
Os óleos essenciais calmantes com mais estudos em pessoas são a lavanda, que tem meta-análise mostrando menos ansiedade com a inalação[1], e a laranja-doce, que reduziu a ansiedade em sala de espera de dentista e em situações de estresse provocado em laboratório[2][3]. Bergamota, camomila, néroli, ylang-ylang e sálvia-esclareia têm ensaios clínicos menores, com resultados promissores[4][5][6][7][8]. Cedro, vetiver e olíbano têm sobretudo estudos com compostos isolados e em animais, que sugerem efeito relaxante e precisam ser aprofundados em pessoas[10][11][12]. Nenhum deles cura ansiedade ou insônia: a aromaterapia é um tratamento complementar, e a escolha do óleo depende da pessoa, do momento e dos cuidados de cada um[14][16].

Resumo rápido
Neste artigo você vai ver uma lista comparativa dos principais óleos essenciais calmantes, o nível de evidência de cada um, para que cada óleo é mais usado, como usar com segurança e quando a ansiedade ou a agitação pedem mais do que um aroma.
O que faz um óleo essencial ser “calmante”
Quando alguém procura um óleo essencial relaxante ou um óleo que acalma a mente, normalmente quer três coisas: baixar a tensão do corpo, desacelerar os pensamentos e, muitas vezes, dormir melhor. Os óleos chamados calmantes são aqueles que, nos estudos, reduziram a ansiedade medida por questionários, diminuíram sinais de estresse, como a frequência cardíaca, a pressão arterial e o cortisol, ou aumentaram a sensação de calma.
O caminho principal é o olfato. As moléculas aromáticas chegam ao nariz e o sinal vai direto para regiões do cérebro ligadas à emoção e à memória. Por isso o efeito de um aroma depende também da história da pessoa com ele, do quanto ela gosta dele e do que ela espera sentir[14]. Veja como a aromaterapia age no cérebro.
Isso explica uma coisa que muita gente estranha: o mesmo óleo pode acalmar uma pessoa e incomodar outra. Um aroma que lembra um momento difícil, ou que a pessoa acha forte demais, dificilmente vai relaxar. Veja por que o mesmo óleo essencial acalma e agita. Por isso, nenhuma lista substitui o teste na própria pessoa: os estudos indicam por onde começar, e a resposta individual mostra onde ficar.
Lista comparativa: os óleos essenciais calmantes
Antes da tabela, uma explicação sobre o nível de evidência. Usamos quatro níveis: alto, quando há meta-análise de ensaios clínicos; moderado, quando há vários ensaios clínicos em pessoas; inicial, quando há poucos estudos em pessoas, em geral pequenos; e preliminar, quando os dados vêm de compostos isolados, de misturas ou de animais.
| Óleo | Evidência | Melhor uso | Cuidado principal |
|---|---|---|---|
| Lavanda (Lavandula angustifolia) | Alta: meta-análise[1] | Ansiedade do dia a dia, antes de procedimentos, rotina de sono | Raramente irrita a pele; pode não agradar quem não gosta do aroma |
| Laranja-doce (Citrus sinensis) | Moderada[2][3] | Ansiedade com tristeza, ambientes, crianças maiores | Oxida com facilidade: guardar bem fechado[16] |
| Bergamota (Citrus bergamia) | Moderada a inicial[4] | Estresse com irritação e humor baixo | Fototóxica na pele: sol depois pode queimar[15] |
| Camomila (romana ou alemã) | Moderada a inicial[5] | Agitação, irritabilidade, noite | Quem tem alergia a plantas da família das margaridas |
| Néroli (Citrus aurantium, flor) | Inicial[7] | Ansiedade intensa, momentos de medo | Óleo caro, com risco de adulteração |
| Ylang-ylang (Cananga odorata) | Inicial[6] | Calma com desaceleração, tensão | Aroma forte e sensibilizante: dose baixa[16] |
| Sálvia-esclareia (Salvia sclarea) | Inicial[8][9] | Tensão, estresse ligado ao ciclo e à menopausa | Gestação: só com orientação |
| Cedro (cedrol, composto do óleo) | Preliminar[10] | Noite, sensação de “aterrar” | Pele sensível: diluir bem |
| Vetiver (Chrysopogon zizanioides) | Preliminar: animais[11] | Mente acelerada, inquietação | Aroma muito intenso: uma gota basta |
| Olíbano (Boswellia) | Preliminar: animais e misturas[12][13] | Respiração lenta, meditação, fim do dia | Óleo velho oxida e irrita mais a pele[16] |
Repare que “evidência inicial” ou “preliminar” não quer dizer que o óleo não funciona. Quer dizer que ainda há poucos estudos em pessoas, e que a experiência clínica e a resposta de cada um pesam mais na escolha. Para uma visão de todos os óleos, veja o guia de óleos essenciais.

