
O aromaterapeuta é o profissional que usa óleos essenciais de forma terapêutica e segura para apoiar a saúde física e emocional das pessoas, a partir de uma avaliação individual. Na consulta, ele conhece a história de quem atende, entende o sono, a rotina, as emoções e os medicamentos, define um objetivo, escolhe os óleos pelas suas moléculas e pela segurança, entrega um plano de uso por escrito e acompanha a evolução, como tratamento complementar ao cuidado médico e psicológico. A aromaterapia é reconhecida como prática integrativa do SUS desde 2018[1], e há meta-análises mostrando seu efeito na ansiedade e no sono.[2][3]

Resumo rápido
O que é um aromaterapeuta
É quem trabalha com a aromaterapia, prática que o Ministério da Saúde descreve como o uso intencional de concentrados voláteis extraídos de plantas, os óleos essenciais, para promover ou melhorar a saúde, o bem-estar e a higiene. Desde 2018, ela faz parte das práticas integrativas e complementares oferecidas pelo SUS.[1]
A profissão não é regulamentada por lei nem tem conselho próprio, e por isso o que diferencia um bom aromaterapeuta é a formação. Veja aromaterapia é profissão regulamentada?
O que um aromaterapeuta faz na prática
Muitas aromaterapeutas se especializam num público, como saúde emocional, gestantes ou crianças. Camila Castellan, por exemplo, atende pacientes com questões de saúde mental, com foco em crianças com TEA e TDAH e suas famílias.
Como funciona uma consulta de aromaterapia
Cada profissional tem seu método. Na prática da Camila, o atendimento segue estas etapas:
| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| Consulta inicial | conversa aprofundada, por vídeo ou presencial, sobre a queixa principal, a história, o sono, a rotina, as emoções, os medicamentos e os exames |
| Plano por escrito | em poucos dias, a pessoa recebe o plano: quais óleos, por qual via, em que diluição, em que horários e por quanto tempo |
| Conversa de alinhamento | um novo encontro para explicar o plano e tirar todas as dúvidas antes de começar |
| Acompanhamento em fases | uma mudança de cada vez, para saber o que funciona; contato semanal e encontros de revisão para ajustar |
| Autonomia | aos poucos, a pessoa aprende a usar os óleos sozinha, com a profissional como suporte |
Esse formato em fases tem um motivo: quando tudo é introduzido de uma vez, fica difícil saber o que trouxe o resultado. E os estudos mostram que a aromaterapia rende mais com uso regular e acompanhado: numa meta-análise, mais sessões aumentaram o efeito sobre a ansiedade.[7]

O que é perguntado na consulta
A conversa vai muito além de “qual é o seu problema”. Alguns exemplos do que costuma ser investigado:
O sono aparece em quase todos os atendimentos por um motivo: dormir mal aumenta a ansiedade no dia seguinte[4], e cuidar do sono com aromaterapia e rotina juntos funciona melhor do que só a rotina.[5] Veja o modelo completo em ficha de anamnese.
Por que perguntar sobre medicamentos e exames
Muitas pessoas que procuram a aromaterapia usam ansiolíticos, antidepressivos, anticonvulsivantes ou outros remédios. A aromaterapeuta precisa saber o que já foi estudado sobre interações: o óleo de lavanda em cápsula padronizada, por exemplo, não alterou de forma relevante as principais enzimas do fígado que metabolizam remédios.[6] Com outros óleos, a cautela é maior. Por isso a lista completa de medicamentos é parte obrigatória da consulta.
Os exames que a pessoa já tem ajudam a montar um plano mais seguro e a perceber quando é preciso encaminhar ao médico. O diagnóstico médico e as decisões sobre medicação continuam com o médico; quando a pessoa deseja reduzir um remédio, isso é possível em muitos casos, mas é decidido com o médico, analisando a situação em conjunto.
Consulta de aromaterapia online funciona?
Funciona. A parte central da consulta, a conversa e o planejamento, acontece muito bem por vídeo. A sinergia pode ser enviada pelo correio, ou a profissional orienta a pessoa a montar em casa com os óleos certos. O online permite consultar uma especialista que mora em outra cidade, o que faz diferença em áreas específicas, como saúde mental infantil.
Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe, que trabalham com o método clínico dela, atendem online para todo o Brasil. Veja como funciona em consulta de aromaterapia online.
O que o aromaterapeuta não faz
Óleos essenciais podem causar irritação, alergias e outras reações quando mal usados[8][9], por isso a segurança está no centro do trabalho.

