Aromaterapia em cuidados paliativos e no câncer: o que a ciência diz e como usar com segurança - Camila Castellan

A aromaterapia em cuidados paliativos e no câncer pode trazer conforto, ajudar na ansiedade, no sono e, em alguns casos, na náusea, sempre como tratamento complementar e integrada à equipe de saúde. As revisões sistemáticas, incluindo duas da Cochrane, mostram benefício de curto prazo, principalmente na ansiedade, mas com estudos pequenos e de baixa qualidade[1][2][3]. Os resultados mais consistentes aparecem no sono[9] e na náusea da quimioterapia[10][11]; para a dor, as evidências são fracas[14]. O cuidado precisa ser maior do que o habitual: pele frágil, radioterapia, enjoo com aromas fortes e a preferência do paciente vêm antes de qualquer receita. A aromaterapia não cura o câncer e não substitui o tratamento médico.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 3 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

O que éUm cuidado complementar para conforto e qualidade de vida, nunca para tratar o câncer.
O que os estudos mostramAlívio de curto prazo na ansiedade, melhora do sono e da náusea, com evidência de baixa qualidade.
DorAs revisões não confirmam um efeito consistente da aromaterapia sobre a dor.
Cuidado principalMenos é mais: doses baixas, aroma escolhido pelo paciente, pele protegida.
FamíliaPode participar com toque suave e inalação, sempre com orientação.
Equipe de saúdeTudo combinado com médico, enfermagem e equipe de cuidados paliativos.

Neste artigo você vai entender o que são cuidados paliativos, o que as revisões sistemáticas dizem sobre aromaterapia no câncer, sintoma por sintoma, quais cuidados são específicos de quem está em quimioterapia ou radioterapia, como a família pode participar e quando procurar ajuda.

Cuidados paliativos não são só o fim da vida

Muita gente ouve “cuidados paliativos” e pensa que não há mais nada a fazer. É o contrário. Cuidado paliativo é o cuidado ativo de quem tem uma doença grave, com o objetivo de aliviar sintomas, dar conforto e qualidade de vida ao paciente e à família. Ele pode começar no diagnóstico e caminhar junto com a quimioterapia, a radioterapia e a cirurgia.

É nesse espaço que a aromaterapia costuma entrar. Em hospitais e centros de câncer de vários países, a massagem com óleos essenciais e a inalação de aromas são usadas principalmente para melhorar a qualidade de vida e reduzir o sofrimento emocional[1]. Veja como isso funciona na prática em aromaterapia em hospitais.

Duas coisas precisam ficar claras desde o início:

O que a aromaterapia pode oferecer é conforto: um momento de alívio, um toque cuidadoso, um aroma que acalma, um sono um pouco melhor. Num tratamento longo, isso não é pouco.

O que dizem as revisões sistemáticas

Este é o ponto em que precisamos ser honestos. Existem muitos estudos com aromaterapia no câncer, mas a maioria é pequena, com métodos diferentes entre si e risco de viés. Por isso, as revisões chegam a conclusões cautelosas:

Aromaterapia no câncer e em cuidados paliativos: as principais revisões

RevisãoO que avaliouConclusão
Cochrane, 2004[1]8 ensaios, 357 pacientes com câncerMassagem com ou sem óleo essencial reduziu a ansiedade no curto prazo; não ficou claro se o óleo acrescenta algo à massagem
Cochrane, 2016[2]19 estudos, 1.274 participantesEvidência de qualidade muito baixa; melhora da ansiedade com massagem aromática, mas pequena demais para ser considerada clinicamente importante
Palliative Medicine, 2019[3]22 ensaios em cuidados paliativosEfeito da aromaterapia e da massagem sobre ansiedade, dor e qualidade de vida inconclusivo
Journal of Palliative Medicine, 2024[5]8 estudos em cuidados paliativosResultados promissores em dor, ansiedade, náusea e sono, mas com estudos muito diferentes entre si
Inalação no câncer, 2022[8]11 ensaiosMenos ansiedade e depressão no curto prazo; sem efeito claro em quem estava em quimioterapia, radioterapia ou cuidado paliativo

O maior ensaio clínico feito até hoje com massagem aromática no câncer acompanhou 288 pacientes com ansiedade ou depressão, em quatro centros de câncer e um hospice no Reino Unido. Quem recebeu a massagem melhorou mais do que quem teve só o cuidado habitual na sexta semana, mas a diferença não se manteve na décima semana[6]. Ou seja, um benefício real, mas de curto prazo.

