História da aromaterapia: do Egito antigo ao SUS e à neurociência - Camila Castellan

A aromaterapia como nome é moderna, mas o uso de plantas aromáticas para cuidar do corpo e da mente é muito antigo. No Egito, óleos e resinas perfumadas eram usados no embalsamamento[1]; na Grécia, Hipócrates defendia banhos e massagens aromáticas[2]; e a medicina persa de Avicena influenciou a Europa por séculos[4][5]. A palavra “aromathérapie” foi criada pelo francês René-Maurice Gattefossé, que a usou nos anos 1920 e deu esse nome ao seu livro de 1937[7][8]. Depois vieram o médico Jean Valnet[9] e Marguerite Maury, que levou os óleos essenciais para a massagem[7]. Hoje a aromaterapia é estudada em hospitais[2], está no SUS desde a Portaria nº 702/2018[14] e conversa com a neurociência do olfato, que rendeu o Nobel de 2004[15][16].

Camila Castellan

Por Camila CastellanBiomédica, neurocientista e aromaterapeuta clínica · Publicado em 10 de outubro de 2026

Resumo rápido

Resumo rápido

AntiguidadeEgípcios, gregos e persas já usavam resinas, óleos e plantas aromáticas.
DestilaçãoA medicina persa e árabe aperfeiçoou as águas e os óleos destilados.
O nomeGattefossé criou o termo “aromathérapie” e publicou o livro em 1937.
Dois caminhosValnet levou os óleos para a medicina; Maury, para a massagem.
HojeEnsaios clínicos, hospitais, SUS e neurociência do olfato.
O que ficaTradição inspira, mas quem decide como usar hoje são os estudos.

Neste artigo você vai conhecer a história da aromaterapia, do Egito antigo ao SUS: quem criou o nome, o que é lenda e o que é fato, como a ciência entrou nessa história e o que tudo isso muda no jeito de usar óleos essenciais hoje.

O que é aromaterapia e por que a história importa

O Ministério da Saúde define a aromaterapia como o uso intencional de concentrados voláteis extraídos de vegetais, os óleos essenciais, para promover ou melhorar a saúde, o bem-estar e a higiene[14]. É uma definição simples, mas ela esconde uma longa história.

Conhecer essa história ajuda a entender de onde vêm muitas ideias que circulam até hoje, algumas confirmadas pelos estudos e outras não, e a perceber que o que se fazia há mil anos não é o que se recomenda agora. Uma revisão sobre lavanda resume bem esse ponto: os óleos de lavanda são usados há séculos, mas boa parte do que se dizia sobre eles era anedótica e só depois começou a ser testada[10].

Uma observação importante antes de começar: muitas datas que circulam na internet sobre a “origem da aromaterapia” não têm fonte. Neste artigo, quando algo é tradição sem documento confiável, escrevo “segundo relatos”. Para entender o que a aromaterapia é hoje, veja também o que é aromaterapia.

Antiguidade: Egito, Grécia e Roma

Egito. Os egípcios ficaram famosos pelo embalsamamento, e a ciência hoje consegue analisar o que havia dentro dos potes usados nesse processo. Um estudo publicado na revista Nature examinou 31 vasos de cerâmica de uma oficina de embalsamamento da 26ª dinastia, em Saqqara, há mais de 2.500 anos. Os pesquisadores encontraram misturas de óleos perfumados ou antissépticos, alcatrões e resinas, usadas para tratar a cabeça e as faixas do corpo[1]. Alguns ingredientes vinham de longe, do Mediterrâneo e até de florestas tropicais, o que mostra um comércio intenso de matérias aromáticas[1].

Um detalhe que pouca gente conta: o que os egípcios usavam não era o óleo essencial como conhecemos hoje. Eram resinas, unguentos e óleos com plantas, preparados de outra forma. Por isso, frases como “os egípcios já usavam óleo essencial de lavanda” são simplificações.

