Bebê reconhece o cheiro da mãe? Por dentro dos estudos sobre o olfato do recém-nascido - Camila Castellan

Sim. Logo depois do parto, o recém-nascido já usa o olfato para se orientar. Num estudo publicado na revista The Lancet em 1994, uma das mamas de cada mãe foi lavada logo após o parto, e 22 de 30 bebês, colocados entre as duas mamas, escolheram sozinhos a mama não lavada[1]. Esse odor natural vem da pele, do leite e das pequenas glândulas da aréola, e parte dele lembra o líquido amniótico que o bebê conheceu na barriga[3][7][9]. O bebê também aprende, ainda no útero, aromas da comida da mãe, como o anis e a cenoura[10][11]. Em procedimentos que doem, como o furo no calcanhar, o odor do leite materno reduziu sinais de dor em estudos com recém-nascidos[12][14][15]. Tudo isso é sobre o olfato natural do bebê: recém-nascido não usa óleo essencial, nem perto do rosto, nem nos seios da mãe.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 16 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

O estudoUma mama lavada, outra não: 22 de 30 recém-nascidos escolheram a não lavada.
De onde vem o odorDa pele, do leite e das glândulas da aréola, que lembram o líquido amniótico.
Aprendizado na barrigaO bebê aprende aromas da dieta da mãe, como anis e cenoura.
A mãe e mais ninguémPor volta do 6º dia, o bebê já diferencia o odor da própria mãe.
Na dorO odor do leite materno reduziu sinais de dor em procedimentos neonatais.
O que não significaRecém-nascido não usa óleo essencial. O melhor aroma para ele é a mãe.

Neste artigo, da série Por dentro do estudo, você vai entender como esses estudos foram feitos, o que encontraram e por que nada disso é um convite para usar óleo essencial no bebê.

A pergunta dos cientistas

Você aprendeu que o recém-nascido só reconhece a mãe pela voz. Na ciência, o olfato é um dos sentidos mais prontos no nascimento, e o bebê já sabe procurar a mãe pelo nariz.

A primeira pista veio em 1975. O pesquisador britânico Aidan Macfarlane colocou dois paninhos que as mães usavam dentro do sutiã, um de cada lado da cabeça do bebê, e observou para que lado ele virava. Com cinco dias, mais bebês passavam mais tempo virados para o paninho da própria mãe do que para um paninho limpo. Com seis dias, já diferenciavam o paninho da própria mãe do paninho de outra mãe. Com dois dias, essa diferença ainda não aparecia[2].

Duas décadas depois, um grupo da Universidade de Tartu, na Estônia, liderado pela pediatra Heili Varendi, fez uma pergunta mais ousada: logo depois do parto, antes da primeira mamada, o bebê usa o olfato para achar o mamilo? Ou encontra a mama por acaso, pelo calor e pelo toque?

Em muitos mamíferos, os filhotes acham as tetas guiados por sinais químicos da mãe. Se o bebê humano faz algo parecido, lavar a mama com sabonete ou passar cremes perfumados pode atrapalhar sem ninguém perceber[3][7].

Como o estudo foi feito

O estudo principal foi publicado em 1994 na revista The Lancet[1]. O desenho foi simples e elegante:

O mesmo grupo repetiu a ideia de vários jeitos: molhando uma aréola com líquido amniótico[3], testando bebês de 3 a 4 dias[4], gravando o choro de bebês separados da mãe[5] e colocando um paninho com o odor da mama a 17 centímetros do nariz do bebê[6].

Um ponto importante: em nenhum desses estudos os bebês receberam óleo essencial ou perfume. Tudo o que inalaram foi o odor natural da mãe ou do líquido amniótico.

O que encontraram

O resultado de 1994 foi claro: 22 de 30 bebês escolheram a mama que não foi lavada[1]. Os autores concluíram que os recém-nascidos responderam à diferença de odor entre as duas mamas.

