
Os óleos essenciais são seguros quando a escolha, a dose e a via combinam com quem vai usar. Os grupos que pedem mais cuidado são bebês e crianças pequenas, gestantes, idosos, pessoas com epilepsia, asma ou pele sensível, quem usa anticoagulante e outros remédios, e os animais da casa, principalmente os gatos[1]. Esta página reúne, em tabelas, as regras que o site ensina em cada artigo, com base no guia de segurança de Tisserand e Young e nos estudos citados: recém-nascido não usa óleo essencial, criança nunca ingere óleo, gaultéria não combina com varfarina[14], bergamota prensada pede cuidado com o sol[13] e gato não fica no cômodo do difusor[7][8]. Cada linha leva ao artigo que aprofunda o tema.

Resumo rápido
Esta é uma página de consulta: junta, num só lugar, os cuidados por grupo que aparecem nos artigos do site. Ela não substitui a avaliação individual.
Três regras que valem para todos os grupos
Antes das tabelas, três princípios que aparecem em todos os artigos do site e que explicam boa parte dos cuidados abaixo.
1. A via de uso muda o risco. Na inalação, pouco óleo chega ao sangue e por pouco tempo. Num estudo com voluntários que inalaram eucaliptol por 20 minutos, a concentração no sangue chegou ao máximo em cerca de 18 minutos e caiu pela metade em pouco mais de uma hora e meia[16]. Na pele, a absorção depende da diluição e da área. A via oral é a via mais controversa e de maior risco, e só deve ser usada com o acompanhamento de uma aromaterapeuta com formação clínica, nunca por conta própria. Criança nunca ingere óleo essencial. Veja óleo essencial pode ser ingerido?.
2. A dose é sempre a menor que funciona. Mais gotas não trazem mais benefício e aumentam a chance de dor de cabeça, irritação e alergia. Veja quantas gotas de óleo essencial usar e como diluir óleo essencial.
3. O nome científico importa. “Sálvia”, “eucalipto” ou “alecrim” podem ser plantas ou quimiotipos com químicas bem diferentes, e é a química que define o risco[1]. Veja o que é quimiotipo.
Para uso pessoal e familiar, a tabela de diluição de referência, baseada em Tisserand e Young[1], é esta:
| Quem | Diluição de referência | Observações | Leia mais |
|---|---|---|---|
| Recém-nascido e bebê até 3 meses | Nenhum óleo essencial | Nem na pele, nem no banho, nem no difusor | Bebê |
| De 3 a 24 meses | 0,25% a 0,5% | Só com orientação de aromaterapeuta com formação clínica | Bebê |
| De 2 a 6 anos | Até 1% a 2% | Só com avaliação de aromaterapeuta com formação clínica. Nada de mentol ou 1,8-cineol perto do rosto | Crianças |
| De 6 a 15 anos | 1,5% a 3% | Só com avaliação de aromaterapeuta com formação clínica. Preferir o limite mais baixo no uso diário | Crianças |
| Adulto saudável | 1% a 3% no corpo; até 5% em área pequena | Rosto: 0,5% a 1% | Diluição |
| Gestante | Até cerca de 1% | Evitar óleos contraindicados; uso mínimo no 1º trimestre | Gestação |
| Idoso ou pele sensível | 0,5% a 1% | Pele mais fina; testar antes numa pequena área | Idosos |
Bebês e crianças: cuidados por idade
O bebê não é um adulto pequeno. A barreira da pele continua amadurecendo por semanas a meses depois do nascimento[2], o fígado ainda está aprendendo a eliminar substâncias, e uma gota representa muito mais por quilo de peso. Por isso o site segue uma regra simples: recém-nascido não usa óleo essencial.
