Óleo essencial de cravo e canela: eugenol, estudos e cuidados com a pele - Camila Castellan

Os óleos essenciais de cravo e de canela são dos mais fortes da aromaterapia. O cravo é rico em eugenol[1]; a canela muda conforme a parte da planta: o óleo da casca é rico em cinamaldeído, e o da folha, em eugenol[2]. O eugenol tem uso antigo na odontologia[5], e um gel de cravo reduziu a dor da picada da agulha na gengiva tanto quanto um anestésico tópico[4]. Estudos em laboratório sugerem ação contra fungos e bactérias[3][7], e precisam ser aprofundados em pessoas. O ponto central desta ficha é a segurança: esses óleos irritam, sensibilizam e podem causar queimadura química na pele[9][10], o eugenol interfere nas plaquetas[8] e a ingestão acidental por crianças já causou intoxicações graves[14][15]. É tratamento complementar e não substitui o tratamento médico.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 13 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

O que sãoÓleos do botão do cravo-da-índia e da casca ou da folha da caneleira.
Casca x folhaCasca: cinamaldeído, muito irritante. Folha: eugenol, como o cravo.
O que os estudos mostramEugenol com uso na odontologia e ação antimicrobiana em laboratório.
O principal cuidadoPele: irritação, alergia e até queimadura química.
RemédiosO eugenol mexe nas plaquetas: atenção com anticoagulantes.
Quem não deve usar sozinhoCrianças, gestantes, pets e quem tem pele sensível.

Nesta ficha: de onde vêm o cravo e a canela, casca x folha, o que os estudos mostram, como usar e por que a canela pode queimar a pele.

De onde vêm o cravo e a canela e qual a sua composição

O cravo-da-índia é o botão floral seco de uma árvore tropical, o Syzygium aromaticum (também chamado de Eugenia caryophyllata), nativa das Ilhas Molucas, na Indonésia. O óleo essencial é obtido por destilação dos botões e também das folhas. O componente principal é o eugenol, usado em remédios, materiais dentários, alimentos e perfumes[1].

A canela vem de árvores do gênero Cinnamomum, da família Lauraceae. As mais conhecidas são a canela-do-ceilão, Cinnamomum zeylanicum (ou C. verum), e a canela-cássia, Cinnamomum cassia, muito comum como especiaria[3]. Da mesma árvore saem óleos da casca, da folha, da raiz, da flor e do fruto, e cada parte tem um perfil próprio, com mais de 80 compostos já identificados[2].

Casca ou folha: a diferença que mais importa

É o ponto que mais confunde. Na canela-do-ceilão, o óleo da casca é dominado pelo cinamaldeído, enquanto o óleo da folha é dominado pelo eugenol[2]. São óleos com aroma, uso e risco diferentes:

Cravo, canela-casca e canela-folha

ÓleoDe onde saiComponente principalPerfil de risco na pele
Cravo (botão)Botões florais do cravo-da-índiaEugenol[1][7]Irritante e sensibilizante; limite dérmico baixo[16]
Canela-cascaCasca do troncoCinamaldeído[2]O mais agressivo: irrita, sensibiliza e pode queimar[9][10]
Canela-folhaFolhas da caneleiraEugenol[2]Parecido com o cravo; também pede diluição baixa[16]
Canela-raizCasca da raizCânfora[2]Pouco usado na aromaterapia

Ao comprar, confira no rótulo o nome científico e a parte da planta (casca, bark; folha, leaf) e peça o laudo de composição. Veja como saber se o óleo essencial é puro e o que é quimiotipo.

Num óleo de cravo comercial analisado em laboratório, o eugenol representava 85,3% da composição[7]. Por isso o cravo e a canela-folha se parecem tanto em ação e em cuidados.

