Aromaterapia na odontologia: ansiedade no dentista, estudos, limites e parcerias - Camila Castellan

A aromaterapia na odontologia entra principalmente no acolhimento do paciente ansioso: um aroma suave na sala de espera ou um inalador pessoal antes do atendimento. Os primeiros ensaios foram feitos em consultórios odontológicos: o aroma de laranja na sala de espera reduziu a ansiedade de mulheres[1], laranja e lavanda reduziram a ansiedade e melhoraram o humor de 200 adultos[2] e a lavanda reduziu a ansiedade do momento em 340 pacientes[3]. Em crianças, há ensaios com lavanda, laranja-doce e camomila antes da anestesia e do tratamento[8][9][10]. As revisões confirmam o potencial, mas pedem estudos melhores[4][6][7]. O Conselho Federal de Odontologia reconhece seis práticas integrativas para o cirurgião-dentista, e a aromaterapia não está entre elas[14]. Por isso, o uso no consultório é de ambiente e acolhimento, como tratamento complementar, e uma parceria com uma aromaterapeuta com formação clínica é um caminho seguro.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 9 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

Onde entraNa sala de espera e antes do atendimento, para acolher o paciente ansioso.
Estudos clássicosLaranja e lavanda na sala de espera reduziram a ansiedade de adultos.
CriançasEnsaios com lavanda, laranja-doce e camomila inalados antes do tratamento.
RessalvaRevisões apontam estudos pequenos e pedem pesquisas de melhor qualidade.
ConselhoA Resolução CFO-82/2008 lista seis práticas; a aromaterapia não está entre elas.
ParceriaAromaterapeuta com formação clínica pode montar o protocolo com a equipe.

Este artigo é para cirurgiões-dentistas, equipes de consultório e aromaterapeutas que querem entender o que a aromaterapia pode fazer pela ansiedade odontológica. Você vai ver os ensaios feitos em consultórios, os estudos com crianças, os limites definidos pelo conselho de odontologia, como usar com segurança e como uma aromaterapeuta pode construir uma parceria com um consultório.

Por que a ansiedade odontológica importa

Quem trabalha em consultório conhece bem o paciente que remarca três vezes, chega com as mãos frias, se assusta com o barulho da caneta e pede para parar a cada minuto. A ansiedade odontológica não é frescura. Numa revisão com mais de 72 mil adultos de vários países, o medo e a ansiedade odontológica apareceram em 15,3% das pessoas, e em níveis altos em 12,4%, com mais frequência entre mulheres e adultos mais jovens[12].

Os autores lembram que esse medo afeta o padrão de cuidado e a saúde bucal: quem tem medo adia consultas e chega ao consultório com problemas maiores[12]. Para o dentista, um paciente ansioso também significa atendimento mais difícil, mais tempo de cadeira e mais desgaste para a equipe.

Há várias formas de cuidar dessa ansiedade: comunicação clara, técnicas de manejo de comportamento, música, distração, hipnose, terapia cognitivo-comportamental e, em casos selecionados, medicação prescrita pelo profissional habilitado[6]. A aromaterapia entra nessa lista como recurso simples, barato e não invasivo, voltado ao momento da espera e do atendimento. É tratamento complementar: não substitui o manejo clínico, não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico.

O que os ensaios mostram em adultos

A odontologia tem um lugar especial na história da pesquisa em aromaterapia. Alguns dos estudos mais citados sobre aroma e ansiedade foram feitos justamente em salas de espera de consultórios odontológicos.

O primeiro, publicado em 2000 por um grupo da Universidade de Viena, difundiu óleo essencial de laranja na sala de espera enquanto 72 pacientes aguardavam o atendimento. As mulheres expostas ao aroma tiveram menos ansiedade do momento, humor mais positivo e mais calma do que as do grupo sem aroma[1]. Em 2005, o mesmo grupo ampliou o estudo para 200 adultos de 18 a 77 anos: tanto a laranja quanto a lavanda reduziram a ansiedade e melhoraram o humor em comparação com a sala sem aroma[2].

