Glossário de aromaterapia: 60 termos explicados de forma simples - Camila Castellan

Este glossário de aromaterapia explica 60 termos de A a Z em linguagem simples, de “absoluto” a “volátil”. Óleo essencial é uma mistura concentrada de substâncias voláteis extraídas de plantas aromáticas, formada principalmente por monoterpenos e sesquiterpenos, além de compostos como fenóis, ésteres, aldeídos e óxidos[1][2]. O efeito de um óleo depende dessa composição, que muda com a espécie, o quimiotipo e a forma de extração[1][5]. Quando inalamos um óleo, as moléculas ativam receptores no nariz[3] e a informação chega rápido a áreas do cérebro ligadas à emoção e à memória[4]. Os termos de segurança mais importantes são diluição, fototoxicidade, oxidação, sensibilização e via oral[7]. A aromaterapia é um tratamento complementar, não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 10 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

O que é60 termos da aromaterapia, de A a Z, com definição curta e simples.
QuímicaMonoterpenos, sesquiterpenos, ésteres, fenóis, aldeídos e óxidos explicam o efeito de cada óleo.
ExtraçãoDestilação a vapor, prensagem a frio, CO2 e solventes dão produtos diferentes.
OlfatoO aroma ativa receptores no nariz e chega rápido às áreas da emoção.
SegurançaDiluição, teste de contato, fototoxicidade, oxidação e via oral.
Como usarCada termo traz um link para o artigo que aprofunda o tema.

Neste glossário você vai encontrar os termos organizados por letra, uma tabela com as famílias químicas dos óleos essenciais, os termos de segurança que todo mundo deveria conhecer antes de usar um óleo, mitos e verdades e as perguntas mais comuns sobre o vocabulário da aromaterapia.

Como usar este glossário

A aromaterapia mistura palavras da botânica, da química, da neurociência e da prática clínica. Por isso, é comum ler um rótulo ou um artigo e travar em termos como “quimiotipo”, “absoluto” ou “fototóxico”. Este glossário foi feito para resolver isso: cada termo tem uma definição de uma ou duas frases e, quando existe, um link para o artigo do site que explica o assunto em detalhe.

Três ideias ajudam a entender quase todos os termos. A primeira: óleo essencial não é uma substância só, e sim uma mistura de dezenas de moléculas, e são elas que explicam o efeito e o risco[1][2]. A segunda: o jeito de extrair muda o produto final, tanto na composição quanto na segurança[5][7]. A terceira: o aroma age, em grande parte, pelo olfato, que tem ligação direta com as áreas do cérebro ligadas à emoção e à memória[3][4]. Para começar do zero, veja o que é aromaterapia e aromaterapia para iniciantes.

Termos de A a C

Absoluto: produto aromático obtido com solventes, a partir do concreto, usado para flores delicadas que não resistem à destilação, como jasmim e rosa. Não é tecnicamente um óleo essencial e pode conter traços de solvente[7].

Adulteração: mistura de um óleo com substâncias mais baratas, sintéticas ou de outra planta, sem informar no rótulo. É detectada por análises como a cromatografia[6]. Veja como saber se o óleo essencial é puro.

Aldeído: família química de aroma forte e “limpo”, como o citral do capim-limão. Os aldeídos costumam irritar mais a pele e pedem boa diluição[1][7].

Alérgeno: substância capaz de provocar alergia em pessoas sensibilizadas. Componentes como linalol e limoneno, quando oxidados, são alérgenos conhecidos[9][10]. Veja alergia a óleo essencial.

Anosmia: perda total do olfato. A perda parcial se chama hiposmia. O treino olfatório, que é inalar aromas diferentes todos os dias, melhorou o olfato em parte das pessoas estudadas[14]. Veja perda de olfato e saúde mental.

Aromaterapia: uso terapêutico de óleos essenciais e outros produtos aromáticos de plantas, por inalação ou na pele, como tratamento complementar. Veja a base científica da aromaterapia.

Aromaterapia clínica: abordagem voltada a queixas de saúde, com anamnese, escolha baseada em estudos, cuidado com interações e acompanhamento, sempre ao lado do tratamento médico.

Aromaterapia holística: abordagem com foco amplo no bem-estar, que considera aspectos emocionais e de estilo de vida. Veja a diferença em aromaterapia clínica ou holística.