Em resumo: a aromaterapia parece trazer alívio, principalmente emocional e de curta duração, e é muito bem aceita pelos pacientes. Mas ainda não há evidência forte o suficiente para recomendações clínicas firmes[3]. Quem disser que “está comprovado” está exagerando. Quem disser que “não serve para nada” também. Para entender como avaliamos a qualidade dos estudos, veja a base científica da aromaterapia.

Infográfico: o que as revisões sistemáticas mostram sobre aromaterapia em cuidados paliativos e no câncer, sintoma por sintoma
Aromaterapia em cuidados paliativos e no câncer: força da evidência por sintoma.

Sintoma por sintoma: ansiedade, sono, náusea e dor

Quando olhamos para cada sintoma separadamente, o quadro fica mais claro:

O que se sabe para cada sintoma

SintomaO que os estudos mostramForça da evidência
AnsiedadeRedução no curto prazo, com massagem aromática ou inalação[1][6][8]Baixa a moderada
SonoMelhora da qualidade do sono, principalmente com um único óleo, como a lavanda[9]Baixa a moderada
Náusea da quimioterapiaMenos náusea na fase aguda; efeito incerto no vômito e na fase tardia[10][11]Baixa
DorRevisões em cuidados paliativos não encontraram redução consistente[3][14]Muito baixa
Bem-estarPacientes descrevem alívio, descanso e um “respiro” da doença[4]Estudos qualitativos

Ansiedade. É o efeito mais estudado e mais repetido. Uma meta-análise com pacientes com câncer encontrou menos ansiedade e depressão com a aromaterapia, principalmente por inalação, mas os autores lembram que os estudos eram de baixa qualidade e que o placebo também funcionou em alguns deles[8]. Veja mais em óleo essencial para ansiedade.

Sono. Uma meta-análise de 10 ensaios clínicos mostrou melhora da qualidade do sono em pacientes com câncer, e o melhor resultado veio dos óleos essenciais usados sozinhos, com destaque para a lavanda; as misturas de vários óleos não tiveram efeito[9]. Num estudo em hospice, o sono melhorou tanto com massagem aromática quanto com massagem só com óleo vegetal, o que mostra o peso do toque[7]. Veja aromaterapia para dormir.

Náusea. Duas meta-análises recentes encontraram menos náusea com a aromaterapia, sobretudo na fase aguda da quimioterapia, com bons resultados para a hortelã-pimenta[10][11]. Mas os estudos isolados mostram como o efeito é modesto. Com o gengibre inalado, a náusea aguda diminuiu em mulheres com câncer de mama, mas o efeito não se manteve ao longo do tratamento, e o vômito não mudou[12]. Em crianças com câncer, o aroma de gengibre foi bem aceito, mas não reduziu a náusea mais do que o placebo[13]. A aromaterapia nunca substitui os remédios contra enjoo prescritos pelo médico.

Dor. Aqui a honestidade é ainda mais importante. Uma revisão de intervenções de enfermagem para dor em cuidados paliativos não encontrou redução significativa da dor com aromaterapia ou massagem aromática[14]. A dor do câncer precisa de avaliação e tratamento médico. O conforto que a aromaterapia oferece pode ajudar a pessoa a lidar melhor com o momento, mas não é analgesia.

