Lavanda e sono profundo: o estudo que mediu o efeito do aroma no cérebro - Camila Castellan

Em 2005, um estudo da Universidade Wesleyan, nos Estados Unidos, colocou 31 jovens para dormir num laboratório do sono e mediu o sono deles com eletroencefalograma. Na noite em que inalaram lavanda antes de dormir, homens e mulheres tiveram mais sono profundo, o chamado sono de ondas lentas, e acordaram com mais disposição[1]. Homens e mulheres, porém, responderam de forma diferente em outras fases do sono[1]. Um estudo-piloto de 2021 com o aroma liberado durante a noite também encontrou mais sono profundo[2]. São estudos pequenos, com jovens saudáveis: mostram que o aroma pode mudar o sono medido no aparelho, mas não provam que a lavanda trata insônia. Em idosos e pacientes de hospital, meta-análises encontraram melhora da qualidade do sono, com estudos de qualidade variável[11][12][13].

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 15 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

O estudo31 jovens dormiram três noites num laboratório do sono, uma delas com lavanda.
O resultadoCom lavanda, homens e mulheres tiveram mais sono profundo.
A surpresaNas outras fases do sono, homens e mulheres responderam de forma oposta.
De manhãDepois da noite com lavanda, todos relataram mais disposição.
Em outros gruposIdosos e pacientes de hospital dormiram melhor com aromaterapia em meta-análises.
O limiteEstudos pequenos: o aroma pode ajudar, mas não substitui o tratamento da insônia.

Neste artigo você vai entender o estudo, o que é polissonografia, o que acontece no cérebro quando um aroma chega durante o sono e o que os estudos em idosos e hospitais mostram.

A pergunta dos cientistas

Você provavelmente já ouviu que lavanda ajuda a dormir. Na ciência, essa frase precisa de uma prova mais exigente. Até o começo dos anos 2000, quase tudo o que se sabia vinha de questionários: a pessoa usava o aroma e dizia, no dia seguinte, se tinha dormido bem. E a sensação de ter dormido bem depende de expectativa e humor.

A pergunta da pesquisadora Namni Goel e de sua equipe era mais concreta: um aroma inalado antes de dormir muda o sono medido, aquele que aparece nas ondas do cérebro? E, como estudos anteriores mostravam que as mulheres costumam ter um olfato mais apurado, eles quiseram saber também se homens e mulheres reagiriam do mesmo jeito[1].

Faz sentido perguntar isso porque o olfato tem uma ligação direta com as áreas do cérebro que regulam emoção, alerta e memória. É por esse caminho que a aromaterapia pode influenciar o estado do corpo. Veja mais em como a aromaterapia age no cérebro.

Como o estudo foi feito

Para entender o estudo, primeiro é preciso entender como se mede o sono.

O que é polissonografia. É o exame feito no laboratório do sono. A pessoa dorme com pequenos sensores colados na cabeça e no rosto. O principal deles é o eletroencefalograma, o EEG, que registra a atividade elétrica do cérebro em forma de ondas. Junto, sensores registram o movimento dos olhos e a tensão dos músculos do queixo. Com esses sinais, um técnico divide a noite em trechos de 30 segundos e classifica cada trecho numa fase do sono, seguindo regras internacionais[2].

As fases do sono, de forma simples

FaseO que aconteceComo aparece no EEG
N1 (sono leve)Transição entre acordado e dormindo; acorda-se com facilidadeOndas mais lentas que as da vigília
N2 (sono intermediário)O corpo desacelera; ocupa boa parte da noite[2]Fusos do sono e complexos K
N3 (sono profundo ou de ondas lentas)Mais difícil de acordar; ligado à recuperação e à memória[7]Ondas grandes e lentas, as ondas delta
REM (sono dos sonhos)Olhos se movem rápido, músculos relaxados, sonhos vívidos[7]Atividade parecida com a da vigília

O sono profundo predomina na primeira metade da noite, e o REM fica mais longo na segunda metade[7].