Bulbo olfatório: estrutura do cérebro, logo acima do nariz, que recebe os sinais dos receptores olfatórios e os envia às áreas da emoção e da memória[4]. Veja como a aromaterapia age no cérebro.

Carreador: óleo vegetal, creme ou gel usado para diluir o óleo essencial antes de passar na pele, como óleo de semente de uva, amêndoas ou coco fracionado. Veja óleo carreador.

Cetona: família química presente em óleos como sálvia e alecrim cânfora. Algumas cetonas, como a tujona e a cânfora, são neurotóxicas em doses altas e exigem cuidado redobrado[7].

1,8-cineol: também chamado eucaliptol, é um óxido presente no eucalipto e no alecrim, com aroma “de respirar fundo”. Num ensaio com cápsulas padronizadas em pessoas com asma, ajudou a reduzir a dose de corticoide oral[12]. Veja óleo essencial de eucalipto.

CO2 (extração por): extração com gás carbônico em alta pressão, em temperatura baixa. Gera extratos com perfil químico diferente do óleo destilado, às vezes mais parecido com a planta[5].

Concreto: massa cerosa obtida ao extrair flores com solvente. É a etapa anterior ao absoluto[7].

Cromatografia (GC-MS): análise de laboratório que separa e identifica cada componente do óleo. É a principal forma de conferir composição, quimiotipo e adulteração[6]. Veja como escolher óleo essencial.

Infográfico: as seis famílias químicas mais comuns dos óleos essenciais
As famílias químicas dos óleos essenciais, em resumo.

Termos de D a F

Destilação a vapor: método mais comum de extração: o vapor de água passa pela planta, carrega as moléculas voláteis e, ao esfriar, o óleo se separa da água[2].

Difusor: aparelho que espalha o óleo no ar. Os ultrassônicos usam água; os nebulizadores não usam água e liberam mais óleo. Veja óleo essencial no difusor e difusor de aromas faz mal?.

Diluição: quantidade de óleo essencial misturada no carreador, expressa em porcentagem. Para a pele, usam-se diluições baixas, e menores ainda em crianças, idosos e pele sensível[7]. Veja como diluir óleo essencial e quantas gotas usar.

Enfleurage: técnica antiga em que flores ficam sobre gordura, que absorve o aroma. Hoje é rara e foi substituída pelos solventes[7].

Essência: em geral, aroma sintético ou mistura de perfumaria, sem a composição de um óleo essencial. Veja óleo essencial ou essência.

Éster: família química de aroma suave e frutado, como o acetato de linalila da lavanda. Costuma ser bem tolerada na pele[1][7].

Evidência (níveis de): grau de confiança de um estudo. Laboratório e animais sugerem caminhos; ensaios em pessoas e revisões dão respostas mais firmes. Veja aromaterapia tem base científica?.

Fenol: família química de ação forte, como o timol do tomilho e o eugenol do cravo. Os fenóis irritam a pele e as mucosas e precisam de muita diluição[1][7].

Fototoxicidade: reação de queimadura ou mancha quando a pele com certos óleos é exposta ao sol. A bergamota prensada a frio é o exemplo clássico[11]. Veja óleos essenciais fototóxicos.

Furanocumarinas: substâncias responsáveis pela fototoxicidade, como o bergapteno, presentes em alguns cítricos prensados a frio. Versões destiladas ou “livres de furanocumarinas” têm pouco ou nenhum risco[7]. Veja limão e bergamota.

Termos de H a L

Hidrodestilação: variação da destilação em que a planta fica mergulhada na água fervente. O tipo de destilação muda a composição final[5].

Hidrolato: água aromática que sobra da destilação, com pequenas quantidades de componentes dissolvidos. É bem mais suave que o óleo essencial. Veja hidrolato.

Inalação: via de uso em que o aroma é inalado, por difusor, inalador, lenço ou vapor. É a via mais estudada para emoções e sono[4].

Inalador pessoal: pequeno tubo com um pavio que recebe gotas de óleo essencial, para inalar perto do nariz sem perfumar o ambiente. Veja inalador pessoal de aromaterapia.

Interação medicamentosa: quando um óleo pode mudar o efeito de um remédio, por exemplo anticoagulantes, ou somar efeito a calmantes[7]. Veja óleos essenciais e medicamentos.

