Aromaterapia no trabalho de parto: o que a ciência diz, como usar e cuidados - Camila Castellan

A aromaterapia no trabalho de parto é usada como tratamento complementar para ajudar a mulher a lidar com a dor e a ansiedade, principalmente na fase inicial do trabalho de parto. Meta-análises de ensaios clínicos encontraram menos dor e menos ansiedade com óleos como lavanda e rosa, por inalação ou massagem[2][3][4], sem aumento de cesáreas ou de problemas para o bebê[2][13]. Mas a qualidade dos estudos ainda é baixa, e a revisão Cochrane e uma revisão de revisões recente pedem pesquisas melhores antes de uma recomendação geral[1][5]. Na maternidade, o uso deve ser combinado com a equipe. E a aromaterapia não deve ser usada por conta própria para “induzir o parto”: a sálvia esclareia, a mais citada para isso, não mostrou efeito claro nos estudos[15].

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 3 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

O que os estudos mostramMenos dor e menos ansiedade na fase inicial do trabalho de parto, em várias meta-análises.
Óleos mais estudadosLavanda e rosa, por inalação ou massagem nas costas.
O limiteEstudos pequenos e diferentes entre si: o efeito é complementar, não substitui a analgesia.
Na maternidadeSempre combinado com a equipe e com o ambiente de quem está ao redor.
Induzir o partoNão usar por conta própria. A sálvia esclareia não mostrou efeito claro.
Sinais de alertaSangramento, perda de líquido, febre ou bebê mexendo menos: maternidade.

Neste artigo você vai entender o que as meta-análises e a revisão Cochrane mostram sobre aromaterapia no trabalho de parto, quais óleos foram mais estudados, como ela é usada nas maternidades, como fazer inalação e massagem com segurança, os cuidados com enjoo, alergias e ambiente compartilhado, e a resposta honesta para quem pergunta se dá para usar aromaterapia para induzir o parto.

Por que a dor e a ansiedade andam juntas no parto

A dor do trabalho de parto é real e vem das contrações do útero e da abertura do colo. Mas a forma como ela é sentida muda muito de uma mulher para outra. Medo, cansaço, ambiente estranho, luz forte e falta de apoio deixam o corpo mais tenso, e a tensão aumenta a percepção da dor. Por isso, uma revisão da Cochrane sobre controle da dor no parto separa dois grupos de cuidados: os que tiram a dor, como a analgesia, e os que ajudam a mulher a lidar com ela, como massagem, relaxamento e aromaterapia[14].

A ansiedade é a reação emocional mais comum das mulheres no trabalho de parto, e uma revisão sistemática encontrou 16 trabalhos que testaram óleos essenciais especificamente para ela[6]. É aqui que a aromaterapia entra. O aroma chega ao cérebro pelo olfato e pode ajudar a mulher a se sentir mais calma e mais segura. A massagem com óleo diluído soma o toque, o calor das mãos e a presença de alguém por perto. Para entender esse caminho, veja como a aromaterapia age no cérebro.

Um ponto importante desde o início: a aromaterapia não tira a dor do parto como uma anestesia. O que os estudos medem é uma redução da intensidade da dor percebida e da ansiedade, em parte das mulheres. Ela é um tratamento complementar, não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico. A escolha pela analgesia continua sendo da mulher, junto com a equipe.

O que as meta-análises e a Cochrane mostram

A pergunta “aromaterapia funciona no trabalho de parto?” já foi estudada muitas vezes. Os resultados mais recentes são animadores, mas é preciso olhar com cuidado para a qualidade dos estudos:

Aromaterapia no trabalho de parto: as principais revisões

RevisãoO que reuniuO que encontrou
Cochrane, 2011[1]2 ensaios, 535 mulheresSem diferença na dor, nas cesáreas ou no uso de analgesia. Concluiu que faltavam estudos
Meta-análise, 2018[2]17 ensaios com gestantes de baixo riscoMenos dor na fase de transição e trabalho de parto ativo mais curto; sem efeito sobre cesárea de emergência
Meta-análise, 2020[3]9 ensaios com primeiro filhoMenos dor e menos ansiedade na primeira fase do trabalho de parto
Revisão sobre ansiedade, 2019[6]16 trabalhosA maioria mostrou menos ansiedade na primeira fase; pede estudos mais rigorosos
Meta-análise, 2023[4]14 ensaiosMenos dor em 11 dos 14 estudos; lavanda, jasmim, rosa, camomila, laranja-amarga e olíbano
Revisão de revisões, 2026[5]9 revisões, 127 estudosMenos dor, sobretudo no início do trabalho de parto, mas evidência de baixa qualidade; nenhum efeito adverso relatado

