Aromaterapia em hospitais: o que os estudos mostram em cirurgias, exames e UTI - Camila Castellan

Sim, a aromaterapia já é usada em hospitais de vários países, principalmente pela enfermagem, para reduzir a ansiedade antes de cirurgias e exames e para melhorar o sono na UTI. Uma meta-análise com 20 ensaios clínicos e 1.717 adultos mostrou que a aromaterapia reduziu a ansiedade antes da cirurgia, e que sessões curtas de inalação, de até 20 minutos, tiveram o melhor resultado[1]. O uso é complementar: o óleo entra junto com o cuidado da equipe, nunca no lugar da anestesia, da medicação ou da orientação médica.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 2 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

Onde é usadaAntes de cirurgias, em exames e procedimentos, na UTI, na odontologia e na oncologia.
O que os estudos mostramMenos ansiedade antes da cirurgia e melhor sono na UTI, em meta-análises de ensaios clínicos.
Óleos mais estudadosLavanda, cítricos (laranja, bergamota, neroli) e rosa.
ComoInalação curta: 1 a 3 gotas em gaze ou inalador pessoal, por 5 a 20 minutos.
Quem aplicaEm geral a enfermagem capacitada, com protocolo e registro.
O cuidadoInalação individual, nada por via oral, e a equipe sempre informada.

Neste artigo você vai ver onde a aromaterapia é usada dentro dos hospitais, o que cada tipo de estudo mostrou, como ela é aplicada na prática, os cuidados de segurança e o que isso significa para quem quer atuar profissionalmente.

Por que a aromaterapia entrou nos hospitais

A ansiedade antes de uma cirurgia é muito comum e não é só desconforto: ela pode atrapalhar o início do procedimento e está ligada a mais complicações depois[1]. Por isso as equipes procuram recursos simples, seguros e de baixo custo para somar ao cuidado de rotina.

A aromaterapia por inalação cumpre esses requisitos. Nos Estados Unidos, sistemas de saúde estruturaram programas em que enfermeiras capacitadas oferecem óleos essenciais aos pacientes internados para dor, náusea, ansiedade e sono, com protocolos, treinamento e registro de cada aplicação[12].

No Brasil, a aromaterapia faz parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS desde 2018[14]. Em 2024, o Conselho Federal de Enfermagem normatizou a atuação da enfermagem nessas práticas, incluindo a aromaterapia, para profissionais capacitados[15]. Veja também aromaterapia no SUS.

Infográfico: onde a aromaterapia já é usada no hospital, antes da cirurgia, em exames, na UTI e na oncologia
Onde a aromaterapia já é usada no hospital, com os estudos de cada área.

Antes da cirurgia: o que dizem as meta-análises

É no período antes da cirurgia que a aromaterapia hospitalar tem mais estudos. As meta-análises reúnem dezenas de ensaios clínicos e chegam a uma direção parecida: menos ansiedade quando o paciente inala um óleo essencial antes do procedimento[1][2].

O que as meta-análises mostraram antes da cirurgia

EstudoQuem participouResultadoObservações
Guo e colegas, 2020[1]20 ensaios clínicos, 1.717 adultosRedução significativa da ansiedade antes da cirurgia, comparada a placebo, cuidado de rotina ou nenhuma intervençãoLavanda, cítricos e rosa foram os mais usados. Sessões de até 20 minutos tiveram efeito maior
Huang e colegas, 2021[2]10 ensaios clínicos, 750 adultosRedução da ansiedade em relação ao grupo controleOs autores recomendam estudos com desenho mais rigoroso para confirmar
Kahveci e Taylan, 2025[16]6 ensaios, 519 mulheres antes de cirurgia de mamaMétodos não farmacológicos reduziram a ansiedade; a aromaterapia teve efeito menor nesse grupoResultado que precisa ser ampliado com mais estudos

Um detalhe prático chama atenção: sessões curtas funcionaram melhor que sessões longas[1]. Isso combina com o que se sabe sobre o olfato, que se adapta ao aroma depois de algum tempo. Mais não é melhor. Explico isso em em quanto tempo o óleo essencial faz efeito.

Em exames e procedimentos

Fora do centro cirúrgico, a aromaterapia também foi testada em momentos de tensão do dia a dia hospitalar: biópsias, cirurgias com anestesia local, punções e tratamentos que causam efeitos colaterais.