Nas crianças, os maiores riscos vêm de três situações: óleo mentolado ou canforado perto do rosto, ingestão acidental e frasco ao alcance. Num centro de intoxicações de Toronto, 251 crianças engoliram óleos essenciais ou produtos com cânfora e eucalipto, como líquidos de vaporização e pomadas; duas tiveram convulsões; na literatura, os autores encontraram 18 relatos de crianças com vômitos, sonolência, coma e convulsões, e uma morte[3]. A gaultéria é ainda mais perigosa: em crianças pequenas, uma colher de chá ou menos já foi associada a mortes[4].
| Óleo ou situação | Idade | O que fazer | Leia mais |
|---|---|---|---|
| Qualquer óleo essencial | Até 3 meses | Não usar, nem no difusor | Cólica do bebê |
| Difusor no quarto | Acima de 3 meses | Poucas gotas, com orientação, por 15 a 30 minutos antes de a criança entrar | Sono infantil |
| Hortelã-pimenta (mentol) | Menores de 6 anos | Nada de mentol perto do rosto: pode irritar as vias aéreas[1] | Hortelã-pimenta |
| Eucalipto e alecrim (1,8-cineol) | Crianças pequenas | Nunca no rosto ou perto do nariz[1] | Eucalipto |
| Pomada com mentol, cânfora e eucalipto embaixo do nariz | Crianças pequenas | Não usar: já houve desconforto respiratório grave[5] | Sinusite e tosse |
| Cânfora (óleo canforado, tabletes) | Todas as idades | Fora de casa ou trancada: convulsões após ingestão[3] | Crianças |
| Gaultéria e bétula | Todas as idades | Nunca ao alcance: muito tóxicas se engolidas[4] | Interações |
| Cítricos prensados na pele | Todas as idades | Risco maior de queimadura no sol, porque a criança brinca ao ar livre | Fototóxicos |
| Via oral | Todas as idades | Criança nunca ingere óleo essencial | Via oral |
Frasco com tampa conta-gotas, guardado no alto e longe da vista, é parte do tratamento. Em caso de ingestão, ligue para o centro de intoxicações ou vá à emergência, sem esperar sintomas.

Gestação e amamentação
A aromaterapia tem estudos na gestação. Uma revisão sistemática com 21 estudos encontrou menos náusea e vômito, menos ansiedade e melhor qualidade do sono em gestantes que usaram aromaterapia, quase sempre por inalação, mas pede estudos maiores e de melhor qualidade[6]. O cuidado está na escolha do óleo, na dose e no momento da gravidez[1].
| Óleo ou situação | Orientação | Leia mais |
|---|---|---|
| Sálvia comum (Salvia officinalis) | Contraindicada na gestação e na amamentação: rica em tujona[1] | Gestação |
| Poejo, losna, tuia e hissopo | Evitar: ricos em cetonas ligadas a convulsões[1][9] | Quem não pode |
| Alecrim rico em cânfora | Evitar na gestação | Alecrim |
| Gaultéria e bétula | Evitar: metil-salicilato, parente da aspirina[1] | Interações |
| Sálvia-esclareia | Não está entre os proibidos, mas por precaução costuma ser evitada até o trabalho de parto | Parto |
| Limão e hortelã-pimenta | Estudados por inalação na náusea[6]; usar só com orientação | Limão e bergamota |
| Lavanda, laranja-doce, camomila, gerânio e ylang-ylang | Inalação leve, em pouca quantidade e com orientação | Laranja-doce |
| Primeiro trimestre | Uso mínimo; na pele, até cerca de 1%[1] | Gestação |
| Gestação de risco ou antes do termo | Não usar sem liberação da obstetra | Parto |
| Amamentação | Nada de via oral; não passar óleo na região do seio, para o bebê não ter contato direto | Bebê |
Vômitos que impedem de comer ou beber, sangramento, contrações antes do tempo ou perda de líquido pedem atendimento com a obstetra, e não um aroma.
Idosos
Nos idosos, a pele é mais fina, os remédios costumam ser muitos e, em quem tem demência, o frasco pode ser confundido com bebida. A aromaterapia pode ser uma aliada importante, desde que esses pontos entrem no planejamento.
