Psicólogo pode usar aromaterapia? O que diz o CFP e como integrar com ética - Camila Castellan

Sim, o psicólogo pode estudar e usar a aromaterapia, mas com um cuidado que muita gente ignora: ela não é uma técnica da psicologia. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) não tem resolução específica sobre aromaterapia, e o Código de Ética pede que o psicólogo use técnicas fundamentadas na ciência psicológica e proíbe vincular o título de psicólogo a técnicas que não sejam reconhecidas pela profissão[1]. Na prática, isso significa usar a aromaterapia como recurso complementar, com formação própria, consentimento do paciente e sem substituir a psicoterapia nem prometer resultado. Há meta-análises que mostram redução da ansiedade com a inalação de óleos essenciais[6][7][8], e o aroma pode funcionar como âncora em técnicas de regulação emocional[11][13]. Na dúvida sobre o seu caso, o caminho é consultar o seu Conselho Regional.

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 3 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

Resposta curtaPode estudar e usar, mas a aromaterapia não é técnica da psicologia.
O que diz o CFPNão há resolução específica; vale o Código de Ética, arts. 1º e 2º.
O limiteNão vincular o título de psicólogo a uma técnica não reconhecida pela profissão.
O que a ciência mostraMeta-análises com redução da ansiedade pela inalação de óleos essenciais.
Onde ela entraComo recurso complementar, com consentimento e sem prometer resultado.
O que estudarFormação clínica: química, segurança, vias de uso e raciocínio clínico.

Este artigo é para psicólogos e estudantes de psicologia que querem entender se podem usar a aromaterapia e como fazer isso de forma ética. Você vai ver o que diz o Código de Ética, o que os estudos mostram sobre aromaterapia e ansiedade, como o aroma pode servir de âncora na regulação emocional, onde ficam os limites e o que estudar antes de começar.

O que o CFP diz sobre aromaterapia

A primeira coisa a saber é que não encontramos nenhuma resolução do CFP que trate especificamente da aromaterapia, nem para permitir, nem para proibir. Quem procura uma “autorização” ou uma “proibição” expressa não vai encontrar. O que existe são regras gerais do Código de Ética Profissional do Psicólogo, aprovado pela Resolução CFP nº 10/2005, que valem para qualquer prática[1].

Dois trechos são centrais para essa discussão:

O mesmo artigo 1º, na alínea b, pede que o psicólogo assuma responsabilidade apenas pelas atividades para as quais esteja capacitado pessoal, teórica e tecnicamente[1]. Ou seja, mesmo que a aromaterapia entre no seu trabalho, ela precisa de formação própria.

Há ainda um ponto de atenção que vem do Conselho Regional de São Paulo. Numa nota orientativa sobre maconha, publicada em 2025 por sua subcomissão de práticas integrativas, o CRP SP afirmou que psicólogos não podem indicar ou prescrever o uso de maconha “ou de qualquer outra substância”[2]. A nota não fala de aromaterapia, mas mostra como os conselhos tendem a olhar para a indicação de substâncias dentro do atendimento psicológico.

E o tema está em discussão. Em 2024, o CFP promoveu um encontro sobre práticas integrativas e complementares (PICS) e lembrou que a política nacional deixa a cada conselho a tarefa de orientar e fiscalizar a atuação da sua categoria; o objetivo declarado foi avaliar a compatibilidade dessas práticas com o exercício da psicologia[3]. Por isso, a recomendação mais segura é consultar o seu CRP antes de unir aromaterapia e psicoterapia no mesmo atendimento. Veja também quem pode trabalhar com aromaterapia.

Aromaterapia e PICS no SUS

A aromaterapia entrou na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) em 2018, pela Portaria nº 702 do Ministério da Saúde, junto com outras práticas[4]. Hoje, o Ministério da Saúde informa que o SUS oferece 29 procedimentos de PICS, e a aromaterapia está entre eles[5].

