Óleo essencial de patchouli: para que serve, composição, estudos e cuidados - Camila Castellan

O óleo essencial de patchouli é extraído das folhas secas de Pogostemon cablin, uma planta da família da hortelã, e é rico em patchoulol (álcool de patchouli), alfa-bulneseno e alfa-guaieno[1][3]. Num estudo com adultos saudáveis, inalar o aroma de patchouli reduziu a atividade do sistema nervoso simpático, o sistema do alerta, em cerca de 40%, enquanto a pimenta-preta fez o contrário[6]. Estudos em animais sugerem efeito anti-inflamatório e de proteção da pele, e precisam ser aprofundados em pessoas[5][8][4]. É um óleo em geral bem tolerado na pele quando diluído, que tende a durar e a “amadurecer” com o tempo, e cujo aroma divide opiniões. É tratamento complementar e não substitui o tratamento médico.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 16 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

O que éÓleo das folhas de Pogostemon cablin, de aroma terroso, amadeirado e profundo.
O que os estudos mostramMenos atividade do sistema do alerta em adultos; efeito anti-inflamatório em animais.
Para que é mais usadoNota de base em sinergias, momentos de aterrar e desacelerar, cuidados com a pele.
Um óleo que envelhece bemTende a durar mais que cítricos e coníferas e a ficar mais redondo com o tempo.
O principal cuidadoDiluir na pele e ter atenção com anticoagulantes, por dados de laboratório.
Aroma divisivoMuita gente ama, muita gente rejeita: a preferência pessoal conta muito.

Nesta ficha você vai entender de onde vem o patchouli, quais são seus componentes, por que ele é um dos poucos óleos que melhoram com o tempo, o que os estudos mostram sobre o sistema nervoso, a inflamação e a pele, como usar com segurança, quem precisa de cuidado e como ele se compara a outros óleos de base. Para ver o patchouli ao lado de outros óleos, consulte o nosso guia de óleos essenciais.

De onde vem o patchouli e qual a sua composição

O patchouli é um arbusto da família Lamiaceae, a mesma da hortelã, da lavanda e do alecrim. Seu nome científico é Pogostemon cablin. Ele é nativo do Sudeste Asiático e muito cultivado na Indonésia, na Índia, na China e nas Filipinas. O óleo essencial é obtido por destilação a vapor das folhas, que normalmente são secas e levemente fermentadas antes da destilação. É uma matéria-prima importante da perfumaria e da indústria de cosméticos[1].

Na medicina tradicional chinesa, a planta é usada há séculos para náusea, vômito, diarreia e resfriado[2]. Na aromaterapia, o óleo ganhou fama para estresse, desânimo e cuidados com a pele[1].

Os principais componentes

Mais de 140 substâncias já foram identificadas na planta[1]. No óleo essencial, os destaques são os sesquiterpenos, moléculas grandes e pouco voláteis, que explicam por que o aroma dura tanto na pele e no ambiente:

A proporção entre esses componentes varia bastante. Num estudo em camundongos, o óleo usado tinha cerca de 28% de patchoulol[4]; em outras amostras, os sesquiterpenos alfa-guaieno e alfa-bulneseno é que dominavam[3]. Por isso, ao comprar, vale conferir o nome científico no rótulo e, de preferência, o laudo de composição. Veja como saber se o óleo essencial é puro.

O óleo que melhora com o tempo

A maior parte dos óleos essenciais perde qualidade com o passar dos anos. Os cítricos e as coníferas oxidam mais rápido. O patchouli é uma exceção conhecida da perfumaria: ele tem fama de “amadurecer”, ficando com aroma mais redondo, mais suave e menos “verde” depois de envelhecer em frasco bem fechado. Isso acontece porque os sesquiterpenos são mais estáveis do que os monoterpenos dos óleos mais leves.

A ciência confirma que a composição muda com o tempo. Um grupo de pesquisadores chineses, ao comparar amostras de óleo de patchouli, encontrou uma substância, o epóxido de patchouleno, que só aparecia no óleo guardado por muito tempo. Em camundongos, essa substância teve efeito anti-inflamatório[5]. É um achado curioso, que sugere que o óleo envelhecido não é apenas “igual, só que mais velho”, e que ainda precisa ser aprofundado.

Envelhecer bem não é durar para sempre: guarde em frasco âmbar, bem fechado, longe da luz e do calor. Veja óleo essencial vence?.