Os estudos seguintes completaram o quadro:

Mas de onde vem esse odor tão atraente? Um estudo francês de 2009 olhou para uma estrutura pouco lembrada: as glândulas de Montgomery, aquelas bolinhas na aréola que crescem na gestação. A figura abaixo é desse estudo:

Figura do estudo: glândula de Montgomery na aréola, recém-nascido inalando a secreção por uma pipeta e gráfico das respostas de boca a oito odores
A secreção das glândulas da aréola provocou mais movimentos de boca nos recém-nascidos do que outros sete odores. Fonte: Doucet S, et al. PLoS One. 2009;4(10):e7579, CC BY 4.0.

Bebês de 3 dias inalaram a secreção dessas glândulas, doada por mães que não eram as deles, e mais sete odores de comparação, como água, leite de vaca, fórmula e baunilha. A secreção da aréola foi a que mais aumentou a respiração de “farejar” e os movimentos de boca, como projetar a língua e fazer biquinho, mesmo em bebês que ainda não tinham mamado no peito[9].

Outro estudo mostrou que bebês de 3 a 4 dias preferem o odor de leite humano ao de fórmula, mesmo os alimentados com mamadeira[8]. Veja o resumo:

O olfato do recém-nascido: os estudos

EstudoQuem participouO que aconteceu
Paninhos da mãe[2]Bebês de 2 a 6 diasCom 6 dias, diferenciaram o paninho da própria mãe do de outra mãe
Mama lavada ou não[1]30 recém-nascidos22 escolheram a mama não lavada
Aréola com líquido amniótico[3]30 recém-nascidos23 escolheram a mama com líquido amniótico
Choro longe da mãe[5]47 recém-nascidosCom o odor do líquido amniótico, choraram bem menos
Glândulas da aréola[9]Bebês de 3 diasMais “farejar” e movimentos de boca do que com outros sete odores
Leite humano ou fórmula[8]Bebês de 3 a 4 diasPreferiram o leite humano, mesmo os de mamadeira

O que o bebê aprende ainda na barriga

Se o odor da mama lembra o líquido amniótico, uma pergunta aparece: o bebê aprende odores antes de nascer? Os estudos dizem que sim.

Em 2000, o pesquisador Benoist Schaal acompanhou 24 recém-nascidos. Parte das mães tinha consumido alimentos com anis no fim da gestação, e parte não. Logo após o nascimento e no 4º dia, os bebês das mães que comeram anis mostraram atração pelo aroma de anis. Os outros bebês reagiram ao anis com expressões de rejeição ou com indiferença[10]. Ou seja, a dieta da mãe mudou o “gosto olfativo” do bebê antes mesmo da primeira mamada.

Em 2001, um grupo dos Estados Unidos sorteou gestantes para beber suco de cenoura ou água no fim da gestação ou no começo da amamentação. Na fase da papinha, os bebês expostos à cenoura, pelo líquido amniótico ou pelo leite, fizeram menos caretas com o cereal sabor cenoura[11].

Ou seja, o leite materno não tem um aroma fixo: muda com o que a mãe come. Para entender como os aromas viram lembrança, leia memória olfativa: por que um aroma traz lembranças.

O que isso muda no corpo e no cérebro

O nariz do bebê já funciona antes do nascimento: o líquido amniótico, com os aromas da dieta da mãe, passa pelo nariz do feto[7][11]. Ao nascer, o odor da pele e do leite da mãe tem uma parte em comum com esse líquido, e por isso é tão familiar[7].

Em 2000, pesquisadores italianos e suecos usaram uma técnica com luz infravermelha, que não dói e não usa radiação, para ver o cérebro de 23 recém-nascidos. Quando os bebês inalaram colostro, o primeiro leite da mãe, ou baunilha, a oxigenação aumentou na região orbitofrontal, uma área do cérebro que processa odores. A resposta ao colostro era maior nos bebês mais novinhos[13]. Ou seja, nas primeiras horas e dias, o leite da mãe já “acende” uma área do cérebro ligada ao olfato.