Isso dá à aromaterapia um lugar reconhecido no sistema público, como prática integrativa e complementar. Mas há uma diferença importante: estar na PNPIC não transforma a aromaterapia em técnica da psicologia. Ela continua sendo uma prática própria, que diferentes profissionais podem exercer, cada um dentro das regras do seu conselho. Veja mais em aromaterapia no SUS e em aromaterapia é profissão regulamentada?.

O que é permitido, o que pede cuidado e o que evitar

SituaçãoComo ficaPor quê
Estudar aromaterapiaLivre e recomendadoAmplia o repertório e a compreensão do corpo e das emoções
Atuar também como aromaterapeuta, em serviço separado e bem identificadoPossívelA aromaterapia é uma prática própria, reconhecida na PNPIC[4]
Usar um aroma no consultório como recurso complementar, com consentimentoPede cuidado e consulta ao CRPNão é técnica reconhecida pela psicologia[1]
Indicar óleos ou sinergias dentro da psicoterapiaZona de riscoUm conselho regional orientou que psicólogos não indiquem substâncias[2]
Divulgar aromaterapia como “psicoterapia” ou “técnica psicológica”EvitarVincula o título a técnica não reconhecida pela profissão[1]

A tabela é um guia para orientar a reflexão, não um parecer do conselho. Cada CRP pode ter entendimentos próprios, e a palavra final é dele.

O que os estudos mostram sobre aromaterapia e ansiedade

Se a aromaterapia não é técnica da psicologia, por que tantos psicólogos se interessam por ela? Em parte, porque há pesquisa consistente sobre aromaterapia como apoio na ansiedade, principalmente pela inalação.

Aromaterapia e sintomas emocionais: o que as revisões mostram

RevisãoQuem participouResultadoNível de evidência
Meta-análise, ansiedade antes de cirurgia[6]20 ensaios, 1.717 adultosRedução significativa da ansiedade, sobretudo com sessões curtas de inalaçãoModerado
Meta-análise, pacientes com câncer[7]11 ensaiosMelhora da ansiedade e dos sintomas depressivos, com estudos de qualidade baixaBaixo a moderado
Meta-análise, ansiedade de prova[8]7 ensaios, 425 universitáriosInalação reduziu a ansiedade de prova, com resultados variados entre os estudosBaixo a moderado
Revisão sistemática, sintomas depressivos[9]12 ensaiosSete estudos mostraram melhora; protocolos muito diferentes entre siBaixo
Revisão sistemática, lavanda[10]Ensaios com lavandaProblemas de método limitam as conclusões; mais estudos independentes são necessáriosBaixo

O conjunto é animador, mas pede leitura cuidadosa. A maior parte dos estudos avaliou ansiedade em situações pontuais, como antes de uma cirurgia ou de uma prova, e não transtornos de ansiedade em psicoterapia. Na meta-análise com estudantes, por exemplo, a aromaterapia não se diferenciou do placebo no subgrupo em que os dois foram comparados[8]. E os autores das revisões pedem estudos maiores e de melhor qualidade[7][10].

Para o psicólogo, a leitura honesta é esta: a aromaterapia pode ser um apoio para reduzir a ansiedade em alguns momentos, como tratamento complementar. Ela não substitui a psicoterapia, não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico. Veja óleo essencial para ansiedade.

Infográfico: o que o psicólogo pode fazer com a aromaterapia segundo o Código de Ética do CFP, o que pede cuidado e o que evitar
Psicólogo e aromaterapia: o que diz o Código de Ética.

O aroma como âncora na regulação emocional

Aqui está o ponto que mais interessa a quem trabalha com emoções. O olfato tem uma ligação direta com as áreas do cérebro que processam emoção e memória. Num estudo de neuroimagem, lembranças trazidas por um aroma pessoalmente significativo ativaram mais a amígdala do que a mesma lembrança trazida por uma imagem[11]. Uma revisão sobre o tema mostra como odor, humor e emoção compartilham circuitos no cérebro e se influenciam mutuamente[13].