| Situação | O que fazer | Leia mais |
|---|---|---|
| Pele fina | Diluição de 0,5% a 1%; teste antes numa área pequena[1] | Idosos |
| Feridas e úlceras de pressão | Nunca aplicar óleo essencial sobre a pele machucada | Idosos |
| Anticoagulantes | Nada de gaultéria ou bétula, por nenhuma via[14] | Interações |
| Calmantes e remédios para dormir | Aromas relaxantes podem somar sonolência; observar tontura e risco de queda | Lavanda e remédios |
| Pressão baixa | Ylang-ylang baixou a pressão em estudos: usar pouco e observar | Ylang-ylang |
| Asma, bronquite e enfisema | Difusor só depois de avaliação; começar com menos | Asma |
| Demência | Frascos fora do alcance e observação constante da reação | Alzheimer |
| Cuidados paliativos | Aromas suaves, escolhidos pela pessoa, com a equipe informada | Paliativos |
Pets: por que os gatos são o grupo mais sensível
O gato tem uma diferença importante no fígado: o gene da enzima UGT1A6, que outras espécies usam para eliminar muitos compostos fenólicos, não funciona nessa espécie[8]. Por isso, ele acumula com mais facilidade várias substâncias, incluindo componentes dos óleos essenciais. Num levantamento de 443 casos de intoxicação por óleo de melaleuca puro em cães e gatos, a maioria aconteceu por uso intencional na pele, com baba, apatia, fraqueza nas patas, falta de coordenação e tremores, e os gatos mais novos e menores tiveram os quadros mais graves[7].
| Situação | O que fazer | Leia mais |
|---|---|---|
| Difusor em casa com gato | Fora do cômodo onde o gato fica, com porta aberta para ele sair; nunca a noite toda | Gatos e cães |
| Óleo na pele ou no pelo do animal | Nunca aplicar óleo essencial no animal por conta própria[7] | Gatos e cães |
| Melaleuca | Perigosa para gatos e tóxica se ingerida[7] | Melaleuca |
| Cítricos, lavanda, camomila e gerânio | Mesmo os óleos suaves: evite difusor no ambiente do gato | Laranja-doce |
| Cachorros | Difusor por pouco tempo, ambiente ventilado e porta aberta para o animal sair | Difusor |
| Repelentes caseiros | Não usar no animal; produto para pet só com o veterinário | Repelentes |
Não encontramos estudos que mediram o efeito do difusor em gatos. Por isso a regra é de cautela: o gato precisa poder sair do ambiente perfumado sempre que quiser.
Epilepsia
Alguns óleos essenciais têm cetonas que podem facilitar convulsões. Em 1999, neurologistas descreveram pessoas sem histórico de epilepsia que tiveram convulsões depois de usar óleos com fins terapêuticos e listaram plantas cujos óleos são convulsivantes, por causa de cânfora, tujona, pinocanfona, pulegona e fenchona, além do cineol[9]. E o remédio não protege contra qualquer quantidade: uma mulher com epilepsia controlada teve uma crise depois de comer doces com óleo de funcho[10].
| Óleo | Componente de atenção | Orientação | Leia mais |
|---|---|---|---|
| Sálvia comum | Tujona e cânfora | Evitar, por qualquer via[1][9] | Quem não pode |
| Losna, tuia e hissopo | Tujona e pinocanfona | Evitar[1][9] | Quem não pode |
| Funcho (erva-doce amarga) | Fenchona e outros | Evitar, principalmente por via oral[10] | Interações |
| Alecrim, sobretudo o rico em cânfora | Cânfora e 1,8-cineol | Evitar ou usar só com avaliação[1][9] | Alecrim |
| Eucalipto | 1,8-cineol em dose alta | Evitar doses altas; nunca ingerir[3][9] | Eucalipto |
| Cânfora e pomadas canforadas | Cânfora | Evitar[3] | Dor muscular |
| Lavanda e laranja-doce | Linalol e limoneno | Costumam ser escolhas mais seguras, em pouca quantidade | Lavanda |
Quem tem epilepsia deve conversar com o neurologista antes de começar. Se as crises mudarem de frequência depois de um óleo novo, pare e avise o médico. Crise que dura mais de 5 minutos ou crises seguidas, sem recuperar a consciência, são emergência.
Asma, bronquite e sensibilidade a aromas
Aroma não causa asma, mas pode ser gatilho de sintomas em quem já tem. Numa pesquisa nacional nos Estados Unidos, 64,3% dos asmáticos relataram efeitos ruins com produtos perfumados e 27,9% relataram crise de asma[11]. Esses dados são de perfumes e aromatizadores do dia a dia, e não de óleos essenciais, mas mostram o tamanho da sensibilidade. Os óleos lembrados para “abrir a respiração” são justamente os que mais pedem cuidado: mentol, cânfora e 1,8-cineol agem direto nas vias aéreas[1].