O que os estudos mostram sobre o patchouli

O patchouli tem muitos estudos em laboratório e em animais e poucos estudos em pessoas. Por isso, a tabela traz também o nível de evidência de cada resultado:

Patchouli: o que foi testado

EstudoQuem participouResultadoNível de evidência
Haze e colegas, 2002[6]Adultos saudáveisInalar patchouli reduziu em cerca de 40% a atividade do sistema do alerta; a pimenta-preta aumentouBaixo: estudo pequeno, sem pacientes
Repelente, 2005[11]Voluntários, com mosquitos em laboratórioO óleo puro protegeu por 2 horas; diluído a 10% e 50%, nãoBaixo: teste de laboratório com pessoas
Epóxido de patchouleno, 2017[5]CamundongosMenos inchaço e menos marcadores de inflamaçãoPré-clínico
Beta-patchouleno, 2016[8]CamundongosMenos edema e menos substâncias inflamatóriasPré-clínico
Pele e radiação UV, 2014[4]CamundongosMenos rugas, mais colágeno e mais elasticidade da pelePré-clínico
Dermatite atópica, 2024[10]CamundongosGel com o óleo melhorou a pele inflamadaPré-clínico
Colite, 2017[9]RatosMenos inflamação no intestinoPré-clínico, óleo por via oral
Plaquetas, 2006 e 2007[12][3]Plaquetas de coelho, em laboratórioO alfa-bulneseno inibiu a agregação das plaquetasLaboratório

Inalação e sistema nervoso: o estudo de Haze

O estudo humano mais citado sobre o patchouli é o de Haze, Sakai e Gozu, publicado em 2002. Os pesquisadores mediram a atividade do sistema nervoso simpático, aquele que prepara o corpo para a ação, por meio das variações da pressão arterial, e dosaram a adrenalina no sangue. Os voluntários inalaram vários óleos essenciais ou um solvente sem aroma[6].

A pimenta-preta, o estragão, a erva-doce e a toranja aumentaram a atividade simpática de 1,5 a 2,5 vezes. Já a rosa e o patchouli reduziram essa atividade em cerca de 40%. A pimenta-preta também tendeu a aumentar a adrenalina, e a rosa a reduziu em 30%[6]. Ou seja: o patchouli ficou do lado dos aromas que desaceleram.

É um estudo pequeno, com pessoas saudáveis, que mostra um efeito no corpo, e não um tratamento. Para entender como o aroma chega ao cérebro, veja como a aromaterapia age no cérebro.

Infográfico: o que os estudos mostram sobre o óleo essencial de patchouli, com nível de evidência
Patchouli: o que os estudos mostram, do mais forte ao mais fraco.

Inflamação: o que os animais mostram

Em camundongos, o beta-patchouleno, um dos componentes do óleo, reduziu o inchaço da orelha e da pata e diminuiu substâncias inflamatórias como TNF-alfa, interleucinas e prostaglandina E2[8]. O epóxido de patchouleno, aquele que aparece no óleo envelhecido, teve efeito parecido[5]. Revisões sobre o patchoulol descrevem ainda efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e de proteção do estômago e do intestino em modelos animais[2][7].

Em ratos com colite induzida, o óleo de patchouli dado por via oral reduziu a inflamação do intestino[9].

Esses resultados sugerem um potencial anti-inflamatório e precisam ser aprofundados em estudos com pessoas. Hoje, não encontramos ensaios clínicos que tenham testado o óleo de patchouli para inflamação em humanos.

Pele

Em camundongos expostos à radiação ultravioleta, o óleo de patchouli aplicado na pele antes da exposição reduziu a formação de rugas, preservou a elasticidade e aumentou o colágeno em comparação com os animais não tratados[4]. Em outro estudo, um gel com o óleo melhorou a dermatite atópica induzida em camundongos[10]. Esses dados sugerem um caminho para a pele e precisam ser aprofundados em pessoas; não substituem o protetor solar.

Repelente de insetos

Num teste com 38 óleos essenciais aplicados no braço de voluntários, o óleo de patchouli puro esteve entre os mais eficazes contra a picada do mosquito Aedes aegypti, com proteção completa por 2 horas. Diluído a 10% ou 50%, porém, nenhum óleo protegeu por todo esse tempo[11]. Óleo puro na pele não é seguro no dia a dia. Veja repelente natural com óleo essencial.

Para que o patchouli é mais usado

Com base nos estudos e na prática clínica, o patchouli costuma entrar nestas situações:

O patchouli não cura ansiedade, depressão nem doenças de pele; entra como apoio ao tratamento médico.