O odor da mãe também mexe com o sistema de estresse. Num estudo japonês com 48 recém-nascidos que fizeram o teste do pezinho, só o odor do leite da própria mãe reduziu o choro e as caretas. O leite de outra mãe e a fórmula não tiveram esse efeito. E o cortisol na saliva, um marcador de estresse, subiu nos bebês do grupo controle, mas não nos que inalaram o leite da própria mãe[12].

Porter e Winberg resumem assim: mamando, o bebê aprende rápido a “assinatura olfativa” da própria mãe e passa a reconhecê-la só por esse odor, o que pode ser uma peça importante do vínculo[7]. Para entender o caminho do aroma até o cérebro, veja como a aromaterapia age no cérebro.

Consulta de aromaterapia online
Quer um plano de aromaterapia para você ou para alguém da família?
Avaliação individual, com retornos para ajustar, sempre junto com o médico.

Ver como funciona a consulta

O odor do leite materno na dor do bebê

Bebês em UTI neonatal passam por muitos procedimentos que doem, como furo no calcanhar e coleta de sangue. O odor do leite materno é uma das medidas sem remédio testadas para aliviar essa dor.

Duas revisões com meta-análise, de 2025, juntaram esses ensaios:

Odor do leite materno em procedimentos dolorosos

RevisãoQuemO que encontrou
Bertol e colaboradores, 2025[14]8 ensaios, 451 prematurosMenos dor, frequência cardíaca cerca de 9 batimentos mais baixa e oxigenação um pouco maior
Laleh e colaboradores, 2025[15]7 estudos, 478 recém-nascidosMenos dor e melhor oxigenação; certeza da evidência baixa a muito baixa

Os resultados vão na mesma direção, mas os estudos são pequenos e muito diferentes entre si, e os autores pedem estudos maiores para confirmar[14][15].

Nos estudos, a equipe coloca um pouco do leite da própria mãe num algodão perto do nariz do bebê, seguindo um protocolo. Não é óleo essencial e não é algo para improvisar sem combinar com a equipe.

O que isso significa na prática (e o que não significa)

O que os estudos sustentam: o odor natural da mãe é um sinal poderoso para o recém-nascido. Ele ajuda o bebê a achar a mama, pode acalmar e faz parte do começo do vínculo[1][5][7].

O que os estudos não sustentam:

Na prática, o que a família pode fazer é simples e não custa nada:

  1. Contato pele a pele logo após o parto, quando for possível, com o bebê no peito da mãe.
  2. Evitar perfumes, cremes perfumados e óleos nos seios, especialmente nos primeiros dias, para não mascarar o odor natural que guia o bebê[3].
  3. Nada de óleo essencial no bebê: nem na pele, nem no berço, nem no travesseiro, nem perto do rosto.
  4. Na UTI neonatal, pergunte à equipe sobre o uso do seu leite como conforto nos procedimentos.
Infográfico: o que a família pode fazer para respeitar o olfato natural do recém-nascido
O olfato do recém-nascido: o que a família pode fazer, e o que evitar.

Se o bebê chora muito ou tem cólica, leia óleo essencial para cólica do bebê, onde explico o que pode e o que não pode em cada idade.

Cuidados

Recém-nascido e aromas: cuidados

SituaçãoO que fazer
Óleo essencial no bebê recém-nascidoNão usar: nem na pele, nem inalado, nem no berço
Óleo, perfume ou creme perfumado nos seiosEvitar: podem mascarar o odor natural e chegar à boca do bebê[3]
Difusor no quarto do recém-nascidoNão usar
Mãe que usa aromaterapia para siLonge do bebê, em outro ambiente, e nunca na região dos seios
Leite materno na dorSó com a equipe de saúde, seguindo o protocolo do serviço[14]
Pele do recém-nascidoÉ mais fina e absorve mais: óleo essencial não é para ela[16]

A pele do recém-nascido é mais fina e o fígado ainda está amadurecendo, por isso os manuais de segurança pedem cautela redobrada nessa fase[16]. A regra que sigo e ensino é direta: recém-nascido não usa óleo. Criança nunca ingere óleo. A via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Para saber a partir de quando e como os óleos podem entrar na rotina da família, leia óleo essencial para bebê: o que pode e o que não pode.