| Óleo | Componente de atenção | Na prática | Leia mais |
|---|---|---|---|
| Hortelã-pimenta | Mentol | Adultos: inalação leve e curta, só se bem tolerada | Asma |
| Eucalipto e alecrim | 1,8-cineol e cânfora | Evitar vaporização forte e banho de vapor concentrado | Eucalipto |
| Cânfora | Cânfora | Evitar em asmáticos e em casas com crianças | Asma |
| Lavanda e laranja-doce | Linalol e limoneno | Costumam ser mais suaves, mas também podem incomodar: testar com pouco | Lavanda |
| Difusor | Todos os óleos | Ciclos curtos, janela aberta, desligar ao primeiro sinal de tosse ou chiado | Difusor |
| Sensibilidade a cheiros | Variável | A própria pessoa escolhe o aroma, em quantidade mínima | Sensibilidade |
Chiado, falta de ar ou aperto no peito depois de um aroma: desligue o difusor, areje o ambiente e use o remédio de resgate prescrito. Se não melhorar, procure atendimento.
Pele sensível e alergia
A pele pode reagir de dois jeitos: irritação, que depende da dose e aparece logo, e alergia de contato, que envolve o sistema imune e tende a ficar para sempre[1]. Num estudo com 62.354 pacientes testados na América do Norte e na Europa Central, o ylang-ylang deu reação em 1,1% a 2,4%, a hortelã-pimenta em 0,9%, e a lavanda e a melaleuca em 0,3%; quem reagiu tinha mais chance de ser mulher e de ter 40 anos ou mais[12].
| Óleo ou situação | Por quê | Leia mais |
|---|---|---|
| Qualquer óleo puro na pele | A maioria das reações vem de óleo puro ou muito concentrado[1] | Alergia |
| Óleos velhos ou oxidados (cítricos, lavanda, melaleuca) | A oxidação aumenta o potencial alergênico[1] | Validade |
| Ylang-ylang | Entre os que mais deram reação nos testes[12] | Ylang-ylang |
| Melaleuca | Oxidada, sensibiliza; nunca pura[1] | Melaleuca |
| Canela (casca) e cravo | Muito irritantes e sensibilizantes na pele[1] | Guia de óleos |
| Gerânio | O geraniol é um alérgeno conhecido de perfumaria; sempre diluir | Gerânio |
| Camomila | Alergia cruzada em quem reage a margaridas, arnica e crisântemo | Camomila |
| Dermatite, eczema ou pele machucada | A barreira danificada facilita a sensibilização | Alergia |
Antes do primeiro uso, teste a mistura já diluída numa área pequena. Se aparecer vermelhidão, coceira ou bolhas, lave com óleo vegetal e depois com água e sabão, suspenda o uso e procure o médico se não melhorar.
Fotossensibilidade: os óleos que mancham no sol
Alguns óleos cítricos prensados a frio levam para o frasco furocumarinas, como o bergapteno, que reagem com a radiação UVA. A pele com o óleo, ao receber sol ou luz de bronzeamento, pode queimar, formar bolhas e ficar manchada por meses. Já foram descritas queimaduras com bolhas depois do uso de bergamota seguido de exposição ao UVA[13].
| Óleo | Fototóxico? | Orientação | Leia mais |
|---|---|---|---|
| Bergamota prensada a frio | Sim, bastante | No máximo 0,4% na pele que vai ao sol; acima disso, evitar sol e solário por 12 horas[1] | Limão e bergamota |
| Limão prensado a frio | Sim | No máximo 2% na pele que vai ao sol; acima disso, evitar sol por 12 horas[1] | Limão e bergamota |
| Laranja-amarga prensada | Sim | Na pele, não ir ao sol nas horas seguintes | Laranja-doce |
| Bergamota FCF e limão destilado | Não | Diluição comum, em torno de 1% no corpo | Fototóxicos |
| Laranja-doce prensada | Não, na prática | Cuidado só com a oxidação | Laranja-doce |
| Gerânio e néroli | Não | Diluição comum | Gerânio |
Na inalação e no difusor, não há risco de fototoxicidade. O cuidado é com a pele exposta ao sol.