Em 2010, um ensaio do King’s College de Londres testou a lavanda na sala de espera com 340 pacientes. O grupo com o aroma relatou ansiedade do momento bem mais baixa. Mas a ansiedade em relação a consultas futuras não mudou[3]. Esse detalhe é importante: o aroma ajuda a pessoa a passar melhor por aquele dia, e não resolve sozinho um medo antigo.

Aromaterapia e ansiedade odontológica: o que foi testado

EstudoQuem participouO que mostrouNível de evidência
Laranja na sala de espera[1]72 adultosMenos ansiedade e mais calma nas mulheresBaixo (estudo pequeno)
Laranja, lavanda, música ou nada[2]200 adultosLaranja e lavanda reduziram a ansiedade e melhoraram o humorModerado
Lavanda na sala de espera[3]340 adultosMenos ansiedade do momento; medo de consultas futuras igualModerado
Revisão sistemática[4]11 ensaios randomizados e 6 quase randomizadosAroma pode reduzir a ansiedade; efeito parecido com o da música; certeza baixa a muito baixaBaixo
Meta-análise[5]6 estudosRedução significativa da ansiedade durante o tratamentoModerado
Meta-análise de intervenções[6]173 ensaios, adultosNa cirurgia oral, os dados não sustentaram a aromaterapia para a ansiedade durante o procedimentoModerado

Repare na diferença entre as revisões. Uma meta-análise com seis estudos encontrou redução consistente da ansiedade com a aromaterapia[5]. Outra revisão, mais ampla, considerou os estudos de risco de viés alto ou incerto e classificou a certeza como baixa a muito baixa[4]. E uma grande análise de intervenções para ansiedade odontológica concluiu que, durante cirurgias orais, os dados não sustentam a aromaterapia, enquanto hipnose e terapia cognitivo-comportamental tiveram resultados mais sólidos para seus objetivos[6].

A leitura honesta é esta: o aroma parece ajudar mais na espera e nos procedimentos de rotina do que nos momentos mais intensos, como uma extração cirúrgica. E ele funciona melhor como parte de um conjunto de cuidados do que como recurso isolado. Os estudos em hospitais seguem a mesma lógica; veja aromaterapia em hospitais.

Infográfico: o que os estudos mostram sobre aromaterapia e ansiedade odontológica em adultos e crianças, com laranja, lavanda e camomila
Aromaterapia e ansiedade no dentista: o que os estudos mostram.

O que os estudos mostram em crianças

A odontopediatria é a área com mais ensaios recentes. Uma meta-análise em rede reuniu 61 estudos com 6.113 crianças e adolescentes de 4 a 16 anos e comparou 12 recursos sem medicação. A música ficou em primeiro lugar para reduzir a ansiedade, e a aromaterapia em segundo, à frente de jogos e de outras técnicas. Os autores pedem cautela, porque o número de estudos por comparação ainda é pequeno[7].

Alguns ensaios ajudam a entender como isso foi feito na prática:

Esse último estudo é uma lição para quem quer trabalhar com crianças: o aroma é um recurso entre vários, e às vezes a brincadeira e a respiração fazem mais. A melhor proposta para um consultório infantil combina aroma, música, linguagem adequada à idade e manejo de comportamento. Veja também aromaterapia para ansiedade infantil.

Um cuidado que não pode faltar: criança nunca ingere óleo essencial, e recém-nascido não usa óleo. Em crianças pequenas, alguns óleos ricos em 1,8-cineol ou mentol, como certos eucaliptos e a hortelã-pimenta, não devem ser aplicados perto do rosto[16]. Veja óleo essencial para crianças.

O que diz o conselho de odontologia

Este é o ponto que mais gera dúvida. O Conselho Federal de Odontologia publicou a Resolução CFO-82/2008, que reconhece e regulamenta o uso de práticas integrativas e complementares à saúde bucal pelo cirurgião-dentista. O artigo 1º lista seis práticas: acupuntura, fitoterapia, terapia floral, hipnose, homeopatia e laserterapia[14]. A aromaterapia não está nessa lista.