Quando procurar ajuda logo: se o recém-nascido tem febre, mama mal ou não mama, fica muito molinho, respira com esforço, tem a pele amarelada que piora ou chora de um jeito que não passa, procure o pediatra ou o pronto atendimento. E cuide também da mãe: se a tristeza for profunda, durar muitos dias ou vier com ideias de morte, procure o médico ou um serviço de saúde. O CVV atende pelo telefone 188, 24 horas.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Gosto muito desses estudos porque mostram o olfato no seu estado mais puro: antes de qualquer frasco, existe o aroma da mãe.

Quando uma gestante ou uma mãe me procura, eu deixo isso claro logo no começo: o recém-nascido não usa óleo. O que eu posso fazer é cuidar dela. No pós-parto, muitas mães estão exaustas, ansiosas e dormindo pouco, e a aromaterapia pode entrar como tratamento complementar para a mãe, em outro ambiente, longe do bebê e nunca na região dos seios. Ela não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico, e se a mãe usa algum medicamento, ele só se reduz ou se suspende junto com o médico.

Também pergunto sobre perfumes e cremes da casa, porque menos é mais nessa fase. Para quem está grávida, recomendo ler óleo essencial na gestação antes de usar qualquer óleo. Em mais de 10 anos de atendimento clínico, aprendi que respeitar o tempo de cada fase é a parte mais importante do plano.

Se você quer um plano de aromaterapia para você na gestação ou no pós-parto, com uso pessoal e familiar seguro e o bebê protegido, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

Camila Castellan

Consulta de aromaterapia online
Um plano de aromaterapia feito para você
  • ✓Avaliação individual: sono, rotina, emoções, medicamentos e exames que você já tem
  • ✓Plano por escrito: quais óleos, por qual via, em que diluição e em que horários
  • ✓Acompanhamento em fases, com retornos para ajustar
  • ✓Segurança para quem usa medicamentos, sempre junto com o seu médico
Online para todo o Brasil+10 anos de atendimento clínicoBiomédica e neurocientistaFoco em saúde mental
Agendar minha consultaComo funciona a consulta →
Atendimento com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe. Tratamento complementar: não substitui o tratamento médico. Quer aprender a usar os óleos sozinha? Conheça o curso Aromaterapia Segura. É aromaterapeuta? Conheça a Mentoria ATP.

Perguntas frequentes

O recém-nascido reconhece a mãe pelo odor?

Sim. Logo após o parto, ele já é atraído pelo odor da mama, e por volta do 6º dia diferencia o odor da própria mãe do de outra mãe[1][2].

Como o bebê acha o peito logo depois do parto?

Em parte, pelo olfato. Num estudo, 22 de 30 bebês escolheram sozinhos a mama que não foi lavada[1].

O bebê sente aromas dentro da barriga?

Sim. O líquido amniótico carrega aromas da dieta da mãe, e os bebês expostos ao anis na gestação reagiram melhor a esse aroma ao nascer[10].

O que a mãe come muda o leite?

Sim. O leite carrega aromas da comida da mãe, e bebês expostos à cenoura pelo leite aceitaram melhor o cereal com cenoura depois[11].

O odor do leite materno acalma o bebê na dor?

Nos estudos, reduziu sinais de dor em procedimentos como o furo no calcanhar, mas a certeza da evidência ainda é baixa[14][15].

Posso colocar óleo essencial no berço do recém-nascido?

Não. Recém-nascido não usa óleo essencial, nem na pele, nem inalado, nem no berço ou no travesseiro.

Posso passar óleo ou perfume nos seios?

Não é recomendado. Além de chegar à boca do bebê, pode mascarar o odor natural que ajuda o bebê a achar o peito[3].

Precisa lavar a mama antes de cada mamada?