Estudos em exames e procedimentos

SituaçãoQuem participouO que foi feitoResultado
Biópsia de mama[6]87 mulheresAdesivo aromático de lavanda e sândalo, comparado com laranja e hortelã e com placeboMenos ansiedade com lavanda e sândalo do que com placebo
Cirurgia de catarata[4]120 pacientesLavanda inalada por 15 minutos antes, comparada com sons da natureza e cuidado de rotinaAnsiedade e dor menores nos dois grupos de intervenção, sem efeitos adversos
Infarto e angina, com nitroglicerina na veia[5]90 pacientes3 gotas de lavanda a 2% em gaze, 15 minutos antes, comparada com paracetamol e cuidado de rotinaDor de cabeça mais leve e mais conforto que o grupo de rotina; o paracetamol preveniu a dor
Punção da veia antes da cirurgia[3]Revisão de 10 estudosVárias estratégias para a ansiedade da punçãoA lavanda foi a única associada a menos ansiedade; resultado promissor, ainda baseado em poucos estudos

O estudo com pacientes cardíacos é um bom exemplo do papel da aromaterapia: a lavanda trouxe conforto e aliviou a dor de cabeça causada pelo medicamento, mas quem preveniu a dor por completo foi o analgésico[5]. Os dois recursos podem caminhar juntos, com a decisão da equipe médica.

Na UTI: sono e conforto

Dormir numa UTI é difícil: luz, ruído, alarmes e procedimentos durante a noite. Duas meta-análises recentes avaliaram recursos não farmacológicos para o sono desses pacientes.

Os autores classificam a certeza das evidências como baixa e pedem mais estudos[10]. Ainda assim, a inalação é simples, não invasiva e fácil de associar a outras medidas, como protetores de ouvido e máscara para os olhos.

Na odontologia, inclusive com crianças

O medo do dentista é um dos cenários mais estudados. Uma meta-análise de 2024 reuniu 61 estudos com 6.113 crianças e adolescentes de 4 a 16 anos e comparou 12 estratégias sem medicamento. A aromaterapia ficou em segundo lugar na redução da ansiedade, atrás apenas da música[8].

Com crianças, o aroma vai no ambiente ou à distância, nunca na boca e nunca puro na pele. A escolha do óleo e da quantidade muda conforme a idade, e recém-nascidos não recebem óleo essencial. Veja óleo essencial para bebê.

Na oncologia

Pessoas em tratamento de câncer convivem com ansiedade, insônia, cansaço e náusea. Uma meta-análise com 26 estudos e 2.912 pacientes mostrou que a aromaterapia melhorou a qualidade do sono e reduziu o cansaço, a ansiedade e a depressão. Também diminuiu a frequência de vômitos em 24 horas. A massagem com óleos teve efeito maior na ansiedade do que a inalação[11].

Na oncologia, a escolha do óleo, da via e da diluição precisa considerar a pele sensível, a radioterapia, a quimioterapia em curso e o olfato alterado, que pode transformar um aroma agradável em enjoo. Por isso, o uso deve ser combinado com a equipe que acompanha o tratamento.

Náusea depois da cirurgia

A náusea depois da anestesia é outro alvo frequente. Uma revisão Cochrane com 16 estudos e 1.036 participantes encontrou que quem recebeu aromaterapia precisou de menos remédios contra náusea do que o grupo placebo, mas o efeito sobre a intensidade da náusea ainda não ficou claro. Os autores consideram que estudos adicionais são necessários[7].

Na prática, a inalação pode ser oferecida como conforto, sem atrasar nem substituir a medicação prescrita.

O nível de evidência em cada situação

Do mais estudado ao mais preliminar

Ansiedade antes da cirurgiaVárias meta-análises de ensaios clínicos com resultado favorável[1][2].
Sono na UTIMeta-análises recentes favoráveis, com certeza ainda baixa[9][10].
Ansiedade no dentista (crianças)Meta-análise em rede com resultado favorável[8].
Sintomas na oncologiaMeta-análise favorável para sono, cansaço, ansiedade e depressão[11].
Exames e procedimentosEnsaios clínicos isolados, promissores[3][4][6].
Náusea pós-operatóriaSinais de menor uso de antieméticos; estudos adicionais são necessários[7].