O desenho do estudo. Participaram 31 jovens saudáveis, que dormiam bem: 16 homens e 15 mulheres, de 18 a 30 anos. Cada um passou três noites seguidas no laboratório. A primeira era de adaptação, porque ninguém dorme normalmente na primeira noite com fios na cabeça. Nas outras duas, em ordem sorteada, a pessoa recebeu lavanda ou água destilada[1].

O aroma foi apresentado de forma intermitente, nos dois primeiros minutos de cada intervalo de dez minutos, entre 23h10 e 23h40, ou seja, antes de dormir. Depois, a noite toda foi registrada pela polissonografia. De manhã, os participantes responderam a escalas de sonolência e de humor[1].

O que encontraram

O achado principal: na noite com lavanda, a porcentagem de sono profundo, o sono de ondas lentas, aumentou tanto nos homens quanto nas mulheres. E, na manhã seguinte, todos relataram mais vigor, mais disposição, o que combina com um sono mais reparador[1].

A parte surpreendente veio nas outras fases. Nas mulheres, a lavanda aumentou o sono leve da fase 2, diminuiu o sono REM e encurtou o tempo até o primeiro despertar depois de adormecer. Nos homens, esses efeitos foram no sentido oposto[1]. Os autores concluíram que a lavanda funcionou como um sedativo leve e que o efeito sobre a arquitetura do sono depende do sexo[1].

Como o artigo de 2005 não é de acesso aberto, a figura abaixo vem de um estudo mais recente que repetiu a pergunta com outro desenho. Em 2021, pesquisadores de Taiwan liberaram aroma de lavanda durante o sono de nove jovens saudáveis, um minuto a cada cinco, começando cerca de uma hora e meia depois de deitar. Na outra noite, o aparelho liberava só vapor de água. Nenhum participante percebeu o aroma[2].

Gráficos do estudo de Ko e colaboradores (2021): na noite com aroma de lavanda, a porcentagem de sono profundo N3 aumentou e a de sono N2 diminuiu em relação à noite controle
Figura 5 de Ko et al., Sci Rep, 2021 (CC BY 4.0): com lavanda liberada durante o sono, mais sono profundo (N3).

Na noite com lavanda, o sono profundo (N3) passou de 21,1% para 23,9% do tempo total de sono, e o sono N2 diminuiu de 50,2% para 46,6%. O tempo na cama e a eficiência do sono foram iguais nas duas noites. No EEG, durante o sono profundo e o REM, as ondas delta aumentaram e as ondas alfa, ligadas ao estado de alerta, diminuíram. Os participantes também relataram menos perturbação do sono[2].

Os dois estudos apontam na mesma direção: mais sono profundo. Mas os próprios autores de 2021 lembram que nove pessoas é pouco para recomendar um tratamento e que ainda não se sabe se a lavanda empurra o sono N2 para o N3 ou se impede que o N3 volte a ficar mais leve[2].

O que isso muda no corpo e no cérebro

Por que o sono profundo importa. O sono de ondas lentas é a fase em que o cérebro sincroniza grandes grupos de neurônios. É nela que acontece boa parte da consolidação da memória: as lembranças do dia, guardadas temporariamente no hipocampo, são reativadas e redistribuídas para o córtex[7]. Por isso, acordar com mais disposição depois de uma noite com mais sono profundo, como no estudo de 2005, faz sentido biológico[1].

O aroma chega ao cérebro adormecido? Aqui está uma curiosidade importante. O olfato é um péssimo despertador. Num estudo com seis jovens, o aroma de hortelã-pimenta não acordou ninguém no sono N2, no sono profundo nem no REM. Já um som acordou as pessoas na maioria das tentativas[4]. Mesmo assim, o aroma é processado.

Um estudo de 2016 mostrou isso no EEG. Pesquisadores apresentaram aromas, entre eles lavanda e vetiver, a 34 pessoas durante a noite. Os aromas aumentaram a potência das ondas delta e dos fusos lentos no sono não REM, e quanto mais longo o estímulo, maior o aumento. Ao contrário de outros estímulos, eles não provocaram os complexos K, que são a marca de quando o cérebro reage a uma interferência[3]. Em resumo: o aroma aprofunda o sono em vez de interrompê-lo.