Anticoagulantes e outras interações com remédios
A interação mais importante é a da gaultéria e da bétula, formadas quase só por metil-salicilato. Numa série de 11 pacientes que usavam varfarina, todos ficaram com o exame de coagulação acima do esperado depois de usar pomada com metil-salicilato, e três tiveram sangramentos[14]. Repare: foi pela pele. Outro exemplo é a bergamotina, presente na bergamota prensada, que inativa em laboratório a enzima CYP3A4, uma das principais do fígado no processamento de remédios[15].
| Remédio ou condição | Óleos de atenção | Orientação | Leia mais |
|---|---|---|---|
| Varfarina e outros anticoagulantes | Gaultéria e bétula; cravo pede atenção[1][14] | Gaultéria e bétula: nunca, por nenhuma via. Conferir pomadas para dor | Interações |
| Remédios processados pela CYP3A4 | Bergamota prensada por via oral[15] | Não ingerir por conta própria | Interações |
| Anticonvulsivantes | Óleos ricos em cetonas e 1,8-cineol em dose alta[9] | Ver a tabela de epilepsia; falar com o neurologista | Eucalipto |
| Calmantes e remédios para dormir | Lavanda e outros relaxantes | Podem somar calma; observar sonolência | Lavanda e remédios |
| Antidepressivos | Nenhum relato de interação perigosa por inalação | Evitar a via oral; o remédio só muda com o médico | Antidepressivo |
| Remédios para pressão | Ylang-ylang, que baixou a pressão em estudos | Observar tontura ou fraqueza | Ylang-ylang |
| Quimioterapia | Qualquer óleo por via oral ou em massagem extensa | Preferir inalação leve, com o oncologista informado | Hospitais |
| Uso de vários remédios | Todos | Inalação como primeira escolha; avisar médico e farmacêutico | Quem não pode |

E uma regra que nunca muda: a medicação só se reduz ou se suspende junto com o médico. A aromaterapia é tratamento complementar, não substitui o tratamento médico e não faz diagnóstico médico.
Tabela-resumo: óleo por óleo
Para consulta rápida, os óleos mais usados no uso pessoal e familiar, com o principal cuidado em cada grupo:
| Óleo | Crianças | Gestação | Gatos | Atenção principal |
|---|---|---|---|---|
| Lavanda | Diluição da idade | Com orientação | Fora do cômodo | Oxidada, pode causar alergia; soma a calmantes |
| Laranja-doce | Inalação com supervisão | Inalação, com orientação | Fora do cômodo | Oxida rápido |
| Limão e bergamota | Inalação suave; na pele, versão não fototóxica | Limão estudado na náusea[6] | Evitar | Sol: fototóxicos quando prensados[13] |
| Hortelã-pimenta | Menores de 6 anos: nada perto do rosto | Com orientação | Evitar | Asma e pele: irritante |
| Eucalipto | Nunca perto do rosto de crianças pequenas | Com orientação | Evitar | Ingestão já causou convulsões[3] |
| Alecrim | Tipo cânfora: evitar em crianças pequenas | Tipo cânfora: evitar | Evitar | Epilepsia: evitar o tipo cânfora |
| Melaleuca | Só diluída, com orientação | Com orientação | Perigosa[7] | Oxidada, sensibiliza; tóxica se ingerida |
| Camomila | Diluição menor que a do adulto | Pouco e com orientação | Fora do cômodo | Alergia a margaridas e arnica |
| Ylang-ylang | Pouca quantidade | Inalação leve, com orientação | Fora do cômodo | Alergia de pele[12]; pressão baixa |
| Gerânio | Diluição menor, com orientação | Com orientação | Evitar | Alergia; pode interferir em enzimas do fígado[1] |
| Gaultéria e bétula | Muito tóxicas se engolidas[4] | Evitar | Evitar | Anticoagulantes: nunca[14] |
Mais óleos, com nome científico e componentes, estão no guia de óleos essenciais.
Quando procurar ajuda
- Ingestão acidental, principalmente por criança: centro de intoxicações ou emergência, sem esperar sintomas[3][4].
- Convulsão, confusão mental ou sonolência muito forte depois de um óleo.
- Falta de ar, chiado que não melhora ou inchaço no rosto ou na garganta.
- Sangramento que não para, manchas roxas sem motivo ou fezes pretas, em quem usa anticoagulante[14].
- Bolhas ou queimadura na pele depois de sol[13].
- Animal com baba, tremores ou andar cambaleante: veterinário com urgência[7].
