
O óleo essencial de patchouli é extraído das folhas secas de Pogostemon cablin, uma planta da família da hortelã, e é rico em patchoulol (álcool de patchouli), alfa-bulneseno e alfa-guaieno[1][3]. Num estudo com adultos saudáveis, inalar o aroma de patchouli reduziu a atividade do sistema nervoso simpático, o sistema do alerta, em cerca de 40%, enquanto a pimenta-preta fez o contrário[6]. Estudos em animais sugerem efeito anti-inflamatório e de proteção da pele, e precisam ser aprofundados em pessoas[5][8][4]. É um óleo em geral bem tolerado na pele quando diluído, que tende a durar e a “amadurecer” com o tempo, e cujo aroma divide opiniões. É tratamento complementar e não substitui o tratamento médico.

Resumo rápido
Nesta ficha você vai entender de onde vem o patchouli, quais são seus componentes, por que ele é um dos poucos óleos que melhoram com o tempo, o que os estudos mostram sobre o sistema nervoso, a inflamação e a pele, como usar com segurança, quem precisa de cuidado e como ele se compara a outros óleos de base. Para ver o patchouli ao lado de outros óleos, consulte o nosso guia de óleos essenciais.
De onde vem o patchouli e qual a sua composição
O patchouli é um arbusto da família Lamiaceae, a mesma da hortelã, da lavanda e do alecrim. Seu nome científico é Pogostemon cablin. Ele é nativo do Sudeste Asiático e muito cultivado na Indonésia, na Índia, na China e nas Filipinas. O óleo essencial é obtido por destilação a vapor das folhas, que normalmente são secas e levemente fermentadas antes da destilação. É uma matéria-prima importante da perfumaria e da indústria de cosméticos[1].
Na medicina tradicional chinesa, a planta é usada há séculos para náusea, vômito, diarreia e resfriado[2]. Na aromaterapia, o óleo ganhou fama para estresse, desânimo e cuidados com a pele[1].
Os principais componentes
Mais de 140 substâncias já foram identificadas na planta[1]. No óleo essencial, os destaques são os sesquiterpenos, moléculas grandes e pouco voláteis, que explicam por que o aroma dura tanto na pele e no ambiente:
- patchoulol (álcool de patchouli): é o marcador de qualidade do óleo e responde por boa parte do aroma característico. É também o componente mais estudado em laboratório[1][7];
- alfa-bulneseno e alfa-guaieno: sesquiterpenos que aparecem em quantidade alta. Numa análise, o alfa-guaieno chegou a 20,6% e o alfa-bulneseno a 16,2% do óleo[3];
- alfa e beta-patchouleno, seicheleno e norpatchoulenol: componentes menores, mas importantes para o perfil aromático[1];
- pogostona: substância estudada pela atividade contra microrganismos[2].
A proporção entre esses componentes varia bastante. Num estudo em camundongos, o óleo usado tinha cerca de 28% de patchoulol[4]; em outras amostras, os sesquiterpenos alfa-guaieno e alfa-bulneseno é que dominavam[3]. Por isso, ao comprar, vale conferir o nome científico no rótulo e, de preferência, o laudo de composição. Veja como saber se o óleo essencial é puro.
O óleo que melhora com o tempo
A maior parte dos óleos essenciais perde qualidade com o passar dos anos. Os cítricos e as coníferas oxidam mais rápido. O patchouli é uma exceção conhecida da perfumaria: ele tem fama de “amadurecer”, ficando com aroma mais redondo, mais suave e menos “verde” depois de envelhecer em frasco bem fechado. Isso acontece porque os sesquiterpenos são mais estáveis do que os monoterpenos dos óleos mais leves.
A ciência confirma que a composição muda com o tempo. Um grupo de pesquisadores chineses, ao comparar amostras de óleo de patchouli, encontrou uma substância, o epóxido de patchouleno, que só aparecia no óleo guardado por muito tempo. Em camundongos, essa substância teve efeito anti-inflamatório[5]. É um achado curioso, que sugere que o óleo envelhecido não é apenas “igual, só que mais velho”, e que ainda precisa ser aprofundado.
Envelhecer bem não é durar para sempre: guarde em frasco âmbar, bem fechado, longe da luz e do calor. Veja óleo essencial vence?.