Aromas, sono e memória. O estudo mais famoso dessa linha saiu na revista Science em 2007. Voluntários aprenderam a posição de pares de cartas enquanto sentiam aroma de rosa. Quando o mesmo aroma foi apresentado de novo durante o sono de ondas lentas, eles lembraram melhor das cartas no dia seguinte. O efeito não apareceu quando o aroma foi dado no sono REM, acordado, ou quando ele não estava presente no aprendizado. A ressonância mostrou ativação do hipocampo quando o aroma chegava durante o sono profundo[5]. Essa técnica ganhou nome: reativação direcionada de memórias. Uma meta-análise com 91 experimentos e mais de 2 mil participantes confirmou que ela funciona no sono não REM, mas não no REM nem acordado[6]. Veja memória olfativa.

Infográfico: o que acontece no cérebro quando um aroma chega durante o sono
O aroma durante o sono: do nariz às ondas lentas do cérebro.

O caminho, em animais. Em 2024, cientistas chineses mostraram em camundongos que inalar óleo essencial de lavanda encurtou o tempo para adormecer, aumentou o sono não REM e as ondas lentas. Quando o olfato foi bloqueado, ou quando neurônios GABA da amígdala central foram silenciados, o efeito desapareceu[10]. Esses estudos em animais sugerem um caminho que começa no nariz e passa pelos circuitos calmantes do cérebro, e mais estudos são necessários em pessoas. Para entender o GABA, veja óleos essenciais e neurotransmissores.

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O que isso significa na prática (e o que não significa)

O que os estudos sugerem. Que a lavanda não muda só a sensação de ter dormido bem: em laboratório, ela mudou as ondas do cérebro durante o sono[1][2][3]. Isso dá base biológica para usar o aroma na rotina da noite.

E em quem dorme mal? Os estudos de 2005 e 2021 foram com jovens que já dormiam bem. Em pessoas com sono ruim, os resultados são mais variados:

Aroma e sono: além dos jovens saudáveis

EstudoQuem participouO que aconteceu
Polissonografia em quem dorme mal[8]53 adultos com sono ruimUma noite com lavanda aumentou o tempo total de sono, sem placebo com aroma
Lavanda na pós-menopausa[9]35 mulheres com insônia, 29 diasSem diferença para o grupo placebo na qualidade do sono; os dois grupos melhoraram com orientação de higiene do sono
Meta-análise em idosos[11]Ensaios clínicos com idososMelhora da qualidade do sono, maior com lavanda sozinha
Meta-análise em insônia associada a doenças[12]27 estudos, 2.072 pacientesMelhora do sono, mas estudos sem cegamento e muito diferentes entre si
UTI, meta-análise em rede[13]36 estudos em pacientes críticosAromaterapia entre as estratégias que melhoraram o sono, atrás da música

O estudo brasileiro com mulheres na pós-menopausa ensina muito: o grupo que inalou lavanda e o grupo placebo melhoraram, e os autores atribuíram boa parte da melhora às orientações de higiene do sono e ao acompanhamento semanal[9]. O aroma funciona melhor dentro de uma rotina. Para idosos, veja aromaterapia para idosos e, para hospitais, aromaterapia em hospitais.

O que esses estudos NÃO significam:

Em pessoas, a expectativa e as memórias ligadas a um aroma influenciam a resposta[15]; a polissonografia ajuda porque mede algo que a pessoa não controla.

Como usar a lavanda à noite com segurança

Para uso pessoal e familiar, em adultos sem contraindicações, a forma mais próxima dos estudos é a inalação suave antes de dormir:

  1. Comece cerca de 30 minutos antes de deitar, como no estudo de 2005[1], com o quarto já em clima de descanso.
  2. Use pouco: de 2 a 3 gotas num difusor, por um período, e não a noite inteira, ou uma gota num algodão perto do travesseiro.
  3. O aroma deve ser suave. Se ele incomoda, está forte demais.
  4. Mantenha o quarto ventilado e desligue o difusor quando for dormir.
  5. Junte o aroma a uma rotina: mesmo horário, luz baixa, telas longe.