Lembre que a maior parte desses estudos é pequena e foi feita em poucos países. É um campo em crescimento: os resultados são consistentes o suficiente para justificar o uso complementar e precisam ser ampliados com novos ensaios.

Os óleos mais usados nos estudos

Poucos óleos concentram a maior parte das pesquisas hospitalares. Isso ajuda a equipe a montar um protocolo enxuto, com óleos bem conhecidos e laudo de qualidade de cada lote.

Óleos mais presentes nos estudos hospitalares

ÓleoOnde apareceCuidados
Lavanda (Lavandula angustifolia)Ansiedade antes de cirurgia e exames, sono na UTI, oncologia[1][4][10][11]Pode irritar a pele quando oxidada; usar frasco bem fechado e dentro da validade
Cítricos: laranja, bergamota, neroliAnsiedade antes de cirurgia, sono na UTI[1][10]Bergamota na pele só na versão sem bergapteno (FCF); cítricos na pele e sol podem manchar
Rosa (Rosa damascena)Ansiedade antes de cirurgia, sono na UTI[1][10]Óleo caro e muito adulterado; exigir laudo
Camomila (Matricaria recutita)Sono na UTI, em mistura com lavanda e neroli[10]Cautela em pessoas alérgicas a plantas da mesma família
Hortelã-pimentaSono na UTI e náusea[7][10]Não usar perto do rosto de crianças pequenas; evitar em quem tem asma sem orientação

Mais importante que o nome do óleo é a resposta da pessoa: um aroma que lembra algo ruim pode aumentar a ansiedade em vez de reduzir. Por isso, no hospital e no consultório, o paciente sempre participa da escolha. Para saber se o óleo é de boa qualidade, veja como saber se o óleo essencial é puro.

Como é feito na prática

Infográfico: inalação no hospital em 5 passos
O protocolo de inalação usado nos estudos, em 5 passos.

No hospital, a regra é simples: o aroma é individual, a dose é pequena e o tempo é curto. Os estudos usaram, em geral, de 1 a 3 gotas em gaze ou em inalador pessoal, por 5 a 20 minutos[1][4][5].

Como a aromaterapia costuma ser aplicada no hospital

FormaComoQuando faz sentidoCuidados
Gaze ou algodão1 a 3 gotas, perto do paciente ou presa na roupa, sem tocar a peleAntes de cirurgia, exame ou procedimentoRetirar depois do tempo combinado
Inalador pessoalBastão com o óleo, usado só por aquele pacienteAnsiedade, náusea, momentos de tensãoIndividual, identificado e descartado na alta
Adesivo aromáticoAdesivo com óleo, colado na roupaProcedimentos longos, sonoNunca diretamente na pele lesionada
Massagem com óleo diluídoÓleo essencial diluído em óleo vegetalOncologia, cuidados paliativos, quando liberado pela equipeDiluição baixa, pele íntegra, sem áreas de radioterapia
Difusor no quartoAroma no ambientePouco indicado em quarto compartilhadoAfeta outras pessoas, inclusive a equipe

A via oral não faz parte desse cuidado. Ela é a via mais controversa e de maior risco, só com aromaterapeuta com formação clínica e nunca por conta própria. Antes de uma cirurgia, com jejum e anestesia, ela não tem lugar. Leia óleo essencial pode ser ingerido?.

Segurança no ambiente hospitalar

O hospital reúne pessoas mais sensíveis: alergias, asma, gestantes, bebês, idosos e pacientes com muitos medicamentos. Uma revisão de relatos de casos encontrou que o efeito adverso mais comum da aromaterapia é a dermatite, com lavanda, hortelã-pimenta, melaleuca e ylang-ylang entre os óleos mais envolvidos[13]. Por isso a inalação curta e individual é a forma mais usada.

Checklist de segurança

Pergunte antesAlergias, asma, enxaqueca, gestação, epilepsia e aromas de que a pessoa não gosta.
IndividualGaze ou inalador só daquele paciente. Evite difusor em quarto compartilhado.
Pouco e rápido1 a 3 gotas, por até 20 minutos.
Nada na bocaSem via oral, principalmente antes de cirurgia e em crianças.
Pele protegidaNunca puro na pele; massagem só diluída e liberada pela equipe.
Equipe informadaRegistrar o óleo, a forma, o horário e a resposta do paciente.