Irritação: vermelhidão, ardência ou coceira no local do contato, sem envolver o sistema imune. É diferente da alergia e costuma aparecer com óleo puro ou pouco diluído[10].

Laudo técnico: documento do fornecedor com nome botânico, lote, origem e análise de composição. É o que permite conferir o que está no frasco[6].

Limoneno: monoterpeno principal dos cítricos, como laranja-doce e limão. Oxida rápido em contato com o ar e, oxidado, pode causar alergia[9]. Veja óleo essencial de laranja-doce.

Linalol: álcool presente na lavanda e no manjericão, ligado ao efeito calmante. Em camundongos, o efeito ansiolítico do aroma dependeu do olfato funcionando[15], resultado que precisa ser aprofundado em pessoas. Veja óleo essencial de lavanda.

Termos de M a O

Macerado: óleo vegetal em que a planta ficou de molho, como a calêndula e a arnica. Não é óleo essencial; serve de base para a pele.

Massagem aromática: massagem com óleo essencial diluído no carreador. Une o efeito do toque, da pele e da inalação. Veja óleo essencial para dor muscular.

Memória olfativa: lembranças trazidas por um aroma, em geral mais emocionais e antigas do que as trazidas por imagens[4]. Veja memória olfativa.

Mentol: componente principal da hortelã-pimenta. Ativa o receptor de frio TRPM8 e dá sensação de frescor sem baixar a temperatura[13]. Veja óleo essencial de hortelã-pimenta.

Monoterpeno: molécula pequena e muito volátil, base da maioria dos óleos essenciais, como limoneno e pineno. Evapora rápido e oxida com facilidade[1][8].

Nome botânico: nome científico da planta, em latim, como Lavandula angustifolia. É ele que diferencia espécies com o mesmo nome popular. Veja guia de óleos essenciais.

Nota de topo: parte do aroma percebida primeiro e que evapora mais rápido, típica dos cítricos e das mentas.

Nota de coração: parte do aroma que aparece depois das notas de topo e dura mais, típica de flores e ervas, como lavanda e gerânio.

Nota de base: parte do aroma mais pesada e duradoura, típica de resinas e madeiras, como olíbano, cedro e vetiver, rica em sesquiterpenos.

Olfato: sentido que detecta moléculas no ar por meio de receptores no nariz. A descoberta da grande família de genes desses receptores explicou como distinguimos tantos aromas[3].

Óleo essencial: mistura concentrada de substâncias voláteis extraída de plantas aromáticas, em geral por destilação ou prensagem[1][2]. Veja o que é aromaterapia.

Oxidação: reação dos componentes do óleo com o oxigênio do ar, acelerada por luz e calor. Óleos oxidados perdem qualidade e ficam mais alergênicos[8][9]. Veja óleo essencial vence?.

Óxido: família química com o 1,8-cineol como principal exemplo, comum em eucalipto, alecrim e cajepute. Ligada às vias respiratórias[1].

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Famílias químicas em uma tabela

Muitos termos do glossário são nomes de famílias químicas. Esta tabela junta as principais, com exemplos e o cuidado mais importante de cada uma[1][2][7]:

Famílias químicas dos óleos essenciais

FamíliaExemploOnde apareceCuidado principal
MonoterpenosLimoneno, pinenoCítricos, pinhoOxidam rápido: guardar bem fechado
SesquiterpenosBeta-cariofileno, chamazulenoCopaíba, camomila-alemãEm geral bem tolerados
ÁlcooisLinalol, mentolLavanda, hortelãMentol: nada perto do rosto de crianças pequenas
ÉsteresAcetato de linalilaLavanda, bergamotaTambém podem oxidar
FenóisTimol, eugenolTomilho, cravoIrritam a pele: muita diluição
AldeídosCitralCapim-limão, melissaIrritam e sensibilizam a pele
CetonasCânfora, tujonaAlecrim cânfora, sálviaCuidado em crianças, gestação e epilepsia
Óxidos1,8-cineolEucalipto, alecrimCuidado perto do rosto de crianças pequenas

Essas famílias ajudam a entender por que dois óleos com o mesmo nome popular podem agir de jeitos diferentes, e por que o mesmo óleo pode acalmar uma pessoa e agitar outra. Veja o mesmo óleo essencial acalma e agita?.

Termos de P a S

Prensagem a frio: extração por pressão mecânica da casca dos cítricos, sem calor. Preserva o aroma, mas mantém as furanocumarinas, por isso alguns cítricos prensados são fototóxicos[7][11].