O que isso significa na prática? Que a aromaterapia não é uma prática integrativa reconhecida pelo CFO como parte da atuação do cirurgião-dentista. Não encontramos resolução do CFO que trate especificamente da aromaterapia, nem para permitir, nem para proibir. Já no sistema público, a aromaterapia está na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares desde a Portaria nº 702/2018 do Ministério da Saúde[15], como prática própria, e não como técnica da odontologia. Veja aromaterapia no SUS.

Dentista e aromaterapia: o que pede cada situação

SituaçãoComo ficaPor quê
Aroma suave na sala de espera, com ventilação e avisoUso de ambiente, com cuidadoÉ acolhimento, não procedimento odontológico
Inalador pessoal oferecido ao paciente ansioso, com consentimentoPossível, com protocolo e formaçãoFoi o formato usado em vários ensaios[8][10]
Divulgar aromaterapia como tratamento odontológicoEvitarNão está entre as práticas reconhecidas pelo CFO[14]
Óleo essencial puro na boca, na gengiva ou no denteEvitarRisco de irritação de mucosa; não substitui material odontológico[16]
Dentista que também se forma e atua como aromaterapeutaPossível, em serviço separadoA aromaterapia é prática própria na PNPIC[15]

A tabela é um guia para orientar a reflexão, não um parecer do conselho. A orientação mais segura é consultar o Conselho Regional de Odontologia do seu estado antes de oferecer qualquer uso de óleos essenciais além do ambiente. Veja também quem pode trabalhar com aromaterapia.

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Aromaterapia não é produto odontológico

Uma confusão comum: muita gente acha que, se o enxaguante bucal tem óleo essencial, então pingar óleo na boca é aromaterapia. Não é. Os enxaguantes com óleos essenciais são produtos com formulação definida, concentração controlada e testes próprios. Uma meta-análise com 16 ensaios de pelo menos seis meses mostrou que esses enxaguantes, somados à escovação e ao fio dental, reduziram mais a placa e a gengivite do que o placebo[13]. Isso é resultado de um produto testado, e não de óleo essencial puro.

O mesmo vale para materiais odontológicos que usam componentes de óleos, como o eugenol, presente no óleo de cravo. No consultório, eles têm indicação, dose e técnica definidas pelo cirurgião-dentista. Fora disso, óleo essencial puro sobre a gengiva ou o dente pode irritar e queimar a mucosa[16].

Por isso, a aromaterapia no consultório fica no campo da inalação e do ambiente. Ela não trata dor de dente, não trata gengivite e não substitui a consulta odontológica. Quem tem dor precisa de avaliação do dentista. E a via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Veja óleo essencial pode ser ingerido? e o que a Anvisa diz sobre óleos essenciais.

Como integrar com segurança no consultório

Para dentistas e equipes que querem usar aromas no acolhimento, alguns cuidados fazem a diferença entre um ambiente agradável e um problema:

  1. Comece pela sala de espera. Foi onde os estudos clássicos foram feitos[1][2][3]. Use poucas gotas, por períodos curtos, com ventilação. Veja como usar o difusor com segurança.
  2. Escolha aromas suaves e conhecidos. Laranja-doce e lavanda foram os mais estudados[4]. Veja óleo essencial de laranja-doce e óleo essencial de lavanda.
  3. Prefira o inalador pessoal na cadeira. Ele atende o paciente que quer o aroma sem afetar quem não quer, nem a equipe. Veja inalador pessoal.
  4. Pergunte antes. Asma, rinite, enxaqueca, gestação e alergias pedem atenção[16]. Veja aromaterapia, asma e bronquite e alergia a óleo essencial.
  5. Peça consentimento e respeite a recusa. Um termo de consentimento ajuda.
  6. Pense na equipe. Quem passa o dia no consultório recebe a maior exposição. Difusor ligado o dia todo não é necessário. Veja difusor de aromas faz mal?.
  7. Não prometa resultado. O aroma ajuda no conforto e na ansiedade do momento[3]. Ele não substitui anestesia, manejo de comportamento nem medicação indicada.

Se o paciente usa remédio para ansiedade, a medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico. O aroma soma, não troca.