Grécia e Roma. Na Grécia, Hipócrates, considerado o pai da medicina, defendia banhos aromáticos e massagens perfumadas como parte do cuidado com a saúde[2]. Revisões sobre a história das terapias complementares lembram que o uso de plantas aromáticas aparece em várias culturas antigas, como Irã, China, Roma, Grécia, Egito e Índia[3]. Outro nome grego, Galeno, médico do século II, foi citado cerca de 300 vezes por Avicena, o que mostra como o conhecimento grego atravessou séculos e chegou à medicina persa[4].

Medicina persa e árabe: Avicena e a destilação

Avicena, ou Ibn Sina (980–1037), foi um médico e filósofo persa. Seu livro mais famoso, o Cânone da Medicina, reuniu o conhecimento grego e romano, acrescentou observações próprias e se tornou referência na Europa por séculos[4][5]. No Cânone, ele descreve vários tipos de massagem, mais suaves para relaxar e mais firmes para estimular, o que mostra como o toque já era visto como parte do tratamento[5].

E a destilação? Segundo relatos repetidos em muitos livros de aromaterapia, Avicena teria aperfeiçoado a destilação a vapor para obter águas e óleos de rosa. Não encontramos documento que confirme essa autoria, e historiadores lembram que a destilação é mais antiga do que ele. O que se sabe com segurança é que a rosa tem longa tradição no Irã: a água de rosas e o óleo de rosa são produtos antigos da região, e o Irã foi o principal produtor de óleo de rosa até o século XVI, exportando para muitos países[6].

A destilação é o processo que dá origem a dois produtos: o óleo essencial e a água aromática, hoje chamada de hidrolato. Se quiser entender a diferença, veja o que é hidrolato.

Idade Média, Renascimento e o século XIX

Na Idade Média e no Renascimento, segundo relatos, mosteiros e boticas da Europa cultivavam plantas aromáticas, preparavam águas destiladas e usavam ervas perfumadas para “purificar o ar” em tempos de epidemia. Como muitas dessas histórias vêm de fontes tardias, evito datas exatas. O certo é que os óleos e as águas aromáticas fizeram parte da farmácia europeia por séculos, junto com o comércio de matérias-primas vindas do Oriente[6].

No século XIX, aparece uma figura importante para a enfermagem: Florence Nightingale. Segundo uma revisão histórica brasileira, ela indicava a aplicação de óleo de lavanda na testa de soldados feridos na Guerra da Crimeia, para acalmá-los[7]. É um registro curioso, que mostra o aroma sendo usado como cuidado e conforto, e não como cura.

Gattefossé e o nascimento da palavra “aromathérapie”

René-Maurice Gattefossé foi um químico e perfumista francês[3][7]. A história mais contada sobre ele é a da queimadura: durante um trabalho com destilação no laboratório, ele queimou as mãos e as mergulhou num recipiente com óleo de lavanda[7]. Segundo os relatos, a boa recuperação despertou seu interesse pelo uso terapêutico dos óleos essenciais.

Esse episódio virou quase uma lenda e aparece com detalhes diferentes em cada livro. O que é fato documentado é a obra dele. O termo “aromathérapie” aparece em textos de Gattefossé já no fim dos anos 1920[3][7], e em 1937 ele publicou em Paris o livro Aromathérapie: les huiles essentielles, hormones végétales[8]. É por isso que a data de 1937 é a mais citada como marco do nome.

O documento do Ministério da Saúde que incluiu a aromaterapia no SUS resume esse momento assim: na década de 1930, a França e a Inglaterra passaram a adotar e pesquisar o uso terapêutico dos óleos essenciais[14].

Infográfico: linha do tempo da história da aromaterapia, do Egito antigo ao SUS
A história da aromaterapia em seis marcos.

Jean Valnet e Marguerite Maury: dois caminhos

Depois de Gattefossé, a aromaterapia seguiu dois caminhos principais, que existem até hoje.