Cuidados específicos no câncer

Uma pessoa em tratamento de câncer não é um adulto saudável. A pele, o estômago, o olfato e a imunidade podem estar muito diferentes do normal. Por isso, a regra é usar menos, mais devagar e com mais atenção[15]:

Situações que pedem atenção redobrada

SituaçãoO que fazer
Pele frágil, fina ou ressecadaDiluição bem mais baixa do que a habitual, toque leve, sem fricção; testar numa pequena área[15]
RadioterapiaNão aplicar nada na pele da área irradiada sem liberação da equipe de radioterapia
QuimioterapiaEnjoo e mudança de paladar e olfato são comuns: preferir inalação breve e aromas leves
Náusea com aromas fortesUm aroma intenso pode piorar o enjoo; se incomodar, retirar na hora
Plaquetas baixas ou risco de sangramentoMassagem só com liberação médica, sem pressão
Feridas, cateter, áreas de cirurgiaNunca aplicar óleo essencial sobre elas
Cítricos na peleAlguns são fototóxicos: evitar sol na área aplicada[15]
Quarto compartilhadoPreferir inalação pessoal (algodão ou inalador) em vez de difusor

Um ponto que vejo pouca gente comentar: durante a quimioterapia, o paciente pode desenvolver aversão a um aroma que foi usado nos dias de enjoo. O cérebro associa o aroma ao mal-estar. Por isso, não use o aroma favorito da pessoa nos piores dias do tratamento, para não “estragar” a memória dele. Veja sensibilidade a cheiros e óleos essenciais fototóxicos.

Sobre a via oral: no câncer, ela pede ainda mais cuidado, porque o fígado e os rins podem estar sobrecarregados pelos medicamentos. A via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Veja óleo essencial pode ser ingerido? e quem não pode fazer aromaterapia.

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A preferência do paciente vem primeiro

Nos cuidados paliativos, quem escolhe é o paciente. Uma revisão de estudos qualitativos ouviu pessoas com câncer avançado que receberam aromaterapia, massagem e reflexologia. Elas descreveram bem-estar, descanso e uma sensação de “fugir da doença” por alguns momentos, e deram muito valor à relação com o terapeuta e à possibilidade de escolher como seria o cuidado[4].

Na prática, isso significa:

Aromas ligados à história da pessoa, como o de laranja que lembra a infância, podem trazer conforto com uma inalação curta. Veja como a aromaterapia age no cérebro.

Como usar com segurança, passo a passo

Para uso pessoal e familiar, sempre com o conhecimento da equipe que acompanha o paciente:

  1. Converse com a equipe. Conte ao médico e à enfermagem que pretende usar aromaterapia, quais óleos e de que forma.
  2. Deixe o paciente escolher o aroma. Ofereça para inalar no frasco fechado, aberto por um instante, a certa distância do nariz.
  3. Comece pela inalação pessoal. Uma gota num algodão ou num inalador pessoal, perto do paciente mas não colado ao rosto. Retire depois de alguns minutos.
  4. Toque leve, se houver liberação. Mãos e pés costumam ser as áreas mais seguras e agradáveis, com óleo vegetal e uma diluição bem baixa. Movimentos lentos, sem pressão.
  5. Observe e anote. Como a pessoa ficou? Dormiu melhor? O enjoo piorou? Leve essas observações à equipe.

Muitas vezes, o próprio toque é o que mais conforta: no estudo em hospice, a massagem sem óleo essencial melhorou o sono tanto quanto a massagem com lavanda[7]. O mais importante é a presença, e não a quantidade de óleo. Veja como diluir óleo essencial e óleo carreador.

Infográfico: passo a passo para usar a aromaterapia com segurança em quem está em tratamento de câncer ou em cuidados paliativos
Aromaterapia em cuidados paliativos: como usar com segurança.

O papel da família e da equipe

Muitas vezes, os familiares sentem que não podem fazer nada além de esperar. Uma massagem suave nas mãos, com um aroma que o paciente escolheu, é uma forma de estar presente, de cuidar e de se conectar, mesmo quando as palavras faltam. E o cuidador também precisa de cuidado: a ansiedade e o cansaço de quem cuida são reais. Veja óleo essencial para estresse.

A equipe de saúde, por sua vez, é quem conhece o quadro clínico: os exames, os medicamentos, as fragilidades da pele, o risco de sangramento. Os estudos com aromaterapia em cuidados paliativos foram feitos, em boa parte, por enfermeiros e terapeutas integrados às equipes[5][14]. A aromaterapia funciona melhor quando é parte do plano de cuidado, e não algo feito às escondidas.