Por que a Cochrane, que é a referência mais rigorosa, não encontrou efeito? Porque, em 2011, havia só dois ensaios que cumpriam os critérios dela, um deles com apenas 22 mulheres[1]. A revisão não disse que a aromaterapia não funciona: disse que faltavam estudos para recomendar. Depois disso, muitos ensaios foram publicados, e as meta-análises seguintes passaram a mostrar redução da dor e da ansiedade[2][3][4].

A revisão de revisões de 2026, que juntou nove revisões sistemáticas, resume bem o quadro atual: o efeito aparece de forma consistente, principalmente no começo do trabalho de parto, mas os estudos são muito diferentes entre si e a qualidade metodológica é baixa. Por isso, os autores dizem que ainda não dá para fazer uma recomendação geral, e pedem ensaios maiores e mais bem feitos[5]. Uma outra revisão, que olhou a aromaterapia em toda a obstetrícia, só conseguiu fazer meta-análise justamente na dor do parto, com lavanda e rosa[7].

Infográfico: o que os estudos mostram sobre aromaterapia no trabalho de parto
Aromaterapia no trabalho de parto: o que os estudos mostram.

Lavanda, rosa e sálvia esclareia: o que cada uma mostrou

Lavanda. É o óleo mais estudado. Num ensaio com 120 mulheres no primeiro parto, inalar duas gotas de lavanda em três momentos da dilatação reduziu a dor em comparação com água destilada, mas não encurtou o trabalho de parto[10]. Em outro ensaio, com três grupos, tanto a inalação quanto a massagem lombar com lavanda reduziram a dor percebida. A inalação funcionou melhor na fase latente, e a massagem, nas fases ativa e de transição[11]. Veja mais na ficha da lavanda.

Rosa (Rosa damascena). Num ensaio com 110 mulheres no primeiro parto, a inalação de óleo de rosa a cada 30 minutos reduziu a dor e a ansiedade em todas as fases da dilatação medidas[8]. Um ensaio mais recente, com 76 mulheres e grupo placebo, encontrou menos dor e ansiedade a partir de uma hora de inalação, mesmo com as contrações aumentando[9].

Sálvia esclareia (Salvia sclarea). É a que mais aparece nas buscas, porque é conhecida como o óleo “para o parto”. No grande estudo de uma maternidade inglesa, as parteiras a usavam inclusive para fortalecer contrações, e a sálvia esclareia e a camomila pareceram ajudar na dor[12]. Mas aquele era um estudo observacional, sem sorteio dos grupos. Quando pesquisadores japoneses testaram de forma controlada um escalda-pés com sálvia esclareia e lavanda em gestantes a termo, a ocitocina na saliva subiu, mas não de forma diferente do grupo controle, e as contrações do útero não mudaram[15]. Ou seja: não há base para usar sálvia esclareia como “indutor” de parto.

Outros óleos, como jasmim, camomila, laranja-amarga, olíbano e gerânio, aparecem em estudos menores[4][6]. O que esse conjunto mostra é que o óleo importa, mas o modo de usar, o momento do trabalho de parto e o vínculo com quem cuida também importam.

Como a aromaterapia é usada nas maternidades

A experiência mais conhecida vem de uma maternidade de um hospital universitário inglês, que ofereceu aromaterapia a 8.058 mulheres entre 1990 e 1998, aplicada por parteiras treinadas[12]. Mais da metade das mulheres avaliou a aromaterapia como útil, e 14% acharam que não ajudou. Cerca de 1% teve algum sintoma associado, em geral leve. Ao longo dos anos, o uso de petidina, um opioide, caiu bastante na unidade, mas, como não houve sorteio, não dá para dizer que foi só por causa dos óleos[12].

Depois, um ensaio clínico numa maternidade italiana sorteou 513 mulheres para receber ou não aromaterapia durante o trabalho de parto, aplicada por parteiras treinadas. Não houve diferença em cesáreas, partos instrumentais ou aceleração do trabalho de parto, e nenhum bebê do grupo da aromaterapia precisou ir para a UTI neonatal, contra seis no grupo controle[13]. A dor foi menor nas mulheres no primeiro parto, mas os autores alertam que o estudo era pequeno demais para conclusões firmes[13].