Veja mais em quem não pode fazer aromaterapia.

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Mitos e verdades

Mito ou verdade?

“Aromaterapia no hospital serve só para perfumar o ambiente.”Mito. Há meta-análises de ensaios clínicos sobre ansiedade, sono e sintomas em vários cenários[1][9][11].
“O óleo pode substituir o calmante antes da cirurgia.”Mito. A aromaterapia é complementar. A medicação é decisão da equipe médica.
“Quanto mais tempo inalando, melhor.”Mito. Sessões curtas, de até 20 minutos, tiveram melhor resultado[1].
“Lavanda é o óleo mais estudado nesse contexto.”Verdade. Lavanda, cítricos e rosa são os mais usados nos estudos[1].
“Difusor no quarto é a melhor forma.”Mito. No hospital, o aroma individual (gaze ou inalador) evita afetar outros pacientes e a equipe.
“Enfermeiros podem atuar com aromaterapia.”Verdade. O Cofen normatizou a atuação da enfermagem capacitada nas práticas integrativas[15].

Vou passar por uma cirurgia. Posso levar um óleo?

Se você vai passar por uma cirurgia ou um exame e gosta de aromaterapia, converse antes com a equipe. Muitos hospitais têm regras próprias sobre o que pode entrar no centro cirúrgico e no quarto.

Na aromaterapia clínica

Para quem quer atuar com aromaterapia, o hospital mostra como a prática fica quando é levada a sério: protocolo, escolha do óleo pela pessoa e pelo momento, dose pequena, tempo definido, registro e conversa com a equipe. É o mesmo raciocínio que uso nos atendimentos e que ensino às alunas: primeiro entender quem é o paciente, os sintomas, o histórico e os medicamentos, depois escolher o aroma e a forma de uso.

Para enfermeiras, técnicas de enfermagem e outros profissionais de saúde, a aromaterapia é uma ferramenta concreta de cuidado, reconhecida no SUS e pelo conselho de classe[14][15]. Para aromaterapeutas que atendem em consultório, os estudos hospitalares são uma base sólida para orientar pacientes que vão passar por cirurgias e exames, sempre como tratamento complementar, que não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico.

Camila Castellan

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Perguntas frequentes

A aromaterapia é usada em hospitais?

Sim. Em vários países, a enfermagem usa óleos essenciais por inalação para ansiedade, dor, náusea e sono de pacientes internados, com protocolo e registro[12]. No Brasil, a aromaterapia está entre as práticas integrativas do SUS[14].

Aromaterapia ajuda na ansiedade antes da cirurgia?

Os estudos indicam que sim. Uma meta-análise com 20 ensaios clínicos e 1.717 adultos mostrou redução da ansiedade antes da cirurgia, com melhor resultado em sessões curtas de inalação[1].

Qual óleo essencial é mais usado antes de cirurgia?

Lavanda, cítricos como laranja e bergamota, e rosa são os mais estudados[1]. A escolha depende da pessoa, do procedimento e das condições de saúde.

Quantas gotas e por quanto tempo?

Nos estudos, em geral de 1 a 3 gotas em gaze ou inalador pessoal, por 5 a 20 minutos[1][4][5].

Posso usar difusor no quarto do hospital?

Em quarto compartilhado não é recomendado, porque o aroma atinge outros pacientes e a equipe. Prefira inalador pessoal ou gaze, combinando antes com a equipe.

Aromaterapia ajuda a dormir na UTI?

Meta-análises recentes mostram melhora do sono de pacientes graves com aromaterapia inalada, com certeza ainda baixa e necessidade de mais estudos[9][10].

Aromaterapia substitui o calmante ou a anestesia?

Não. Ela é complementar e entra junto com o cuidado da equipe. A medicação e a anestesia são decisões médicas.

Crianças podem usar aromaterapia no dentista ou no hospital?

Os estudos com crianças mostram redução da ansiedade no dentista[8]. O aroma vai no ambiente ou à distância, nunca na boca nem puro na pele, e recém-nascidos não recebem óleo essencial.

Enfermeiro pode aplicar aromaterapia?