Quimiotipo: variação química dentro da mesma espécie. Um alecrim pode ser rico em 1,8-cineol ou em cânfora, com usos e cuidados diferentes[1]. Veja quimiotipo.

Receptor olfatório: proteína nos neurônios do nariz que reconhece moléculas de aroma. Cada receptor reconhece algumas moléculas, e a combinação forma a percepção[3].

Sensibilização: processo em que o corpo “aprende” a reagir a uma substância após contatos repetidos. Depois disso, mesmo pouca quantidade pode causar alergia[10]. Veja quem não pode fazer aromaterapia.

Sesquiterpeno: molécula maior e menos volátil que o monoterpeno, comum em resinas e madeiras, como o beta-cariofileno da copaíba[1]. Veja óleo essencial de copaíba.

Sinergia: mistura de dois ou mais óleos pensada para um objetivo. Na prática clínica, menos óleos bem escolhidos funcionam melhor do que muitos. Veja sinergia de óleos essenciais.

Sistema límbico: conjunto de áreas do cérebro ligadas à emoção e à memória, como amígdala e hipocampo. O olfato tem acesso direto a ele[4]. Veja óleos essenciais e neurotransmissores.

Termos de T a V

Terpeno: nome geral das moléculas formadas por unidades de isopreno, base da maioria dos óleos essenciais. Inclui monoterpenos e sesquiterpenos[1][2].

Teste de contato: aplicação de uma pequena quantidade do óleo diluído no antebraço, observando por 24 a 48 horas antes de usar numa área maior[7]. Veja alergia a óleo essencial.

Treino olfatório: exercício de inalar alguns aromas diferentes, duas vezes por dia, por semanas, para estimular a recuperação do olfato. Melhorou o olfato em parte das pessoas com perda olfatória[14].

Uso tópico: aplicação na pele, sempre diluída, por massagem, roll-on ou creme. Veja roll-on de óleo essencial.

Via oral: ingestão de óleo essencial. A via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Criança nunca ingere óleo. Veja óleo essencial pode ser ingerido?.

Volátil: que evapora com facilidade em temperatura ambiente. É o que faz o aroma chegar ao nariz e também o motivo de guardar o frasco bem fechado[2].

Infográfico: seis termos de segurança da aromaterapia explicados
Seis termos de segurança que todo mundo deveria conhecer.

Os termos de segurança que mais importam

Se você for guardar só alguns termos, guarde estes. Eles evitam a maior parte dos problemas no uso pessoal e familiar[7]:

Crianças, gestantes, idosos, pessoas com asma, epilepsia ou que usam muitos medicamentos pedem cuidado extra. Recém-nascido não usa óleo. Veja óleo essencial para crianças e óleo essencial na gestação.

Procure atendimento médico se houver falta de ar, inchaço no rosto, bolhas na pele ou ingestão acidental de óleo, principalmente por criança. A aromaterapia não substitui o tratamento médico e, se a pessoa usa medicação, ela só se reduz ou se suspende junto com o médico.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Na minha prática, explicar os termos faz parte do cuidado. Quando a paciente entende o que é diluição, por que um cítrico não pode ir ao sol e por que um frasco aberto há muito tempo deve ser descartado, ela usa o óleo com mais segurança em casa. Também peço sempre o nome botânico e, quando possível, o laudo, porque é a composição que orienta a escolha.

Nas aulas, com mais de 300 alunas formadas, vejo que dominar esse vocabulário muda o raciocínio: a pessoa deixa de escolher o óleo só pelo nome popular e passa a olhar quimiotipo, família química, via de uso e perfil de quem vai usar. Sempre como tratamento complementar, junto com o médico.

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Camila Castellan

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Perguntas frequentes

O que é óleo essencial, em poucas palavras?

É uma mistura concentrada de substâncias voláteis extraída de plantas aromáticas, em geral por destilação a vapor ou prensagem a frio[1][2].

Qual a diferença entre óleo essencial e essência?

O óleo essencial vem da planta e tem composição natural complexa. A essência costuma ser um aroma sintético de perfumaria, sem a mesma composição.

O que é quimiotipo?

É uma variação química dentro da mesma espécie. O alecrim, por exemplo, pode ser rico em 1,8-cineol ou em cânfora, com usos e cuidados diferentes[1].

