Bergamota e cortisol: por dentro do estudo que mediu o estresse na saliva - Camila Castellan

Em 2015, pesquisadores da Universidade de Medicina da Prefeitura de Kyoto, no Japão, pediram a 41 mulheres saudáveis que inalassem óleo essencial de bergamota com vapor de água por 15 minutos. Depois da bergamota, o cortisol na saliva ficou mais baixo do que depois do simples repouso, a atividade parassimpática, o sistema de “descanso” do corpo, aumentou, e as emoções negativas e o cansaço melhoraram[1]. Outros estudos com bergamota, com professores e numa sala de espera de saúde mental, foram na mesma direção[2][3], mas nem todo estudo com aromas encontrou queda de cortisol[7][8]. São estudos pequenos e de curta duração, e a bergamota não cura o estresse crônico. Ela pode ser um apoio complementar, inalada, e na pele exige cuidado: a bergamota prensada é fototóxica[15][16].

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 14 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

O estudo41 mulheres saudáveis inalaram bergamota com vapor de água por 15 minutos.
O resultadoCortisol na saliva mais baixo do que no repouso, mais “modo descanso” e menos cansaço.
O cortisolÉ o hormônio final do eixo do estresse, que liga o cérebro às glândulas suprarrenais.
Outros estudosProfessores e pacientes também relataram efeitos, mas nem todo estudo mediu queda de cortisol.
O que não significaNão cura o estresse crônico nem o burnout e não substitui o tratamento.
CuidadoBergamota prensada na pele + sol pode queimar: use a FCF ou respeite os limites.

Neste artigo, da série Por dentro do estudo, você vai entender a pergunta que os cientistas fizeram, como o estudo com bergamota foi feito, o que ele encontrou, o que é o cortisol e o eixo do estresse, o que esse estudo não prova e como usar a bergamota com segurança.

A pergunta dos cientistas

Você aprendeu que a bergamota é “o óleo do bom humor”. Na ciência, a pergunta é mais específica: o aroma da bergamota muda alguma coisa que dá para medir no corpo, ou a melhora é só uma sensação agradável?

A bergamota é um cítrico cultivado principalmente na Calábria, no sul da Itália, considerado um híbrido de laranja-amarga e limão. O óleo da casca é usado há muito tempo em perfumes, cosméticos e alimentos, e os estudos clínicos com ele se concentram na aromaterapia para ansiedade e estresse[14].

Antes, quase tudo vinha de questionários ou de animais. Em ratos, a inalação de bergamota reduziu comportamentos ligados à ansiedade e diminuiu a corticosterona, o “cortisol” dos roedores, depois de uma situação de estresse[12]. Outro grupo viu efeito relaxante em ratos, diferente do efeito do diazepam[13]. Esses estudos sugerem um efeito sobre o sistema do estresse, e precisam ser aprofundados em pessoas.

Foi aí que o grupo japonês de Eri Watanabe decidiu medir, em pessoas, três coisas ao mesmo tempo: um hormônio do estresse (o cortisol), um sinal do sistema nervoso (a variabilidade da frequência cardíaca) e o humor relatado pelas próprias participantes[1].

Como o estudo foi feito

O estudo foi publicado em 2015 na revista Forschende Komplementärmedizin, uma revista científica alemã de medicina complementar[1]. O desenho foi este:

O detalhe mais inteligente está no grupo do vapor de água. Ele serve para separar dois efeitos: o de ficar parada respirando um vapor morno e o do aroma da bergamota em si.

O que encontraram

Os resultados principais foram estes[1]:

Repare num detalhe honesto: na queda do cortisol, a diferença significativa foi contra o repouso sozinho, e não contra o vapor de água. Ou seja, parte do efeito pode vir do ritual de parar e respirar vapor. Já no sinal do coração, a bergamota foi melhor do que o vapor de água.