Se o paciente usa medicação para dor, ansiedade, sono ou enjoo, ela só se reduz ou se suspende junto com o médico. A aromaterapia se soma ao tratamento, nunca o substitui.

Quando procurar ajuda

Procure a equipe de saúde ou um serviço de emergência se o paciente tiver:

Diante de uma doença grave, é comum o paciente ou o familiar ter pensamentos de morte ou de desistir. Falar sobre isso ajuda. Se você ou alguém próximo está pensando em tirar a própria vida, procure o médico ou o serviço de emergência e ligue para o CVV no 188, que atende de graça, 24 horas por dia. O apoio psicológico faz parte dos cuidados paliativos.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Quando atendo alguém em tratamento de câncer ou em cuidados paliativos, a primeira pergunta não é qual óleo usar, e sim o que mais incomoda a pessoa hoje. Às vezes é a insônia, às vezes o medo, às vezes o enjoo, às vezes a sensação de não ter mais controle sobre nada. Escolher o próprio aroma devolve um pouco desse controle.

Antes de qualquer sugestão, olho os medicamentos, os exames recentes, a fase do tratamento, o estado da pele e a sensibilidade a aromas, que costuma mudar muito durante a quimioterapia. Peço que a família e a equipe de saúde saibam o que estamos fazendo. Começo sempre com pouco: uma inalação curta, um aroma escolhido pela pessoa, e observo a resposta antes de pensar em qualquer outra coisa.

No retorno, pergunto como foi o sono, se houve mais calma, se algum aroma passou a incomodar. Se incomodou, trocamos ou paramos. A aromaterapia, aqui, é uma forma de cuidado e de presença, sempre como tratamento complementar, integrada à equipe que acompanha o paciente.

Se você quer um plano de aromaterapia para você ou para alguém da família em tratamento de câncer ou em cuidados paliativos, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

Camila Castellan

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Perguntas frequentes

Aromaterapia ajuda em cuidados paliativos?

Pode ajudar no conforto, na ansiedade e no sono, principalmente no curto prazo. As revisões consideram a evidência promissora, mas de baixa qualidade[3][5].

Aromaterapia cura câncer?

Não. Há estudos promissores com óleos essenciais em células isoladas e em animais[16][17], mas mais estudos são necessários em pessoas. A aromaterapia é um tratamento complementar para conforto e qualidade de vida.

O que diz a revisão Cochrane sobre aromaterapia no câncer?

As revisões Cochrane encontraram alívio de curto prazo na ansiedade com massagem aromática, mas com estudos pequenos e evidência de qualidade baixa a muito baixa[1][2].

Qual óleo essencial ajuda no sono de quem tem câncer?

Numa meta-análise, os óleos usados sozinhos funcionaram melhor, com destaque para a lavanda[9]. A escolha deve respeitar a preferência do paciente.

Aromaterapia ajuda no enjoo da quimioterapia?

Pode reduzir a náusea na fase aguda[10][11], mas os resultados variam entre os estudos[12]. Ela nunca substitui os remédios contra enjoo prescritos.

Pode passar óleo essencial na pele durante a radioterapia?

Não aplique nada na área irradiada sem liberação da equipe de radioterapia. Fora dessa área, use diluição bem baixa e observe a pele[15].

Aromaterapia alivia a dor do câncer?

As revisões em cuidados paliativos não encontraram redução consistente da dor[14]. A dor precisa de avaliação e tratamento médico.

Posso usar difusor no quarto do hospital?

Só em quarto individual e com autorização da equipe. Em quarto compartilhado, prefira inalação pessoal no algodão ou inalador.

Como a família pode usar a aromaterapia com o paciente?

Com toque leve nas mãos ou nos pés, aroma escolhido pelo paciente e diluição baixa, sempre combinado com a equipe. Pacientes valorizam esse cuidado[4].

A massagem aromática funciona melhor do que a massagem comum?

Não está claro. Em alguns estudos, a massagem sem óleo essencial teve efeito parecido[1][7]. O toque e a presença têm grande peso.