E se a pessoa está passando por sofrimento emocional intenso ou tem ideias de morte, procure ajuda imediata: o CVV atende pelo 188, 24 horas, e o médico ou a emergência devem ser acionados.
Mitos e verdades
- “Se é natural, não faz mal.” Mito. Gaultéria, cânfora e eucalipto já causaram intoxicações graves em crianças[3][4].
- “Inalar é a via de menor risco.” Verdade. Pouco óleo chega ao sangue, e por pouco tempo[16].
- “Se o gato não sai do quarto, é porque gosta do aroma.” Mito. O gato elimina mal vários componentes[8] e precisa poder sair.
- “Grávida não pode usar nenhum óleo.” Mito. Há estudos de inalação na gestação[6], com óleos e doses escolhidos com cuidado.
- “Quem toma anticonvulsivante está protegido.” Mito. Já houve crise com o remédio em dia depois de um óleo convulsivante[10].
Na aromaterapia clínica
No meu atendimento, as perguntas de segurança vêm antes da escolha do óleo. Quem mora com a pessoa? Tem bebê, criança pequena, gestante, idoso, gato? Quais remédios ela usa? Tem asma, epilepsia, enxaqueca, alergia a perfumes, pele sensível? Vai tomar sol? Cada resposta tira alguns óleos da lista e muda a via e a dose.
Depois dessa conversa, quase sempre sobram muitos caminhos seguros. Segurança não é proibir tudo: é escolher bem, guardar os frascos fora do alcance e parar ao primeiro sinal de incômodo.
Sempre como tratamento complementar, ao lado do médico, do pediatra, da obstetra e do veterinário.
Se você quer um plano seguro de aromaterapia para você ou para a sua família, o atendimento é online, com Camila Castellan e/ou aromaterapeutas da equipe.

- ✓Como escolher um óleo de qualidade e ler o rótulo
- ✓A via de uso e a diluição certa para cada idade
- ✓Os cuidados com os 20 óleos essenciais mais usados
- ✓Quando não usar e quando é hora de procurar o médico
- O que é aromaterapia: como funciona, para que serve e o que diz a ciência
- Quem não pode fazer aromaterapia? Contraindicações, uso diário e frequência
- Óleos essenciais e medicamentos: interações, riscos e como usar com segurança
- Óleo essencial faz mal para gatos e cachorros? Guia de segurança com pets
- Óleo essencial para crianças: quais usar, diluição por idade e cuidados
Perguntas frequentes
Qual óleo essencial não pode ser usado em criança?
Mentol (hortelã-pimenta) e 1,8-cineol (eucalipto, alecrim) não devem ir perto do rosto de crianças pequenas[1]. Cânfora e gaultéria precisam ficar fora do alcance[3][4]. Recém-nascido não usa nenhum óleo.
A partir de que idade o bebê pode usar óleo essencial?
Até 3 meses, nenhum óleo essencial. De 3 a 24 meses, só diluições de 0,25% a 0,5%, com orientação de aromaterapeuta com formação clínica[1].
Quais óleos essenciais a gestante deve evitar?
Sálvia comum, poejo, losna, tuia, hissopo, alecrim rico em cânfora, gaultéria e bétula[1][9]. A sálvia-esclareia costuma ser evitada até o parto, por precaução.
Pode usar óleo essencial amamentando?
Por inalação leve e com orientação, sim. Nada de via oral, nada de sálvia comum[1] e nada de óleo na região do seio.
Difusor faz mal para gato?
Pode fazer. O gato elimina mal vários componentes[8]. Deixe o difusor fora do cômodo dele, com porta aberta, e nunca aplique óleo no animal[7].
Quem tem epilepsia pode usar óleo essencial?
Deve evitar óleos ricos em cânfora, tujona, pulegona e 1,8-cineol em dose alta[9]. Lavanda e laranja-doce costumam ser escolhas mais seguras, com o neurologista informado.
Quem tem asma pode usar difusor?
Pode, com cuidado: aromas suaves, ciclos curtos e janela aberta. Mentol, cânfora e eucalipto pedem cautela[1], e muitos asmáticos pioram com perfumes[11].
Quem toma anticoagulante pode usar óleo essencial?
Pode inalar alguns, com o médico informado, mas nunca gaultéria ou bétula, nem na pele[14].