O que os estudos mostram sobre o cravo e a canela

A maior parte da pesquisa é de laboratório; os estudos em pessoas estão concentrados na odontologia. A tabela traz os principais achados:

Cravo e canela: o que foi testado

EstudoQuem participouResultadoNível de evidência
Gel de cravo na gengiva, 2006[4]73 adultos voluntáriosMenos dor na picada da agulha que o placebo, igual ao gel de benzocaína 20%Moderado: randomizado, cego para o participante
Revisão Cochrane, 2022[6]Ensaios com pacientes com alvéolo secoCurativos com eugenol fazem parte do tratamento; as comparações têm certeza muito baixaRevisão sistemática
Eugenol na polpa do dente, 1992[5]Revisão de estudosEm baixa concentração, anti-inflamatório e anestésico; em alta, tóxico para o tecidoRevisão narrativa
Óleo de cravo contra fungos, 2009[7]Fungos em laboratórioInibiu Candida, Aspergillus e fungos de micose, inclusive cepas resistentesPré-clínico
Eugenol e plaquetas, 1993[8]Plaquetas humanas em laboratórioMenos agregação das plaquetasPré-clínico
Revisões sobre a canela[2][3]Estudos de laboratório e em animaisAção antioxidante, antimicrobiana e anti-inflamatóriaPré-clínico

Eugenol na odontologia

O eugenol entra em cimentos, curativos e materiais de uso dentário, e é o motivo de o cravo ter fama de “remédio para dor de dente”[1][5]. Uma revisão clínica explica o lado bom e o lado ruim: em baixas concentrações, o eugenol que chega à polpa do dente tem efeito anti-inflamatório e anestésico; em altas concentrações, ele é tóxico para as células, e a aplicação direta no tecido pode causar dano extenso[5].

No ensaio com 73 voluntários, um gel de cravo na gengiva reduziu a dor da picada da agulha tanto quanto o gel de benzocaína[4]. A revisão Cochrane sobre alvéolo seco, a dor intensa que pode surgir depois de uma extração, inclui curativos com eugenol entre os tratamentos usados no consultório, mas a qualidade das comparações ainda é baixa[6].

Atenção: isso é odontologia, com produto e dose controlados. Pingar óleo puro de cravo no dente em casa pode machucar a mucosa[5].

Infográfico: o que os estudos mostram sobre os óleos essenciais de cravo e de canela, com nível de evidência
Cravo e canela: o que os estudos mostram, do mais forte ao mais fraco.

Ação contra fungos e bactérias

Em laboratório, o óleo de cravo e o eugenol inibiram fungos como Candida, Aspergillus e os que causam micose de pele, inclusive cepas resistentes ao fluconazol, com dano à membrana do fungo[7]. Esses dados sugerem um potencial interessante e precisam ser aprofundados em estudos com pessoas.

Para que o cravo e a canela são mais usados

Na aromaterapia, esses óleos são usados em situações bem específicas, quase sempre em pequena quantidade e em sinergia:

O que não fazer: usar cravo ou canela no lugar do médico ou do dentista para infecção, micose ou dor de dente.

Para uso pessoal e familiar
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Como usar os óleos de cravo e de canela

A regra aqui é ainda mais rígida do que com outros óleos: pouca quantidade, sempre diluído e nunca puro na pele. Para uso pessoal e familiar, em adultos sem contraindicações:

Cravo e canela: como usar por via

ViaComo fazerAtenção
Difusor1 gota de cravo ou de canela-folha junto com 2 a 3 gotas de um cítrico, por 30 a 60 minutosAmbiente ventilado; longe de crianças pequenas e pets
Inalação diretaNão é a melhor escolha: o vapor irrita olhos e narizPrefira o difusor, em pouca quantidade
Pele: cravo e canela-folhaSempre diluídos, abaixo do limite de Tisserand e Young[16]Teste numa área pequena; nunca no rosto ou em mucosas
Pele: canela-cascaEvitar no uso pessoal e familiarLimite dérmico baixíssimo[16]; só com orientação
Via oralNão usar por conta própriaVeja o aviso abaixo