Sim. O Cofen normatizou a atuação da enfermagem nas práticas integrativas, incluindo a aromaterapia, para profissionais capacitados[15].

A aromaterapia tem efeitos colaterais no hospital?

Pode ter. O mais comum é a irritação da pele[13]. Por isso se usa inalação curta e individual, perguntando antes sobre alergias, asma e gestação.

Referências

  1. Guo P, Li P, Zhang X, et al. The effectiveness of aromatherapy on preoperative anxiety in adults: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Int J Nurs Stud. 2020;111:103747. doi:10.1016/j.ijnurstu.2020.103747
  2. Huang H, Wang Q, Guan X, et al. Effect of aromatherapy on preoperative anxiety in adult patients: a meta-analysis of randomized controlled trials. Complement Ther Clin Pract. 2021;42:101302. doi:10.1016/j.ctcp.2021.101302
  3. Majumdar JR, Rao DN, Oballe CC, et al. Managing anxiety in adult surgical patients during preoperative peripheral IV insertion: a systematic review of interventions and outcomes. J Perianesth Nurs. 2026;41(5):1413-1421. doi:10.1016/j.jopan.2026.04.004
  4. Pourmohammad R, Nasiri-Formi E, Parvizi A, et al. Comparative effects of lavender aromatherapy and nature sounds on anxiety and pain in cataract surgery patients: a randomized controlled trial. J Integr Complement Med. 2026;32(2):174-181. doi:10.1177/27683605251386221
  5. Ezati-Soleiman R, Karampourian A, Khatiban M, et al. The effect of lavender aromatherapy and acetaminophen as preemptive on comfort and nitroglycerin-induced headache in acute coronary syndrome. ARYA Atheroscler. 2025;21(3):28-37. doi:10.48305/arya.2025.42978.2992
  6. Trambert R, Kowalski MO, Wu B, et al. A randomized controlled trial provides evidence to support aromatherapy to minimize anxiety in women undergoing breast biopsy. Worldviews Evid Based Nurs. 2017;14(5):394-402. doi:10.1111/wvn.12229
  7. Hines S, Steels E, Chang A, Gibbons K. Aromatherapy for treatment of postoperative nausea and vomiting. Cochrane Database Syst Rev. 2018;3:CD007598. doi:10.1002/14651858.CD007598.pub3
  8. Kong X, Song N, Chen L, Li Y. Non-pharmacological interventions for reducing dental anxiety in pediatric dentistry: a network meta-analysis. BMC Oral Health. 2024;24(1):1151. doi:10.1186/s12903-024-04919-x
  9. Matsuura Y, Kita E, Taneda Y, et al. Effects of non-pharmacological interventions on sleep in patients with critical illness: a systematic review and network meta-analysis. Sci Rep. 2026;16(1). doi:10.1038/s41598-026-39187-y
  10. Fang CS, Tu YK, Chou FH, et al. Effect of inhaled aromatherapy on sleep quality in critically ill patients: a systematic review and network meta-analysis. J Clin Nurs. 2025;34(3):1000-1012. doi:10.1111/jocn.17368
  11. Liu Y, Xu M, Tian Q, et al. Effects of aromatherapy on physical and psychological symptoms in cancer patients: a systematic review and meta-analysis. Cancer Nurs. 2026;49(2):E203-E214. doi:10.1097/NCC.0000000000001384
  12. Joswiak D, Kinney ME, Johnson JR, et al. Development of a health system-based nurse-delivered aromatherapy program. J Nurs Adm. 2016;46(4):221-5. doi:10.1097/NNA.0000000000000327
  13. Posadzki P, Alotaibi A, Ernst E. Adverse effects of aromatherapy: a systematic review of case reports and case series. Int J Risk Saf Med. 2012;24(3):147-61. doi:10.3233/JRS-2012-0568
  14. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 702, de 21 de março de 2018. Inclui novas práticas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), entre elas a aromaterapia. in.gov.br
  15. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Resolução Cofen nº 739, de 5 de fevereiro de 2024. Normatiza a atuação da Enfermagem nas Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. cofen.gov.br
  16. Kahveci S, Taylan S. The effect of nonpharmacological methods on preoperative anxiety in breast surgery patients: a meta-analysis. J Perianesth Nurs. 2025;40(2):431-439. doi:10.1016/j.jopan.2024.05.024