Lavanda e laranja-doce: os mais estudados
Lavanda. É o óleo calmante com mais pesquisa. Uma revisão sistemática com meta-análise reuniu 65 ensaios clínicos e concluiu que inalar lavanda reduz a ansiedade, embora muitos estudos tenham qualidade baixa e formatos diferentes[1]. A mesma revisão mostrou efeito com massagem com óleo de lavanda e com cápsulas de óleo de lavanda, um produto farmacêutico padronizado que é tomado por via oral sob prescrição[1]. Isso não quer dizer que se deve ingerir o óleo essencial comprado para difusor: a via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Veja lavanda e remédios para ansiedade e a ficha da lavanda.
Laranja-doce. Num consultório odontológico na Áustria, 200 pacientes esperaram atendimento com aroma de laranja, aroma de lavanda, música ou nada. Os dois aromas reduziram a ansiedade e melhoraram o humor em relação ao grupo sem aroma[2]. Num estudo brasileiro, homens que inalaram laranja-doce antes de um teste estressante mantiveram a ansiedade e a tensão estáveis durante o teste, enquanto os grupos de controle tiveram aumento[3]. É um aroma leve, alegre e bem aceito, por isso costuma ser uma boa porta de entrada. Veja a ficha da laranja-doce.
Bergamota, camomila e néroli
Bergamota. Num estudo com 41 mulheres saudáveis, 15 minutos inalando bergamota com vapor de água reduziram o cortisol na saliva, aumentaram um marcador de atividade parassimpática, o sistema de “descanso” do corpo, e melhoraram as emoções negativas e o cansaço[4]. É um cítrico que une calma e leveza, útil quando o estresse vem com irritação ou desânimo. O cuidado é importante: o óleo comum contém bergapteno, que causa queimaduras com bolhas quando a pele recebe sol depois do uso[15]. Na pele, só a versão sem furocumarinas (FCF) e bem diluída. Veja a ficha do limão e da bergamota e óleos essenciais fototóxicos.
Camomila. Num ensaio clínico com idosos que viviam na comunidade, a inalação de lavanda e a de camomila reduziram depressão, ansiedade e estresse em comparação com o grupo de controle[5]. A camomila costuma ser escolhida para agitação, irritabilidade e para a noite. Existem duas camomilas principais, a romana e a alemã, com composições diferentes; nem todos os estudos de ansiedade usam a romana. Quem tem alergia a plantas da família das margaridas deve evitar. Veja a ficha da camomila.
Néroli. Destilado da flor da laranjeira-amarga, é um aroma floral e cítrico ao mesmo tempo. Num ensaio duplo-cego com 140 pacientes internados por síndrome coronariana aguda, quem inalou néroli três vezes ao dia teve ansiedade menor do que o grupo placebo, sem efeitos adversos relatados[7]. É um óleo precioso e caro, o que aumenta o risco de adulteração: comprar de fornecedor confiável, com laudo, faz diferença. Veja como saber se o óleo essencial é puro.