O que os estudos mostram sobre o patchouli
O patchouli tem muitos estudos em laboratório e em animais e poucos estudos em pessoas. Por isso, a tabela traz também o nível de evidência de cada resultado:
| Estudo | Quem participou | Resultado | Nível de evidência |
|---|---|---|---|
| Haze e colegas, 2002[6] | Adultos saudáveis | Inalar patchouli reduziu em cerca de 40% a atividade do sistema do alerta; a pimenta-preta aumentou | Baixo: estudo pequeno, sem pacientes |
| Repelente, 2005[11] | Voluntários, com mosquitos em laboratório | O óleo puro protegeu por 2 horas; diluído a 10% e 50%, não | Baixo: teste de laboratório com pessoas |
| Epóxido de patchouleno, 2017[5] | Camundongos | Menos inchaço e menos marcadores de inflamação | Pré-clínico |
| Beta-patchouleno, 2016[8] | Camundongos | Menos edema e menos substâncias inflamatórias | Pré-clínico |
| Pele e radiação UV, 2014[4] | Camundongos | Menos rugas, mais colágeno e mais elasticidade da pele | Pré-clínico |
| Dermatite atópica, 2024[10] | Camundongos | Gel com o óleo melhorou a pele inflamada | Pré-clínico |
| Colite, 2017[9] | Ratos | Menos inflamação no intestino | Pré-clínico, óleo por via oral |
| Plaquetas, 2006 e 2007[12][3] | Plaquetas de coelho, em laboratório | O alfa-bulneseno inibiu a agregação das plaquetas | Laboratório |
Inalação e sistema nervoso: o estudo de Haze
O estudo humano mais citado sobre o patchouli é o de Haze, Sakai e Gozu, publicado em 2002. Os pesquisadores mediram a atividade do sistema nervoso simpático, aquele que prepara o corpo para a ação, por meio das variações da pressão arterial, e dosaram a adrenalina no sangue. Os voluntários inalaram vários óleos essenciais ou um solvente sem aroma[6].
A pimenta-preta, o estragão, a erva-doce e a toranja aumentaram a atividade simpática de 1,5 a 2,5 vezes. Já a rosa e o patchouli reduziram essa atividade em cerca de 40%. A pimenta-preta também tendeu a aumentar a adrenalina, e a rosa a reduziu em 30%[6]. Ou seja: o patchouli ficou do lado dos aromas que desaceleram.
É um estudo pequeno, com pessoas saudáveis, que mostra um efeito no corpo, e não um tratamento. Para entender como o aroma chega ao cérebro, veja como a aromaterapia age no cérebro.

Inflamação: o que os animais mostram
Em camundongos, o beta-patchouleno, um dos componentes do óleo, reduziu o inchaço da orelha e da pata e diminuiu substâncias inflamatórias como TNF-alfa, interleucinas e prostaglandina E2[8]. O epóxido de patchouleno, aquele que aparece no óleo envelhecido, teve efeito parecido[5]. Revisões sobre o patchoulol descrevem ainda efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e de proteção do estômago e do intestino em modelos animais[2][7].
Em ratos com colite induzida, o óleo de patchouli dado por via oral reduziu a inflamação do intestino[9].
Esses resultados sugerem um potencial anti-inflamatório e precisam ser aprofundados em estudos com pessoas. Hoje, não encontramos ensaios clínicos que tenham testado o óleo de patchouli para inflamação em humanos.
Pele
Em camundongos expostos à radiação ultravioleta, o óleo de patchouli aplicado na pele antes da exposição reduziu a formação de rugas, preservou a elasticidade e aumentou o colágeno em comparação com os animais não tratados[4]. Em outro estudo, um gel com o óleo melhorou a dermatite atópica induzida em camundongos[10]. Esses dados sugerem um caminho para a pele e precisam ser aprofundados em pessoas; não substituem o protetor solar.
Repelente de insetos
Num teste com 38 óleos essenciais aplicados no braço de voluntários, o óleo de patchouli puro esteve entre os mais eficazes contra a picada do mosquito Aedes aegypti, com proteção completa por 2 horas. Diluído a 10% ou 50%, porém, nenhum óleo protegeu por todo esse tempo[11]. Óleo puro na pele não é seguro no dia a dia. Veja repelente natural com óleo essencial.