Na pele, Tisserand e Young indicam limites máximos muito baixos: 0,5% para o óleo de botão de cravo e 0,07% para o óleo de casca de canela, por causa do risco de sensibilização[16]. Para a canela-folha, o limite também é baixo, na mesma faixa do cravo. Na prática, 1 gota de cravo em 20 ml de óleo carreador fica abaixo do limite. Já a casca de canela precisaria de uma gota em quase 70 ml; por isso, não a recomendamos na pele em uso doméstico. Veja como diluir óleo essencial e como escolher o óleo carreador.

Sobre a via oral: a via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Tempero é alimento; óleo essencial é muito mais concentrado, e a ingestão de poucos mililitros de óleo de cravo já causou lesão grave no fígado de uma criança[14]. Veja óleo essencial pode ser ingerido?.

Segurança: pele, queimadura, remédios, gestação, crianças e pets

Canela queima a pele?

Sim, pode queimar. O óleo de casca de canela é rico em cinamaldeído, um composto muito irritante[2]. Um centro de queimados nos Estados Unidos publicou o caso de uma queimadura química causada por óleo de canela na pele[9]. Em outro relato, uma mulher de 74 anos teve uma dermatite extensa, com bolhas, nos braços e nas pernas, menos de 24 horas depois de um banho de lama com óleo essencial de canela num spa; nos testes, ela reagiu ao óleo de canela, ao cinamaldeído e ao eugenol[12].

Na pele, a canela pode causar dois problemas diferentes. A irritação aparece logo, com ardor e vermelhidão, e depende da concentração. A sensibilização é uma alergia: a pessoa pode usar várias vezes sem nada e, de repente, passar a reagir a quantidades mínimas. Em clínicas dermatológicas de Helsinque, seis pacientes tinham alergia de contato à canela, e o cinamaldeído foi apontado como o principal alérgeno[10].

O cravo segue a mesma linha, um pouco mais brando. Um fisioterapeuta que usava óleos de massagem desenvolveu dermatite alérgica ocupacional ao eugenol, ao óleo de canela e ao óleo de cravo[11]. Até produtos “naturais” feitos em casa podem dar problema: uma adolescente teve dermatite alérgica depois de usar um esfoliante de açúcar com canela[13].

Na prática:

Se arder, lave com bastante água e sabão neutro, aplique um óleo vegetal para diluir o que ficou e suspenda o uso. Bolhas, dor forte ou lesão que não melhora pedem avaliação médica. Veja alergia a óleo essencial.

Infográfico: cuidados de segurança com os óleos essenciais de cravo e de canela
Cravo e canela com segurança: os cuidados que mais importam.

Anticoagulantes e cirurgias

Num estudo com plaquetas humanas em laboratório, o eugenol reduziu a agregação das plaquetas, o primeiro passo da coagulação[8]. Por isso Tisserand e Young pedem cautela com óleos ricos em eugenol, como o cravo e a canela-folha, em quem usa anticoagulantes ou antiagregantes, tem distúrbio de coagulação ou vai fazer cirurgia[16]. Nesses casos, evite o uso na pele em áreas grandes e qualquer uso oral, e avise o médico. A medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico. Veja óleos essenciais e medicamentos: interações.

Crianças

Este é o risco mais grave. Um menino de 15 meses que ingeriu cerca de 10 ml de óleo de cravo teve insuficiência grave do fígado e precisou de tratamento intensivo com N-acetilcisteína; os autores registraram um aumento de 14 vezes nos acidentes domésticos com produtos de aromaterapia no Reino Unido entre 1994 e 1999[14]. Um bebê de 7 meses que recebeu óleo de cravo por engano teve depressão do sistema nervoso e acidose[15]. Guarde os frascos fora do alcance; criança nunca ingere óleo. Recém-nascido não usa óleo essencial. Em crianças, não use cravo nem canela na pele sem orientação. Em caso de ingestão, procure o pronto-socorro. Veja óleo essencial para crianças.