Uma análise de 18 estudos sobre aromas e humor concluiu que boa parte do efeito dos aromas sobre as emoções se explica por mecanismos psicológicos, como associação aprendida, expectativa e experiência pessoal[12]. Para o psicólogo, isso é familiar: é a lógica do condicionamento. Um aroma que acompanha repetidas vezes um estado de calma pode passar a evocar esse estado.

É assim que o aroma pode funcionar como âncora em técnicas de regulação emocional. Um exemplo é a respiração lenta, que, segundo uma revisão sistemática, se associa a mais relaxamento e conforto e a menos ansiedade, raiva e sensação de alerta[14]. Quando o paciente treina a respiração sempre com o mesmo aroma, esse aroma pode virar um atalho para o estado treinado, que ele leva consigo num inalador pessoal.

Uma observação honesta: não encontramos ensaios clínicos que tenham testado especificamente o aroma como âncora dentro da psicoterapia. O raciocínio se apoia nos estudos sobre olfato, memória e emoção[11][12][13] e na experiência clínica, e é assim que ele precisa ser apresentado ao paciente. Veja como a aromaterapia age no cérebro.

Para quem quer atender com aromaterapia
Saber o que fazer, com segurança e ética, é o que a formação clínica ensina.
A Mentoria ATP prepara aromaterapeutas para atender com raciocínio clínico, segurança com medicamentos e casos reais discutidos em grupo.

Conhecer a Mentoria ATP

Como integrar a aromaterapia com ética

Se você é psicólogo e quer trazer a aromaterapia para o seu trabalho, alguns cuidados ajudam a manter a prática dentro da ética:

  1. Separe o que é psicologia do que é aromaterapia. A aromaterapia não deve ser divulgada como “técnica psicológica” nem apresentada como parte da psicoterapia[1]. Se você também atua como aromaterapeuta, deixe isso claro na divulgação e no atendimento.
  2. Tenha formação própria. O Código de Ética pede capacitação teórica e técnica para cada atividade assumida[1]. Óleo essencial é uma substância química concentrada, com riscos reais para a pele, para as vias respiratórias e em algumas condições de saúde[15].
  3. Peça consentimento. O paciente precisa saber o que vai ser usado, por quê, quais são os limites e que pode recusar. O próprio Código pede que o psicólogo informe sobre o trabalho a ser realizado[1]. Um termo de consentimento ajuda.
  4. Não prometa resultado. A aromaterapia é tratamento complementar e não cura ansiedade, depressão ou trauma.
  5. Não substitua as técnicas da psicologia. O aroma, quando entra, é apoio. O trabalho psicológico continua sendo o centro.
  6. Consulte o seu CRP. Principalmente antes de usar aromas durante as sessões ou de indicar óleos aos pacientes[2][3].

Quem já usa medicação também precisa de atenção. O psicólogo e a aromaterapeuta nunca orientam mudar remédio: a medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico.

Cuidados de segurança no consultório

Mesmo quando o uso é só ambiental, como um difusor na sala, há cuidados que muita gente esquece. O consultório recebe pessoas diferentes, e um aroma que acalma uma pode incomodar outra[12]. Alguns pontos que a literatura de segurança destaca[15]:

Há também um cuidado emocional. Como os aromas evocam lembranças com força[11], um aroma pode trazer uma memória difícil, principalmente em pessoas com histórico de trauma. Pergunte antes, observe a reação e tenha sempre a opção de não usar. Veja quem não pode fazer aromaterapia e óleo essencial e trauma emocional.

Sobre a via oral: a via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria.

Infográfico: passo a passo para o psicólogo integrar a aromaterapia com ética, da formação ao consentimento e à consulta ao CRP
Como integrar a aromaterapia com ética, passo a passo.