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Como usar o óleo essencial de patchouli

O patchouli tem aroma intenso e muito duradouro. Pouca quantidade basta. Para uso pessoal e familiar, em adultos sem contraindicações:

Patchouli: como usar por via

ViaComo fazerAtenção
Inalação direta1 gota no algodão, lenço ou inalador pessoal; inalar devagar por alguns minutosAfastar se o aroma incomodar
Difusor1 gota de patchouli com 2 a 3 gotas de um cítrico ou floral, por 30 a 60 minutosAmbiente ventilado; o aroma fica muito tempo no ar
PeleSempre diluído em óleo carreador, em concentração baixaTeste numa área pequena antes; nunca puro
Via oralNão usar por conta própriaVeja o aviso abaixo

Na pele, o patchouli costuma ser bem tolerado quando diluído, mas a regra é a mesma de qualquer óleo: diluir, testar numa área pequena e suspender se houver vermelhidão ou coceira. Veja como diluir óleo essencial e óleo carreador.

Sinergias que costumam funcionar

O patchouli quase nunca é usado sozinho. Ele combina bem com:

Dica: comece com 1 gota de patchouli para 3 ou 4 gotas dos outros óleos. É mais fácil acrescentar depois do que “apagar” o patchouli de uma mistura.

Sobre a via oral: a via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Os estudos em ratos com óleo por via oral usaram doses controladas em laboratório[9], o que é muito diferente de tomar gotas em casa. Veja óleo essencial pode ser ingerido?.

Infográfico: como usar o óleo essencial de patchouli com segurança, passo a passo
Patchouli com segurança, passo a passo.

Segurança: pele, anticoagulantes, gestação, crianças e pets

Pele: em geral bem tolerado

O patchouli não está entre os óleos que mais causam alergia de contato. Numa revisão alemã sobre o diagnóstico da alergia a fragrâncias, ele aparece entre os óleos que sensibilizam com menos frequência, bem atrás do ylang-ylang, do capim-limão e do sândalo[13]. Menos frequente, porém, não é nunca: em 2025 foi publicado o caso de uma pessoa com dermatite alérgica de contato a um produto com óleo de patchouli, fora do ambiente de trabalho[14].

O óleo concentrado também merece respeito. Uma avaliação da autoridade europeia de segurança alimentar (EFSA) considerou o óleo de patchouli puro irritante para a pele e os olhos de quem o manuseia, e um possível sensibilizante respiratório[15]. Na prática:

Se aparecer vermelhidão, coceira ou bolhas, lave com sabão neutro, suspenda o uso e procure o médico se não melhorar. Veja alergia a óleo essencial.

O patchouli não é fototóxico, então não mancha a pele com o sol como alguns cítricos[16]. Veja óleos essenciais fototóxicos.

Anticoagulantes e cirurgias

Em laboratório, o alfa-bulneseno, um dos principais componentes do óleo, inibiu a agregação de plaquetas de coelho, ou seja, a capacidade do sangue de formar o “tampão” que estanca um sangramento[12][3]. Uma revisão também cita atividade antiplaquetária do patchouli[1]. São dados de laboratório, e não sabemos se a inalação ou o uso na pele em diluição baixa têm algum efeito no sangue de uma pessoa. Tisserand e Young levam esse dado em conta e pedem cautela, principalmente na via oral, para quem usa anticoagulante, tem distúrbio de coagulação ou vai passar por cirurgia[16].

Na prática: se você usa anticoagulante ou antiagregante, como varfarina ou ácido acetilsalicílico em dose de prevenção, converse com o médico antes de usar o patchouli de forma regular, e nunca use por via oral. A medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico. Veja óleos essenciais e medicamentos: interações.

Gestação

Não encontramos estudos com o óleo de patchouli em gestantes. Por isso, na gestação, use só por inalação leve, em pouca quantidade e com orientação de uma aromaterapeuta com formação clínica. Veja óleo essencial na gestação.

Crianças e bebês

Recém-nascido não usa óleo essencial. Em crianças, só difusão leve ou diluição ainda menor do que a do adulto, com orientação, e criança nunca ingere óleo. Veja óleo essencial para crianças.

Pets

A EFSA considerou o óleo de patchouli seguro como aromatizante de ração, inclusive para cães e gatos, em quantidades muito pequenas e controladas[15]. Isso não vale para o difusor ligado por horas nem para aplicar óleo no animal. Gatos são especialmente sensíveis. Com pets em casa, use o difusor por pouco tempo, com a porta aberta para o animal sair. Veja óleo essencial faz mal para gatos e cachorros?.

Patchouli, ylang-ylang ou olíbano?