O caminho médico. Jean Valnet foi um médico francês que, segundo relatos, usou óleos essenciais no cuidado de feridas quando atuava como médico militar. Revisões lembram que extratos de plantas aromáticas foram usados nas duas guerras mundiais para feridas, queimaduras e outros traumas[3]. Em 1964, Valnet publicou o livro Aromathérapie: traitement des maladies par les essences des plantes[9], que ajudou a levar o tema para dentro da medicina na França.

O caminho da massagem. Marguerite Maury, nascida na Áustria em 1895, formou-se em enfermagem e mudou-se para a França. Ela passou a preparar prescrições individuais de óleos essenciais, aplicadas por meio da massagem, e abriu clínicas, inclusive em Londres[7]. Por isso, é vista como um ícone da aromaterapia moderna e da ideia de escolher os óleos para cada pessoa[7].

Esses dois caminhos explicam diferenças que ainda existem: ora a aromaterapia é mais ligada à medicina, ora ao toque e ao cuidado integral. Veja aromaterapia clínica ou holística.

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Da tradição à ciência: a aromaterapia clínica de hoje

A grande virada das últimas décadas foi a entrada da aromaterapia em estudos controlados. Uma revisão sobre aromaterapia clínica descreve o uso em hospitais e ambulatórios para dor, náusea, ansiedade antes de cirurgias, estresse, insônia, oncologia e cuidados paliativos, sempre como complemento ao tratamento convencional[2]. A mesma revisão alerta para riscos reais: óleos inflamáveis, dermatite, reações com o sol e intoxicação quando ingeridos[2].

A qualidade dos estudos também mudou. Em 2012, uma revisão de revisões concluiu que a maior parte das pesquisas disponíveis tinha qualidade metodológica baixa e que os resultados ainda não eram convincentes[11]. Desde então, surgiram estudos maiores e mais cuidadosos. Em 2019, uma meta-análise reuniu ensaios com lavanda e encontrou redução da ansiedade[12]. Ou seja: a história da aromaterapia ainda está sendo escrita, agora com método.

O que a tradição dizia e o que a ciência mostra hoje

ÉpocaO que se faziaO que sabemos hoje
Egito antigoResinas e óleos perfumados no embalsamamento[1]Análises químicas confirmam óleos, resinas e comércio de longa distância[1]
GréciaBanhos aromáticos e massagens perfumadas[2]Massagem e aroma são estudados como cuidado complementar[2]
PérsiaMassagem descrita no Cânone[5]; águas e óleos de rosa[6]A rosa é estudada em laboratório e em animais; mais estudos em pessoas são necessários[6]
Século XXLavanda para queimaduras, segundo relatos[7]Muitos usos tradicionais da lavanda ainda precisam de confirmação[10]
HojeAromaterapia clínica em hospitais[2]Lavanda com evidência mais forte para ansiedade[12]

Para ver o que a pesquisa já mostrou, sem exageros, leia aromaterapia tem base científica? e aromaterapia em hospitais.

A neurociência do olfato e o Nobel de 2004

Por muito tempo, ninguém sabia explicar como o nariz reconhece milhares de aromas diferentes. Em 1991, Linda Buck e Richard Axel publicaram a descoberta de uma família muito grande de genes que codifica os receptores de odor, presentes nos neurônios do epitélio olfatório[15]. Foi o começo da explicação molecular do olfato.

Pela descoberta dos receptores de odor e da organização do sistema olfatório, os dois receberam o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2004. Na sua conferência do Nobel, Axel descreve a “lógica molecular” da percepção olfatória: cada aroma ativa uma combinação de receptores, e o cérebro lê esse padrão[16].

Por que isso importa para a aromaterapia? Porque mostra que o aroma não é só “sensação agradável”: ele é informação química que chega ao cérebro por vias ligadas à emoção e à memória. Ao inalar, as moléculas ativam o sistema olfatório e podem mudar respostas do corpo, como pressão e frequência cardíaca[2]. Para entender esse caminho em detalhes, veja como a aromaterapia age no cérebro e memória olfativa.

Infográfico: o que vem da tradição e o que vem da ciência na aromaterapia
Aromaterapia: o que é tradição e o que é ciência.