Esses dois trabalhos mostram como a aromaterapia funciona melhor no hospital: integrada à equipe, com protocolo, com profissionais treinados e com registro do que foi usado. Para saber mais sobre esse modelo, veja aromaterapia em hospitais. Na prática, isso significa:

Inalação e massagem: como usar com segurança

Nos estudos, as duas formas mais usadas foram a inalação e a massagem[4][5]. Para uma gestante saudável, a termo e já em trabalho de parto, com a equipe ciente, este é um caminho seguro:

  1. Inalação pessoal. Uma ou duas gotas num algodão, lenço ou inalador pessoal, a alguns centímetros do nariz. A mulher inala devagar, no intervalo das contrações, e afasta quando quiser. Foi o modo usado nos ensaios com lavanda e rosa[8][10].
  2. Massagem lombar. O óleo essencial sempre diluído em óleo vegetal, em baixa concentração. A pessoa de apoio massageia a parte baixa das costas e o sacro durante e entre as contrações. A massagem sozinha já reduz a dor na primeira fase, segundo a Cochrane[14], e com lavanda o efeito foi maior nas fases ativa e de transição[11]. Veja como diluir óleo essencial e óleo carreador.
  3. Respiração junto. O aroma funciona melhor como âncora para a respiração lenta, com a expiração mais longa do que a inspiração.
  4. Pouco e com pausas. Inalar sem parar cansa o olfato e pode dar enjoo. Melhor usar por um tempo, parar e retomar.
  5. Parar quando incomodar. Enjoo, dor de cabeça, ardência na pele ou simplesmente “não quero mais esse aroma” são motivos suficientes para tirar.
Infográfico: como usar a aromaterapia no trabalho de parto com segurança, passo a passo
Aromaterapia no trabalho de parto, passo a passo.

Uma ideia que ajuda muito é treinar antes. Usar o mesmo aroma nas últimas semanas, nos momentos de relaxamento e de respiração, faz com que ele chegue ao parto já associado a calma. A escolha do aroma deve ser da gestante: se ela não gosta, ele não vai ajudar. Para os cuidados gerais na gravidez, veja óleo essencial na gestação.

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Cuidados: enjoo, alergias, bebê e ambiente compartilhado

Aromaterapia no parto: cuidados

SituaçãoO que fazer
Enjoo e vômitoOlfato fica mais sensível no parto: usar menos, longe do rosto, e tirar ao primeiro sinal de enjoo
Alergias, asma e pele sensívelAvisar a equipe; evitar difusor e testar a diluição antes do parto
Quarto compartilhadoSó inalação pessoal: outras mulheres, bebês e a equipe também respiram o ar
DifusorSó se a maternidade permitir, em quarto individual, por pouco tempo
Recém-nascidoTirar os óleos ao nascer: o bebê não deve ter contato com óleo essencial
Via oralNunca no trabalho de parto
Gestação de risco ou antes do termoNão usar sem liberação da obstetra

Os óleos essenciais são substâncias concentradas e, na gestação e no parto, pedem cuidado redobrado com a escolha, a dose e a via[16]. A pele do bebê e o olfato dele são muito sensíveis: depois do nascimento, o ideal é tirar o algodão, lavar as mãos e deixar o primeiro contato ser pele com pele, sem aromas fortes. Veja óleo essencial para bebê.

Sobre a via oral: a via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. No trabalho de parto, ela simplesmente não entra. Veja óleo essencial pode ser ingerido? e quem não pode fazer aromaterapia.

Aromaterapia para induzir o parto: pode?

“Aromaterapia para induzir o parto” é uma busca muito comum nas últimas semanas de gravidez. A resposta segura é: não use óleos essenciais por conta própria para tentar iniciar o trabalho de parto.

Os motivos são três. Primeiro, os estudos não mostraram que algum óleo inicia o trabalho de parto. A meta-análise de 2018 não encontrou efeito da aromaterapia sobre o início espontâneo do parto[2], e o estudo controlado com sálvia esclareia não mudou as contrações[15]. Segundo, a indução é uma decisão médica, que leva em conta a idade gestacional, a saúde da mãe e a vitalidade do bebê. Terceiro, se um óleo realmente estimulasse contrações, isso seria um risco antes do termo, e é exatamente por isso que a sálvia esclareia é evitada antes da hora na prática clínica.