O patchouli costuma ser comparado com outros óleos de base e de relaxamento. Cada um tem um perfil:

Patchouli e óleos parecidos

ÓleoPerfilQuando costuma ser escolhido
PatchouliTerroso, amadeirado, muito persistente; menos alerta na inalação[6]Nota de base, aterrar, pele; aroma que divide opiniões
Ylang-ylangFloral intenso e doceTensão e irritabilidade; mais risco de alergia de pele[13]
OlíbanoResinoso, limpo, levemente cítricoRespiração lenta, meditação, misturas de base
Laranja-doceCítrico leve e alegreAbrir a mistura; boa dupla com o patchouli

Um aroma que divide opiniões

O patchouli é um daqueles aromas que as pessoas amam ou rejeitam. Para uns, lembra terra molhada e madeira; para outros, mofo ou perfume pesado. Na aromaterapia, isso importa: um aroma que a pessoa detesta dificilmente vai ajudar a relaxar. Por isso, a preferência pessoal entra na escolha, e o patchouli em pouca quantidade, dentro de uma sinergia, costuma ser mais bem aceito do que sozinho. Veja sensibilidade a cheiros.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

O patchouli é um óleo que eu uso mais como base do que como estrela. Quando a pessoa chega muito acelerada, com a sensação de estar “fora do corpo” e com a cabeça a mil, uma sinergia com um pouco de patchouli e um cítrico costuma ajudar a aterrar. Mas antes de qualquer coisa eu deixo a pessoa sentir o aroma no frasco. Se ela torcer o nariz, ele sai da mistura. Não adianta insistir num aroma que a pessoa rejeita.

Também pergunto sobre alergia a perfumes, gestação, cirurgias marcadas e medicamentos, principalmente anticoagulantes. No retorno, quero saber se o aroma agradou com o passar dos dias e se a mistura ficou pesada.

Sempre como tratamento complementar: a aromaterapia não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico. Se houver ansiedade intensa, sintomas de depressão ou problema de pele que não melhora, o acompanhamento médico e psicológico continua. Em caso de ideia de morte, ligue para o CVV no 188 ou procure atendimento de emergência.

Se você quer um plano com o patchouli e outros óleos para o seu caso, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

Camila Castellan

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Perguntas frequentes

Para que serve o óleo essencial de patchouli?

É mais usado como nota de base em sinergias, para aterrar e desacelerar e em cuidados com a pele. Na inalação, reduziu a atividade do sistema do alerta em adultos[6]. É tratamento complementar e não substitui o tratamento médico.

Qual o principal componente do óleo de patchouli?

O patchoulol, ou álcool de patchouli, que é o marcador de qualidade do óleo. Alfa-bulneseno e alfa-guaieno também aparecem em quantidade alta[1][3].

É verdade que o patchouli melhora com o tempo?

Sim, em parte. Ele é rico em sesquiterpenos estáveis e tende a ficar mais redondo com o tempo. Um estudo encontrou uma substância que só aparecia no óleo guardado por muito tempo[5]. Mesmo assim, guarde bem fechado e longe da luz.

Patchouli acalma?

Num estudo com adultos saudáveis, a inalação reduziu em cerca de 40% a atividade do sistema do alerta[6]. Ainda não há ensaios com pessoas com ansiedade.

Patchouli é anti-inflamatório?

Estudos em camundongos e ratos sugerem efeito anti-inflamatório[5][8][9], e mais estudos são necessários em pessoas.

Patchouli pode ser usado na pele?

Sim, sempre diluído em óleo carreador e com teste numa área pequena. Ele sensibiliza com menos frequência do que outros óleos[13], mas já houve caso de alergia[14].

Quem usa anticoagulante pode usar patchouli?

Em laboratório, o alfa-bulneseno inibiu as plaquetas[12]. Por cautela, quem usa anticoagulante deve conversar com o médico antes do uso regular e nunca usar por via oral[16].

Grávida pode usar patchouli?

Não encontramos estudos com patchouli em gestantes. Na gestação, só inalação leve, em pouca quantidade e com orientação de uma aromaterapeuta com formação clínica.

Com que óleos o patchouli combina?

Com cítricos como laranja-doce e bergamota, com lavanda, ylang-ylang, gerânio, olíbano e cedro. Comece com 1 gota de patchouli para 3 ou 4 gotas dos outros óleos.

Patchouli espanta mosquito?

O óleo puro protegeu por 2 horas num teste de laboratório, mas diluído a 10% ou 50% não teve o mesmo resultado[11]. Óleo puro na pele não é seguro no dia a dia.

