidas objetivas e perguntas sobre a expectativa[2][3]. Mesmo assim, o cegamento perfeito é quase impossível[14].

Se eu não acreditar, a aromaterapia funciona?

Parte do efeito parece não depender da crença[4][12][13]. Mas um aroma de que você gosta e bem explicado tende a trazer uma resposta melhor.

Posso trocar meu remédio por aromaterapia?

Não. A aromaterapia é um tratamento complementar e não substitui o tratamento médico. Medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico.

Referências

  1. Campenni CE, Crawley EJ, Meier ME. Role of suggestion in odor-induced mood change. Psychol Rep. 2004;94(3 Pt 2):1127-36. doi:10.2466/pr0.94.3c.1127-1136
  2. Howard S, Hughes BM. Expectancies, not aroma, explain impact of lavender aromatherapy on psychophysiological indices of relaxation in young healthy women. Br J Health Psychol. 2008;13(Pt 4):603-17. doi:10.1348/135910707X238734
  3. Herz RS. Aromatherapy facts and fictions: a scientific analysis of olfactory effects on mood, physiology and behavior. Int J Neurosci. 2009;119(2):263-90. doi:10.1080/00207450802333953
  4. Kiecolt-Glaser JK, Graham JE, Malarkey WB, Porter K, Lemeshow S, Glaser R. Olfactory influences on mood and autonomic, endocrine, and immune function. Psychoneuroendocrinology. 2008;33(3):328-39. doi:10.1016/j.psyneuen.2007.11.015
  5. Kaptchuk TJ, Friedlander E, Kelley JM, et al. Placebos without deception: a randomized controlled trial in irritable bowel syndrome. PLoS One. 2010;5(12):e15591. doi:10.1371/journal.pone.0015591
  6. von Wernsdorff M, Loef M, Tuschen-Caffier B, Schmidt S. Effects of open-label placebos in clinical trials: a systematic review and meta-analysis. Sci Rep. 2021;11(1):3855. doi:10.1038/s41598-021-83148-6
  7. Wager TD, Atlas LY. The neuroscience of placebo effects: connecting context, learning and health. Nat Rev Neurosci. 2015;16(7):403-18. doi:10.1038/nrn3976
  8. Herz RS, von Clef J. The influence of verbal labeling on the perception of odors: evidence for olfactory illusions? Perception. 2001;30(3):381-91. doi:10.1068/p3179
  9. de Araujo IE, Rolls ET, Velazco MI, Margot C, Cayeux I. Cognitive modulation of olfactory processing. Neuron. 2005;46(4):671-9. doi:10.1016/j.neuron.2005.04.021
  10. Epple G, Herz RS. Ambient odors associated to failure influence cognitive performance in children. Dev Psychobiol. 1999;35(2):103-7. Schedlowski M, Pacheco-López G. The learned immune response: Pavlov and beyond. Brain Behav Immun. 2010;24(2):176-85. doi:10.1016/j.bbi.2009.08.007
  11. Harada H, Kashiwadani H, Kanmura Y, Kuwaki T. Linalool odor-induced anxiolytic effects in mice. Front Behav Neurosci. 2018;12:241. doi:10.3389/fnbeh.2018.00241
  12. Kuroda K, Inoue N, Ito Y, et al. Sedative effects of the jasmine tea odor and (R)-(-)-linalool, one of its major odor components, on autonomic nerve activity and mood states. Eur J Appl Physiol. 2005;95(2-3):107-14. doi:10.1007/s00421-005-1402-8
  13. Donelli D, Antonelli M, Bellinazzi C, Gensini GF, Firenzuoli F. Effects of lavender on anxiety: a systematic review and meta-analysis. Phytomedicine. 2019;65:153099. doi:10.1016/j.phymed.2019.153099