Ylang-ylang, sálvia-esclareia, cedro, vetiver e olíbano
Ylang-ylang. Num estudo com 144 voluntários, o aroma de ylang-ylang aumentou a calma e deixou as pessoas mais lentas em tarefas de atenção, ao contrário da hortelã-pimenta, que aumentou o alerta[6]. Isso o torna útil para desacelerar no fim do dia, mas menos indicado antes de dirigir, estudar ou trabalhar. É um aroma doce e intenso: pouca quantidade basta, e na pele precisa de diluição baixa, porque pode sensibilizar[16]. Veja a ficha do ylang-ylang.
Sálvia-esclareia. Num ensaio duplo-cego com 34 mulheres que faziam um exame urológico desconfortável, inalar sálvia-esclareia baixou a pressão arterial e a frequência respiratória. Curiosamente, nesse contexto a lavanda tendeu a aumentar a pressão[8]. Em outro estudo, sem grupo de controle, 22 mulheres na menopausa tiveram queda do cortisol e aumento da serotonina no sangue depois de inalar o óleo[9]. São estudos pequenos, mas mostram que a sálvia-esclareia merece atenção, principalmente em mulheres com tensão ligada ao ciclo e à menopausa.
Cedro. Os dados vêm do cedrol, um composto presente no óleo de madeira de cedro. Em 26 adultos saudáveis, inalar cedrol reduziu a frequência cardíaca e a pressão arterial e aumentou a atividade parassimpática[10]. É um bom sinal para o óleo, mas o estudo testou o composto isolado, e não o óleo inteiro, e mais estudos são necessários em pessoas.
Vetiver. Extraído da raiz de uma gramínea, tem aroma terroso e profundo. Em ratos, a inalação de vetiver teve efeito parecido com o de um ansiolítico num teste de ansiedade e mudou a atividade da amígdala, região do cérebro ligada ao medo[11]. Esses resultados sugerem um efeito calmante e precisam ser aprofundados em pessoas.
Olíbano. Um composto da resina, o acetato de incensol, teve efeito ansiolítico e antidepressivo em camundongos, ativando um canal chamado TRPV3 no cérebro[12]. Em pessoas, o olíbano aparece sobretudo em misturas: num estudo com pacientes em cuidados paliativos, a massagem nas mãos com bergamota, lavanda e olíbano reduziu a dor e os sintomas depressivos em relação à massagem com óleo vegetal puro[13]. Como era uma mistura, não dá para saber o peso do olíbano sozinho. Veja a ficha do olíbano.

Qual escolher para cada situação
| Situação | Por onde começar | Observação |
|---|---|---|
| Ansiedade durante o dia | Laranja-doce, bergamota, lavanda | Aromas leves que não dão sono |
| Mente acelerada à noite | Lavanda, camomila, cedro | Junto com a rotina de sono |
| Medo antes de um procedimento | Lavanda, laranja-doce, néroli | Inalação pontual, minutos antes |
| Estresse com irritação | Bergamota, camomila | Bergamota na pele só FCF |
| Tensão no corpo | Lavanda, sálvia-esclareia, ylang-ylang | Massagem com óleo bem diluído |
| Inquietação, dificuldade de “parar” | Vetiver, cedro, olíbano | Em sinergia, em pouca quantidade |
Essa tabela é um ponto de partida, não uma receita. Uma sinergia de dois ou três óleos costuma ser mais agradável do que um óleo sozinho, e permite equilibrar um aroma forte, como o vetiver, com um mais leve, como a laranja-doce. Veja sinergia de óleos essenciais.
Para ansiedade com crises, veja óleo essencial para ansiedade e óleo essencial e síndrome do pânico. Para o sono, veja aromaterapia para dormir e ansiedade à noite. Para o estresse do dia a dia, veja óleo essencial para estresse.
Como usar os óleos calmantes com segurança
Para adultos, em uso pessoal e familiar, estas são as formas mais simples:
- Inalação pontual: uma ou duas gotas num algodão, num lenço ou num inalador pessoal. Inale devagar, três vezes, soltando o ar mais devagar do que puxou. Veja inalador pessoal de aromaterapia.