Gestação e amamentação

Não encontramos estudos de segurança com cravo ou canela na gestação. Por prudência, nesse período evitamos esses óleos na pele e por via oral, e a inalação leve só com orientação. Veja óleo essencial na gestação.

Pets

Gatos são especialmente sensíveis a óleos ricos em fenóis, como o eugenol. Não aplique cravo ou canela em animais e use o difusor por pouco tempo, com porta aberta para o animal sair. Veja óleo essencial faz mal para gatos e cachorros?.

Cravo e canela não são fototóxicos[16]. Veja também quem não pode fazer aromaterapia.

Cravo, canela, melaleuca ou laranja-doce?

Comparando com outros óleos:

Na prática, cravo e canela raramente são a primeira escolha para a pele; eles funcionam melhor no difusor, em sinergia.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Cravo e canela são óleos que eu respeito muito: aroma lindo, química potente. Antes de pensar neles, eu pergunto sobre alergia a perfumes, pele sensível, uso de anticoagulantes ou de anti-inflamatórios, cirurgias marcadas, gestação, crianças pequenas e gatos em casa.

Na maior parte das vezes, eles entram no difusor, em uma gota, com cítricos. Na pele, uso pouco, só cravo ou canela-folha, bem diluídos. A canela-casca, praticamente não uso na pele. E sempre explico a diferença entre o tempero da cozinha e o óleo do frasco.

Sempre como tratamento complementar: a aromaterapia não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico. Dor de dente, infecção ou lesão de pele pedem avaliação do dentista ou do médico.

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Camila Castellan

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Perguntas frequentes

Para que serve o óleo essencial de cravo?

É usado como aroma de ambiente e, muito diluído, em misturas para dor localizada. O eugenol, seu principal componente[1], tem uso na odontologia[5] e ação contra fungos em laboratório[7]. É tratamento complementar e não substitui o tratamento médico.

Qual a diferença entre óleo de canela da casca e da folha?

O da casca é rico em cinamaldeído e é o mais irritante; o da folha é rico em eugenol, como o cravo[2]. Confira sempre a parte da planta no rótulo.

Óleo de canela queima a pele?

Pode queimar. Já foi descrita queimadura química com óleo de canela[9] e dermatite com bolhas depois de um banho com o óleo[12]. Nunca use puro.

Qual a diluição segura do óleo de cravo na pele?

Tisserand e Young indicam no máximo 0,5% para o óleo de botão de cravo[16]. Na prática, 1 gota em 20 ml de óleo carreador fica abaixo desse limite.

Posso usar óleo de canela da casca na pele?

Em uso pessoal e familiar, não recomendamos. O limite indicado por Tisserand e Young é de apenas 0,07%[16], e o risco de irritação e alergia é alto[10].

Óleo de cravo serve para dor de dente?

O eugenol tem efeito anestésico e é usado pelo dentista[4][5]. Mas óleo puro na gengiva pode lesionar a mucosa[5]. Dor de dente pede avaliação odontológica.

Quem toma anticoagulante pode usar óleo de cravo?

Com cautela e orientação. O eugenol reduziu a agregação das plaquetas em laboratório[8], e Tisserand e Young pedem cuidado nesse caso[16]. A medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico.

Óleo de cravo pode ser usado em crianças?

Só com orientação, e nunca por via oral. A ingestão acidental já causou lesão grave no fígado de uma criança[14] e intoxicação num bebê[15]. Guarde fora do alcance.

Grávida pode usar óleo de cravo ou de canela?

Não encontramos estudos de segurança na gestação. Por prudência, evite na pele e por via oral; inalação leve, só com orientação.

Cravo e canela matam fungos e bactérias?