O banho do dia a dia é suficiente. Os estudos sugerem evitar produtos que eliminem ou mascarem o odor natural da mama no começo[3].

Bebê de mamadeira também reconhece a mãe?

O vínculo vai muito além do olfato. Nos estudos, bebês de mamadeira também mostraram atração pelo odor de leite humano[8], e o contato pele a pele ajuda todos os bebês.

A mãe pode usar aromaterapia no pós-parto?

Pode, como tratamento complementar e com orientação, longe do bebê e nunca nos seios.

Referências

  1. Varendi H, Porter RH, Winberg J. Does the newborn baby find the nipple by smell? Lancet. 1994;344(8928):989-90. doi:10.1016/s0140-6736(94)91645-4
  2. Macfarlane A. Olfaction in the development of social preferences in the human neonate. Ciba Found Symp. 1975;(33):103-17. doi:10.1002/9780470720158.ch7
  3. Varendi H, Porter RH, Winberg J. Attractiveness of amniotic fluid odor: evidence of prenatal olfactory learning? Acta Paediatr. 1996;85(10):1223-7. doi:10.1111/j.1651-2227.1996.tb18233.x
  4. Varendi H, Porter RH, Winberg J. Natural odour preferences of newborn infants change over time. Acta Paediatr. 1997;86(9):985-90. doi:10.1111/j.1651-2227.1997.tb15184.x
  5. Varendi H, Christensson K, Porter RH, Winberg J. Soothing effect of amniotic fluid smell in newborn infants. Early Hum Dev. 1998;51(1):47-55. doi:10.1016/s0378-3782(97)00082-0
  6. Varendi H, Porter RH. Breast odour as the only maternal stimulus elicits crawling towards the odour source. Acta Paediatr. 2001;90(4):372-5. PMID: 11332925
  7. Porter RH, Winberg J. Unique salience of maternal breast odors for newborn infants. Neurosci Biobehav Rev. 1999;23(3):439-49. doi:10.1016/s0149-7634(98)00044-x
  8. Marlier L, Schaal B. Human newborns prefer human milk: conspecific milk odor is attractive without postnatal exposure. Child Dev. 2005;76(1):155-68. doi:10.1111/j.1467-8624.2005.00836.x
  9. Doucet S, Soussignan R, Sagot P, Schaal B. The secretion of areolar (Montgomery’s) glands from lactating women elicits selective, unconditional responses in neonates. PLoS One. 2009;4(10):e7579. doi:10.1371/journal.pone.0007579
  10. Schaal B, Marlier L, Soussignan R. Human foetuses learn odours from their pregnant mother’s diet. Chem Senses. 2000;25(6):729-37. doi:10.1093/chemse/25.6.729
  11. Mennella JA, Jagnow CP, Beauchamp GK. Prenatal and postnatal flavor learning by human infants. Pediatrics. 2001;107(6):E88. doi:10.1542/peds.107.6.e88
  12. Nishitani S, Miyamura T, Tagawa M, et al. The calming effect of a maternal breast milk odor on the human newborn infant. Neurosci Res. 2009;63(1):66-71. doi:10.1016/j.neures.2008.10.007
  13. Bartocci M, Winberg J, Ruggiero C, Bergqvist LL, Serra G, Lagercrantz H. Activation of olfactory cortex in newborn infants after odor stimulation: a functional near-infrared spectroscopy study. Pediatr Res. 2000;48(1):18-23. doi:10.1203/00006450-200007000-00006
  14. Bertol AB, Vijendra B, Aquino Gil de Freitas PH, et al. The analgesic effects of human milk odor in preterm neonates: a systematic review and meta-analysis. J Perinatol. 2026;46(4):519-25. doi:10.1038/s41372-025-02432-9
  15. Laleh SS, İnal S, Maghalian M, Mirghafourvand M. The effect of breast milk odor on infant pain and stress levels: a systematic review and meta-analysis. BMC Pediatr. 2025;25(1):145. doi:10.1186/s12887-025-05504-z
  16. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.