- Difusor: poucas gotas, por 30 a 60 minutos, com o ambiente ventilado e intervalos. Difusor ligado a noite inteira não é necessário. Veja óleo essencial no difusor.
- Massagem: sempre diluído em óleo vegetal. Para adultos, uma diluição de 1% a 2% costuma ser suficiente para relaxar; ylang-ylang e óleos oxidados pedem diluição ainda menor[16]. Veja como diluir óleo essencial.
- Escalda-pés ou banho: o óleo não se mistura com água; dilua antes em óleo vegetal.
Nunca use óleo essencial puro na pele, nunca pingue no nariz ou nos olhos e não coloque óleo essencial em chás ou na água. A via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Veja óleo essencial pode ser ingerido?.
Cuidados e quem precisa de orientação
| Situação | O que fazer |
|---|---|
| Recém-nascidos | Não usam óleo essencial |
| Crianças | Só difusor ou diluição bem baixa, com orientação; criança nunca ingere óleo[16] |
| Gestação e amamentação | Só com orientação profissional |
| Pele e sol | Bergamota comum é fototóxica[15]; na pele, só FCF |
| Alergia a margaridas | Evitar camomila |
| Asma e enxaqueca | Começar com muito pouco: aromas fortes podem incomodar |
| Animais em casa | Gatos são mais sensíveis: difusor longe deles e com a porta aberta |
| Remédios para ansiedade ou sono | Medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico |
Os cítricos, como laranja-doce e bergamota, oxidam com o tempo e com o ar, e o óleo oxidado irrita mais a pele[16]. Guarde os frascos bem fechados, longe da luz e do calor. Se surgir dor de cabeça, enjoo, ardência ou piora da agitação, pare o uso. Veja quem não pode fazer aromaterapia e óleo essencial faz mal para gatos e cachorros?.
Quando procurar ajuda
Óleos calmantes ajudam no estresse do dia a dia, mas alguns sinais pedem avaliação profissional:
- ansiedade ou insônia que duram semanas e atrapalham o trabalho, os estudos ou as relações;
- crises com dor no peito, falta de ar intensa ou desmaio, que pedem atendimento de emergência;
- tristeza persistente, perda de prazer ou isolamento;
- uso de álcool ou de remédios para conseguir relaxar ou dormir;
- pensamentos de morte ou de se machucar: procure ajuda imediata. O CVV atende pelo telefone 188, 24 horas, e em emergência procure um serviço de saúde.
A aromaterapia é um tratamento complementar: não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico. Ela pode caminhar junto com o médico e o psicólogo, ajudando a pessoa a criar momentos de pausa e a cuidar do sono.
Mitos e verdades
- “Lavanda é o único óleo calmante que tem estudo.” Mito. Ela é a mais estudada[1], mas laranja-doce, bergamota, camomila e néroli também têm ensaios clínicos[2][4][5][7].
- “Todo óleo calmante dá sono.” Mito. Laranja-doce e bergamota acalmam sem derrubar[3][4]; o ylang-ylang, sim, deixa mais lento[6].
- “O que a pessoa espera do aroma influencia o efeito.” Verdade. Expectativa e gosto pessoal fazem parte da resposta[14].
- “A lavanda acalma em qualquer situação.” Mito. Num exame desconfortável, a sálvia-esclareia baixou a pressão e a lavanda não[8].
- “Óleo natural não tem risco.” Mito. A bergamota pode causar queimaduras com sol[15], e vários óleos irritam ou sensibilizam a pele[16].
- “Vetiver e olíbano são comprovados para ansiedade.” Ainda não. Os estudos em animais sugerem efeito calmante e precisam ser aprofundados em pessoas[11][12].