Para mais opções de óleos e combinações, veja aromaterapia para dormir e a ficha do óleo essencial de lavanda.

Cuidados

Lavanda à noite: cuidados práticos

SituaçãoO que fazer
Asma, rinite ou sensibilidade a aromasDifusor por pouco tempo, em baixa quantidade, ou não usar
Bebês e criançasRecém-nascido não usa óleo essencial; criança só com orientação, e nunca ingere óleo
Gestação e amamentaçãoSó com orientação profissional
Gatos e outros petsEvite difusor no quarto onde o animal dorme sem poder sair[14]
PeleNunca puro no travesseiro encostado no rosto; na pele, sempre diluído[14]
Óleo velhoO linalol oxidado pode causar alergia de pele; guarde bem fechado[14]
Quem usa remédio para dormirNão troque o remédio pelo aroma; medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico

E as cápsulas de lavanda? Existem estudos com cápsulas, mas eles usaram um medicamento padronizado, testado em pesquisa, e não óleo comprado para uso caseiro. A via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria.

Veja também difusor de aromas faz mal? e óleo essencial faz mal para gatos e cachorros?.

Quando procurar ajuda. Insônia que dura mais de algumas semanas, ronco alto com pausas na respiração, sonolência forte durante o dia, pernas inquietas à noite ou acordar sem ar pedem avaliação médica. Se a noite é tomada por preocupação e aperto no peito, veja ansiedade à noite. Se surgirem pensamentos de morte ou de se machucar, procure ajuda imediatamente: ligue para o CVV no 188 (ligação gratuita, 24 horas) ou vá a um serviço de emergência.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Gosto muito do estudo de Goel porque ele tirou a pergunta do “eu acho que dormi melhor” e levou para o laboratório do sono. E mostrou algo que vejo na prática: a mesma lavanda não age igual em todo mundo. Por isso, não começo pelo óleo. Começo pela noite da pessoa: a que horas deita, quanto tempo demora para dormir, quantas vezes acorda, como acorda, o que pensa quando deita.

Se a dificuldade é desligar a cabeça, o aroma entra antes de deitar, junto com a respiração lenta e um ritual simples. Se a pessoa acorda de madrugada, olho para ansiedade, dor, calor, menopausa e outras causas que precisam do médico. Também avalio olfato, medicamentos, asma, gestação, crianças e pets no quarto. A lavanda costuma ser uma boa candidata, mas não é a única, e nem todo mundo gosta dela. Se o aroma incomoda, trocamos.

No retorno, pergunto como foram as noites e como a pessoa acordou, porque a disposição pela manhã também conta, como mostrou o estudo[1]. Sempre como tratamento complementar, junto com o acompanhamento médico quando a insônia persiste.

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Perguntas frequentes

Lavanda melhora o sono profundo?

Em laboratório, sim: jovens saudáveis tiveram mais sono de ondas lentas na noite com lavanda, em dois estudos com polissonografia[1][2]. Os estudos são pequenos e precisam ser confirmados.

O que mostrou o estudo de Goel, de 2005?

Que 31 jovens tiveram mais sono profundo depois de inalar lavanda antes de dormir, acordaram com mais disposição e que homens e mulheres reagiram de forma diferente em outras fases do sono[1].

O que é polissonografia?

É o exame do laboratório do sono. Registra as ondas do cérebro (EEG), o movimento dos olhos e a tensão muscular para classificar a noite nas fases N1, N2, N3 e REM[2].

O que é sono de ondas lentas?

É o sono profundo, a fase N3. Nele o cérebro produz ondas grandes e lentas, e acontece boa parte da consolidação da memória[7].

Um aroma pode me acordar durante a noite?

Raramente. Num estudo, o aroma de hortelã-pimenta não acordou ninguém no sono profundo, enquanto um som acordou[4].

Sentir um aroma dormindo ajuda a memória?

Em laboratório, apresentar no sono profundo o mesmo aroma usado durante o aprendizado melhorou a memória no dia seguinte[5][6]. Fora dessas condições, não há como garantir.