Veja como esse estudo conversa com outros que mediram estresse com bergamota e com outros aromas:

Bergamota, outros aromas e marcadores de estresse

EstudoQuem participouO que aconteceu
Bergamota com vapor de água[1]41 mulheres saudáveisCortisol mais baixo que no repouso; mais atividade parassimpática; menos emoções negativas e cansaço
Spray de bergamota a 2%[2]54 professores do ensino fundamental em TaiwanDepois de 10 minutos: pressão e frequência cardíaca menores, mais sinais de “modo descanso”
Bergamota na sala de espera[3]57 pessoas num centro de saúde mental15 minutos de aroma: sentimentos positivos 17% maiores que no controle
Bergamota antes de cirurgia ambulatorial[9]109 pacientesMaior redução da ansiedade do que com vapor de água
Bergamota antes de cirurgia[8]60 pacientesMenos ansiedade e menos alfa-amilase; o cortisol não foi diferente entre os grupos
Lavanda e alecrim[6]22 voluntários saudáveisCheirar por 5 minutos reduziu o cortisol na saliva
Lavanda e limão[7]56 voluntários saudáveisO limão melhorou o humor, mas nenhum aroma alterou o cortisol de forma consistente

O estudo com professores é interessante porque mostra um grupo de trabalho muito estressante. Mas ele comparou cada pessoa antes e depois do spray, sem um grupo que recebesse um spray sem aroma[2]. O estudo da sala de espera aconteceu num lugar real de atendimento, com semanas de difusor com bergamota alternadas com semanas de difusor com água destilada, mas o grupo de comparação ficou bem menor do que o grupo do aroma, e dois dos autores trabalhavam para uma empresa que vende óleos essenciais[3].

O cortisol também apareceu em estudos com outros aromas. Num ensaio com 22 adultos submetidos a tarefas mentais difíceis, o grupo que inalou óleo de copaíba teve queda do cortisol na saliva durante as tarefas, enquanto o grupo controle, que inalou óleo de jojoba, teve aumento[10]. A figura abaixo, desse estudo, mostra como os cientistas enxergam o cortisol num gráfico:

Gráfico de barras do cortisol na saliva em três momentos de um estudo com tarefas mentais: no grupo controle o cortisol sobe, no grupo que inalou copaíba ele cai
Cortisol na saliva antes e depois de tarefas mentais difíceis: no grupo controle ele sobe; no grupo que inalou copaíba, cai. Fonte: Zhang N, et al. Evid Based Complement Alternat Med. 2022;2022:3874745, CC BY 4.0.

Uma revisão sistemática de 2023 reuniu 76 estudos sobre inalação de aromas para estresse e ansiedade em ambientes clínicos, com 6.539 pacientes. Em 42% dos ensaios, os pesquisadores mediram também sinais do corpo, como pressão, frequência cardíaca ou cortisol na saliva, e mais de 70% dos estudos relataram efeito positivo sobre a ansiedade. Mas os autores alertam para falhas: falta de dados de segurança, espécie da planta mal descrita e dose pouco clara[11]. Se você se interessa pela copaíba, veja óleo essencial de copaíba.

O que isso muda no corpo e no cérebro

O que é o cortisol. O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, que ficam em cima dos rins. Ele é o último elo de uma cadeia chamada eixo HPA: hipotálamo, hipófise e adrenal (o outro nome das suprarrenais)[4].

Funciona assim. Diante de uma ameaça, o hipotálamo, uma pequena região na base do cérebro, libera o hormônio liberador de corticotrofina (CRF). O CRF avisa a hipófise, que libera o ACTH no sangue. O ACTH chega às suprarrenais, que liberam o cortisol. O cortisol mobiliza energia para o corpo reagir e, quando já há o suficiente, ele mesmo “avisa” o cérebro para desligar o alarme[4].

Esse eixo não trabalha sozinho. Ele recebe sinais de áreas do sistema límbico, ligadas à emoção e à memória, e trabalha junto com o sistema nervoso simpático, o do “alerta”, e com o parassimpático, o do “descanso”[4]. É aqui que o aroma entra na história: o sinal do olfato chega rápido justamente a essas áreas emocionais. Para entender esse caminho, veja como a aromaterapia age no cérebro.