A chegada da aromaterapia ao SUS

No Brasil, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) foi aprovada em 2006, pela Portaria nº 971[13]. Em 21 de março de 2018, a Portaria nº 702 incluiu novas práticas nessa política, entre elas a aromaterapia[14].

O texto da portaria descreve a aromaterapia como prática multiprofissional, usada por enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, médicos e outros profissionais, de forma complementar, para ajudar no reequilíbrio físico e emocional[14]. Também cita o custo relativamente baixo da matéria-prima como vantagem para o sistema público[14].

Estar no SUS não significa que a aromaterapia seja uma profissão regulamentada nem que substitua o tratamento médico. Significa que ela é reconhecida como prática complementar. Para entender as regras, veja aromaterapia no SUS e aromaterapia é profissão regulamentada?.

O que a história ensina para usar óleos hoje

A história é bonita, mas não é manual de uso. Algumas lições práticas:

No uso pessoal e familiar, a regra é simples: pouca quantidade, boa diluição, ambiente ventilado e atenção a qualquer reação.

Quando procurar ajuda. A aromaterapia é tratamento complementar, não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico. Sintomas que persistem, pioram ou atrapalham a vida pedem avaliação médica. Em caso de ingestão acidental de óleo essencial, procure atendimento de emergência. Se houver sofrimento emocional intenso ou ideia de morte, ligue para o CVV (188) ou procure um serviço de emergência. E, se você usa medicação, ela só se reduz ou se suspende junto com o médico.

Mitos e verdades

Na aromaterapia clínica

Gosto muito de contar essa história para as minhas pacientes e alunas, porque ela mostra de onde viemos e para onde precisamos ir. A aromaterapia nasceu da observação, da tradição e da curiosidade de pessoas como Gattefossé, Valnet e Maury. Mas hoje, na aromaterapia clínica, eu não escolho um óleo porque “os antigos usavam”. Escolho porque existe uma razão: a química do óleo, os estudos disponíveis, a segurança para aquela pessoa e o que ela sente ao inalar aquele aroma.

Na consulta, isso aparece de forma bem concreta. Eu pergunto sobre a saúde, os medicamentos, as alergias, a rotina e o que a pessoa espera. Monto um plano com poucos óleos, bem diluídos, e com objetivos claros. No retorno, avaliamos o que mudou e ajustamos. É a união das duas tradições: o cuidado individual que Maury defendia e o rigor que a ciência pede. Em mais de 10 anos de atendimento clínico, aprendi que respeitar a história é justamente não parar nela.

Sempre como tratamento complementar, junto com o médico e os outros profissionais que cuidam da pessoa.

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Camila Castellan

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Perguntas frequentes

Quem criou a aromaterapia?

O nome foi criado pelo francês René-Maurice Gattefossé, que usou o termo nos anos 1920 e publicou o livro “Aromathérapie” em 1937[7][8]. O uso de plantas aromáticas, porém, é muito mais antigo[1][2].

Quando surgiu a aromaterapia?

Como prática com esse nome, no século XX, na França[8][14]. Como uso de aromas para cuidar da saúde, aparece em culturas antigas como Egito, Grécia, Irã e Índia[1][3].

Qual a história da queimadura de Gattefossé?

Segundo os relatos, ele queimou as mãos no laboratório e as mergulhou em óleo de lavanda[7]. A história virou lenda e varia entre os livros; o fato documentado é a obra dele[8].

Quem foi Jean Valnet?

Um médico francês que levou os óleos essenciais para a medicina e publicou o livro “Aromathérapie” em 1964[9].

Quem foi Marguerite Maury?

Uma enfermeira nascida na Áustria que preparava prescrições individuais de óleos aplicadas por massagem e abriu clínicas, inclusive em Londres[7].

Os egípcios usavam óleos essenciais?

Usavam óleos perfumados, resinas e alcatrões, por exemplo no embalsamamento[1], mas não exatamente o óleo essencial destilado de hoje.

Avicena inventou a destilação?