Para que o patchouli é mais usado
Com base nos estudos e na prática clínica, o patchouli costuma entrar nestas situações:
- Como nota de base em sinergias: o patchouli é pouco volátil e dá profundidade e duração às misturas. Ele “segura” óleos mais leves, como os cítricos. Veja sinergia de óleos essenciais.
- Momentos de aterrar e desacelerar: pela redução da atividade do sistema do alerta na inalação[6]. Veja óleo essencial para estresse.
- Rotina da noite: como parte de um ritual de relaxamento, em pouca quantidade e de preferência misturado a um óleo mais leve. Veja aromaterapia para dormir.
- Cuidados com a pele: em óleos de massagem e cremes, sempre diluído, pelo uso tradicional e pelos estudos em animais[4][10].
O patchouli não cura ansiedade, depressão nem doenças de pele; entra como apoio ao tratamento médico.
Como usar o óleo essencial de patchouli
O patchouli tem aroma intenso e muito duradouro. Pouca quantidade basta. Para uso pessoal e familiar, em adultos sem contraindicações:
| Via | Como fazer | Atenção |
|---|---|---|
| Inalação direta | 1 gota no algodão, lenço ou inalador pessoal; inalar devagar por alguns minutos | Afastar se o aroma incomodar |
| Difusor | 1 gota de patchouli com 2 a 3 gotas de um cítrico ou floral, por 30 a 60 minutos | Ambiente ventilado; o aroma fica muito tempo no ar |
| Pele | Sempre diluído em óleo carreador, em concentração baixa | Teste numa área pequena antes; nunca puro |
| Via oral | Não usar por conta própria | Veja o aviso abaixo |
Na pele, o patchouli costuma ser bem tolerado quando diluído, mas a regra é a mesma de qualquer óleo: diluir, testar numa área pequena e suspender se houver vermelhidão ou coceira. Veja como diluir óleo essencial e óleo carreador.
Sinergias que costumam funcionar
O patchouli quase nunca é usado sozinho. Ele combina bem com:
- laranja-doce e bergamota: o cítrico abre e o patchouli segura. É uma dupla clássica para o difusor. Veja a ficha da laranja-doce;
- lavanda: para a noite, com o patchouli em menor quantidade. Veja a ficha da lavanda;
- ylang-ylang e gerânio: florais que, com o patchouli, ficam mais profundos. Veja as fichas do ylang-ylang e do gerânio;
- olíbano e cedro: outras notas de base, para misturas mais amadeiradas. Veja a ficha do olíbano.
Dica: comece com 1 gota de patchouli para 3 ou 4 gotas dos outros óleos. É mais fácil acrescentar depois do que “apagar” o patchouli de uma mistura.
Sobre a via oral: a via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Os estudos em ratos com óleo por via oral usaram doses controladas em laboratório[9], o que é muito diferente de tomar gotas em casa. Veja óleo essencial pode ser ingerido?.

Segurança: pele, anticoagulantes, gestação, crianças e pets
Pele: em geral bem tolerado
O patchouli não está entre os óleos que mais causam alergia de contato. Numa revisão alemã sobre o diagnóstico da alergia a fragrâncias, ele aparece entre os óleos que sensibilizam com menos frequência, bem atrás do ylang-ylang, do capim-limão e do sândalo[13]. Menos frequente, porém, não é nunca: em 2025 foi publicado o caso de uma pessoa com dermatite alérgica de contato a um produto com óleo de patchouli, fora do ambiente de trabalho[14].
O óleo concentrado também merece respeito. Uma avaliação da autoridade europeia de segurança alimentar (EFSA) considerou o óleo de patchouli puro irritante para a pele e os olhos de quem o manuseia, e um possível sensibilizante respiratório[15]. Na prática:
- nunca use puro na pele;
- faça um teste numa área pequena antes de usar numa área maior;
- quem já tem alergia a perfumes ou a outros óleos tem mais chance de reagir;
- evite os olhos e lave as mãos depois de manusear o frasco.