Aromaterapia ajuda idosos a dormir?

Uma meta-análise com idosos encontrou melhora da qualidade do sono, maior com lavanda sozinha[11]. Os estudos têm qualidade variável.

Posso deixar o difusor ligado a noite toda?

Não é o ideal. Use pouco, por um período antes de dormir, com o quarto ventilado, e desligue ao deitar.

Lavanda substitui o remédio para dormir?

Não. A aromaterapia é tratamento complementar, e a medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico. No estudo brasileiro, a rotina de sono fez muita diferença[9].

Posso tomar cápsula de lavanda para dormir?

Os estudos usaram medicamento padronizado. A via oral é a mais controversa e de maior risco e só deve ser usada com acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria.

Referências

  1. Goel N, Kim H, Lao RP. An olfactory stimulus modifies nighttime sleep in young men and women. Chronobiol Int. 2005;22(5):889-904. doi:10.1080/07420520500263276
  2. Ko LW, Su CH, Yang MH, Liu SY, Su TP. A pilot study on essential oil aroma stimulation for enhancing slow-wave EEG in sleeping brain. Sci Rep. 2021;11(1):1078. doi:10.1038/s41598-020-80171-x
  3. Perl O, Arzi A, Sela L, et al. Odors enhance slow-wave activity in non-rapid eye movement sleep. J Neurophysiol. 2016;115(5):2294-302. doi:10.1152/jn.01001.2015
  4. Carskadon MA, Herz RS. Minimal olfactory perception during sleep: why odor alarms will not work for humans. Sleep. 2004;27(3):402-5. doi:10.1093/sleep/27.3.402
  5. Rasch B, Büchel C, Gais S, Born J. Odor cues during slow-wave sleep prompt declarative memory consolidation. Science. 2007;315(5817):1426-9. doi:10.1126/science.1138581
  6. Hu X, Cheng LY, Chiu MH, Paller KA. Promoting memory consolidation during sleep: a meta-analysis of targeted memory reactivation. Psychol Bull. 2020;146(3):218-244. doi:10.1037/bul0000223
  7. Diekelmann S, Born J. The memory function of sleep. Nat Rev Neurosci. 2010;11(2):114-26. doi:10.1038/nrn2762
  8. Yang CP, Yang CC, Tsai IJ, et al. The immediate effects of lavender-based essential oil inhalation on subsequent polysomnography in people with poor sleep quality. J Chin Med Assoc. 2023;86(7):665-671. doi:10.1097/JCMA.0000000000000932
  9. Dos Reis Lucena L, Dos Santos-Junior JG, Tufik S, Hachul H. Lavender essential oil on postmenopausal women with insomnia: double-blind randomized trial. Complement Ther Med. 2021;59:102726. doi:10.1016/j.ctim.2021.102726
  10. Ren YL, Chu WW, Yang XW, et al. Lavender improves sleep through olfactory perception and GABAergic neurons of the central amygdala. J Ethnopharmacol. 2024;337(Pt 3):118942. doi:10.1016/j.jep.2024.118942
  11. Xu K, Wang S, Ji Q, Ni Y, Liu T. Effects of aromatherapy on sleep quality in older adults: a meta-analysis. Medicine (Baltimore). 2024;103(49):e40688. doi:10.1097/MD.0000000000040688
  12. Chen HB, Zhang YD, Qin Y, et al. Inhalation aromatherapy for the treatment of comorbid insomnia: a systematic review and meta-analysis. Front Psychiatry. 2025;16:1485693. doi:10.3389/fpsyt.2025.1485693
  13. Matsuura Y, Kita E, Taneda Y, et al. Effects of non-pharmacological interventions on sleep in patients with critical illness: a systematic review and network meta-analysis. Sci Rep. 2026;16(1):7883. doi:10.1038/s41598-026-39187-y
  14. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.
  15. Herz RS. Aromatherapy facts and fictions: a scientific analysis of olfactory effects on mood, physiology and behavior. Int J Neurosci. 2009;119(2):263-90. doi:10.1080/00207450802333953