Quais óleos essenciais mancham a pele no sol?
Bergamota e limão prensados a frio, além da laranja-amarga. Os limites na pele exposta são 0,4% e 2%; acima disso, 12 horas sem sol[1][13].
Idoso pode usar óleo essencial?
Pode, com diluição de 0,5% a 1%, sem aplicar em feridas e com atenção aos remédios, principalmente anticoagulantes e calmantes[1][14].
Referências
- Tisserand R, Young R. Essential Oil Safety: A Guide for Health Care Professionals. 2. ed. Edimburgo: Churchill Livingstone/Elsevier; 2014.
- Visscher MO, Adam R, Brink S, Odio M. Newborn infant skin: physiology, development, and care. Clin Dermatol. 2015;33(3):271-80. doi:10.1016/j.clindermatol.2014.12.003
- Flaman Z, Pellechia-Clarke S, Bailey B, McGuigan M. Unintentional exposure of young children to camphor and eucalyptus oils. Paediatr Child Health. 2001;6(2):80-3. doi:10.1093/pch/6.2.80
- Davis JE. Are one or two dangerous? Methyl salicylate exposure in toddlers. J Emerg Med. 2007;32(1):63-9. doi:10.1016/j.jemermed.2006.08.009
- Abanses JC, Arima S, Rubin BK. Vicks VapoRub induces mucin secretion, decreases ciliary beat frequency, and increases tracheal mucus transport in the ferret trachea. Chest. 2009;135(1):143-8. doi:10.1378/chest.08-0095
- Mascarenhas VHA, Caroci-Becker A, Nick JM, et al. Effectiveness of aromatherapy on physiological and psychological symptoms during pregnancy: a systematic review and meta-analysis. Complement Ther Med. 2025;95:103279. doi:10.1016/j.ctim.2025.103279
- Khan SA, McLean MK, Slater MR. Concentrated tea tree oil toxicosis in dogs and cats: 443 cases (2002-2012). J Am Vet Med Assoc. 2014;244(1):95-9. doi:10.2460/javma.244.1.95
- Court MH, Greenblatt DJ. Molecular genetic basis for deficient acetaminophen glucuronidation by cats: UGT1A6 is a pseudogene, and evidence for reduced diversity of expressed hepatic UGT1A isoforms. Pharmacogenetics. 2000;10(4):355-69. doi:10.1097/00008571-200006000-00009
- Burkhard PR, Burkhardt K, Haenggeli CA, Landis T. Plant-induced seizures: reappearance of an old problem. J Neurol. 1999;246(8):667-70. doi:10.1007/s004150050429
- Skalli S, Soulaymani Bencheikh R. Epileptic seizure induced by fennel essential oil. Epileptic Disord. 2011;13(3):345-7. doi:10.1684/epd.2011.0451
- Steinemann A. Fragranced consumer products: effects on asthmatics. Air Qual Atmos Health. 2018;11(1):3-9. doi:10.1007/s11869-017-0536-2
- Warshaw EM, Zug KA, Belsito DV, et al. Positive Patch-Test Reactions to Essential Oils in Consecutive Patients From North America and Central Europe. Dermatitis. 2017;28(4):246-252. doi:10.1097/DER.0000000000000293
- Kaddu S, Kerl H, Wolf P. Accidental bullous phototoxic reactions to bergamot aromatherapy oil. J Am Acad Dermatol. 2001;45(3):458-61. doi:10.1067/mjd.2001.116226
- Yip AS, Chow WH, Tai YT, Cheung KL. Adverse effect of topical methylsalicylate ointment on warfarin anticoagulation: an unrecognized potential hazard. Postgrad Med J. 1990;66(775):367-9. doi:10.1136/pgmj.66.775.367
- Lin HL, Kenaan C, Hollenberg PF. Identification of the residue in human CYP3A4 that is covalently modified by bergamottin and the reactive intermediate that contributes to the grapefruit juice effect. Drug Metab Dispos. 2012;40(5):998-1006. doi:10.1124/dmd.112.044560
- Jäger W, Nasel B, Nasel C, et al. Pharmacokinetic studies of the fragrance compound 1,8-cineol in humans during inhalation. Chem Senses. 1996;21(4):477-80. doi:10.1093/chemse/21.4.477