Infográfico: passo a passo para usar aromas no consultório odontológico com segurança, da sala de espera ao inalador pessoal
Como usar aromas no consultório odontológico com segurança.

Como a aromaterapeuta pode fazer parceria com consultórios

Para a aromaterapeuta, a odontologia é um campo de parceria com pouca concorrência e uma necessidade clara: pacientes ansiosos. E existe uma base de estudos que o dentista respeita, porque foi publicada em revistas da própria área[3][4][5]. Algumas formas de construir essa parceria:

Na apresentação ao dentista, leve os estudos, um protocolo simples e clareza sobre os limites. Diga com todas as letras que a aromaterapia não é procedimento odontológico e que cada profissional responde pela sua parte. Isso passa segurança. Veja mercado de trabalho da aromaterapia, como divulgar atendimentos de aromaterapia e as parcerias com estética e psicologia.

Um sinal de alerta vale para todos: se o paciente relata pânico, ideias de morte ou sofrimento intenso, a orientação é buscar ajuda médica. Em caso de ideias de se machucar, o CVV atende pelo telefone 188, 24 horas e de graça.

Mitos e verdades

Como a Mentoria ATP trabalha esse tema

Na Mentoria ATP, recebemos alunas de várias áreas da saúde, e a odontologia é um dos campos de parceria que mais discutimos. Em mais de 10 anos de atendimento clínico e com mais de 300 alunas formadas, aprendi que a parceria com outro profissional só funciona quando cada um sabe exatamente onde começa e onde termina o seu trabalho.

Na formação, a aluna estuda a química dos óleos, a neurociência do olfato, a segurança em crianças, gestantes e pessoas com asma, e a leitura crítica dos estudos. Para quem quer trabalhar com consultórios, isso significa saber apresentar os ensaios de ansiedade odontológica com honestidade, montar um protocolo de ambiente, preparar inaladores com segurança e conversar com o dentista sem invadir a área dele. Os casos são discutidos em grupo, sempre sem nome e sem rosto.

Para as dentistas que chegam até nós, o caminho é o mesmo: entender a aromaterapia como prática própria, complementar, ao lado da odontologia e da medicina.

Camila Castellan

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Perguntas frequentes

Aromaterapia funciona para ansiedade no dentista?

Ensaios com laranja e lavanda na sala de espera mostraram redução da ansiedade do momento[1][2][3]. As revisões consideram o resultado promissor, mas pedem estudos de melhor qualidade[4].

Qual óleo essencial foi mais estudado no consultório odontológico?

Lavanda e laranja foram os mais usados nos estudos sobre ansiedade odontológica[4].

A aromaterapia ajuda crianças no dentista?

Há ensaios com lavanda, laranja-doce e camomila inalados antes do tratamento[8][9][10], e uma meta-análise em rede colocou a aromaterapia entre os recursos mais eficazes, com ressalvas[7].

O dentista pode usar aromaterapia?

A Resolução CFO-82/2008 reconhece seis práticas integrativas para o dentista, e a aromaterapia não está entre elas[14]. O uso de ambiente, com cuidado, é o mais prudente. Consulte o seu CRO.

O aroma substitui a anestesia ou a medicação?

Não. É tratamento complementar e não substitui anestesia, manejo clínico nem medicação. Medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico.

Posso passar óleo de cravo no dente com dor?

Não por conta própria. Óleo essencial puro pode irritar a mucosa[16], e dor de dente precisa de avaliação do dentista.

Enxaguante bucal com óleo essencial é aromaterapia?

Não. É um produto com formulação testada, que reduziu placa e gengivite em ensaios[13]. Isso não vale para óleo essencial puro na boca.

Aromaterapia funciona em cirurgias orais?

Uma grande meta-análise não encontrou sustentação para o uso da aromaterapia na ansiedade durante cirurgias orais[6].

Como uma aromaterapeuta pode trabalhar com dentistas?

Com protocolo de ambiente, treinamento da equipe, inaladores para pacientes ansiosos e encaminhamento nos dois sentidos, sem invadir a área odontológica.

Difusor no consultório faz mal para a equipe?

Difusão contínua aumenta a exposição. O ideal é usar poucas gotas, por pouco tempo e com ventilação, atento a asma e alergias[16].