Não. Segundo relatos, ele teria aperfeiçoado a destilação de águas e óleos, mas a técnica é mais antiga. Seu Cânone da Medicina influenciou a Europa por séculos[4][5].

Desde quando a aromaterapia está no SUS?

Desde 21 de março de 2018, quando a Portaria nº 702 a incluiu na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares[14].

O que o Nobel de 2004 tem a ver com aromaterapia?

Linda Buck e Richard Axel descobriram os receptores de odor e explicaram como o cérebro reconhece os aromas[15][16]. Isso ajuda a entender como a inalação age no corpo.

Aromaterapia tem base científica hoje?

Tem estudos crescentes, com destaque para a lavanda na ansiedade[12], e é usada em hospitais como complemento[2]. Ainda há muitos usos tradicionais à espera de confirmação[10][11].

Referências

  1. Rageot M, Hussein RB, Beck S, et al. Biomolecular analyses enable new insights into ancient Egyptian embalming. Nature. 2023;614(7947):287-293. doi:10.1038/s41586-022-05663-4
  2. Farrar AJ, Farrar FC. Clinical Aromatherapy. Nurs Clin North Am. 2020;55(4):489-504. doi:10.1016/j.cnur.2020.06.015
  3. Caballero-Gallardo K, Quintero-Rincón P, Olivero-Verbel J. Aromatherapy and Essential Oils: Holistic Strategies in Complementary and Alternative Medicine for Integral Wellbeing. Plants (Basel). 2025;14(3):400. doi:10.3390/plants14030400
  4. Sadeghi S, Ghaffari F, Heydarirad G, Alizadeh M. Galen’s place in Avicenna’s The Canon of Medicine: Respect, confirmation and criticism. J Integr Med. 2020;18(1):21-25. doi:10.1016/j.joim.2019.11.002
  5. Çetkin M, Bahşi İ, Orhan M. The Massage Approach of Avicenna in the Canon of Medicine. Acta Med Hist Adriat. 2019;17(1):103-114. doi:10.31952/amha.17.1.6
  6. Boskabady MH, Shafei MN, Saberi Z, Amini S. Pharmacological effects of Rosa damascena. Iran J Basic Med Sci. 2011;14(4):295-307. PMID: 23493250.
  7. Gnatta JR, Kurebayashi LF, Turrini RN, Silva MJ. Aromaterapia e enfermagem: concepção histórico-teórica. Rev Esc Enferm USP. 2016;50(1):130-6. doi:10.1590/S0080-623420160000100017
  8. Gattefossé RM. Aromathérapie: les huiles essentielles, hormones végétales. Paris: Girardot & Cie; 1937.
  9. Valnet J. Aromathérapie: traitement des maladies par les essences des plantes. Paris: Maloine; 1964.
  10. Cavanagh HM, Wilkinson JM. Biological activities of lavender essential oil. Phytother Res. 2002;16(4):301-8. doi:10.1002/ptr.1103
  11. Lee MS, Choi J, Posadzki P, Ernst E. Aromatherapy for health care: an overview of systematic reviews. Maturitas. 2012;71(3):257-60. doi:10.1016/j.maturitas.2011.12.018
  12. Donelli D, Antonelli M, Bellinazzi C, et al. Effects of lavender on anxiety: A systematic review and meta-analysis. Phytomedicine. 2019;65:153099. doi:10.1016/j.phymed.2019.153099
  13. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 971, de 3 de maio de 2006. Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. bvsms.saude.gov.br
  14. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 702, de 21 de março de 2018. Inclui novas práticas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), entre elas a aromaterapia.bvsms.saude.gov.br
  15. Buck L, Axel R. A novel multigene family may encode odorant receptors: a molecular basis for odor recognition. Cell. 1991;65(1):175-87. doi:10.1016/0092-8674(91)90418-x
  16. Axel R. Scents and sensibility: a molecular logic of olfactory perception (Nobel lecture). Angew Chem Int Ed Engl. 2005;44(38):6110-27. doi:10.1002/anie.200501726