Referências

  1. Swamy MK, Sinniah UR. A Comprehensive Review on the Phytochemical Constituents and Pharmacological Activities of Pogostemon cablin Benth.: An Aromatic Medicinal Plant of Industrial Importance. Molecules. 2015;20(5):8521-47. doi:10.3390/molecules20058521
  2. Junren C, Xiaofang X, Mengting L, Qiuyun X, Gangmin L, Huiqiong Z, et al. Pharmacological activities and mechanisms of action of Pogostemon cablin Benth: a review. Chin Med. 2021;16(1):5. doi:10.1186/s13020-020-00413-y
  3. Tsai YC, Hsu HC, Yang WC, Tsai WJ, Chen CC, Watanabe T. Alpha-bulnesene, a PAF inhibitor isolated from the essential oil of Pogostemon cablin. Fitoterapia. 2007;78(1):7-11. doi:10.1016/j.fitote.2006.09.016
  4. Lin RF, Feng XX, Li CW, Zhang XJ, Yu XT, Zhou JY, et al. Prevention of UV radiation-induced cutaneous photoaging in mice by topical administration of patchouli oil. J Ethnopharmacol. 2014;154(2):408-18. doi:10.1016/j.jep.2014.04.020
  5. Liang JL, Wu JZ, Liu YH, Zhang ZB, Wu QD, Chen HB, et al. Patchoulene Epoxide Isolated from Patchouli Oil Suppresses Acute Inflammation through Inhibition of NF-κB and Downregulation of COX-2/iNOS. Mediators Inflamm. 2017;2017:1089028. doi:10.1155/2017/1089028
  6. Haze S, Sakai K, Gozu Y. Effects of fragrance inhalation on sympathetic activity in normal adults. Jpn J Pharmacol. 2002;90(3):247-53. doi:10.1254/jjp.90.247
  7. Lee HS, Lee J, Smolensky D, Lee SH. Potential benefits of patchouli alcohol in prevention of human diseases: A mechanistic review. Int Immunopharmacol. 2020;89(Pt A):107056. doi:10.1016/j.intimp.2020.107056
  8. Zhang Z, Chen X, Chen H, Wang L, Liang J, Luo D, et al. Anti-inflammatory activity of β-patchoulene isolated from patchouli oil in mice. Eur J Pharmacol. 2016;781:229-38. doi:10.1016/j.ejphar.2016.04.028
  9. Yu X, Yang G, Jiang H, Lin S, Liu Y, Zhang X, et al. Patchouli oil ameliorates acute colitis: A targeted metabolite analysis of 2,4,6-trinitrobenzenesulfonic acid-induced rats. Exp Ther Med. 2017;14(2):1184-1192. doi:10.3892/etm.2017.4577
  10. Chen T, Xu C, Wang M, Cui Y, Cheng R, Zhang W, et al. Preparation of Patchouli Oil Microemulsion Gel and Its Topical Application to Ameliorate Atopic Dermatitis in Mice. Gels. 2024;10(12):796. doi:10.3390/gels10120796
  11. Trongtokit Y, Rongsriyam Y, Komalamisra N, Apiwathnasorn C. Comparative repellency of 38 essential oils against mosquito bites. Phytother Res. 2005;19(4):303-9. doi:10.1002/ptr.1637
  12. Hsu HC, Yang WC, Tsai WJ, Chen CC, Huang HY, Tsai YC. Alpha-bulnesene, a novel PAF receptor antagonist isolated from Pogostemon cablin. Biochem Biophys Res Commun. 2006;345(3):1033-8. doi:10.1016/j.bbrc.2006.05.006
  13. Geier J, Uter W. Diagnostic workup of fragrance allergy [artigo em alemão]. Hautarzt. 2015;66(9):674-9. doi:10.1007/s00105-015-3658-1
  14. Rosato WA, Danza P, Ciccarese G, Foti C, Sbarra G. Allergic Contact Dermatitis to a Product Containing Patchouli Essential Oil in a Non-Occupational Setting. Contact Dermatitis. 2026;94(4):421-423. doi:10.1111/cod.70081
  15. EFSA Panel on Additives and Products or Substances used in Animal Feed (FEEDAP), Villa RE, Azimonti G, Bonos E, et al. Safety and efficacy of a feed additive consisting of an essential oil derived from the leaves of Pogostemon cablin Benth. (patchouli oil) for use in all animal species (FEFANA asbl). EFSA J. 2025;23(4):e9357. doi:10.2903/j.efsa.2025.9357
  16. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.