Referências

  1. Lehrner J, Eckersberger C, Walla P, Pötsch G, Deecke L. Ambient odor of orange in a dental office reduces anxiety and improves mood in female patients. Physiol Behav. 2000;71(1-2):83-6. doi:10.1016/s0031-9384(00)00308-5
  2. Lehrner J, Marwinski G, Lehr S, Johren P, Deecke L. Ambient odors of orange and lavender reduce anxiety and improve mood in a dental office. Physiol Behav. 2005;86(1-2):92-5. doi:10.1016/j.physbeh.2005.06.031
  3. Kritsidima M, Newton T, Asimakopoulou K. The effects of lavender scent on dental patient anxiety levels: a cluster randomised-controlled trial. Community Dent Oral Epidemiol. 2010;38(1):83-7. doi:10.1111/j.1600-0528.2009.00511.x
  4. Cai H, Xi P, Zhong L, Chen J, Liang X. Efficacy of aromatherapy on dental anxiety: a systematic review of randomised and quasi-randomised controlled trials. Oral Dis. 2021;27(4):829-47. doi:10.1111/odi.13346
  5. Purohit A, Singh A, Purohit B, Shakti P, Shah N. Is aromatherapy associated with patient’s dental anxiety levels? A systematic review and meta-analysis. J Dent Anesth Pain Med. 2021;21(4):311-9. doi:10.17245/jdapm.2021.21.4.311
  6. Steenen SA, Linke F, van Westrhenen R, de Jongh A. Interventions to reduce adult state anxiety, dental trait anxiety, and dental phobia: a systematic review and meta-analyses of randomized controlled trials. J Anxiety Disord. 2024;105:102891. doi:10.1016/j.janxdis.2024.102891
  7. Kong X, Song N, Chen L, Li Y. Non-pharmacological interventions for reducing dental anxiety in pediatric dentistry: a network meta-analysis. BMC Oral Health. 2024;24(1):1151. doi:10.1186/s12903-024-04919-x
  8. Nirmala K, Kamatham R. Effect of aromatherapy on dental anxiety and pain in children undergoing local anesthetic administrations: a randomized clinical trial. J Caring Sci. 2021;10(3):111-20. doi:10.34172/jcs.2021.026
  9. Ghaderi F, Solhjou N. The effects of lavender aromatherapy on stress and pain perception in children during dental treatment: a randomized clinical trial. Complement Ther Clin Pract. 2020;40:101182. doi:10.1016/j.ctcp.2020.101182
  10. Abdel Rehim YM, Gadallah LK, El-Motayam AK. The effects of lavender, chamomile and peppermint inhalation aromatherapy on dental anxiety in children: a randomized controlled trial. J Dent Sci. 2025;20(3):1539-45. doi:10.1016/j.jds.2024.12.004
  11. Bartakke RR, Bhattad MS, Bargaje P, et al. Comparison of the efficacy of aromatherapy and bubble breath play therapy in reducing dental anxiety in children: a randomized clinical trial. Int J Clin Pediatr Dent. 2025;18(1):29-33. doi:10.5005/jp-journals-10005-3020
  12. Silveira ER, Cademartori MG, Schuch HS, Armfield JA, Demarco FF. Estimated prevalence of dental fear in adults: a systematic review and meta-analysis. J Dent. 2021;108:103632. doi:10.1016/j.jdent.2021.103632
  13. Haas AN, Wagner TP, Muniz FWMG, et al. Essential oils-containing mouthwashes for gingivitis and plaque: meta-analyses and meta-regression. J Dent. 2016;55:7-15. doi:10.1016/j.jdent.2016.09.001
  14. Conselho Federal de Odontologia. Resolução CFO-82, de 25 de setembro de 2008. Reconhece e regulamenta o uso pelo cirurgião-dentista de práticas integrativas e complementares à saúde bucal. cfo.org.br
  15. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 702, de 21 de março de 2018. Inclui novas práticas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), entre elas a aromaterapia.
  16. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety. 2. ed. Edinburgh: Churchill Livingstone; 2014.