Aromaterapeuta ou consultora de óleos essenciais?
| Consultora de óleos | Aromaterapeuta | |
|---|---|---|
| Foco principal | venda de produtos de uma marca | cuidado terapêutico da pessoa |
| Formação | treinamentos da própria marca | formação em aromaterapia, com química, fisiologia e segurança |
| Ponto de partida | o produto | a avaliação individual |
| Escolha dos óleos | dentro do catálogo da marca | o que é melhor e mais seguro para aquela pessoa |
| Acompanhamento | nem sempre | plano com retornos |
Uma pessoa pode ser as duas coisas, mas são papéis diferentes. Veja de consultora de óleos a aromaterapeuta. E se você só quer fazer uso pessoal e familiar dos óleos, com segurança, o caminho é um curso introdutório; veja aromaterapia para iniciantes.
Onde um aromaterapeuta trabalha
- Consultório próprio, presencial ou online.
- Clínicas multidisciplinares e espaços integrativos, ao lado de psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas.
- Hospitais e SUS, como prática integrativa.[1]
- Empresas, em programas de bem-estar.
- Spas e estética.
- Ensino e desenvolvimento de produtos.
Em qualquer lugar, o cuidado com os dados de saúde é obrigatório: eles são dados sensíveis pela LGPD.[10] Veja quanto ganha uma aromaterapeuta.
Quer ser aromaterapeuta?
Se ao ler este texto você se imaginou do outro lado da consulta, o guia como ser aromaterapeuta mostra o passo a passo, e formação em aromaterapia clínica explica o que estudar. Para aromaterapeutas que querem atender casos de saúde mental com segurança, existe a Mentoria ATP.
Conheça a Mentoria ATP e veja como funciona a formação.

- ✓Raciocínio clínico em saúde mental: da avaliação ao plano de cuidado personalizado
- ✓Segurança para atender quem usa medicamentos psiquiátricos
- ✓Casos clínicos reais discutidos em encontros ao vivo quinzenais
- ✓Como estruturar, divulgar e valorizar os seus atendimentos, sem prometer cura
- Consulta de aromaterapia online
- Como escolher um aromaterapeuta: o que perguntar antes de marcar
- Quem pode trabalhar com aromaterapia? O que diz cada conselho profissional
- Ficha de anamnese em aromaterapia: o que perguntar (com modelo)
- Como ser aromaterapeuta: guia completo para começar com segurança
- Quanto ganha uma aromaterapeuta no Brasil (e quanto cobrar por consulta)
Perguntas frequentes
O que é perguntado numa consulta de aromaterapia?
Queixa principal, sono, rotina, alimentação, intestino, emoções, medicamentos, alergias, exames e os óleos que a pessoa já usa.
Preciso levar algum exame?
Não é obrigatório, mas exames recentes e a lista de medicamentos (uma foto da receita ajuda) tornam o plano mais seguro.
Como recebo o plano de uso?
Por escrito, com os óleos, a forma de uso, a diluição, os horários e os cuidados, seguido de uma conversa para tirar dúvidas.
Crianças podem fazer consulta de aromaterapia?
Podem, com profissional preparado para crianças; a conversa é feita com os pais, e as diluições são próprias para a idade.
A aromaterapia substitui o tratamento médico?
Não. É um tratamento complementar, que caminha junto com o acompanhamento médico e psicológico.
Consulta online funciona?
Sim. A avaliação e o plano funcionam muito bem por vídeo, e a sinergia é enviada ou preparada em casa.
Aromaterapeuta pode analisar exames?
Pode analisar os exames que a pessoa já tem para montar o plano; o diagnóstico médico continua com o médico.
Aromaterapeuta pode trabalhar em clínica?
Pode, em clínicas multidisciplinares e espaços integrativos, além do consultório e do atendimento online.
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 702, de 21 de março de 2018. Inclui novas práticas na PNPIC, entre elas a aromaterapia.
- Tan L, Liao FF, Long LZ, et al. Essential oils for treating anxiety: a systematic review of randomized controlled trials and network meta-analysis. Frontiers in Public Health. 2023;11:1144404. doi:10.3389/fpubh.2023.1144404
- Hwang E, Shin S. The effects of aromatherapy on sleep improvement: a systematic literature review and meta-analysis. Journal of Alternative and Complementary Medicine. 2015;21(2):61-68. doi:10.1089/acm.2014.0113
- Ben Simon E, Rossi A, Harvey AG, Walker MP. Overanxious and underslept. Nature Human Behaviour. 2020;4(1):100-110. doi:10.1038/s41562-019-0754-8
- Lillehei AS, Halcón LL, Savik K, Reis R. Effect of inhaled lavender and sleep hygiene on self-reported sleep issues: a randomized controlled trial. Journal of Alternative and Complementary Medicine. 2015;21(7):430-438. doi:10.1089/acm.2014.0327
- Doroshyenko O, Rokitta D, Zadoyan G, et al. Drug cocktail interaction study on the effect of the orally administered lavender oil preparation Silexan on cytochrome P450 enzymes in healthy volunteers. Drug Metabolism and Disposition. 2013;41(5):987-993. doi:10.1124/dmd.112.050203
- Kim M, Nam ES, Lee Y, Kang HJ. Effects of lavender on anxiety, depression, and physiological parameters: systematic review and meta-analysis. Asian Nursing Research. 2021;15(5):279-290. doi:10.1016/j.anr.2021.11.001
- Posadzki P, Alotaibi A, Ernst E. Adverse effects of aromatherapy: a systematic review of case reports and case series. International Journal of Risk & Safety in Medicine. 2012;24(3):147-161. doi:10.3233/JRS-2012-0568
- Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.
- Brasil. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).