Por que medir na saliva. A saliva é fácil de coletar, sem agulha, e o cortisol salivar virou um marcador muito usado em pesquisas de estresse. Mas é uma medida indireta, e vários fatores psicológicos e biológicos mudam o resultado. Por isso, o cortisol da saliva nem sempre acompanha o do sangue[5]. Uma única medida, logo depois de 15 minutos, é uma “fotografia” do momento, e não um retrato do estresse da semana.

O sinal do coração. O coração não bate como um metrônomo. O intervalo entre um batimento e outro varia um pouco, e parte dessa variação, chamada de alta frequência, reflete o freio do sistema parassimpático. Quando esse índice sobe, o corpo está mais perto do “modo descanso”. Foi isso que aumentou com a bergamota, em comparação com o vapor de água[1], e também no estudo com professores[2].

E a química da bergamota? O óleo é rico em limoneno, acetato de linalila e linalol[14]. O acetato de linalila e o linalol são os mesmos componentes que aparecem na lavanda. Em ratos, a bergamota inalada reduziu a corticosterona depois do estresse[12], o que sugere uma ação direta sobre o eixo HPA. Esses resultados em animais precisam ser aprofundados, e mais estudos são necessários em pessoas.

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O que isso significa na prática (e o que não significa)

O que o estudo sustenta: 15 minutos de pausa inalando bergamota podem ajudar o corpo a sair do modo de alerta, com efeito mensurável num hormônio e no sinal do coração, pelo menos em mulheres saudáveis e no curto prazo[1].

O que o estudo não sustenta:

A aromaterapia é tratamento complementar, não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico. Se você já usa algum medicamento para ansiedade, sono ou humor, ele só se reduz ou se suspende junto com o médico. Se o estresse virou exaustão, leia também burnout e aromaterapia.

Para adultos que querem experimentar uma pausa com bergamota, inspirada no estudo:

  1. Escolha o momento: uma pausa de 15 minutos, sentada, longe da tela, no meio ou no fim do dia.
  2. Prepare o aroma: 2 a 3 gotas num inalador pessoal, ou 3 a 4 gotas num difusor ultrassônico com água, ligado por 15 a 30 minutos.
  3. Respire devagar: inspire pelo nariz e solte o ar mais devagar do que puxou. A expiração longa estimula o freio parassimpático.
  4. Observe o corpo: ombros, mandíbula, respiração.
  5. Anote: como você estava antes e depois, numa nota de 0 a 10. Isso ajuda a ver se a bergamota faz sentido para você.
Infográfico: pausa de 15 minutos com bergamota, passo a passo, e cuidados com o sol
A pausa de 15 minutos com bergamota, inspirada no estudo, passo a passo.

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Cuidados

O cuidado mais importante com a bergamota é a pele. O óleo comum, obtido por prensagem a frio da casca, contém furocumarinas, principalmente o bergapteno. Na pele que recebe sol ou luz ultravioleta, ele pode causar queimaduras com bolhas e manchas escuras. Dermatologistas da Áustria descreveram dois casos de bolhas depois do uso de óleo de bergamota seguido de ultravioleta; numa das pacientes, o óleo nem foi passado na pele, só evaporado numa sauna antes de uma sessão de bronzeamento artificial[15].

Bergamota: cuidados

SituaçãoO que fazer
Bergamota prensada na pele que vai ao solNo máximo 0,4%, ou evitar sol e ultravioleta por 12 horas na área[16]
Bergamota FCF (sem furocumarinas)Não é fototóxica; diluição comum, em torno de 1% no corpo[16]
InalaçãoÉ a via dos estudos[1][2][3]; evite sauna e bronzeamento logo depois[15]
Vapor com água quenteCuidado com queimaduras; prefira inalador ou difusor
CriançasSem inalação direta perto do rosto; só com orientação
Gestação e amamentaçãoSó com orientação de aromaterapeuta com formação clínica
Gatos e cães em casaDifusor por pouco tempo e com porta aberta para o animal sair

O óleo de bergamota não é para ingerir. A via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Criança nunca ingere óleo, e recém-nascido não usa óleo. Veja óleos essenciais fototóxicos, a ficha do limão e da bergamota, como diluir óleo essencial e óleo essencial faz mal para gatos e cachorros?.