Sinais que pedem encaminhamento

O psicólogo já conhece bem esse território, mas vale reforçar no contexto da aromaterapia: nenhum aroma substitui a avaliação de um quadro grave. Encaminhe para avaliação médica, e não conte com a aromaterapia como resposta, quando houver:

O que estudar antes de usar

Um curso rápido de óleos essenciais não prepara para usar aromaterapia com pacientes em sofrimento emocional. Uma formação clínica em aromaterapia costuma incluir:

Veja formação em aromaterapia clínica, raciocínio clínico em aromaterapia e aromaterapia clínica ou holística.

Mitos e verdades

Como a Mentoria ATP trabalha esse tema

Na Mentoria ATP, recebemos muitas psicólogas. Em mais de 10 anos de atendimento clínico e com mais de 300 alunas formadas, a dúvida que mais escuto delas é justamente esta: “posso usar isso no consultório?”. A resposta começa sempre pelo que o conselho de cada uma permite, e só depois passa pelos óleos.

Na formação, a aluna estuda a química dos óleos, a neurociência do olfato, a segurança e o raciocínio clínico, e aprende a separar com clareza o que é aromaterapia do que é a sua profissão de origem. Para as psicólogas, isso significa pensar como apresentar o serviço, como pedir consentimento, quando o aroma faz sentido como âncora e quando o melhor é não usar. Os casos são discutidos em grupo, sempre sem nome e sem rosto.

É esse cuidado que permite somar a aromaterapia ao trabalho com responsabilidade, como tratamento complementar, ao lado da psicologia e da medicina.

Camila Castellan

Mentoria ATP · Formação profissional em aromaterapia clínica
Atenda com aromaterapia clínica, com segurança e base científica
  • ✓Raciocínio clínico em saúde mental: da avaliação ao plano de cuidado personalizado
  • ✓Segurança para atender quem usa medicamentos psiquiátricos
  • ✓Casos clínicos reais discutidos em encontros ao vivo quinzenais
  • ✓Como estruturar, divulgar e valorizar os seus atendimentos, sem prometer cura
+300 alunas formadas+10 anos de atendimento clínicoDra. Camila Castellan
O que dizem as alunas
Depoimento em vídeo da aluna Daise sobre a Mentoria ATP▶Daise, aluna da ATPDepoimento em vídeo da aluna Letícia sobre a Mentoria ATP▶Letícia, aluna da ATPDepoimento em vídeo da aluna Tânia sobre a Mentoria ATP▶Tânia, aluna da ATP
Conhecer a Mentoria ATP
Usa óleos só para você e sua família? Conheça o curso Aromaterapia Segura, para uso pessoal e familiar. Quer um plano feito para você? Agende uma consulta com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

Perguntas frequentes

Psicólogo pode usar aromaterapia?

Pode estudar e usar, mas a aromaterapia não é técnica da psicologia. O Código de Ética proíbe vincular o título de psicólogo a técnicas não reconhecidas pela profissão[1]. Consulte o seu CRP.

O CFP tem resolução sobre aromaterapia?

Não encontramos resolução específica. Valem as regras gerais do Código de Ética, especialmente o art. 1º, c, e o art. 2º, f[1].

Psicólogo pode indicar óleo essencial ao paciente?

É uma zona de risco. Um conselho regional orientou que psicólogos não indiquem nem prescrevam substâncias[2]. O mais seguro é consultar o CRP.

Posso usar difusor no consultório de psicologia?

É um uso complementar que pede consentimento, cuidado com pessoas sensíveis e consulta ao CRP. Asma, enxaqueca e gestação pedem atenção[15].

Aromaterapia funciona para ansiedade?

Meta-análises mostram redução da ansiedade com a inalação de óleos essenciais em situações como antes de cirurgias[6], com ressalvas sobre a qualidade dos estudos[7][8].

O que é usar o aroma como âncora?