O que a aromaterapia pode fazer nesse período é ajudar a gestante a lidar com a ansiedade da espera, com o sono e com a tensão, sempre com óleos e doses adequados à gestação e combinados com a obstetra. Se a gravidez passou da data prevista, quem decide o que fazer é a equipe que acompanha o pré-natal.

Quando procurar a maternidade

A aromaterapia é um apoio para o conforto. Ela nunca deve atrasar a ida à maternidade. Procure atendimento se houver:

Depois do parto, se a tristeza, a ansiedade ou o desânimo durarem mais de duas semanas, ou se aparecerem pensamentos de se machucar ou de que a vida não vale a pena, procure ajuda logo: o médico, a unidade de saúde ou o CVV, pelo telefone 188. Em risco imediato, procure a emergência. Se a mulher usa medicação, ela só se reduz ou se suspende junto com o médico.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Quando uma gestante me procura pensando no parto, eu começo bem antes da data. Pergunto como está a gravidez, se é de risco, se ela tem asma, alergias, enxaqueca ou enjoo com aromas, e qual maternidade ela escolheu. Depois, escolhemos juntas um ou dois aromas de que ela realmente gosta, porque no parto não existe espaço para um aroma que incomoda.

Nas últimas semanas, ela treina a respiração com o aroma escolhido e a pessoa de apoio aprende a massagem lombar com o óleo já diluído. Montamos um pequeno kit, com inalador pessoal e óleo de massagem pronto, e uma página para o plano de parto, para a equipe saber o que está sendo usado. Também combino o que fazer se ela enjoar ou mudar de ideia: parar, sem culpa. E deixo claro que a aromaterapia caminha junto com a analgesia, se ela quiser, e nunca no lugar dela.

Para quem pergunta sobre induzir o parto, minha resposta é sempre a mesma: essa decisão é da obstetra. O meu papel é ajudar a gestante a atravessar a espera com mais calma e a chegar ao parto mais confiante. Sempre como tratamento complementar, junto com a equipe que acompanha o pré-natal.

Se você quer um plano de aromaterapia para a gestação e o parto, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

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Perguntas frequentes

Aromaterapia funciona no trabalho de parto?

Meta-análises de ensaios clínicos mostraram menos dor e menos ansiedade, principalmente no início do trabalho de parto[2][3][4]. A qualidade dos estudos ainda é baixa, então ela é um apoio complementar[5].

Qual óleo essencial é usado no trabalho de parto?

Lavanda e rosa são os mais estudados[5]. Também aparecem jasmim, camomila, laranja-amarga e olíbano[4]. A escolha deve respeitar o gosto da gestante.

O que diz a Cochrane sobre aromaterapia no parto?

A revisão de 2011 encontrou só dois ensaios, sem diferença na dor, e concluiu que faltavam estudos[1]. Meta-análises posteriores, com mais ensaios, encontraram benefício[2][4].

Lavanda ajuda na dor do parto?

Em ensaios clínicos, a inalação e a massagem com lavanda reduziram a dor percebida[10][11]. Ela não encurtou o trabalho de parto num desses estudos[10].

Óleo de rosa ajuda no trabalho de parto?

Dois ensaios com inalação de Rosa damascena mostraram menos dor e menos ansiedade na primeira fase do trabalho de parto[8][9].

Sálvia esclareia induz o parto?

Os estudos não mostraram isso. Num estudo controlado com gestantes a termo, as contrações não mudaram[15]. Não use por conta própria, e nunca antes do termo.

Posso usar aromaterapia para induzir o parto em casa?

Não. A indução é uma decisão médica, e nenhum óleo mostrou iniciar o trabalho de parto[2][15]. Use a aromaterapia para a ansiedade da espera, com orientação.

Posso levar óleo essencial para a maternidade?

Em geral sim, para uso pessoal, mas combine antes com a equipe. Inalador ou algodão é melhor do que difusor, principalmente em quarto coletivo.

Aromaterapia no parto faz mal ao bebê?

Os estudos não encontraram aumento de problemas para o bebê[2][13]. Depois do nascimento, tire os óleos: o recém-nascido não deve ter contato com óleo essencial.