Quando procurar ajuda logo: estresse que não passa, insônia por semanas, crises de choro, palpitações frequentes ou exaustão que impede o trabalho pedem avaliação de um médico ou psicólogo. Se surgirem ideias de morte, procure ajuda imediatamente: o CVV atende pelo telefone 188, 24 horas. Dor no peito ou falta de ar intensa pedem atendimento de emergência.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Quando uma pessoa chega dizendo que vive estressada, eu não começo pelo óleo. Começo perguntando como é esse estresse: se é um pico antes de uma situação, se é um cansaço que não passa com o fim de semana, se vem com insônia, irritação ou tristeza. Isso muda o plano e, às vezes, o encaminhamento.

A bergamota entra bem quando o estresse vem com irritação, tensão e humor baixo, e quando a pessoa precisa de uma pausa de verdade no dia. O estudo de Watanabe me ajuda a explicar isso: não é só “um aroma gostoso”, é uma pausa que o corpo consegue registrar. Também deixo claro o limite: 15 minutos de bergamota não resolvem uma rotina que adoece.

Antes de indicar, sempre pergunto sobre medicamentos, gestação, crianças e animais em casa e, principalmente, se a pessoa pretende usar na pele e tomar sol. Se for para a pele, indico a bergamota FCF. No retorno, quero saber em que momentos usou, como estava antes e depois e se a pausa virou rotina. Em mais de 10 anos de atendimento clínico, aprendi que o aroma funciona melhor quando tem hora marcada e um propósito claro.

Se você quer um plano de aromaterapia para lidar melhor com o estresse, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

Camila Castellan

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Perguntas frequentes

Bergamota baixa o cortisol?

Num estudo com 41 mulheres saudáveis, 15 minutos inalando bergamota com vapor de água deixaram o cortisol na saliva mais baixo do que o repouso sozinho[1]. Outros estudos não viram mudança no cortisol[7][8].

O que é cortisol?

É um hormônio das glândulas suprarrenais, o último elo do eixo do estresse, que mobiliza energia para o corpo reagir[4].

O que é o eixo HPA?

É a cadeia hipotálamo, hipófise e adrenal: o hipotálamo libera CRF, a hipófise libera ACTH e as suprarrenais liberam cortisol[4].

Quanto tempo de inalação o estudo usou?

15 minutos de bergamota com vapor de água, seguidos de 10 minutos de descanso[1].

A bergamota trata o estresse crônico ou o burnout?

Não cura. Os estudos foram de curta duração e com pessoas saudáveis[1][2]. Ela pode ser um apoio complementar dentro de um plano.

Bergamota ajuda na ansiedade?

Há estudos com menos ansiedade antes de cirurgias[8][9] e mais sentimentos positivos numa sala de espera de saúde mental[3]. Não substitui o tratamento.

Posso passar bergamota na pele?

A prensada, no máximo a 0,4% na pele que vai ao sol, ou sem sol por 12 horas. A versão FCF não é fototóxica[16].

Bergamota inalada mancha a pele?

O risco é baixo, mas há relato de bolhas depois de bergamota evaporada numa sauna seguida de bronzeamento[15]. Evite ultravioleta logo depois.

Medir cortisol na saliva mostra quanto estresse eu tenho?

Não exatamente. É uma medida indireta, que muda com muitos fatores, e uma única dosagem é só um momento[5].

Outros óleos também mexem com o cortisol?

Lavanda, alecrim e copaíba tiveram resultados em estudos pequenos[6][10], mas os métodos variam muito e mais estudos são necessários[11].