É associar um aroma a um estado de calma treinado, como a respiração lenta, para que ele ajude a evocar esse estado depois[12][14].

A aromaterapia está no SUS?

Sim. Entrou na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares pela Portaria nº 702/2018[4].

Psicólogo pode trabalhar também como aromaterapeuta?

Pode atuar como aromaterapeuta em serviço separado e bem identificado, sem apresentar a aromaterapia como psicoterapia[1].

O que um psicólogo precisa estudar para usar aromaterapia?

Química dos óleos, neurociência do olfato, segurança, vias de uso e raciocínio clínico, numa formação clínica.

A aromaterapia substitui a psicoterapia?

Não. É tratamento complementar, não cura e não substitui a psicoterapia nem o tratamento médico.

Referências

  1. Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 10, de 21 de julho de 2005. Aprova o Código de Ética Profissional do Psicólogo. Brasília: CFP; 2005. cfp.org.br
  2. Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-06). Nota Orientativa CRP06 nº 1/2025. Psicologia e possibilidades e limites de atuação diante de demandas relativas aos usuários de maconha. São Paulo: CRP SP; 2025. cfp.org.br
  3. Conselho Federal de Psicologia. Práticas Integrativas e Complementares (PICs) e saberes/fazeres tradicionais, indígenas e quilombolas: CFP promove diálogo para fomentar a troca de experiências na área. Brasília: CFP; 2024. cfp.org.br
  4. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 702, de 21 de março de 2018. Inclui novas práticas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), entre elas a aromaterapia.
  5. Brasil. Ministério da Saúde. Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). gov.br/saude
  6. Guo P, Li P, Zhang X, et al. The effectiveness of aromatherapy on preoperative anxiety in adults: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Int J Nurs Stud. 2020;111:103747. doi:10.1016/j.ijnurstu.2020.103747
  7. Liu T, Cheng H, Tian L, et al. Aromatherapy with inhalation can effectively improve the anxiety and depression of cancer patients: a meta-analysis. Gen Hosp Psychiatry. 2022;77:118-27. doi:10.1016/j.genhosppsych.2022.05.004
  8. Luan J, Yang M, Zhao Y, et al. Aromatherapy with inhalation effectively alleviates the test anxiety of college students: a meta-analysis. Front Psychol. 2023;13:1042553. doi:10.3389/fpsyg.2022.1042553
  9. Sánchez-Vidaña DI, Ngai SP, He W, et al. The effectiveness of aromatherapy for depressive symptoms: a systematic review. Evid Based Complement Alternat Med. 2017;2017:5869315. doi:10.1155/2017/5869315
  10. Perry R, Terry R, Watson LK, Ernst E. Is lavender an anxiolytic drug? A systematic review of randomised clinical trials. Phytomedicine. 2012;19(8-9):825-35. doi:10.1016/j.phymed.2012.02.013
  11. Herz RS, Eliassen J, Beland S, Souza T. Neuroimaging evidence for the emotional potency of odor-evoked memory. Neuropsychologia. 2004;42(3):371-8. doi:10.1016/j.neuropsychologia.2003.08.009
  12. Herz RS. Aromatherapy facts and fictions: a scientific analysis of olfactory effects on mood, physiology and behavior. Int J Neurosci. 2009;119(2):263-90. doi:10.1080/00207450802333953
  13. Kontaris I, East BS, Wilson DA. Behavioral and neurobiological convergence of odor, mood and emotion: a review. Front Behav Neurosci. 2020;14:35. doi:10.3389/fnbeh.2020.00035
  14. Zaccaro A, Piarulli A, Laurino M, et al. How breath-control can change your life: a systematic review on psycho-physiological correlates of slow breathing. Front Hum Neurosci. 2018;12:353. doi:10.3389/fnhum.2018.00353
  15. Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety. 2. ed. Edinburgh: Churchill Livingstone; 2014.