Se aparecer vermelhidão, coceira ou bolhas, lave com sabão neutro, suspenda o uso e procure o médico se não melhorar. Veja alergia a óleo essencial.
O patchouli não é fototóxico, então não mancha a pele com o sol como alguns cítricos[16]. Veja óleos essenciais fototóxicos.
Anticoagulantes e cirurgias
Em laboratório, o alfa-bulneseno, um dos principais componentes do óleo, inibiu a agregação de plaquetas de coelho, ou seja, a capacidade do sangue de formar o “tampão” que estanca um sangramento[12][3]. Uma revisão também cita atividade antiplaquetária do patchouli[1]. São dados de laboratório, e não sabemos se a inalação ou o uso na pele em diluição baixa têm algum efeito no sangue de uma pessoa. Tisserand e Young levam esse dado em conta e pedem cautela, principalmente na via oral, para quem usa anticoagulante, tem distúrbio de coagulação ou vai passar por cirurgia[16].
Na prática: se você usa anticoagulante ou antiagregante, como varfarina ou ácido acetilsalicílico em dose de prevenção, converse com o médico antes de usar o patchouli de forma regular, e nunca use por via oral. A medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico. Veja óleos essenciais e medicamentos: interações.
Gestação
Não encontramos estudos com o óleo de patchouli em gestantes. Por isso, na gestação, use só por inalação leve, em pouca quantidade e com orientação de uma aromaterapeuta com formação clínica. Veja óleo essencial na gestação.
Crianças e bebês
Recém-nascido não usa óleo essencial. Em crianças, só difusão leve ou diluição ainda menor do que a do adulto, com orientação, e criança nunca ingere óleo. Veja óleo essencial para crianças.
Pets
A EFSA considerou o óleo de patchouli seguro como aromatizante de ração, inclusive para cães e gatos, em quantidades muito pequenas e controladas[15]. Isso não vale para o difusor ligado por horas nem para aplicar óleo no animal. Gatos são especialmente sensíveis. Com pets em casa, use o difusor por pouco tempo, com a porta aberta para o animal sair. Veja óleo essencial faz mal para gatos e cachorros?.
Patchouli, ylang-ylang ou olíbano?
O patchouli costuma ser comparado com outros óleos de base e de relaxamento. Cada um tem um perfil:
| Óleo | Perfil | Quando costuma ser escolhido |
|---|---|---|
| Patchouli | Terroso, amadeirado, muito persistente; menos alerta na inalação[6] | Nota de base, aterrar, pele; aroma que divide opiniões |
| Ylang-ylang | Floral intenso e doce | Tensão e irritabilidade; mais risco de alergia de pele[13] |
| Olíbano | Resinoso, limpo, levemente cítrico | Respiração lenta, meditação, misturas de base |
| Laranja-doce | Cítrico leve e alegre | Abrir a mistura; boa dupla com o patchouli |
Um aroma que divide opiniões
O patchouli é um daqueles aromas que as pessoas amam ou rejeitam. Para uns, lembra terra molhada e madeira; para outros, mofo ou perfume pesado. Na aromaterapia, isso importa: um aroma que a pessoa detesta dificilmente vai ajudar a relaxar. Por isso, a preferência pessoal entra na escolha, e o patchouli em pouca quantidade, dentro de uma sinergia, costuma ser mais bem aceito do que sozinho. Veja sensibilidade a cheiros.
Mitos e verdades
- “Patchouli acalma.” Verdade, em parte. A inalação reduziu a atividade do sistema do alerta em adultos saudáveis[6], mas não há ensaios com pessoas com ansiedade.
- “Patchouli é anti-inflamatório.” Promissor. Estudos em animais sugerem esse efeito[5][8][9], e mais estudos são necessários em pessoas.
- “Patchouli melhora com o tempo.” Verdade, com cuidado. A composição muda com o envelhecimento[5], e o aroma tende a ficar mais redondo, desde que o óleo seja bem guardado.
- “Patchouli rejuvenesce a pele.” Por enquanto, só em animais. Em camundongos, protegeu a pele da radiação UV[4]. Não substitui o protetor solar.
- “Patchouli puro espanta mosquito, então posso passar puro.” Mito perigoso. O óleo puro protegeu em laboratório[11], mas óleo puro na pele aumenta o risco de irritação e alergia[15].