Referências

  1. Fellowes D, Barnes K, Wilkinson S. Aromatherapy and massage for symptom relief in patients with cancer. Cochrane Database Syst Rev. 2004;(2):CD002287. doi:10.1002/14651858.CD002287.pub2
  2. Shin ES, Seo KH, Lee SH, et al. Massage with or without aromatherapy for symptom relief in people with cancer. Cochrane Database Syst Rev. 2016;2016(6):CD009873. doi:10.1002/14651858.CD009873.pub3
  3. Candy B, Armstrong M, Flemming K, et al. The effectiveness of aromatherapy, massage and reflexology in people with palliative care needs: A systematic review. Palliat Med. 2020;34(2):179-194. doi:10.1177/0269216319884198
  4. Armstrong M, Flemming K, Kupeli N, et al. Aromatherapy, massage and reflexology: A systematic review and thematic synthesis of the perspectives from people with palliative care needs. Palliat Med. 2019;33(7):757-769. doi:10.1177/0269216319846440
  5. Gonçalves S, Marques P, Matos RS. Exploring Aromatherapy as a Complementary Approach in Palliative Care: A Systematic Review. J Palliat Med. 2024;27(9):1247-1266. doi:10.1089/jpm.2024.0019
  6. Wilkinson SM, Love SB, Westcombe AM, et al. Effectiveness of aromatherapy massage in the management of anxiety and depression in patients with cancer: a multicenter randomized controlled trial. J Clin Oncol. 2007;25(5):532-9. doi:10.1200/JCO.2006.08.9987
  7. Soden K, Vincent K, Craske S, Lucas C, Ashley S. A randomized controlled trial of aromatherapy massage in a hospice setting. Palliat Med. 2004;18(2):87-92. doi:10.1191/0269216304pm874oa
  8. Liu T, Cheng H, Tian L, et al. Aromatherapy with inhalation can effectively improve the anxiety and depression of cancer patients: A meta-analysis. Gen Hosp Psychiatry. 2022;77:118-127. doi:10.1016/j.genhosppsych.2022.05.004
  9. Cheng H, Lin L, Wang S, et al. Aromatherapy with single essential oils can significantly improve the sleep quality of cancer patients: a meta-analysis. BMC Complement Med Ther. 2022;22(1):187. doi:10.1186/s12906-022-03668-0
  10. Ahn JH, Kim M, Kim RW. Effects of aromatherapy on nausea and vomiting in patients with cancer: A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Complement Ther Clin Pract. 2024;55:101838. doi:10.1016/j.ctcp.2024.101838
  11. Zhang X, Wang Y, He J, et al. Systematic Review and Meta-Analysis of Aromatherapy in Alleviating Post-Chemotherapy Nausea and Vomiting Among Cancer Patients. Biol Res Nurs. 2026;28(1):16-29. doi:10.1177/10998004251356515
  12. Lua PL, Salihah N, Mazlan N. Effects of inhaled ginger aromatherapy on chemotherapy-induced nausea and vomiting and health-related quality of life in women with breast cancer. Complement Ther Med. 2015;23(3):396-404. doi:10.1016/j.ctim.2015.03.009
  13. Evans A, Malvar J, Garretson C, et al. The Use of Aromatherapy to Reduce Chemotherapy-Induced Nausea in Children With Cancer: A Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled Trial. J Pediatr Oncol Nurs. 2018;35(6):392-398. doi:10.1177/1043454218782133
  14. van Veen S, Drenth H, Hobbelen H, et al. Non-pharmacological interventions feasible in the nursing scope of practice for pain relief in palliative care patients: a systematic review. Palliat Care Soc Pract. 2024;18:26323524231222496. doi:10.1177/26323524231222496
  15. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.
  16. Blowman K, Magalhães M, Lemos MFL, Cabral C, Pires IM. Anticancer Properties of Essential Oils and Other Natural Products. Evid Based Complement Alternat Med. 2018;2018:3149362. doi:10.1155/2018/3149362
  17. Raposo A, Raheem D, Zandonadi RP, et al. Anethole in cancer therapy: Mechanisms, synergistic potential, and clinical challenges. Biomed Pharmacother. 2024;180:117449. doi:10.1016/j.biopha.2024.117449