Referências

  1. Watanabe E, Kuchta K, Kimura M, Rauwald HW, Kamei T, Imanishi J. Effects of bergamot (Citrus bergamia (Risso) Wright & Arn.) essential oil aromatherapy on mood states, parasympathetic nervous system activity, and salivary cortisol levels in 41 healthy females. Forsch Komplementmed. 2015;22(1):43-9. doi:10.1159/000380989
  2. Chang KM, Shen CW. Aromatherapy benefits autonomic nervous system regulation for elementary school faculty in Taiwan. Evid Based Complement Alternat Med. 2011;2011:946537. doi:10.1155/2011/946537
  3. Han X, Gibson J, Eggett DL, Parker TL. Bergamot (Citrus bergamia) essential oil inhalation improves positive feelings in the waiting room of a mental health treatment center: a pilot study. Phytother Res. 2017;31(5):812-6. doi:10.1002/ptr.5806
  4. Smith SM, Vale WW. The role of the hypothalamic-pituitary-adrenal axis in neuroendocrine responses to stress. Dialogues Clin Neurosci. 2006;8(4):383-95. doi:10.31887/DCNS.2006.8.4/ssmith
  5. Hellhammer DH, Wüst S, Kudielka BM. Salivary cortisol as a biomarker in stress research. Psychoneuroendocrinology. 2009;34(2):163-71. doi:10.1016/j.psyneuen.2008.10.026
  6. Atsumi T, Tonosaki K. Smelling lavender and rosemary increases free radical scavenging activity and decreases cortisol level in saliva. Psychiatry Res. 2007;150(1):89-96. doi:10.1016/j.psychres.2005.12.012
  7. Kiecolt-Glaser JK, Graham JE, Malarkey WB, Porter K, Lemeshow S, Glaser R. Olfactory influences on mood and autonomic, endocrine, and immune function. Psychoneuroendocrinology. 2008;33(3):328-39. doi:10.1016/j.psyneuen.2007.11.015
  8. Pasyar N, Rambod M, Araghi F. The effect of bergamot orange essence on anxiety, salivary cortisol, and alpha amylase in patients prior to laparoscopic cholecystectomy: a controlled trial study. Complement Ther Clin Pract. 2020;39:101153. doi:10.1016/j.ctcp.2020.101153
  9. Ni CH, Hou WH, Kao CC, Chang ML, Yu LF, Wu CC, et al. The anxiolytic effect of aromatherapy on patients awaiting ambulatory surgery: a randomized controlled trial. Evid Based Complement Alternat Med. 2013;2013:927419. doi:10.1155/2013/927419
  10. Zhang N, Chen J, Dong W, Yao L. The effect of copaiba oil odor on anxiety relief in adults under mental workload: a randomized controlled trial. Evid Based Complement Alternat Med. 2022;2022:3874745. doi:10.1155/2022/3874745
  11. Hedigan F, Sheridan H, Sasse A. Benefit of inhalation aromatherapy as a complementary treatment for stress and anxiety in a clinical setting: a systematic review. Complement Ther Clin Pract. 2023;52:101750. doi:10.1016/j.ctcp.2023.101750
  12. Saiyudthong S, Marsden CA. Acute effects of bergamot oil on anxiety-related behaviour and corticosterone level in rats. Phytother Res. 2011;25(6):858-62. doi:10.1002/ptr.3325
  13. Rombolà L, Tridico L, Scuteri D, et al. Bergamot essential oil attenuates anxiety-like behaviour in rats. Molecules. 2017;22(4):614. doi:10.3390/molecules22040614
  14. Navarra M, Mannucci C, Delbò M, Calapai G. Citrus bergamia essential oil: from basic research to clinical application. Front Pharmacol. 2015;6:36. doi:10.3389/fphar.2015.00036
  15. Kaddu S, Kerl H, Wolf P. Accidental bullous phototoxic reactions to bergamot aromatherapy oil. J Am Acad Dermatol. 2001;45(3):458-61. doi:10.1067/mjd.2001.116226
  16. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.