Como fazer massagem com óleo essencial no trabalho de parto?

Óleo essencial diluído em óleo vegetal, massagem na região lombar e no sacro durante e entre as contrações. A massagem reduz a dor na primeira fase[14].

Referências

  1. Smith CA, Collins CT, Crowther CA. Aromatherapy for pain management in labour. Cochrane Database Syst Rev. 2011;(7):CD009215. doi:10.1002/14651858.CD009215
  2. Chen SF, Wang CH, Chan PT, Chiang HW, Hu TM, Tam KW, et al. Labour pain control by aromatherapy: A meta-analysis of randomised controlled trials. Women Birth. 2019;32(4):327-35. doi:10.1016/j.wombi.2018.09.010
  3. Liao CC, Lan SH, Yen YY, Hsieh YP, Lan SJ. Aromatherapy intervention on anxiety and pain during first stage labour in nulliparous women: a systematic review and meta-analysis. J Obstet Gynaecol. 2021;41(1):21-31. doi:10.1080/01443615.2019.1673707
  4. Kaya A, Yeşildere Sağlam H, Karadağ E, Gürsoy E. The effectiveness of aromatherapy in the management of labor pain: A meta-analysis. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol X. 2023;20:100255. doi:10.1016/j.eurox.2023.100255
  5. Breuninger N, Abele H, Graf J. Aromatherapy for Labour Pain Management: Umbrella Review. Healthcare (Basel). 2026;14(5):573. doi:10.3390/healthcare14050573
  6. Ghiasi A, Bagheri L, Haseli A. A Systematic Review on the Anxiolytic Effect of Aromatherapy during the First Stage of Labor. J Caring Sci. 2019;8(1):51-60. doi:10.15171/jcs.2019.008
  7. Di Vito M, Cacaci M, Martini C, Barbanti L, Mondello F, Sanguinetti M, et al. Is aromatherapy effective in obstetrics? A systematic review and meta-analysis. Phytother Res. 2021;35(5):2477-86. doi:10.1002/ptr.6975
  8. Hamdamian S, Nazarpour S, Simbar M, Hajian S, Mojab F, Talebi A. Effects of aromatherapy with Rosa damascena on nulliparous women’s pain and anxiety of labor during first stage of labor. J Integr Med. 2018;16(2):120-5. doi:10.1016/j.joim.2018.02.005
  9. Li Y, Zhu Y, Hu Q, Wang J, Li Q. Effects of Rosa damascena on Labor Pain and Anxiety in Primiparous Women. Holist Nurs Pract. 2025;39(3):161-71. doi:10.1097/HNP.0000000000000693
  10. Yazdkhasti M, Pirak A. The effect of aromatherapy with lavender essence on severity of labor pain and duration of labor in primiparous women. Complement Ther Clin Pract. 2016;25:81-6. doi:10.1016/j.ctcp.2016.08.008
  11. Karatopuk S, Yarıcı F. Determining the effect of inhalation and lavender essential oil massage therapy on the severity of perceived labor pain in primiparous women: A randomized controlled trial. Explore (NY). 2023;19(1):107-14. doi:10.1016/j.explore.2022.08.006
  12. Burns EE, Blamey C, Ersser SJ, Barnetson L, Lloyd AJ. An investigation into the use of aromatherapy in intrapartum midwifery practice. J Altern Complement Med. 2000;6(2):141-7. doi:10.1089/acm.2000.6.141
  13. Burns E, Zobbi V, Panzeri D, Oskrochi R, Regalia A. Aromatherapy in childbirth: a pilot randomised controlled trial. BJOG. 2007;114(7):838-44. doi:10.1111/j.1471-0528.2007.01381.x
  14. Smith CA, Levett KM, Collins CT, Dahlen HG, Ee CC, Suganuma M. Massage, reflexology and other manual methods for pain management in labour. Cochrane Database Syst Rev. 2018;3(3):CD009290. doi:10.1002/14651858.CD009290.pub3
  15. Tadokoro Y, Takahata K, Shuo T, Shinohara K, Horiuchi S. Changes in Salivary Oxytocin Level of Term Pregnant Women after Aromatherapy Footbath for Spontaneous Labor Onset: A Non-Randomized Experimental Study. Int J Environ Res Public Health. 2023;20(13):6262. doi:10.3390/ijerph20136262
  16. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.