Na aromaterapia clínica
Quando alguém me pede “um óleo calmante”, a primeira coisa que faço é perguntar o que precisa se acalmar. É o corpo tenso? A cabeça que não para à noite? O coração que dispara antes de uma reunião? A irritação no fim do dia? Cada resposta me leva a um grupo diferente de óleos. Também pergunto de quais aromas a pessoa gosta e de quais não gosta, porque um aroma rejeitado dificilmente vai relaxar.
Depois vêm os cuidados: gestação, alergias, asma, enxaqueca, exposição ao sol, crianças e animais em casa, e os medicamentos em uso. Com isso, escolho dois ou três óleos, a forma de uso e o momento do dia. No retorno, olho para o que mudou: o sono, a frequência das crises, a tensão no corpo. Se o óleo deixou a pessoa sonolenta demais durante o dia, ou se o aroma passou a incomodar, ajusto. Em mais de 10 anos de atendimento clínico, aprendi que o melhor óleo calmante é o que a pessoa consegue usar com prazer e com regularidade.
Sempre como tratamento complementar, junto com o médico e o psicólogo quando é o caso.
Se você quer um plano com óleos calmantes escolhidos para você, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

- ✓Avaliação individual: sono, rotina, emoções, medicamentos e exames que você já tem
- ✓Plano por escrito: quais óleos, por qual via, em que diluição e em que horários
- ✓Acompanhamento em fases, com retornos para ajustar
- ✓Segurança para quem usa medicamentos, sempre junto com o seu médico
- Aromaterapia na saúde mental: guia completo
- Óleo essencial para ansiedade: quais funcionam, o que diz a ciência e como usar
- Aromaterapia para dormir: quais óleos funcionam, o que diz a ciência e como usar
- Óleo essencial de lavanda: para que serve, o que diz a ciência e como usar
- Por que o mesmo óleo essencial acalma uma pessoa e agita outra
Perguntas frequentes
Qual é o óleo essencial mais calmante?
A lavanda é o mais estudado: uma meta-análise mostrou menos ansiedade com a inalação[1]. Mas o melhor para cada pessoa depende do gosto, do momento e dos cuidados.
Qual óleo essencial acalma a mente?
Lavanda, laranja-doce e bergamota têm estudos em ansiedade e estresse[1][3][4]. Para a mente acelerada à noite, lavanda, camomila e cedro costumam combinar bem.
Óleo essencial relaxante dá sono?
Nem todos. Laranja-doce e bergamota acalmam sem derrubar[3][4]; o ylang-ylang deixa mais lento[6]. Para dormir, combine o aroma com uma rotina de sono.
Laranja-doce acalma?
Sim. Reduziu a ansiedade em sala de espera de dentista[2] e num teste estressante em laboratório[3]. É leve e bem aceita.
Bergamota é calmante?
Num estudo, a inalação reduziu o cortisol e melhorou emoções negativas[4]. Na pele, só a versão FCF, porque a comum causa queimaduras com sol[15].
Néroli funciona para ansiedade?
Num ensaio com 140 pacientes cardíacos internados, o néroli reduziu a ansiedade em comparação com placebo[7]. Mais estudos são bem-vindos.
Vetiver e olíbano acalmam?
Estudos em animais sugerem efeito calmante[11][12], e o olíbano aparece em misturas que ajudaram pacientes em cuidados paliativos[13]. Faltam estudos em pessoas com os óleos sozinhos.
Posso usar óleo calmante em criança?
Recém-nascidos não usam óleo essencial. Em crianças maiores, só difusor ou diluição bem baixa, com orientação; criança nunca ingere óleo[16].
Óleo calmante substitui remédio para ansiedade?
Não. A aromaterapia é complementar, e a medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico.
Como usar óleo essencial para relaxar?
Uma ou duas gotas no algodão ou inalador, poucas gotas no difusor por 30 a 60 minutos, ou massagem com o óleo diluído em óleo vegetal[16].