- “Patchouli afina o sangue.” Não sabemos. O alfa-bulneseno inibiu plaquetas em laboratório[12]; por cautela, quem usa anticoagulante deve conversar com o médico[16].
- “Todo patchouli é igual.” Mito. A composição varia com a origem e o processo[3][4].
Na aromaterapia clínica
O patchouli é um óleo que eu uso mais como base do que como estrela. Quando a pessoa chega muito acelerada, com a sensação de estar “fora do corpo” e com a cabeça a mil, uma sinergia com um pouco de patchouli e um cítrico costuma ajudar a aterrar. Mas antes de qualquer coisa eu deixo a pessoa sentir o aroma no frasco. Se ela torcer o nariz, ele sai da mistura. Não adianta insistir num aroma que a pessoa rejeita.
Também pergunto sobre alergia a perfumes, gestação, cirurgias marcadas e medicamentos, principalmente anticoagulantes. No retorno, quero saber se o aroma agradou com o passar dos dias e se a mistura ficou pesada.
Sempre como tratamento complementar: a aromaterapia não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico. Se houver ansiedade intensa, sintomas de depressão ou problema de pele que não melhora, o acompanhamento médico e psicológico continua. Em caso de ideia de morte, ligue para o CVV no 188 ou procure atendimento de emergência.
Se você quer um plano com o patchouli e outros óleos para o seu caso, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

- ✓Como escolher um óleo de qualidade e ler o rótulo
- ✓A via de uso e a diluição certa para cada idade
- ✓Os cuidados com os 20 óleos essenciais mais usados
- ✓Quando não usar e quando é hora de procurar o médico
- O que é aromaterapia: como funciona, para que serve e o que diz a ciência
- Óleo essencial de ylang-ylang: para que serve, frações, estudos e cuidados
- Óleo essencial de olíbano (frankincense): para que serve, o que diz a ciência e como usar
- Óleo essencial de gerânio: para que serve, estudos e como usar
- Óleo essencial de laranja-doce: para que serve, estudos e cuidados
Perguntas frequentes
Para que serve o óleo essencial de patchouli?
É mais usado como nota de base em sinergias, para aterrar e desacelerar e em cuidados com a pele. Na inalação, reduziu a atividade do sistema do alerta em adultos[6]. É tratamento complementar e não substitui o tratamento médico.
Qual o principal componente do óleo de patchouli?
O patchoulol, ou álcool de patchouli, que é o marcador de qualidade do óleo. Alfa-bulneseno e alfa-guaieno também aparecem em quantidade alta[1][3].
É verdade que o patchouli melhora com o tempo?
Sim, em parte. Ele é rico em sesquiterpenos estáveis e tende a ficar mais redondo com o tempo. Um estudo encontrou uma substância que só aparecia no óleo guardado por muito tempo[5]. Mesmo assim, guarde bem fechado e longe da luz.
Patchouli acalma?
Num estudo com adultos saudáveis, a inalação reduziu em cerca de 40% a atividade do sistema do alerta[6]. Ainda não há ensaios com pessoas com ansiedade.
Patchouli é anti-inflamatório?
Estudos em camundongos e ratos sugerem efeito anti-inflamatório[5][8][9], e mais estudos são necessários em pessoas.
Patchouli pode ser usado na pele?
Sim, sempre diluído em óleo carreador e com teste numa área pequena. Ele sensibiliza com menos frequência do que outros óleos[13], mas já houve caso de alergia[14].
Quem usa anticoagulante pode usar patchouli?
Em laboratório, o alfa-bulneseno inibiu as plaquetas[12]. Por cautela, quem usa anticoagulante deve conversar com o médico antes do uso regular e nunca usar por via oral[16].
Grávida pode usar patchouli?
Não encontramos estudos com patchouli em gestantes. Na gestação, só inalação leve, em pouca quantidade e com orientação de uma aromaterapeuta com formação clínica.
Com que óleos o patchouli combina?
Com cítricos como laranja-doce e bergamota, com lavanda, ylang-ylang, gerânio, olíbano e cedro. Comece com 1 gota de patchouli para 3 ou 4 gotas dos outros óleos.