O que significa fototóxico?

Que pode causar queimadura ou mancha se a pele com o óleo for exposta ao sol. A bergamota prensada a frio é o exemplo mais conhecido[11].

O que é óleo carreador?

É o óleo vegetal, creme ou gel usado para diluir o óleo essencial antes de passar na pele[7].

O que é hidrolato?

É a água aromática que sobra da destilação, com pequenas quantidades de componentes da planta. É bem mais suave que o óleo essencial.

O que é absoluto?

É um produto aromático extraído com solventes, usado para flores delicadas como jasmim. Não é tecnicamente um óleo essencial[7].

O que é GC-MS?

É a cromatografia gasosa com espectrometria de massas, análise que identifica cada componente do óleo e ajuda a detectar adulteração[6].

Por que o óleo essencial oxida?

Porque seus componentes reagem com o oxigênio do ar, principalmente com luz e calor. Óleos oxidados ficam mais alergênicos[8][9].

Pode ingerir óleo essencial?

A via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Criança nunca ingere óleo.

Referências

  1. Dhifi W, Bellili S, Jazi S, Bahloul N, Mnif W. Essential Oils’ Chemical Characterization and Investigation of Some Biological Activities: A Critical Review. Medicines (Basel). 2016;3(4):25. doi:10.3390/medicines3040025
  2. Bakkali F, Averbeck S, Averbeck D, Idaomar M. Biological effects of essential oils–a review. Food Chem Toxicol. 2008;46(2):446-75. doi:10.1016/j.fct.2007.09.106
  3. Buck L, Axel R. A novel multigene family may encode odorant receptors: a molecular basis for odor recognition. Cell. 1991;65(1):175-87. doi:10.1016/0092-8674(91)90418-x
  4. Herz RS. Aromatherapy facts and fictions: a scientific analysis of olfactory effects on mood, physiology and behavior. Int J Neurosci. 2009;119(2):263-90. doi:10.1080/00207450802333953
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  6. Wang M, Lee J, Zhao J, Chatterjee S, et al. Comprehensive quality assessment of peppermint oils and commercial products: An integrated approach involving conventional and chiral GC/MS coupled with chemometrics. J Chromatogr B Analyt Technol Biomed Life Sci. 2024;1232:123953. doi:10.1016/j.jchromb.2023.123953
  7. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.
  8. Hagvall L, Sköld M, Bråred-Christensson J, Börje A, Karlberg AT. Lavender oil lacks natural protection against autoxidation, forming strong contact allergens on air exposure. Contact Dermatitis. 2008;59(3):143-50. doi:10.1111/j.1600-0536.2008.01402.x
  9. Audrain H, Kenward C, Lovell CR, et al. Allergy to oxidized limonene and linalool is frequent in the U.K. Br J Dermatol. 2014;171(2):292-7. doi:10.1111/bjd.13037
  10. de Groot AC, Schmidt E. Essential Oils, Part IV: Contact Allergy. Dermatitis. 2016;27(4):170-5. doi:10.1097/DER.0000000000000197
  11. Kaddu S, Kerl H, Wolf P. Accidental bullous phototoxic reactions to bergamot aromatherapy oil. J Am Acad Dermatol. 2001;45(3):458-61. doi:10.1067/mjd.2001.116226
  12. Juergens UR, Dethlefsen U, Steinkamp G, Gillissen A, Repges R, Vetter H. Anti-inflammatory activity of 1.8-cineol (eucalyptol) in bronchial asthma: a double-blind placebo-controlled trial. Respir Med. 2003;97(3):250-6. doi:10.1053/rmed.2003.1432
  13. McKemy DD, Neuhausser WM, Julius D. Identification of a cold receptor reveals a general role for TRP channels in thermosensation. Nature. 2002;416(6876):52-8. doi:10.1038/nature719
  14. Hummel T, Rissom K, Reden J, Hähner A, Weidenbecher M, Hüttenbrink KB. Effects of olfactory training in patients with olfactory loss. Laryngoscope. 2009;119(3):496-9. doi:10.1002/lary.20101
  15. Harada H, Kashiwadani H, Kanmura Y, Kuwaki T. Linalool Odor-Induced Anxiolytic Effects in Mice. Front Behav Neurosci. 2018;12:241. doi:10.3389/fnbeh.2018.00241