Referências
- Donelli D, Antonelli M, Bellinazzi C, Gensini GF, Firenzuoli F. Effects of lavender on anxiety: A systematic review and meta-analysis. Phytomedicine. 2019;65:153099. doi:10.1016/j.phymed.2019.153099
- Lehrner J, Marwinski G, Lehr S, Johren P, Deecke L. Ambient odors of orange and lavender reduce anxiety and improve mood in a dental office. Physiol Behav. 2005;86(1-2):92-5. doi:10.1016/j.physbeh.2005.06.031
- Goes TC, Antunes FD, Alves PB, Teixeira-Silva F. Effect of sweet orange aroma on experimental anxiety in humans. J Altern Complement Med. 2012;18(8):798-804. doi:10.1089/acm.2011.0551
- Watanabe E, Kuchta K, Kimura M, Rauwald HW, Kamei T, Imanishi J. Effects of bergamot (Citrus bergamia (Risso) Wright & Arn.) essential oil aromatherapy on mood states, parasympathetic nervous system activity, and salivary cortisol levels in 41 healthy females. Forsch Komplementmed. 2015;22(1):43-9. doi:10.1159/000380989
- Ebrahimi H, Mardani A, Basirinezhad MH, et al. The effects of Lavender and Chamomile essential oil inhalation aromatherapy on depression, anxiety and stress in older community-dwelling people: A randomized controlled trial. Explore (NY). 2022;18(3):272-278. doi:10.1016/j.explore.2020.12.012
- Moss M, Hewitt S, Moss L, Wesnes K. Modulation of cognitive performance and mood by aromas of peppermint and ylang-ylang. Int J Neurosci. 2008;118(1):59-77. doi:10.1080/00207450601042094
- Moslemi F, Alijaniha F, Naseri M, Kazemnejad A, Charkhkar M, Heidari MR. Citrus aurantium Aroma for Anxiety in Patients with Acute Coronary Syndrome: A Double-Blind Placebo-Controlled Trial. J Altern Complement Med. 2019;25(8):833-839. doi:10.1089/acm.2019.0061
- Seol GH, Lee YH, Kang P, You JH, Park M, Min SS. Randomized controlled trial for Salvia sclarea or Lavandula angustifolia: differential effects on blood pressure in female patients with urinary incontinence undergoing urodynamic examination. J Altern Complement Med. 2013;19(7):664-70. doi:10.1089/acm.2012.0148
- Lee KB, Cho E, Kang YS. Changes in 5-hydroxytryptamine and cortisol plasma levels in menopausal women after inhalation of clary sage oil. Phytother Res. 2014;28(11):1599-605. doi:10.1002/ptr.5163
- Dayawansa S, Umeno K, Takakura H, et al. Autonomic responses during inhalation of natural fragrance of Cedrol in humans. Auton Neurosci. 2003;108(1-2):79-86. doi:10.1016/j.autneu.2003.08.002
- Saiyudthong S, Pongmayteegul S, Marsden CA, Phansuwan-Pujito P. Anxiety-like behaviour and c-fos expression in rats that inhaled vetiver essential oil. Nat Prod Res. 2015;29(22):2141-4. doi:10.1080/14786419.2014.992342
- Moussaieff A, Rimmerman N, Bregman T, et al. Incensole acetate, an incense component, elicits psychoactivity by activating TRPV3 channels in the brain. FASEB J. 2008;22(8):3024-34. doi:10.1096/fj.07-101865
- Chang SY. Effects of aroma hand massage on pain, state anxiety and depression in hospice patients with terminal cancer. Taehan Kanho Hakhoe Chi. 2008;38(4):493-502. doi:10.4040/jkan.2008.38.4.493
- Herz RS. Aromatherapy facts and fictions: a scientific analysis of olfactory effects on mood, physiology and behavior. Int J Neurosci. 2009;119(2):263-90. doi:10.1080/00207450802333953
- Kaddu S, Kerl H, Wolf P. Accidental bullous phototoxic reactions to bergamot aromatherapy oil. J Am Acad Dermatol. 2001;45(3):458-61. doi:10.1067/mjd.2001.116226
- Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.