Em laboratório, mostraram ação contra fungos e bactérias[3][7]. Esses resultados sugerem um potencial e precisam ser confirmados em pessoas; não substituem o tratamento de infecções.

Referências

  1. Kamatou GP, Vermaak I, Viljoen AM. Eugenol–from the remote Maluku Islands to the international market place: a review of a remarkable and versatile molecule. Molecules. 2012;17(6):6953-81. doi:10.3390/molecules17066953
  2. Jayaprakasha GK, Rao LJ. Chemistry, biogenesis, and biological activities of Cinnamomum zeylanicum. Crit Rev Food Sci Nutr. 2011;51(6):547-62. doi:10.1080/10408391003699550
  3. Rao PV, Gan SH. Cinnamon: a multifaceted medicinal plant. Evid Based Complement Alternat Med. 2014;2014:642942. doi:10.1155/2014/642942
  4. Alqareer A, Alyahya A, Andersson L. The effect of clove and benzocaine versus placebo as topical anesthetics. J Dent. 2006;34(10):747-50. doi:10.1016/j.jdent.2006.01.009
  5. Markowitz K, Moynihan M, Liu M, Kim S. Biologic properties of eugenol and zinc oxide-eugenol. A clinically oriented review. Oral Surg Oral Med Oral Pathol. 1992;73(6):729-37. doi:10.1016/0030-4220(92)90020-q
  6. Daly BJ, Sharif MO, Jones K, Worthington HV, Beattie A. Local interventions for the management of alveolar osteitis (dry socket). Cochrane Database Syst Rev. 2022;9(9):CD006968. doi:10.1002/14651858.CD006968.pub3
  7. Pinto E, Vale-Silva L, Cavaleiro C, Salgueiro L. Antifungal activity of the clove essential oil from Syzygium aromaticum on Candida, Aspergillus and dermatophyte species. J Med Microbiol. 2009;58(Pt 11):1454-62. doi:10.1099/jmm.0.010538-0
  8. Srivastava KC. Antiplatelet principles from a food spice clove (Syzygium aromaticum L). Prostaglandins Leukot Essent Fatty Acids. 1993;48(5):363-72. doi:10.1016/0952-3278(93)90116-e
  9. Connolly M, Axtell A, Hickey S, Whalen A, McNamara L, Albright D, et al. Chemical Burn From Cinnamon Oil. Eplasty. 2017;17:ic11. PMC5459757
  10. Ackermann L, Aalto-Korte K, Jolanki R, Alanko K. Occupational allergic contact dermatitis from cinnamon including one case from airborne exposure. Contact Dermatitis. 2009;60(2):96-9. doi:10.1111/j.1600-0536.2008.01486.x
  11. Sánchez-Pérez J, García-Díez A. Occupational allergic contact dermatitis from eugenol, oil of cinnamon and oil of cloves in a physiotherapist. Contact Dermatitis. 1999;41(6):346-7. doi:10.1111/j.1600-0536.1999.tb06189.x
  12. García-Abujeta JL, de Larramendi CH, Berna JP, Palomino EM. Mud bath dermatitis due to cinnamon oil. Contact Dermatitis. 2005;52(4):234. doi:10.1111/j.0105-1873.2005.0566h.x
  13. Admani S, Hill H, Jacob SE. Cinnamon Sugar Scrub Dermatitis: “Natural” Is Not Always Best. Pediatr Dermatol. 2017;34(1):e42-e43. doi:10.1111/pde.12994
  14. Janes SE, Price CS, Thomas D. Essential oil poisoning: N-acetylcysteine for eugenol-induced hepatic failure and analysis of a national database. Eur J Pediatr. 2005;164(8):520-2. doi:10.1007/s00431-005-1692-1
  15. Lane BW, Ellenhorn MJ, Hulbert TV, McCarron M. Clove oil ingestion in an infant. Hum Exp Toxicol. 1991;10(4):291-4. doi:10.1177/096032719101000410
  16. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.