Patchouli espanta mosquito?
O óleo puro protegeu por 2 horas num teste de laboratório, mas diluído a 10% ou 50% não teve o mesmo resultado[11]. Óleo puro na pele não é seguro no dia a dia.
Referências
- Swamy MK, Sinniah UR. A Comprehensive Review on the Phytochemical Constituents and Pharmacological Activities of Pogostemon cablin Benth.: An Aromatic Medicinal Plant of Industrial Importance. Molecules. 2015;20(5):8521-47. doi:10.3390/molecules20058521
- Junren C, Xiaofang X, Mengting L, Qiuyun X, Gangmin L, Huiqiong Z, et al. Pharmacological activities and mechanisms of action of Pogostemon cablin Benth: a review. Chin Med. 2021;16(1):5. doi:10.1186/s13020-020-00413-y
- Tsai YC, Hsu HC, Yang WC, Tsai WJ, Chen CC, Watanabe T. Alpha-bulnesene, a PAF inhibitor isolated from the essential oil of Pogostemon cablin. Fitoterapia. 2007;78(1):7-11. doi:10.1016/j.fitote.2006.09.016
- Lin RF, Feng XX, Li CW, Zhang XJ, Yu XT, Zhou JY, et al. Prevention of UV radiation-induced cutaneous photoaging in mice by topical administration of patchouli oil. J Ethnopharmacol. 2014;154(2):408-18. doi:10.1016/j.jep.2014.04.020
- Liang JL, Wu JZ, Liu YH, Zhang ZB, Wu QD, Chen HB, et al. Patchoulene Epoxide Isolated from Patchouli Oil Suppresses Acute Inflammation through Inhibition of NF-κB and Downregulation of COX-2/iNOS. Mediators Inflamm. 2017;2017:1089028. doi:10.1155/2017/1089028
- Haze S, Sakai K, Gozu Y. Effects of fragrance inhalation on sympathetic activity in normal adults. Jpn J Pharmacol. 2002;90(3):247-53. doi:10.1254/jjp.90.247
- Lee HS, Lee J, Smolensky D, Lee SH. Potential benefits of patchouli alcohol in prevention of human diseases: A mechanistic review. Int Immunopharmacol. 2020;89(Pt A):107056. doi:10.1016/j.intimp.2020.107056
- Zhang Z, Chen X, Chen H, Wang L, Liang J, Luo D, et al. Anti-inflammatory activity of β-patchoulene isolated from patchouli oil in mice. Eur J Pharmacol. 2016;781:229-38. doi:10.1016/j.ejphar.2016.04.028
- Yu X, Yang G, Jiang H, Lin S, Liu Y, Zhang X, et al. Patchouli oil ameliorates acute colitis: A targeted metabolite analysis of 2,4,6-trinitrobenzenesulfonic acid-induced rats. Exp Ther Med. 2017;14(2):1184-1192. doi:10.3892/etm.2017.4577
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- Trongtokit Y, Rongsriyam Y, Komalamisra N, Apiwathnasorn C. Comparative repellency of 38 essential oils against mosquito bites. Phytother Res. 2005;19(4):303-9. doi:10.1002/ptr.1637
- Hsu HC, Yang WC, Tsai WJ, Chen CC, Huang HY, Tsai YC. Alpha-bulnesene, a novel PAF receptor antagonist isolated from Pogostemon cablin. Biochem Biophys Res Commun. 2006;345(3):1033-8. doi:10.1016/j.bbrc.2006.05.006
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- Rosato WA, Danza P, Ciccarese G, Foti C, Sbarra G. Allergic Contact Dermatitis to a Product Containing Patchouli Essential Oil in a Non-Occupational Setting. Contact Dermatitis. 2026;94(4):421-423. doi:10.1111/cod.70081
- EFSA Panel on Additives and Products or Substances used in Animal Feed (FEEDAP), Villa RE, Azimonti G, Bonos E, et al. Safety and efficacy of a feed additive consisting of an essential oil derived from the leaves of Pogostemon cablin Benth. (patchouli oil) for use in all animal species (FEFANA asbl). EFSA J. 2025;23(4):e9357. doi:10.2903/j.efsa.2025.9357
- Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.
